10 de março de 2012

Os Lusíadas na versão cleptocrática



Os Lusíadas na versão cleptocrática

I
As sarnas de barões todos inchados

Eleitos pela plebe lusitana

Que agora se encontram instalados

Fazendo o que lhes dá na real gana.

Nos seus poleiros bem engalanados,

Mais do que permite a decência humana,

Olvidam-se de quanto proclamaram

Nas campanhas com que nos enganaram!

II

E também as jogadas habilidosas

Daqueles tais que foram dilatando

Contas bancárias ignominiosas,

Do Minho ao Algarve tudo devastando,

Guardam para si as coisas valiosas.

Desprezam quem de fome vai chorando!

Gritando levarei, se tiver arte,

Esta falta de vergonha a toda a parte!

III

Falam da crise grega todo o ano!

E das aflições que à Europa deram;

Calam-se aqueles que, por engano,

Votaram no refugo que elegeram!

Que a mim mete-me nojo o peito ufano

De crápulas que só enriqueceram

Com a prática de trafulhice tanta

Que andarem à solta só me espanta.

IV

E vós, ninfas do Tejo onde eu nado,

Por quem sempre senti carinho ardente,

Não me deixeis agora abandonado

E concedei engenho à minha mente,

De modo a que possa, convosco ao lado,

Desmascarar de forma eloquente

Aqueles que já têm no seu gene

A besta horrível do poder perene!

Luiz Vaz Sem Tostões

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5 de março de 2012

Portugal visto por Guerra Junqueiro (1896)


"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
(...)

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."


Guerra Junqueiro, "Pátria", 1896.

4 de março de 2012

Excelente artigo de Jacques Amaury sobre Portugal


Excelente artigo de Jacques Amaury, sociólogo e filósofo francês, acerca de Portugal

Um artigo de Jacques Amaury, sociólogo e filósofo francês, professor na Universidade de Estrasburgo, a ler com olhos de ler.

"Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e consequentes convulsões sociais.

Importa em primeiro lugar averiguar as causas. Devem-se sobretudo à má aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o esforço de adesão e adaptação às exigências da união.

Foi o país onde mais a CE investiu "per capita" e o que menos proveito retirou. Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou mesmo actividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.

Os dinheiros foram encaminhados para auto-estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições público-privadas, fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos ou a próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça, frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.

Imaginem...

IMAGINEM...

Imaginem que eu, Mário Crespo, não aceitava logo no dia a seguir às eleições um lugar que já estava prometido, para N.York, onde gosto de estar, como prémio de tão "duro" que fui antes...

Imaginem que os Loureiros, Varas, Limas... deste país são julgados e obrigados a repor o que roubaram...

Imaginem que se conseguia com esta camarilha pagar todos os empréstimos que andam por aí e se relançava o aparelho produtivo...

Imaginem que havia justiça e mão pesada para os prevaricadores e não se faziam leis para os momentos e personagens que vão passando pelo poleiro...

Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados.

Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.

Marginal de Maputo



A Marginal de Maputo visto de cima, um dos cartões de visita da capital moçambicana.

Sapo MZ

26 de fevereiro de 2012

Alzheimer: Molécula contra doença



Há uma molécula, a 1-11 E2, que está a ser desenvolvida em Itália e poderá ser usada para criar uma vacina contra a doença de Alzheimer. Poderá levar a cabo uma reacção imunitária contra a substância responsável pelas alterações mentais.

in: Lusa, 15 de Janeiro de 2012

Salários Mínimos na Europa

A Troika em Portugal...

Sê bom Português!!!



Recebido por e-mail. Reencaminhem

Fundação Cidade de Guimarães: É fartar vilanagem !!!!


É fartar vilanagem !!!!


23 February 2012 05:40:00

Assunto: Senhas - Fundação Cidade de Guimarães.....

(TENHO VERGONHA, DESTA REPÚBLICA DAS BANANAS)

É SÓ ROUBAR VILANAGEM!!!

E VIVA A DEMOCRACIA...

PARA TOMAR CONHECIMENTO E DAR A MÁXIMA DIVULGAÇÃO....

E VIVA PORTUGAL!!!!!!!!!

CONTRA FACTOS...

Folha salarial da Fundação Cidade de Guimarães

Desequilíbrio de orçamentais e desigualdade de rendimentos são as grandes ameaças para 2012


Os principais riscos para estabilidade global a partir de 2012 são os desequilíbrios orçamentais persistentes e o aprofundar das desigualdades entre ricos e pobres, segundo um relatório do Fórum Económico Mundial (FEM) hoje divulgado.

O relatório consiste nos resultados de um inquérito a 469 «peritos» de todo o mundo, a quem foi pedido que quantificassem a probabilidade e o impacto a médio prazo de uma série de riscos em cinco áreas - economia, ambiente, geopolítica, sociedade e tecnologia.

Na avaliação do relatório 'Global Risks 2012', os seis riscos que, a concretizar-se, teriam maior impacto a nível global são um grande colapso financeiro sistémico, uma crise alimentar, uma grande volatilidade nos preços de produtos agrícolas ou energéticos, uma crise no abastecimento de água, os desequilíbrios orçamentais e as desigualdades.

No entanto, nem todos estes riscos têm o mesmo grau de probabilidade. No relatório do FEM, os desequilíbrios orçamentais e as disparidades de rendimento são considerados os cenários negativos com maior probabilidade de se verificar.

«Estes riscos, conjugados, ameaçam o crescimento global visto que conduzem a nacionalismo, populismo e proteccionismo», lê-se no documento da instituição de Davos.

«Pela primeira vez no espaço de gerações, muitas pessoas deixaram de acreditar que os filhos vão ter um nível de vida superior ao seu», declarou Lee Howell, o director do FEM responsável pelo relatório. «Este novo pessimismo é especialmente agudo nos países industrializados, que historicamente têm sido uma fonte de grande confiança e de ideias arrojadas».

«Não há qualquer disposição legal ou convencional que 'obrigue' os médicos a repor, na semana de gozo do direito em questão, as horas correspondentes ao descanso compensatório para efeitos de cumprimento do período normal de trabalho», lê-se na nota.
Lusa/SOL, 11 de Janeiro, 2012

Carta da Marisa Moura à Administração da Carris



Chulos & Chulos, Lda.
14 February 2012 08:28:00
E....vamos andando e pagando.....

ESTA CARTA MERECIA SER EMOLDURADA E POSTA EM TODAS AS ESTAÇÕES DE COMBOIOS E NÃO SÓ, POR TODAS AS INSTITUIÇÕES, EMPRESAS PUBLICAS, TODAS AS PAREDES DESTE PORTUGAL PARA QUE SEJAM DENUNCIADOS TODOS ESTES CASOS.... E QUE SE ACABE DE VEZ COM "GESTÕES DANOSAS" QUE DÃO MILHÕES EM CASH E MORDOMIAS, AOS MARAVILHOSOS GESTORES QUE AS PROVOCARAM E QUE AINDA OS DESLOCAM DE EMPRESA EM EMPRESA, PARA CONTINUAR A SUA BOA "ACÇÃO" E RECOLHA DE "FUNDOS"

Carta da Marisa Moura à Administração da Carris

Exmos. (?) Senhores (?), José Manuel Silva Rodrigues, Fernando Jorge Moreira da Silva, Maria Isabel Antunes, Joaquim José Zeferino e Maria Adelina Rocha,

Chamo-me Marisa Sofia Duarte Moura e sou a contribuinte nº 215860101 da República Portuguesa. Venho por este meio colocar-vos, a cada um de vós, algumas perguntas:

Sabia que o aumento do seu vencimento e dos seus colegas, num total extra de 32 mil euros, fixado pela comissão de vencimentos numa altura em que a empresa apresenta prejuízos de 42,3 milhões e um buraco de 776,6 milhões de euros, representa um crime previsto na lei sob a figura de gestão danosa?

Terá o senhor(a) a mínima noção de que há mais de 600 mil pessoas desempregadas em Portugal neste momento por causa de gente como o senhor(a) que, sem qualquer moral, se pavoneia num dos automóveis de luxo que neste momento custam 4.500 euros por mês a todos os contribuintes?

A dívida do País está acima dos 150 mil milhões de euros, o que significa que eu estou endividada em 15 mil euros. Paguei em impostos no ano passado 10 mil euros. Não chega nem para a minha parte da dívida colectiva. E com pessoas como o senhor(a) a esbanjar desta forma o meu dinheiro, os impostos dos contribuintes não vão chegar nunca para pagar o que realmente devem pagar: o bem-estar colectivo.

A sua cara está publicada no site da empresa. Todos os portugueses sabem, portanto, quem é. Hoje, quando parar num semáforo vermelho, conseguirá enfrentar o olhar do condutor ao lado estando o senhor(a) ao volante de uma viatura paga com dinheiro que a sua empresa não tem e que é paga às custas da fome de milhares de pessoas, velhos, adultos, jovens e crianças?

Para o senhor auferir do seu vencimento, agora aumentado ilegalmente, e demais regalias, há 900 mil pessoas a trabalhar (inclusive em empresas estatais como a "sua") sem sequer terem direito a Baixa se ficarem doentes, porque trabalham a recibos verdes. Alguma vez pensou nisso? Acha genuinamente que o trabalho que desempenha tem de ser tamanhamente bem remunerado ao ponto de se sobrepor às mais elementares necessidades de outros seres humanos?

Despeço-me sem grande consideração, mas com alguma pena da sua pessoa e com esperança que consiga reactivar alguns genes da espécie humana que terá com certeza perdido algures no decorrer da sua vida.

Marisa Moura
Reenviar a todos e fazer correr pelo País

Para obrigar estes pigmeus provincianos a devolver o que retiram ao contribuinte e correr com eles na hora, depois obrigá-los a aprender a tabuada mas na choldra.

Grécia: Bolsas Alexander Onassis para o ano académico 2012/2013



18º Programa de Bolsas de Benefício Público “Alexander S. Onassis” para o ano académico 2012/2013.

Vai ter início em 1 de outubro de 2012.
O referido Programa destina-se a membros de academias, professores universitários de todos os níveis, investigadores doutorados, docentes de Língua Grega, estudantes com pós-graduações e candidatos a doutoramentos nas seguintes áreas: Humanísticas: Filologia, Literatura, Linguística, História, Arqueologia, Filosofia, Ciências da Educação e Psicologia; Ciências Sociais (exceto direito): Ciência Política, Sociologia, Política Internacional e Estudos Europeus, Administração e Política Social; Artes: Artes Visuais, Música, Dança, Teatro, Fotografia e Estudos de Cinema e Multimédia.
As inscrições deverão ser feitas até 27 de fevereiro de 2012, diretamente para a Secretaria da Fundação:

Morada: 7, Aeschinou street
105 58 Plaka, Athens
Greece

Correio eletrónico: ffp@onassis.gr%28 para obtenção dos formulários)

Os interessados poderão ainda consultar a seguinte página da internet:

Para mais informação delalhada

23 de fevereiro de 2012

Maputo: Mural do Jardim Tunduro


Quem passa pela Rua da Rádio depara-se diariamente com várias escritas no papel de cartão com frases diversas sobre religião, sociedade, política e outros. Para muitos este é o ‘Mural da Sabedoria’.
Sapo MZ

Se soubesse como o País ia ficar, não fazia a revolução (Otelo Saraiva de Carvalho)

Se soubesse como o País ia ficar, não fazia a revolução
Otelo Saraiva de Carvalho garante que, se soubesse como o País ia ficar, não teria realizado o 25 de Abril.
Aos 75 anos, Otelo mantém a boa disposição e fala da revolução dos cravos como se esta tivesse acontecido há dois dias.

Recorda os propósitos, enumera nomes, sabe de cor as funções de cada um dos intervenientes, é rigoroso nas memórias, embora reconheça que ainda hoje vai sabendo de contributos de anónimos que revelam, tantas décadas depois, o papel que desempenharam no golpe que deitou por terra uma ditadura de 28 anos.

Essa permanente atualização tem justificado, entre outros propósitos, a sua obra literária, como o mais recente "O dia inicial", que conta a história do 25 de abril "hora a hora".Apesar de estar associado ao movimento dos "capitães de abril" e aceitar o papel que a história lhe atribuiu nesta revolução, Otelo não esconde algum desânimo. Ele, que se assume como um "optimista por natureza".

"Sou um optimista por natureza, mas é muito difícil encarar o futuro com otimismo. O nosso país não tem recursos naturais e a única riqueza que tem é o seu povo", disse, em entrevista à Agência Lusa.

Otelo lamenta as "enormes diferenças de carácter salarial" que existem na sociedade portuguesa e vai desfiando nomes de personalidades públicas, cujo vencimento o indigna.

"Não posso aceitar essas diferenças. A mim, chocam-me. Então e os outros? Os que se levantam às 5h para ir trabalhar na fábrica e na lavoura e chegam ao fim do mês com uma miséria de ordenado?", questiona, sem esconder o desânimo.
Para este eterno capitão de abril, o que mais o desilude é "questões que considerava muito importantes no programa político do Movimento das Forças Armadas (MFA) não terem sido cumpridas".

Uma delas, que considera "crucial", era a criação de um sistema que elevasse rapidamente o nível social, económico e cultural de todo um povo que viveu 48 anos debaixo de uma ditadura".
"Este povo, que viveu 48 anos sob uma ditadura militar e fascista merecia mais do que dois milhões de portugueses a viverem em estado de pobreza", adiantou.

Esses milhões, sublinhou, significa que "não foram alcançados os objetivos" do 25 de abril. Por esta, e outras razões, Otelo Saraiva de Carvalho garante que hoje em dia não faria a revolução, se soubesse que o país iria estar no estado em que está.

"Pedia a demissão de oficial do exército, nunca mais punha os pés no quartel, pois não queria assumir esta responsabilidade", frisou. Otelo justifica: "O 25 de abril é feito em termos de pensamento político, com a vontade firme de mudar a situação e desenvolver rapidamente o nível económico, social e cultural do povo. Isso não foi feito, ou feito muito lentamente".

"Fizeram-se coisas importantes no campo da educação e da saúde, mas muito delas têm vindo a ser cortadas agora outra vez", lamentou.

"Não teria feito o 25 de abril se pensasse que íamos cair na situação em que estamos atualmente. Teria pedido a demissão de oficial do Exército e, se calhar, como muitos jovens têm feito atualmente, tinha ido para o estrangeiro", concluiu.

Económico com Lusa, 13 de Abril de 2011

Otelo Saraiva de Carvalho (Entrevista)


Para o “capitão de Abril” Otelo Saraiva de Carvalho bastam 800 militares para derrubar um governo, mas, acredita que «um novo 25 de Abril» só deverá acontecer com a perda de direitos dos militares.
Em entrevista, a propósito do livro recém-lançado “O dia inicial”, que conta a revolução do 25 de Abril «hora a hora», Otelo reconhece que, ao contrário da sociedade em geral, os militares não têm demonstrado grande indignação pelo estado do país.

Justifica: «Os militares pertencem à classe burguesa, estão bem, estão bem instalados, têm o seu vencimento, vão para fora e ganham ajudas de custo, são voluntários e os que estão reformados ainda não viram a sua reforma diminuída». Mas, na perspetiva deste obreiro da “revolução dos cravos”, «a coisa começará a apertar, no dia em que os militares perderem os seus direitos» e «se isso acontecer, é possível que se criem as tais condições necessárias para que haja um novo 25 de Abril».

Otelo Saraiva de Carvalho lembrou que o movimento dos capitães iniciou-se precisamente por «razões corporativistas», nomeadamente quando «os militares de carreira viram-se de repente ultrapassados nas suas promoções por antigos milicianos que, através de um decreto-lei de um governo desesperado por não ter mais capitães para mandar para a guerra colonial, permite a entrada desses antigos milicianos».
Otelo lembra que, «quando tocam nos interesses da oficialidade, ela começa a reagir. Há 37 anos, essa reacção foi o movimento de capitães», que culminou no derrube de um regime com 48 anos.
 

Reacção do TGEN Silvestre dos Santos ao discurso de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional

- Corroboro o que diz o Sr. Ten. Gen., Eduardo dos Santos, à excepção do período de desorganização que considera..., 25 anos! Bem analisados os resultados, o desastre começou há 37 anos..., o resto, nomeadamente o que refere, é consequência lógica dos 12 anteriores.

- Leia-se o que diz o Sr. General Silva Cardoso (autor da obra: Angola, anatomia de uma tragédia), numa outra sua obra: A revolução da perfídia (25-04-74).

- Diz a certa altura(pg. 7): Em Abril de 1974 um grupo de homúnculos com antolhos, invejosos, estrangeirados nas idéias e intenções, sem preparação para nada que não fosse assegurarem o interesse próprio mesmo que sobre a ruína e destruição do País, levaram à prática a revolução da perfídia.... Traído o Programa (do MFA) apresentado a um País ainda crédulo, a revolução tornou-se um acto fraudulento e inquinado pelo mal. A revolução de 1974 foi mais do que uma traição: constituiu um crime hediondo e os seus mentores deveriam ser julgados por crimes contra a Humanidade. etc....

"Quem semeia ventos..., recolhe tempestades!" (ditado popular)

Reacção do TGEN Silvestre dos Santos ao discurso de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional em 2012FEV01


Ex.º Sr. General Chefe do Gabinete de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional, Caro camarada:

Apresento a V. Ex.ª os meus cumprimentos.

Tomo a liberdade de me dirigir a V. Ex.ª para lhe solicitar que transmita a S. Ex.ª o Sr. Ministro a minha indignação relativamente à forma pouco respeitosa e mesmo insultuosa como se referiu às Forças Armadas, aos militares e às suas Associações representativas, no passado dia 1 de Fevereiro. De todos os governantes, o Ministro da tutela era o último que deveria proferir palavras dessa estirpe.

Sou Tenente-General Piloto-Aviador na situação de Reforma, cumpri 41 anos de serviço efectivo e possuo três medalhas de Serviços Distintos (uma delas com palma), duas medalhas de Mérito Militar (1.ª e 2.ª classe) e a medalha de ouro de Comportamento Exemplar. Servi o meu País o melhor que pude e soube, com lealdade e com vocação, sentimentos que S. Ex.ª não hesita em por levianamente em causa. Presentemente, faço parte com muito orgulho, do Conselho Deontológico da Associação de Oficiais das Forças Armadas.

"Esqueçam a Grécia. É Portugal que vai destruir o euro (Matthew Lynn)


Um "default" é acidente. Dois já é uma crise sistémica. Quem o diz é Matthew Lynn, presidente executivo da Strategy Economics, sublinhando que Portugal voltará a ter um importante papel no palco mundial. Mas pela negativa. Ao Negócios, diz que o incumprimento português é inevitável. "É apenas uma questão de tempo".

Matthew Lynn (na foto), CEO da consultora britânica Strategy Economics , traça um cenário sombrio para a Zona Euro. E diz que Portugal será o responsável pela queda do euro.
No seu mais recente artigo de opinião, publicado na "Market Watch", na sua coluna intitulada "London Eye", Lynn começa por relembrar a importância do País para a história mundial, com a assinatura do Tratado de Tordesilhas, que dividiu o mundo não europeu entre Espanha e Portugal em 1494. E salienta que 2012 pode ser o ano em que Portugal volta ao centro do palco mundial. Como? “Fazendo o euro ir ao ar”, responde.

“A Grécia já estoirou – e o seu incumprimento está já descontado pelo mercado. Mas Portugal está precisamente na mesma posição (…). Está também a resvalar para um inevitável ‘default’ das suas dívidas – e quando isso acontecer, vai ter um efeito devastador para a moeda única e infligir danos ao sistema bancário europeu, que poderão revelar-se catastróficos”, escreve Lynn, autor de dois livros de economia: "The Billion-Dollar Battle: Merck v. Glaxo and Birds of Prey: Boeing v.Airbus" e Bust: Greece, the Euro and the Sovereign Debt Crisis.

Lituânia: Bolsas de língua e cultura lituana

Bolsas para estudantes, leitores e investigadores estrangeiros que pretendam realizar estudos bálticos (lituanos) ou cursos de verão de língua e cultura lituana.

As candidaturas deverão ser submetidas até ao próximo dia 2 de Abril de 2012.

O formulário de candidatura encontra-se disponível no portal:

19 de fevereiro de 2012

Armando Guebuza é o 15º melhor chefe de Estado africano


Armando Guebuza é o 15º melhor chefe de Estado africano

O Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, foi considerado o 15º melhor chefe de Estado africano, numa lista revelada esta semana pela revista The East African Magazine. O Presidente do Botswana, Ian Khama, lidera o ranking.

Armando Guebuza ocupa o 15º lugar da lista, com 50,6 pontos e com uma nota C-. Moçambique subiu sete lugares, já que no ano passado ocupava a 22ª posição, com 49,35 pontos e com uma classificação de D+.

O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, ocupa o 2º lugar da lista, com uma pontuação de 73,2 e uma classificação A. No ano passado, a classificação foi, igualmente, A, embora o Presidente da altura, Pedro Pires, tenha obtido 78,91 pontos.

Angola está na 40º lugar, com 28,78 pontos e com a nota Morgue. No ano passado, José Eduardo dos Santos ocupava a 43ª posição, com 30,17 pontos e com uma nota de ICU, um dos níveis mais baixos da classificação.

Esta classificação é feita com base em seis critérios: o índice Mo Ibrahim (15%), o índice da democracia (15%), o índice da liberdade de imprensa (15%), o índice da corrupção (15%), o índice do desenvolvimento humano (5%) e o índice de política NMG, que avalia o empenho dos líderes em vários sectores, como o investimento em infra-estruturas, segurança alimentar e políticas públicas que melhorem a segurança dos Estados (35%).