Samora Machel: estrondosa ovação ao vate!
“O coração de Samora continua a bater ao ritmo do tambor africano”. - Samito Machel Júnior
Moçambique parou para prestar tributo ao filho de Chilembene e um dos mais nobres rebentos do nosso país e de África: Samora Machel. Foi uma homenagem prestada a um homem ímpar, que soube viver para além da situação imposta no seu tempo pelo sistema colonial implantado no país. Ela aconteceu justamente no dia em que completaria 78 anos de idade, 29 de Setembro, e também no ano a ele dedicado, pela passagem dos 25 anos depois do seu assassinato, pelo regime do Apartheid, nas colinas de Mbuzini, na África do Sul.
O percurso histórico de Samora Machel merece toda a pompa. Até porque, tal como fizeram questão de referir várias individualidades, nenhuma homenagem a Samora é suficiente se tivermos em linha de conta que dele foi a responsabilidade de edificar o Estado moçambicano. Contudo, é importante continuar a realizar acções de reconhecimento ao seu trabalho, à sua grandeza e a sua entrega pelas causas mais nobres da Nação moçambicana, sobretudo a luta por si abraçada pela Independência Nacional.
E a terra onde ele nasceu foi pisada por gente de todas as latitudes, não tendo passada despercebida a presença de figuras que com ele privaram, como é o caso do Presidente do Congo Brazaville, Denis Sassou-Nguesso, que para vincar a sua amizade com Samora trouxe e exibiu várias imagens fotográficas que juntos tiraram naquela época. Igualmente marcou presença no local o Chefe do Estado do Botwsana, Seretse Khama Ian Khama.
Um verdadeiro embondeiro da Nação Moçambicana, Samora Machel foi um exímio militar, estratega militar, político e diplomata, daí que se diga que homens da sua estatura nunca morrem, mas sim separam-se do mundo dos vivos, tal como referiu o secretário-geral da Associação dos Combatentes da Luta Armada de Libertação de Moçambique, para quem o saudoso estadista continua a inspirar gerações e gerações de jovens.















