1 de maio de 2012
Portugal: A Pérola do Rossio em Lisboa
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Previsões de ministro (Manuel Catarino)
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, foi um estudante aplicado – um dos melhores em álgebra: surpreendia professores e colegas pelo domínio invulgar sobre radicais e primitivas.
Era imparável nas contas de cabeça. Um prodígio. Chegou a ministro das Finanças - tenazmente adepto da política monetarista, que manda combater a crise com austeridade. A dura realidade por esta Europa fora já se encarregou de demonstrar o fracasso da receita - mas Vítor Gaspar não se deixa impressionar pelos factos: continua, cego e surdo, fiel à sua teoria.
Deu-lhe agora para fazer previsões, optimistas, para 2015 - o ano do milagre. Arrisca-se a ficar na História como um Zandinga da Economia.
Correio da Manhã, 1 de Maio 2012
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Há alternativa (Paulo Morais)
A austeridade que fustiga os portugueses, com aumento de impostos e redução de salários, é perfeitamente evitável. Desde que o governo opte por outro tipo de medidas, que penalize menos os cidadãos e as empresas, retire privilégios aos poderosos e altere de facto a estrutura de despesas do Estado.
Em primeiro lugar, devem ser renegociadas todas as parcerias público-privadas rodoviárias, que chegam a ter rentabilidades garantidas superiores a 14%; o Estado terá, desde já, um ganho anual de cerca de três mil milhões de euros. A segunda medida consiste na imediata reestruturação da dívida pública, bastando substituir os contratos de crédito ruinosos, e assim poupar cerca de dois mil milhões. Não é admissível que o Estado continue a pagar anualmente em juros nove mil milhões de euros, mais do que gasta com o Serviço Nacional de Saúde.
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Democratas (João Pereira Coutinho)
Chegam as comemorações de Abril e a pergunta é fatal: quem são os donos da revolução? A resposta devia ser óbvia: ninguém e toda a gente. Acontece que em Portugal as coisas nunca foram tão simples: até 1982, Abril pertencia aos quartéis, que tutelavam a vida doméstica.
E depois de 1982, o sectarismo continuou: Abril era da esquerda, e só da esquerda, um espectáculo de ressentimento e ódio que devia cobrir qualquer democrata de vergonha. Nunca cobriu. Pelo contrário: como se viu esta semana, com as ausências de Soares, Alegre e restante tropa-fandanga, a data continua a ser usada para ajustes de contas com inimigos imaginários. E, claro, para passar atestados de menoridade aos portugueses.
Perante isto, a única coisa a lamentar é que não se pondere seriamente suspender para os próximos anos as festividades solenes da revolução. E esperar que as gerações futuras possam honrar o 25 de Abril com a dignidade que manifestamente falta aos nossos ‘democratas’.
Correio da Manhã, 29 Abril 2012
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Portugal - 25 de Abril de 1974
Portugal: A Segurança Social nos anos setenta
Segurança Social: Os anos setenta
A transição para um sistema unificado de segurança social
1. A EVOLUÇÃO LEGISLATIVA ATÉ 1974
Regime de Previdência dos Trabalhadores Agrícolas
Foram legalmente definidas as eventualidades abrangidas pelo regime especial de previdência: doença, maternidade, encargos familiares, invalidez, velhice e morte, tendo-se criado, ao mesmo tempo, um regime transitório de pensões destinado a abranger, de imediato, os trabalhadores agrícolas que à data, estivessem inscritos nas Casas do Povo e se encontrassem em situação de necessidade por motivo de invalidez ou velhice. Esta medida alargou-se, depois, a trabalhadores agrícolas não abrangidos por Casas do Povo e ainda aos produtores agrícolas - (D.L. nº 391/72, de 13/10).
Regime jurídico de algumas prestações
Procedeu-se à alteração do regime jurídico das pensões de sobrevivência, que foram integradas no esquema normal de benefícios da Caixa Nacional de Pensões e das Caixas Sindicais de Previdência e de Reforma (Despacho de 23 de Dez. de 1970, D.R. de 26/01/71), alterando o Regulamento Geral das caixas Sindicais de previdência. Modificou-se, igualmente, o regime jurídico do subsídio de doença (Decreto nº 358/73, de 16 de Junho) de do subsídio por morte - (Decreto nº 178/73, de 17 de Abril).
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Portugal: História da Segurança Social
Segurança Social: História - Antecedentes
Um longo processo de construção
Desde a fundação da nacionalidade portuguesa, com clara inspiração nos valores da caridade cristã, por iniciativa de clérigos, de ordens religiosas, de monarcas, de membros da família real, das corporações de mestres e de particulares abastados, assistiu-se ao desenvolvimento de esforços tendentes a dar corpo ao sentimento do dever moral de protecção contra situações de necessidade nos planos individual e familiar.
Assim, até ao fim da Idade Média, a par de meros impulsos de beneficência individual, foi-se desenhando uma organização embrionária da assistência privada, conduzindo à primeira grande reforma da assistência, por iniciativa da rainha D. Leonor que, em Agosto de 1498, fundou, em Lisboa, a primeira Irmandade da Misericórdia. Este novo tipo de instituições – as Santas Casas da Misericórdia – multiplicou-se por todo o País, tornando-se no grande polo da assistência privada, a nível local, nos domínios da saúde e da acção social e cuja obra multisecular chegou pujante até aos nossos dias.
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17 de abril de 2012
Basta de atitude anti-democrática
Uma concentração que estava a ser organizada por dois movimentos da sociedade civil da Guiné-Bissau acabou por não se realizar porque foi dispersada pelos militares, constatou a agência Lusa, ontem, dia 16 de Abril.
Sapo MZ
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Maputo: Melhorada capacidade de parto no hospital José Macamo
Melhorada capacidade de parto no hospital José Macamo
Entrega da sala de partos devidamente reabilitada e apetrechada no Hospital Geral José Macamo, em Maputo.
Sapo MZ
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Cahora Bassa será totalmente de Moçambique em 2014
O acordo foi ontem assinado, Cahora Bassa será totalmente de Moçambique em 2014
O Primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho acompanhado pelo Presidente de Moçambique Armando Guebuza durante a assinatura dos acordos de contrato de Cahora Bassa, em Maputo, Moçambique, 09 de abril de 2012. Passos Coelho encontra-se numa visita de dois dias a Moçambique para tratar da questão de Cahora Bassa.
Sapo MZ
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Moçambique - Barragem de Cahora Bassa
Ahh, se tivéssemos mar! (João Quadros)
Da crónica de João Quadros no Negócio On-Line:
"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses."
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco. Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.
Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia, sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do Haiti? Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós. Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.
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8 de abril de 2012
Barragem de Cahora Bassa "não é só fonte de energia, mas de muita energia política"
Maputo, 07 abr (Lusa) - O economista moçambicano António Francisco considera que na reversão da Hidroelétrica de Cahora Bassa de Portugal para Moçambique "estão interesses privados pouco conhecidos", que podem tornar o empreendimento "não só fonte de energia, mas de muita energia política".
Durante a visita que vai efetuar a Moçambique na próxima semana, o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, e o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, vão assinar os documentos finais dos acordos relativos à compra dos 15 por cento que Portugal ainda detém na barragem.
Na sequência de um pacto alcançado em reuniões que decorreram em Lisboa, na semana passada, para a transferência de metade das ações de Portugal, o Estado moçambicano deverá passar a deter a totalidade do capital social da Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) até 2014.
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MNE moçambicano em Díli para reforçar cooperação entre os dois países
Díli, 07 abr (Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Oldemiro Balói, disse hoje que a sua viagem a Timor-Leste visa "diagnosticar" formas para reforçar a cooperação entre os dois países.
Segundo Oldemiro Balói, a visita visa ter um "quadro completo do que se passa em Timor-Leste" para "diagnosticar melhor as formas" de reforçar a cooperação.
"De um modo geral, as relações entre os nossos países carateriza-se por a nível político serem excelentes, mas a nível da cooperação estarem ainda algo fracas. Um desafio que temos é elevarmos a cooperação a todos os níveis e este é o objetivo geral desta minha visita aqui", salientou o chefe da diplomacia moçambicana.
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O INE já publicou a versão rascunho do Inquérito Demográfico e de Saúde (IDS) de 2011
Moçambique: O INE já publicou a versão rascunho do Inquérito Demográfico e de Saúde (IDS) de 2011
Alguns dados interessantes e encorajadores para Moçambique:
Mortalidade infantil baixou consideravelmente (de 147 em 2008 (MICS) para 97 em 2011).
Na área da nutrição:
Desnutrição crónica: 42.6% (MICS 2008: 44%)
Desnutrição aguda: 5.9% (MICS: 4.2%)
Baixo peso para idade: 14.9%
Anemia nas crianças: 69% (Estudo 2002: 75%)
Anemia nas mulheres: 54% (Estudo 2002: 48)
A situação do aleitamento materno exclusivo nas crianças de 0-5 anos melhorou: 41%
O documento ainda não contem dados sobre a suplementação com vitamina A e o consumo de sal iodado.
Se quiserem comparar podem encontrar o estudo realizado anteriormente em IDS 203.
Sapo MZ
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Moçambique: Entrega de contentores para o lixo em Namaacha
Contentores de conservação de resíduos sólidos foram entregues no distrito de Namaacha, província de Maputo, no âmbito da campanha de saneamento do meio.
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Maputo: Mulheres participam no lançamento do Ano Internacional das Cooperativas
Mulheres das cooperativistas moçambicanas participam na cerimónia do lançamento oficial do Ano Internacional das Cooperativas em Moçambique.
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Zuma diz que não haverá eleições no Zimbabwe antes da Nova Constituição
Joanesburgo, 08 ABR (AIM) – O Presidente da África do Sul, declarou, sábado, na sua qualidade de mediador do problema zimbabweano, que não haverá eleições no Zimbabwe sem a conclusão do processo das reformas constitucionais naquele país da região.
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A lógica do João...
O avô conta ao seu neto João as grandes mudanças que aconteceram na sociedade portuguesa, desde a sua juventude até agora...
«Sabes, João, quando eu era pequeno, a minha mãe dava-me dez escudos, que agora são 5 cêntimos, e com isso mandava-me à mercearia da esquina. Então eu voltava com um pacote de manteiga, dois litros de leite, um queijo, um pacote de açúcar, um pão e uma dúzia de ovos..!"
E o João perguntou-lhe:
«Mas avô, na tua época não havia câmaras de vigilância?»
27 de março de 2012
Moçambique: Agentes comunitários sensibilizando a população
Em Tete, o dia-a-dia dos agentes comunitários é mais do que dar palestras para sensibilizar a população a adoptar comortamentos saudáveis. Implica integrar-se no meio rural, perceber a população e posteriormente criar mecanismos convincentes a tomada de decisões.
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Automobilistas e excessos de álcool em Maputo
O excesso de álcool tem caracterizado o dia a dia dos moçambicanos.
Bebem tanto que acabam em situações insólitas, o pior, é quando pegam no volante e somos confrontados com índices de acidentes de viação elevadíssimos.
Sapo MZ
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