4 de agosto de 2012

Lusófona: Relvas e Damásio são irmãos na Maçonaria


O ministro e o administrador da universidade pertencem à mesma obediência maçónica, o grande Oriente Lusitano

Miguel Relvas e Manuel Damásio, presidente do Conselho de Administração da Universidade Lusófona, pertencem ao Grande Oriente Lusitano (GOL). No momento em que o então deputado do PSD entrou na universidade já faziam ambos parte da maior obediência maçónica portuguesa. Miguel Relvas frequentava a loja Universalis, a que ainda hoje pertence. Manuel Damásio estava numa loja em que se encontravam também outros elementos da Universidade Lusófona.

Essa loja sofreu entretanto uma cisão interna, tendo dado origem a outras de dimensão mais reduzida. É numa delas que se encontra Manuel Damásio, juntamente com alguns professores daquela instituição de ensino superior. Em resposta a uma pergunta da SÁBADO, Miguel Relvas diz apenas que nunca se encontrou com Manuel Damásio em eventos maçónicos, mas não nega a pertença à organização. A loja Universalis é considerada a mais poderosa do GOL. Nos seus quadros estão empresários e políticos de todos os quadrantes. A Universalis tem relações privilegiadas com a influente loja Mozart, da Grande Loja Legal de Portugal (a outra obediência existente em Portugal), a que pertencem, entre outros, o ex-espião Jorge Silva Carvalho, Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, e vários elementos dos serviços secretos. As duas lojas chegaram a reunir regularmente em jantares no restaurante Vela Latina, em Lisboa, no sentido de concertarem esforços de aproximação das duas maçonarias.

A SÁBADO apurou que vários membros da loja Mozart são professores na Universidade Lusófona. Fontes ligadas à instituição garantiram à SÁBADO que esta “é uma universidade maçónica”, que acolhe numerosos membros das duas maiores obediências nacionais. Esse facto provoca incómodo junto de uma parte do corpo docente, que neste momento não esconde a sua insatisfação com a forma como esta polémica tem exposto os métodos de atribuição de equivalências praticados na universidade.

Fernando Esteves, Nuno Tiago Pinto e Vítor Matos
Sábado, 12-07-2012

23 de julho de 2012

Porto: Painel de Malangatana no Hospital de São João


O pintor moçambicano fez em 2006 uma pintura para decorar o Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental da instituição

O Hospital de São João, no Porto, vai passar a ter uma nova obra de arte nas suas instalações, a acrescentar às muitas que já aí se encontram. Trata-se de um painel do pintor moçambicano já desaparecido Malangatana (1936-2011), que doi desenhado expressamente para decorar uma parede do Serviço de Psiquiatria do hospital, num gesto de agradecimento pela formação dos jovens médicos e psiquiatras daquele país africano.

Itália: Mona Lisa está a ser procurada em Florença



Três novas tumbas com vários esqueletos foram postas a descoberto no Convento de Sant'Orsola, em Florença, Itália, após vários meses de interrupção de trabalhos.

Os arqueólogos no local acreditam que podem estar ali os restos mortais de Lisa Gherardini (1479-1542), a mulher de um mercador de sedas também conhecida colo Lisa del Giocondo, que terá servido de modelo para a famosa tela A Gioconda, de Leonardo da Vinci.

Público, 19 de Julho de 2012

Não ao Desacordo Ortográfico, «néscio e grosseiro»!



DESACORDO ORTOGRÁFICO

Já não é só o Centro Cultural de Belém - instituição de direito privado, sem tutela pública. Ou Serralves. Ou a Casa da Música. Já não são só a generalidade dos jornais que o ignoram - Correio da Manhã, Jornal de Notícias, Público, i, Diário Económicoe Jornal de Negócios, além da revista Sábado.

Já não só os angolanos que se demarcam, ou os moçambicanos. Ou até os macaenses. Sem excluir os próprios brasileiros.

Por cá também já se perdeu de vez o respeitinho pelo Acordo Ortográfico. Todos os dias surge a confirmação de que não existe o consenso social mínimo em torno deste assunto.

Moçambique: Central eléctrica a gás em Ressano Garcia



Foi inaugurada a nova central eléctrica a gás de Ressano Garcia. A inauguração contou com a presença do chefe do Estado Armando Guebuza, que fez questão de assinalar a importância desta central para as necessidades da população, como também do sector empresarial.

Sapo MZ

17 de julho de 2012

Material para polícia é oferecido pela Índia



Índia oferece equipamento policial a Moçambique no âmbito de cooperação entre os dois países.

Sapo MZ

Primeiro-ministro da Coreia do Sul chega a Maputo



Primeiro-ministro da Coreia do Sul Kim Hwang chegou ontem a a Moçambique, e foi recebido pelo seu homólogo, o Primeiro-Ministro, Aires Ali.

Sapo MZ

Obras de reabilitação da Barragem de Nacala, em Nampula



Durante a presidência aberta do Armando Guebuza, o presidente visitou a Barragem de Nacala na província de Nampula que está em obras de reabilitação. A obra está avaliada em 29 milhões de meticais, é financiada pelo MCA, abrangendo os projectos de abastecimento de água bem como a própria reabilitação da barragem.

Sapo MZ

Moçambique: Em Nampula, população local produz álcool tradicional


Produção de Aguardente de Caju vulgo "thonthonto'' em Luluto no distrito de Mogovolas na província de Nampula.

Sapo MZ

Entrega de aeronaves e material de salvamento marítimo de Portugal para Moçambique



O ministro da Defesa Filipe Nyusi brinda à cooperação entre os dois países com o seu homólogo português, José Aguiar Branco, em Maputo, Moçambique, 04 de Julho de 2012. O ministro português faz uma visita oficial de quatro dias a Moçambique, tendo previstos vários encontros com governantes e a entrega de uma aeronave CESSNA e material de salvamento marítimo.

Sapo MZ

História da Carochinha (Fernanda Cachão)



O chamado ‘caso Relvas’ - não esse, o outro, o da questão das habilitações literárias – trouxe a um convívio noticioso mais estreito a figura de Duarte Marques. Nascido em Maio de 1981, licenciado em Relações Internacionais e mestrado incompleto em Relações Internacionais/Assuntos Europeus, Duarte Marques é consultor e é, sobretudo, deputado e líder da JSD.

Através de Duarte Marques ficámos a saber que Miguel Relvas sempre foi transparente acerca das suas habilitações literárias e até "chateia a cabeça às pessoas com alguma veemência para não cometerem o erro que ele cometeu". Ou seja e convém explicar – o de amarem primeiro a política sobre todas as coisas, nomeadamente os estudos.

Através do jovem deputado ficámos também a saber que a culpa deste caso é do ex-ministro Mariano Gago, pois "é preciso pedir explicações a quem aprovou esta lei [de equivalências]". O dirigente da JSD interroga-se até sobre os reais objectivos da lei e por que não foram previstos casos como o do actual ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares.

Isto é o que se chama contar a história da Carochinha pela perspectiva do caldeirão.

Correio da Manhã, 17 de Julho de 2012

Anedotas (João Pereira Coutinho)



Nos últimos dias, é impossível frequentar a internet: a quantidade de anedotas sobre a ‘licenciatura’ de Miguel Relvas é tão elevada que uma pessoa nem consegue trabalhar com o riso.

Só por isto o ministro Relvas merecia uma medalha: por animar um país em depressão com a sua ‘procura do conhecimento permanente e da verdade.’ Claro que, para lá das pilhérias (‘Dá licença?’ ‘Está licenciado.’), existe um problema político sério. Não para Relvas, que obviamente não vê problema algum; mas para o primeiro-ministro.

Por razões que a razão desconhece, Passos Coelho até pode ‘segurar’ o nosso doutor. Mas Relvas será, até ao fim, a anedota permanente deste governo e, pior, a lembrança viva de que a conversa dos ‘sacrifícios’ é um insulto aos portugueses. Sobretudo quando o governo tem na equipa um ministro que pairou acima de qualquer sacrifício para sacar uma reles licenciatura. Para ‘segurar’ Relvas, Passos arrisca-se a perder definitivamente o país.

Correio da Manhã, 15 de Julho de 2012

Por um canudo (João Pereira Coutinho)



Uma pessoa consulta alguns cursos e fica abismada. Animação Turística? Publicidade e Marketing? Restauração e Catering? Longe de mim duvidar da qualidade dos produtos.

Mas se estas coisas existem, por que não um canudo em Carreirismo Partidário, destinado a premiar os anos em que o político nativo rasteja pelas ‘jotas’, ascende aos órgãos directivos e chega a deputado/secretário/ministro? Por acaso os portugueses pensam que isto não dá trabalho?

Uma licenciatura em Carreirismo Partidário seria composta por disciplinas como: Técnicas de Colagem de Cartazes; Introdução ao Megafone; Oratória em Congressos; Jantares de Desagravo; e ‘Uma Lembrancinha para o Sr. Dr.’: Teoria e Prática. Num país decente, nenhum político carreirista teria que andar a mendigar licenciaturas fora da sua área de interesse. Por exemplos presentes e passados, uma universidade só para a espécie devia ser prioridade do dr. Crato.

Correio da Manhã, 13 de Julho de 2012

24 de junho de 2012

Portugal: "Processo, Progresso, Regresso, Retrocesso"




"As Câmaras Municipais estão a colocar as aldeias às escuras, à noite, desligando as luzes para não gastarem energia. Há cinquenta/sessenta anos atrás, as aldeias também não tinham electricidade, nem de noite nem de dia.

Leio nos jornais que a moda deste ano vai ser o espartilho e os "soutiens” feitos de materiais duros, como a corticite. Há cinquenta/sessenta anos atrás, as mulheres usavam espartilho.

Os responsáveis pela Segurança Rodoviária querem instituir a velocidade máxima de 30 km/h. Era o que acontecia há cinquenta/sessenta anos atrás, quando em vez de automóveis havia carroças nas ruas.

Palavras de Salazar em 1932

Mondlane concorreu a presidência da FRELIMO com cartão da UDENAMO



Matola – O combatente da Luta de Libertação Nacional, Lopes Tembe, disse que Eduardo Mondlane, quando se juntou aos combates, teve que concorrer a eleição para a presidência da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) como membro da União Democrática Nacional de Moçambique (UDENAMO).

Falando no simpósio por ocasião dos 50 anos da Frelimo que decorre na cidade da Matola, província de Maputo, Tembe explicou que Mondlane, quando veio a Moçambique, não tinha partido, ou seja, não pertencia a nenhum dos movimentos que existiam e, por essa razão não podia concorrer para a presidência.

Conselho Municipal de Maputo destrói parcialmente uma casa


Conselho Municipal de Maputo destrói parcialmente uma casa na rua Marcelino dos Santos

O caso já leva algum tempo entre a família Dimande e a edilidade, mas os homens de David Simango, decidiram partir para acção e demolir uma parte da casa, para dar lugar a reabilitação da rua Marcelino dos Santos.

Segundo Roberto Dimande, a família ainda aguardava pela visita do vereador para a área de infra-estruturas, para solucionar o problema.

Uma aula de português muito pertinente


Aqui vai uma explicação muito pertinente para uma questão atual:

Uma belíssima aula de português.

Foi elaborada para acabar de uma vez por todas com toda e qualquer dúvida se temos presidente ou presidenta.

A presidenta foi estudanta?

Existe a palavra: PRESIDENTA?

Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?

Como Salazar perdeu a Índia



Um certo Portugal começava a ruir há 50 anos. A 22 de Janeiro de 1961, um comando liderado por Henrique Galvão tomava o paquete português Santa Maria.

A 4 de Fevereiro, o MPLA atacava a cadeia de Luanda e ateava o rastilho para a guerra de libertação de Angola – onze dias depois, a UPA matava e esquartejava mais de 800 pessoas no Norte. Entre Março e Abril, o ministro da Defesa Botelho Moniz tentava e falhava um golpe palaciano para afastar António de Oliveira Salazar do poder.

As eleições legislativas de 10 de Novembro, manipuladas, são precedidas de intensa agitação. Dois dias antes, um voo da TAP que ligava Casablanca a Lisboa era tomado por opositores do regime que lançaram milhares de panfletos sobre a capital e o Sul do país. Na véspera da votação, um grupo de militantes comunistas foge de Caxias num carro de Salazar. Seguir-se-ia o assalto ao quartel de Beja.

8 de junho de 2012

Moçambique ractifica Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa


O Conselho de Ministros de Moçambique ractificou na quinta-feira o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, disse hoje o ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi.

A posição do governo de Moçambique relativa à adopção do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa tem em conta a presidência da CPLP, que assumirá a partir de julho, durante a cimeira da comunidade lusófona, que se realizará em Maputo.

Falando aos jornalistas, o chefe da diplomacia moçambicana justificou a demora de adesão de Moçambique ao Acordo Ortográfico com a tentativa de o país "clarificar e ganhar a dimensão total das implicações de natureza não só financeira como também organizativa".

"Nós falamos a língua portuguesa mas com algumas características muitas próprias. Temos um grande peso das línguas nacionais. Como é que isso interage com este acordo ortográfico? E depois, é a questão da sua ampla divulgação. Está aqui imenso trabalho a fazer entre a ractificação e a plena entrada em vigor", disse Oldemiro Baloi.

O titular da pasta dos Negócios Estrangeiros de Moçambique lembrou que o país tem agora "um período da chamada derrogação", que recusou dizer qual, "ou seja, o tempo que Moçambique necessita para ajustar todos os instrumentos necessários para que o acordo seja efectivo".

No último ano, o ministro moçambicano da Educação, Zeferino Martins, estimou que a implementação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em Moçambique terá um "custo mínimo" de 80 milhões de euros.

(RM/Lusa) 8 de Junho de 2012