29 de setembro de 2011

Novas notas começam a circular a partir de 1 de Outubro de 2011


Novas notas começam a circular a partir de 01 de Outubro

Maputo, 29 set (Lusa) - Uma nova série de notas de 20, 50 e 100 meticais, a moeda nacional moçambicana, entram em circulação a 01 de outubro, e são produzidas com polímero, material sintético que garante a sua durabilidade, anunciou o Banco de Moçambique.

As notas 20, 50 e 100 meticais são as mais suscetíveis de se degradarem, na medida em que são as mais usadas nas transações e concessão de trocos.

O governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove, referiu que a introdução de moedas produzidas com polímero reduzirá significativamente os custos de reposição das notas degradadas.

Ernesto Gove apontou ainda que a rotação "média das notas é de três anos e com estas notas acredita-se que as mesmas possam, pelo menos, resistir por cinco anos ou até mesmo duplicar o seu tempo de vida em circulação".

O Banco de Moçambique referiu que a circulação das novas notas será simultânea e a substituição decorrerá de uma forma gradual, contudo não implicará a retirada das notas atuais.

Tal como as que estão em circulação, as novas notas ostentam a efígie de Samora Machel, o primeiro Presidente de Moçambique.

HYC.
Lusa/Fim 29 de Setembro de 2011

Redacção de 1913 acerta com futuro


Redacção de 1913 acerta com futuro

Uma investigação de trabalhos escolares antigos na região de Norfolk, Reino Unido, levou à descoberta de um Nostradamus do último século: Edgar Codling, que aos 12 anos, em 1913, frequentava a escola em Hillington, escreveu numa redacção sobre o final do século: "Os aviões serão tão difundidos como os automóveis" e as bicicletas, na altura muito caras, "ficarão ao alcande de todos". Mais, previu um boom nas viagens aéreas e que os aviões serviriam "para deslocações de negócios e de prazer".

João Vaz
Revista Sábado, 29 de Setembro de 2011

Frase do dia (Jorge Coelho)



"Se os portugueses vão para Angola só para ganhar no imediato, então levem também o caixão, porque até o caixão é muito mais barato em Portugal".

 
Jorge Coelho, Grupo CEO da Mota-Engil

Revista Sábado, 29 de Setembro de 2011

27 de setembro de 2011

Cesária Évora: Empresário José da Silva garante que “perigo já passou”


Cesária Évora: Empresário José da Silva garante que “perigo já passou”

A cantora cabo-verdiana Cesária Évora "ainda está fraca mas o perigo maior já passou", afirmou hoje o empresário da "Diva dos Pés Descalços" à Agência Lusa, em Paris. José da Silva declarou também que Cesária Évora está afastada dos palcos, mas "não é de excluir que possa vir a gravar" de novo e a colaborar com outros cantores.

A conhecida cantora foi admitida de urgência na sexta-feira, no hospital de La Pitié-Salpétrière, em Paris, "na sequência de um AVC agravado por sérias dificuldades respiratórias", lembrou o adido cultural de Cabo Verde em Paris, David Leite, num comunicado dirigido no domingo à noite à comunidade cabo-verdiana em França.

Depois de um dia crítico no sábado, a cantora recuperou e hoje, "apesar de fraca, estava a gozar com a situação", afirmou José da Silva, contactado pela Lusa no estúdio de Paris onde Cesária Évora tinha previsto uma nova sessão de gravações.

"O maior perigo já passou e os médicos estão confiantes. Continua na unidade de reanimação para que tentem estabilizar a respiração", acrescentou o empresário da cantora.

"A Cesária está consciente, está a falar e mesmo a gozar porque gosta de mostrar que está bem e que está forte, mesmo que se veja que ela ainda está fraca", relatou José da Silva.

A decisão de abandonar definitivamente os palcos, anunciada dois dias antes do acidente vascular de sexta-feira, "não foi do agrado mas Cesária está consciente que o corpo não ia ajudar mais", adiantou o empresário.
José da Silva vive este abandono dos palcos da grande voz de Cabo Verde como "um momento difícil porque não ficamos bem ao ver alguém assim diminuído e com dificuldades".

"A decisão de terminar a carreira foi muito dura de tomar. Quem conhece a Cesária sabe que ela se sente bem só quando está no palco. A vida dela é isso, o contacto com os fãs que a amam. Parar é extremamente duro para ela", disse ainda José da Silva.

"A minha esperança é que ela recupere e possa mais tarde fazer coisas, participar ou gravar. Mas ainda é cedo para pensar nisso. Para já, a preocupação é a recuperação dela", acrescentou, no entanto, o empresário.

Agência Lusa/Expresso das Ilhas, 27 de Setembro de 2011

Fé e paixão numa nação pária (Policarpo Mapengo)


Fé e paixão numa nação pária

Policarpo Mapengo Para Adelino Timóteo

Esse interessante escritor de uma “Nação Pária”


“Se os homens são tão maus com religião, como seriam sem ela?” Benjamin Franklin

 
... agora parece que a nossa política se escondeu das referências e despiu-se da moral – ou nunca a teve, mas sempre soube fingir. Na verdade - acho que Egídio Vaz e Ericino de Salema têm uma opinião diferente – a política despiu-se de paixão e, literalmente, ela vai nua como o rei.

Vi Beira a arder!

Quando pensei em te escrever, debati-me com o que realmente percebo sobre paixão. Podia-me prender na leviandade lírica, refugiar-me em Luís de Camões e resumir-te simplesmente no “fogo que arde sem se ver”.

Acho, meu caro escritor, que o amor, por mais que em termos práticos possa ser algo complexo, em termos poéticos se desvanece e as coisas simplificam-se nessa cadência de versos desaguando nesse fogo “blá blá” de Camões.

Meu caro, não te quero cansar com estes “romantismos” próprios dos poetas. lembrei-me da tua “Nação Pária” que, curiosamente me remete ao “último voo de flamingo” de Mia Couto que como tu, acaba chamando-nos atenção para um país que desaparece.

Há semanas, assistia compulsivamente à TV e desesperava-me pelas marchas “holigans” na tua apaixonada Beira, no jogo do Ferroviário local. Sempre olhei para o futebol e a religião como os perigosos campos das paixões. Estou a falar-lhe dos espaços onde a fé é dominadora e cega à capacidade reaccionária do ser humano.

A mãe dos poetas moçambicanos (Nelson Saúte)


A mãe dos poetas moçambicanos

A segunda edição de “Sangue Negro”, livro de Noémia de Sousa, foi lançada esta semana.

Do seu posfácio fomos buscar dois textos, um de Nelson Saúte, que tem como título “A mãe dos poetas moçambicanos”, e outro de Francisco Noa, que nos ajudam a perceber a alma que existe nos textos desta poetisa.

Eu tinha 15 anos e o poema dizia: “Somos fugitivas de todos os bairros de zinco e caniço./Fugitivas das Munhuanas e dos Xipamanines,/viemos do outro lado da cidade/com nossos olhos espantados,/nossas almas trancadas,/nossos corpos submissos escancarados./De mãos ávidas e vazias,/de ancas bamboleantes lâmpadas vermelhas se acendendo,/de corações amarrados de repulsa,/descemos atraídas pelas luzes da cidade,/acenando convites aliciantes/como sinais luminosos na noite”. Passados estes anos não sei proclamar o meu espanto. Mas lembro que sobre a retina daquele rapaz que eu era, na incauta leitura de uma antologia de Orlando Mendes (Sobre Literatura Moçambicana), ficou a reverberar um nome estranho.

Quem seria essa mulher que se escondia no nome de poeta Noémia de Sousa? - interrogou-se o menino que fui. Naquele então a literatura que conhecia era sobretudo o pecúlio trazido no ombro dos guerrilheiros. Era essa a poesia que sobrava das artes de declamação experimentada nos pátios das escolas, onde fomos continuadores da revolução e exaltadores de todas as utopias - tudo o que agora está inscrito no refluxo dos nossos sonhos.

26 de setembro de 2011

Cesária Évora: Angola

Cesária Évora: Sodade (Live)

Cesária Évora: Partida

Cesaria Évora: Besame Mucho

22 de setembro de 2011

Noémia de Sousa: o legado do amanhã


Noémia de Sousa: o legado do amanhã

A nata literária moçambicana assistiu ontem, em Maputo, ao lançamento da reedição do livro “Sangue Negro” da conceituada escritora Noémia de Sousa.

A obra é uma reedição, que desta vez surge a público sob a chancela da editora Marimbique – Conteúdos e Publicações, tendo sido acrescentado mais três poemas, intitulados “Quero conhecer-te África”, “19 de Outubro” e “A mulher que ri à vida e à morte”.

Conta também com dois textos sobre a obra da escritora, redigidos pelos especialistas moçambicanos de literatura Francisco Noa e Fátima Mendonça.

O lançamento teve lugar no espaço Kulungwana, na Estação dos Caminhos-de- Ferro de Moçambique (CFM), na capital, e é publicado sob a chancela da editora Marimbique.

16 de setembro de 2011

Jorge Carlos Fonseca é o novo PR de Cabo Verde


Jorge Carlos Fonseca é o novo PR de Cabo Verde

Jorge Carlos Fonseca é o quarto Presidente da República de Cabo Verde. Fonseca venceu à segunda volta nas presidenciais e sucede Pedro Pires na Presidência da República. JCF é casado e pai de 3 filhas.

Cabo Verde: Verde é cor de esperança


Verde é cor de esperança

As últimas chuvas vieram animar os camponeses nas ilhas mais agrícolas. E as previsões é de que este ano será bom em termos das colheitas.

O verde que orgulha o cabo-verdiano


O verde que orgulha o cabo-verdiano

"Dia k tchuva bem, umm ta ba bskob pa no bem dançá"... A letra desta música diz muito sobre o significado das chuvas em Cabo Verde. Por estes dias, montanhas e vales das ilhas apresentam-se cobertos de verde, como mostra a foto, do interior de Santiago.

A Pedra (Antonio Pereira)


A PEDRA

O distraído, nela tropeçou,

o bruto a usou como projétil,

o empreendedor, usando-a construiu,

o campônio, cansado da lida,

dela fez assento.

Para os meninos foi brinquedo,

Drummond a poetizou,

Davi matou Golias...

Por fim;

o artista concebeu a mais bela escultura.

Em todos os casos,

a diferença não era a pedra.

Mas o homem.


Autor: Antonio Pereira (Apon)
Este poema foi publicado em 1999 no livro: Essência.

Angola: "Otchinganji" animam Estádio dos Coqueiros em Luanda


"Otchinganji" animam Estádio dos Coqueiros

Uma das figuras mais imponentes do nosso folclore oriunda da região Centro Sul: os "Otchinganji", que animavam as cerimónias tradicionais dos ovinbundos e nas mesmas representavam espíritos dos antepassados deste povo, actualmente são também levados para os estádios de futebol para dar sorte no jogo. Aqui no Estádio dos Coqueiros, em Luanda. Viva o nosso folclore.

Angola: Um sorriso de esperança


Um sorriso de esperança

Quantas vezes já ficou frustrado por não conseguir comprar a carteira que viu na vitrina de uma loja? Quantas vezes zangou-se e sentiu o mundo a desabar por faltar dinheiro para saciar os seus mais fúteis caprichos?

Pois bem nesta vida há quem nada tem, mas a cada luz do dia, que Deus o concede ver, recebe-a com um sorriso de esperança pois sabe que é o principio de um novo começo. As coisas materiais são um subterfúgio pouco inteligente para escondermos o nosso verdadeiro ser e com elas desligamo-nos do mais importante: viver. Pense nisso.

Quénia: A noiva massai


A noiva massai

Ao centro Nelly Nkurunka é a noiva. Nelly está rodeada por mulheres da aldeia do noivo que a acolhem com canções e danças. Tem 18 anos e vai casar com Lesian Ole Lasiti Maante, de 25 anos. Lesian é o líder da sua tribo e tem de casar e constituir família, construir riqueza em número de cabeças de gado e filhos e atingir a maioridade. A maioridade é um período de muita responsabilidade, sobretudo para o jovem chefe que lidera mais de 10.000 jovens guerreiros massai.

Maputo: O cinema construiu imagem da nova nação (Ruy Guerra)


O cinema construiu imagem da nova nação

Ruy Guerra , autor do filme “Mueda, Memória Massacre” é homenageado hoje, em Maputo. Uma homenagem merecida, daquele que é considerado o percursor do cinema nacional, agora a residir no Brasil, país que elegeu como sua segunda pátria, desde 1958. A iniciativa de homenageá-lo é da Universidade Técnica de Mocambique (UDM), em parceria com o DOCKANEMA, e este foi um pretexto para uma longa e interessante conversa com o autor.

Porque abandonou Moçambique?

Naquela época havia aqueles movimentos da juventude contra o salazarismo, nomeadamente o movimento de unidade democrática, quando a Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE) foi instalada aqui em Moçambique nós fomos perseguidos porque nós escrevíamos, era um grupo que escrevia e que faziam parte Rui Knopfli, João Mendes, Noémia de Sousa, era um grupo com forte expressão cultural e que era alvo de perseguições enquadradas numa lei sobre qualquer coisa como segurança nacional. O caso mais grave é que nós éramos menores pouco podiam fazer contra nós. Lembro-me que João Mendes foi deportado na época para Angola e depois para a Ilha do Sal, ele era maior tinha entre 27 e 28 anos e nós tínhamos entre 17 e 18 anos.

Consta-me que apesar de ser menor foi preso na sequência dessas perseguições que eram alvos da PIDE. Confirma?

Não chegamos a ficar presos, éramos menores, estudantes do liceu. Também havia aquele estatuto colonial e havia contradições porque o próprio do governo da época não queria que a PIDE se instala-se aqui. Portanto, eles não agiam com muita força, foi um passo gradual que eles estavam usando sobre o aspecto da repreensão. Então a gente era detida e volta e meia lá no liceu escrevíamos um artigo e ia lá alguém prender um de nós. O reitor nunca deixava o jeep da PIDE entrar na escola e assim conseguíamos fugir. Nunca fiquei preso mesmo.

15 de setembro de 2011

Moçambique vai testar vacina contra o vírus causador do HIV


Num trabalho conjunto desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde e o Hospital Central de Maputo.

O ministro da Saúde , Alexandre Manguele, esclarece que não se trata de cura do Sida, mas um estudo que pode reforçar a capacidade de defesa do organismo humano em contrair o vírus causador do Sida. Aliás, ainda não há nenhuma vacina eficaz para a prevenção desta doença.

Moçambique vai testar, ainda este mês, uma vacina contra o vírus causador do Sida, numa altura em que as taxas de infecção por esta doença, no país, rondam os 11.5 por cento, de acordo com os últimos dados disponibilizados pelo Inquérito sobre Sida, denominado Insida.

O ministro da Saúde, Alexandre Manguele, diz que o primeiro teste clínico sobre a vacina terá uma duração de um ano e meio. O estudo será realizado pelo Instituto Nacional da Saúde e o Hospital Central de Maputo e os investigadores destas duas instituições é que vão liderar o processo.

Contudo, Manguele deixou claro que ainda não há cura contra o Sida, ou seja, “a vacina a ser testada em Moçambique não significa cura da doença, mas pode reforçar a capacidade de defesa do organismo em contrair o vírus causador do Sida”.