23 de fevereiro de 2012

Reacção do TGEN Silvestre dos Santos ao discurso de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional

- Corroboro o que diz o Sr. Ten. Gen., Eduardo dos Santos, à excepção do período de desorganização que considera..., 25 anos! Bem analisados os resultados, o desastre começou há 37 anos..., o resto, nomeadamente o que refere, é consequência lógica dos 12 anteriores.

- Leia-se o que diz o Sr. General Silva Cardoso (autor da obra: Angola, anatomia de uma tragédia), numa outra sua obra: A revolução da perfídia (25-04-74).

- Diz a certa altura(pg. 7): Em Abril de 1974 um grupo de homúnculos com antolhos, invejosos, estrangeirados nas idéias e intenções, sem preparação para nada que não fosse assegurarem o interesse próprio mesmo que sobre a ruína e destruição do País, levaram à prática a revolução da perfídia.... Traído o Programa (do MFA) apresentado a um País ainda crédulo, a revolução tornou-se um acto fraudulento e inquinado pelo mal. A revolução de 1974 foi mais do que uma traição: constituiu um crime hediondo e os seus mentores deveriam ser julgados por crimes contra a Humanidade. etc....

"Quem semeia ventos..., recolhe tempestades!" (ditado popular)

Reacção do TGEN Silvestre dos Santos ao discurso de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional em 2012FEV01


Ex.º Sr. General Chefe do Gabinete de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional, Caro camarada:

Apresento a V. Ex.ª os meus cumprimentos.

Tomo a liberdade de me dirigir a V. Ex.ª para lhe solicitar que transmita a S. Ex.ª o Sr. Ministro a minha indignação relativamente à forma pouco respeitosa e mesmo insultuosa como se referiu às Forças Armadas, aos militares e às suas Associações representativas, no passado dia 1 de Fevereiro. De todos os governantes, o Ministro da tutela era o último que deveria proferir palavras dessa estirpe.

Sou Tenente-General Piloto-Aviador na situação de Reforma, cumpri 41 anos de serviço efectivo e possuo três medalhas de Serviços Distintos (uma delas com palma), duas medalhas de Mérito Militar (1.ª e 2.ª classe) e a medalha de ouro de Comportamento Exemplar. Servi o meu País o melhor que pude e soube, com lealdade e com vocação, sentimentos que S. Ex.ª não hesita em por levianamente em causa. Presentemente, faço parte com muito orgulho, do Conselho Deontológico da Associação de Oficiais das Forças Armadas.

"Esqueçam a Grécia. É Portugal que vai destruir o euro (Matthew Lynn)


Um "default" é acidente. Dois já é uma crise sistémica. Quem o diz é Matthew Lynn, presidente executivo da Strategy Economics, sublinhando que Portugal voltará a ter um importante papel no palco mundial. Mas pela negativa. Ao Negócios, diz que o incumprimento português é inevitável. "É apenas uma questão de tempo".

Matthew Lynn (na foto), CEO da consultora britânica Strategy Economics , traça um cenário sombrio para a Zona Euro. E diz que Portugal será o responsável pela queda do euro.
No seu mais recente artigo de opinião, publicado na "Market Watch", na sua coluna intitulada "London Eye", Lynn começa por relembrar a importância do País para a história mundial, com a assinatura do Tratado de Tordesilhas, que dividiu o mundo não europeu entre Espanha e Portugal em 1494. E salienta que 2012 pode ser o ano em que Portugal volta ao centro do palco mundial. Como? “Fazendo o euro ir ao ar”, responde.

“A Grécia já estoirou – e o seu incumprimento está já descontado pelo mercado. Mas Portugal está precisamente na mesma posição (…). Está também a resvalar para um inevitável ‘default’ das suas dívidas – e quando isso acontecer, vai ter um efeito devastador para a moeda única e infligir danos ao sistema bancário europeu, que poderão revelar-se catastróficos”, escreve Lynn, autor de dois livros de economia: "The Billion-Dollar Battle: Merck v. Glaxo and Birds of Prey: Boeing v.Airbus" e Bust: Greece, the Euro and the Sovereign Debt Crisis.

Lituânia: Bolsas de língua e cultura lituana

Bolsas para estudantes, leitores e investigadores estrangeiros que pretendam realizar estudos bálticos (lituanos) ou cursos de verão de língua e cultura lituana.

As candidaturas deverão ser submetidas até ao próximo dia 2 de Abril de 2012.

O formulário de candidatura encontra-se disponível no portal:

19 de fevereiro de 2012

Armando Guebuza é o 15º melhor chefe de Estado africano


Armando Guebuza é o 15º melhor chefe de Estado africano

O Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, foi considerado o 15º melhor chefe de Estado africano, numa lista revelada esta semana pela revista The East African Magazine. O Presidente do Botswana, Ian Khama, lidera o ranking.

Armando Guebuza ocupa o 15º lugar da lista, com 50,6 pontos e com uma nota C-. Moçambique subiu sete lugares, já que no ano passado ocupava a 22ª posição, com 49,35 pontos e com uma classificação de D+.

O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, ocupa o 2º lugar da lista, com uma pontuação de 73,2 e uma classificação A. No ano passado, a classificação foi, igualmente, A, embora o Presidente da altura, Pedro Pires, tenha obtido 78,91 pontos.

Angola está na 40º lugar, com 28,78 pontos e com a nota Morgue. No ano passado, José Eduardo dos Santos ocupava a 43ª posição, com 30,17 pontos e com uma nota de ICU, um dos níveis mais baixos da classificação.

Esta classificação é feita com base em seis critérios: o índice Mo Ibrahim (15%), o índice da democracia (15%), o índice da liberdade de imprensa (15%), o índice da corrupção (15%), o índice do desenvolvimento humano (5%) e o índice de política NMG, que avalia o empenho dos líderes em vários sectores, como o investimento em infra-estruturas, segurança alimentar e políticas públicas que melhorem a segurança dos Estados (35%).

Banco da África do Sul emite notas com imagem de Mandela


Banco da África do Sul emite notas com imagem de Mandela

A África do Sul prepara-se para imprimir uma série de notas, da moeda nacional, o rand, com a imagem de Nelson MandelaDe acordo com a BBC, o presidente Jacob Zuma disse que as novas notas com a imagem de Mandela são "um gesto humilde" que expressa a "profunda gratidão" da África do Sul, ao primeiro presidente negro do país.

Zuma falava numa conferência de imprensa, no Banco Central, em Pretória, e adiantou que " com este gesto humilde, estamos a expressar a nossa profunda gratidão enquanto sul-africanos, a uma vida dedicada ao serviço do povo deste país e na causa da hum,anidade através do mundo
Ainda não existe uma data de entrada em circulação das novas notas, que deverá acontecer ao longo deste ano.

Designado pelos seus compatriotas de "Madiba", Nelson Mandela, hoje com 93 anos, foi libertado da prisão, em 11 de Fevereiro de 1990, após 27 anos de cativeiro.

O anúncio provocou de imediato um frenesim nos mercados, uma prova do bom momento que actualmente atravessa a economia sul-africana.

Sapo MZ, 13 de Fevereiro de 2012,

Moçambique: Energia de Cahora Bassa já chega a 43 distritos


Energia de Cahora Bassa já chega a 43 distritos
A empresa Electricidade de Moçambique (EDM), a nível da região norte do país, electrificou até final do ano passado, 43 distritos dos 53 existentes, através da rede nacional da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, beneficiando perto de seis milhões de habitantes.

Para o presente ano está prevista a electrificação dos últimos dois distritos da província de Nampula, igual número em Cabo Delgado e seis no Niassa, num total de dez.
O director regional norte da EDM, Hermínio Abraão Lucas, que fazia a análise das actividades da empresa de 2004 a 2011, disse que o número de pessoas que passou a beneficiar do consumo de energia eléctrica da rede nacional em toda região norte, resulta de cerca de 38 mil novas ligações nos últimos sete anos, com 208 216 clientes ligados aos sistemas pós-pago (46 738 clientes) e pré-pago (161 478 clientes).

Segundo escreve o jornal notícia desta quinta-feira, a fonte referiu que a EDM, a nível da região norte do país, desembolsou aproximadamente 36 milhões de meticais na expansão e distribuição da sua rede de forma a garantir o fornecimento com qualidade de energia eléctrica aos seus clientes.
Somente no ano passado foram electrificados os distritos de Lalaua e Mogincual, na província de Nampula, Quissanga, Mocímboa da Praia, Meluco, Muidumbe, Nangade, Mueda e Palma, em Cabo Delgado, tendo sido iniciada a construção da segunda linha de transporte de energia eléctrica numa extensão de quatro quilómetros até ao bairro Muhala-Expansão, na cidade de Nampula, para além de 3,5 quilómetros de linha, para alimentar a fábrica Plexus, na vila de Namapa.
Num outro desenvolvimento, Hermínio Lucas anotou que a vandalização de infra-estruturas, durante o ano passado, custará aos cofres da EDM perto de seis milhões de meticais em toda a região norte do país, onde a província de Nampula se destacou com mais de metade do valor com ligações ilegais, roubo de material eléctrico e destruição de outro. Esta situação forçou a empresa a tomar algumas medidas para desencorajar este tipo de prática.
Sapo MZ, 16 de Fevereiro de 2012

Por Culpa da Sociedade (Manuel João Cardoso, Dezembro 1999)


Por Culpa da Sociedade

Todo o homem ao nascer

não vem de livre vontade

ninguém o pode reter

é empurrado para viver

nesta triste sociedade


já caiu no esquecimento

o maior valor e mais profundo

que é amar com sentimento

toda a ternura e encanto

dum homem a vir ao mundo


já não há sensibilidade

a humanidade vive alterada

no mundo impera a maldade

às vezes sem necessidade

tem-se uma vida depravada


vejo tanta juventude

sem caminho p'ra correr

se não houver quem ajude

faltará ao mundo saúde

esta sociedade irá morrer


por culpa desta sociedade

há muita má união

andram ladrões em liberdade

que até tiram a vontade

a quem quer ganhar o pão


por culpa da sociedade

os ricos sobem na vida

mas a irónica realidade

é que alguns com a vaidade

dão a queda na subida

por culpa da sociedade

a pobreza está crescendo

há ricos só por vaidade

enquanto os pobres na verdade

para sobreviver estão lutando


está crescendo o egoísmo

nesta humanidade pervertida

não há amor nem altruísmo

está sendo enorme o abismo

em que a sociedade está metida.

Manuel João Cardoso (Dezembro 1999)

Estendi o Olhar (Manuel João Cardoso, Dezembro 1999)


Estendi o Olhar


Neste mundo em mudança

dia após dia vão nascendo

vai morrendo em mim a esperança

de ver os homens se amando

e cada vez mais o ódio avança


vejo os homens em disputa

todos querem ter poder

é tão grande a sua luta

que a razão já ninguém escuta

vejo inocentes morrer


há altos senhores resolvidos

a impor à história o seu nome

e há também os desprotegidos

que vêem seus sonhos perdidos

e são tragados pela fome


vejo a sede do poder

envolta em hipocrisia

vejo as armas a crescer

vejo este mundo a morrer

por lhe fartar a harmonia


veria o mundo diferente

se meia dúzia de senhores

pudessem encher a mente

com sabedoria diferente

e deixassem de ser actores


vejo meu tempo perdido

sinto em mim impotência

estou cada vez mais convencido

que neste sistema onde lido

está imperando a demência


Manuel João Cardoso (Dezembro 1999)

Frases e Pensamentos


"Antigamente as mulheres cozinhavam igual à mãe...

Hoje, estão bebendo igual ao pai!"

"Antigamente os cartazes nas ruas, com rostos de criminosos, ofereciam recompensas;

Hoje em dia, pedem votos."

13 de fevereiro de 2012

Lisboa: Veja quem está no Padrão dos Descobrimentos

Moçambique: Ainda sobre o assassinato do jornalista Carlos Cardoso


AYOOB SATAR TRANSFERIDO PARA COMANDO DA CIDADE DE MAPUTO

Caso BCM e assassinato de Carlos Cardoso

Maputo, 13 Fev (AIM) – Ayoob Satar, um dos co-réus no “Caso BCM” e no assassinato do jornalista moçambicano Carlos Cardoso, foi transferido na companhia de mais dois reclusos da Cadeia de Máxima Segurança (B.O), onde se encontravam a cumprir pena de prisão, para as celas do comando da Polícia (PRM) a nível da cidade de Maputo.
Ayoob junta-se ao seu irmão 'Nini' e a Vicente Ramaya, que foram transferidos na semana passada.

Assim, o quarteto envolvido no assassinato do jornalista investigativo Carlos Cardoso, que inclui os três reclusos ora detidos e Aníbal dos Santos Júnior (Anibalzinho), este último também encarcerado nas celas do Comando da PRM, volta a estar próximo.
Segundo informações publicadas pelo jornal “O País”, a transferência de Ayoob e de outros dois reclusos ocorreu nas primeiras horas do último sábado.

A transferência destes, bem como de Nini e Ramaya é justificada pelo facto de serem suspeitos de envolvimento nos sequestros de proeminentes empresários de origem asiática e de seus familiares directos, para em troca receberem resgates milionários.

“O País” avança que os cinco suspeitos estão, neste momento, a ser interrogados por uma equipa especial constituída por quadros da Procuradoria-Geral da República (PGR), do Ministério do Interior e dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE). A referida brigada terá sido constituída por recomendações de alto nível.

Moçambique: Portugueses tentam saída para a crise num "país de oportunidades"


Todos os meses chegam mais portugueses a Moçambique, tentando num país em grande crescimento a saída para a crise na Europa. Segundo a cônsul-geral de Portugal em Maputo, Graça Gonçalves Pereira, actualmente "há mais chegadas de portugueses a Moçambique, mas é um movimento que não começou agora, já se verifica desde 2010".

Maputo, 13 fev (Lusa) - Filipa Botelho veio "por muita sorte", em 2010, realizar um estágio em Moçambique e, em apenas um ano, criou a sua empresa, resultado da experiência profissional colhida em Portugal, onde "as coisas estão más" devido à crise.

Todos os meses chegam mais portugueses a Moçambique, tentando num país em grande crescimento a saída para a crise na Europa. Segundo a cônsul-geral de Portugal em Maputo, Graça Gonçalves Pereira, atualmente "há mais chegadas de portugueses a Moçambique, mas é um movimento que não começou agora, já se verifica desde 2010".

Desde há dois anos, o ritmo de entradas no país duplicou, refere a cônsul, ilustrando a afirmação com os cerca de 120 a 140 registos por mês no consulado, contra as 60 a 80 inscrições que se verificavam anteriormente aquele ano. "Podemos dizer que atualmente chegam pessoas com todos os perfis e para todos os tipos de atividade", que se instalam não só em Maputo, disse à Lusa Graça Gonçalves Pereira. De acordo com diversas estimativas, 25 mil portugueses vivem Moçambique, a maioria na capital do país.

O Museu do Prado, em Madrid, anunciou a descoberta de outra “Mona Lisa”


Considerada a copia mais antiga e pintada pelo pupilo de Leonardo da Vinci.

O Museu do Prado, em Madrid, anunciou a descoberta de uma cópia do famoso quadro de Leonardo da Vinci, “Mona Lisa”, que terá sido pintado na mesma altura que o original, por um dos pupilos preferidos do pintor, Andrea Salai (amante de Leonardo) ou Francesco Melzi. Esta, segundo a “Ipsilon”, é a cópia mais antiga de sempre da obra de arte.

Segundo o “The Art Newspaper”, este quadro agora descoberto terá sido pintado lado a lado com Leonardo da Vinci, no seu próprio estúdio. Ao que tudo indica, o pupilo do mestre renascentista foi pintando a obra à medida que Leonardo da Vinci pintava o seu trabalho. Este facto dá assim novas luzes não só sobre o enigmático quadro, como também sobre a forma de trabalhar nos estúdios dos reconhecidos artistas.

Maputo: Mercado de Peixe

O mercado de peixe é conhecido como um dos pontos turísticos da cidade de Maputo. Gente vindo de todas partes, reserva um dia para degustar-se das iguarias que ali se encontram. Camarão, peixe, amêijoas e muitos outros mariscos são vendidos no mercado de peixe.

Marracuene: Bebida de Canhú ou ‘Ukanyu’


A bebida de canhú é das bebidas mais procuradas na festa de Gwaza Muthini que acontece todos os anos no dia 2 de Fevereiro, no Distrito de Marracuene, Província de Maputo e durante o mês de Fevereiro.
Esta bebida é feita à base da fruta canhú e deixada a fermentar entre dois a três dias dependendo do teor de alcool que cada um gosta. É uma bebida que se bebe ao natural ou bem gelada.

Meninos de rua criam personagens do dia-a-dia


Nas ruas de Maputo, concretamente na avenida 25 de Setembro, meninos de rua taparam as cabeças com as suas camisetes e interpretaram personagens como as tartarugas 'ninja' e outros diziam ser talibãs.

País de solidão (Francisco Moita Flores)


País de solidão

Fosse outra a cultura cívica e era sobre este problema quea atenção estaria centrada. Mas isso pouco importa.

Há um país dentro de nós que muito raramente chega às notícias e é irrelevante para o alegre debate que cruza a agenda do dia. Esta semana, o tema foi saber se o primeiro-ministro chamou ou não piegas aos portugueses ou se o ministro das Finanças estava ou não de cócoras na conversa com o homólogo alemão. O ruído foi de Carnaval, e fez bem Passos Coelho em não dar tolerância de ponto porque para foliões já basta o dia-a-dia destes casos levados ao clímax de tão ridículos e patéticos.

Só a inutilidade se dedica tão intensamente a este concerto de coisinhas que em nada condicionam ou nos libertam deste apertado nó que a vida impôs. Deixámos de ver e ouvir. Passámos a ser um eco daquilo que se quis ouvir e desejou ver. Pouco interessa a realidade. Vale apenas a gritaria. Ouvi o primeiro-ministro dizer o que disse mesmo. Vi e ouvi o ministro das Finanças a falar com o ministro alemão. Nada tem a ver com as grandes tiradas que se seguiram, solenes e decadentes, meras extrapolações sem sentido, vazias, sem consciência do país em que vivemos este Carnaval contínuo que não é folião e é pesadelo. Nada há de mais natural do que um primeiro-ministro procurar mobilizar pessoas, recusando que seja a lamúria, a pieguice, o lamento a saída do buraco.

Como é natural o ministro das Finanças sublinhar que Portugal está a cumprir os acordos internacionais e que, caso exista um embaraço, espera ajuda. Para que o país não morra de fome de pão. Pois que de linguaradas, queixumes e melodramas vai saciando a fome da decadência. E de repente, como se fosse uma banalidade, surge a notícia de que no Portugal interior cresce assustadoramente o número de idosos que vivem sozinhos. Ficámos a saber que 780 mil casas são habitadas por um ou dois idosos. Que em 400 mil vive um idoso. E que esta realidade cresceu 29% nos últimos anos. Interessa isto à propaganda política? De que vale este intenso drama comparado com aquilo que este ou aquele disse? Fosse outra a cultura cívica de quem se diz comprometido com a política e era sobre este problema que a atenção estaria centrada. Sobre como parar a desertificação. Como reorganizar a malha social e económica para que a onda de solidão não traga os desequilíbrios, assimetrias e tristezas que está a produzir. Além do sofrimento. Mas isso pouco importa. Não dá para o folclore. E faz pensar.

Francisco Moita Flores
Correio da Manhã, 13 de Fevereiro de 2012

8 de fevereiro de 2012

Fotografias de Moçambique


Portugal: Fim do Euro, recomendações práticas (Pedro Braz Teixeira)


Fim do Euro, recomendações práticas

Embora seja uma reflexão, com alguma ficção, não deixa de ser curioso.

"Brás Teixeira (investigador do Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa da Universidade Católica) vem aqui dar-nos uns pequenos conselhos práticos para o caso de provável contratempo que poderá ocorrer ainda em 2012."

Fim do euro, recomendações práticas

I informação – por Pedro Braz Teixeira,

A saída do euro pode ocorrer de forma muito caótica, podendo levar ao colapso temporário do sistema de pagamentos e de distribuição

O risco de saída de Portugal do euro tem associados múltiplos riscos, dos quais gostaria de salientar três: o risco do colapso temporário do sistema de pagamentos, o risco do colapso temporário do sistema de distribuição de produtos e o risco de perda – definitiva – de valor de inúmeros ativos (depósitos à ordem e a prazo, obrigações, ações e imobiliário, entre outros).

Considero que todos os portugueses devem “subscrever” seguros contra estes riscos, tal como fazem um seguro contra o incêndio da sua própria casa. Quando se compra este seguro, o que nos move não é a expectativa de que a nossa casa sofra um incêndio nos meses seguintes, um acontecimento com uma probabilidade muito baixa, mas sim a perda gigantesca que sofreríamos se a nossa habitação ardesse.

Quais são as consequências imediatas de Portugal sair do euro? A nova moeda portuguesa (o luso?) sofreria uma desvalorização face ao euro de, pelo menos, 20%. Todos os depósitos bancários seriam imediatamente transformados em lusos, perdendo, pelo menos, 20% em valor. Todos os depósitos ficariam imediatamente indisponíveis durante algum tempo (dias? semanas?) e não haveria notas e moedas de lusos, porque o nosso governo e o Banco de Portugal não consideram necessário estarmos preparados para essa eventualidade.

O mais provável é que a saída do euro fosse anunciada numa sexta-feira à tarde, havendo apenas o fim de semana para tratar da mudança de moeda. Logo, na sexta-feira os bancos retirariam todas as notas de euros das máquinas de Multibanco e quem não tivesse euros em casa ou na carteira ficaria sem qualquer meio de pagamento.

Durante algumas semanas (ou mais tempo) teríamos um colapso do sistema de pagamentos e,
provavelmente, também um corte nos fornecimentos. As mercearias e os supermercados ficariam incapazes de se reabastecer, devido às dificuldades associadas à troca de moeda.

Estes “seguros” de que falo, contra este cenário catastrófico, não podem ser comprados em nenhuma
companhia de seguros, mas podem ser construídos por todos os portugueses, estando ao alcance de todos, adaptados à sua realidade pessoal.

O que recomendo é algo muito simples que – todos – podem fazer. Ter em casa dinheiro vivo num montante da ordem de um mês de rendimento e a despensa cheia para um mês. Esta ideia de um mês de prevenção é indicativa e pode ser adaptada à realidade de cada família.

Não recomendo que façam isso de forma abrupta, mas lentamente e também em função das notícias que forem saindo. De cada vez que levantarem dinheiro, levantem um pouco mais que de costume e guardem a diferença. De cada vez que fizerem compras tragam mais alguns produtos para a despensa de reserva.

Aconselho que procurem produtos com fim de validade em 2013 ou posterior, mas, nos casos em que issonão seja possível, vão gastando os produtos de reserva e trocando-os por outros com validade mais tardia.

Desta forma, sem qualquer rutura, vão construindo calmamente os vossos seguros contra o fim do euro.

Quanto custará este seguro? Pouquíssimo. Em relação ao dinheiro de reserva, o custo é deixarem de receber os juros de depósito à ordem, que ou são nulos ou são baixíssimos. Em relação aos produtos na despensa de reserva, é dinheiro empatado, que também deixa de render juros insignificantes.

Quais são os benefícios deste seguro? Se o euro acabar em 2012, como prevejo, o dinheiro em casa não se desvaloriza, mas o dinheiro no banco perderá, no mínimo, 20% do seu valor. Além disso terá o benefício de poder fazer pagamentos no período de transição, que se prevê extremamente caótico. A despensa também pode prevenir contra qualquer provável rutura de fornecimentos, garantindo a alimentação essencial no período terrível de transição entre moedas. Parece-me que o benefício de não passar fome é significativo.

E se, por um inverosímil acaso, a crise do euro se resolver em 2012 e chegarmos a 2013 com o euro mais seguro do que nunca? Nesse caso – altamente improvável – a resposta não podia ser mais simples: basta depositar no banco o dinheiro que tem em casa e ir gastando os produtos na despensa à medida das suas necessidades.

Pedro Braz Teixeira
Investigador do NECEP da Universidade Católica

Atenção à actualização da relação dos seus dependentes!


Atenção à actualização da relação dos seus dependentes!

Actualize a sua lista de DEPENDENTES na DECLARAÇÃO ANUAL DE RENDIMENTOS
(Por definição, são seus DEPENDENTES, todos aqueles que você é OBRIGADO, POR LEI, A SUSTENTAR)

Assim, são SEUS DEPENDENTES:

- Presidência da República e assessores;
- Governo e assessores;
- Câmara Municipal e assessores;
- Águas de ... (consumos mínimos e estimado);
- EDP (consumos mínimos e estimado);
- Gás de Portugal (consumos mínimos e estimado);
- Beneficiárias da taxa de saneamento básico (recolha de lixo, etc);
- Centros de inspecção de veículos;
- Companhias seguradoras (seguro automóvel obrigatório);
- BRISA (Portagens);
- Concessionárias de parques e estacionamento automóvel;
- Concessionárias de terminais aeroportuárias e rodoviários;
- Instituições financeiras (Taxas de administração e manutenção de contas correntes, renovação anual de cartões, requisição de cheque etc.);
- Mais de 230 deputados da Assembleia da República e respectivos ESQUEMAS de apoio;
- Vagabundos;
- Arrumadores de automóveis;
- BCP, BPN, BPP e demais esquemas de enriquecimento fácil de administradores e gestores cleptomaníacos a que o estado entrega os impostos que pago, para evitar o alarme social e financeiro ...
... Para o ano é provável que ainda haja MAIS!!!

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