17 de março de 2013

Declaração da UNITA alusiva ao 13 de março de 1966



SECRETARIADO EXECUTIVO DO COMITÉ PERMANENTE

Declaração alusiva ao 13 de março de 1966

Povo Angolano

Compatriotas e Amigos

Do século XV ao século XXI, a subjugação de África e o ostracismo dos seus povos tem assumido várias formas.

De igual modo, a luta secular pela liberdade e pela dignidade humana dos povos africanos tem assumido várias formas e conhecido muitos intervenientes. Um desses intervenientes na luta pela dignidade dos povos africanos é a UNIÃO NACIONAL PARA A INDEPENDÊNCIA TOTAL DE ANGOLA – UNITA.

A UNITA foi fundada em Muangai, Província do Moxico, aos 13 de Março de 1966, pelo Doutor Jonas Malheiro Savimbi.

O Dr. Jonas Savimbi, junto com o Dr. Agostinho Neto e o Mais Velho Holden Roberto, são os pais da independência de Angola. Foram eles que dirigiram a luta dos angolanos contra o colonialismo português e assinaram com o Estado português, em Janeiro de 1975, os termos para a independência de Angola, para a defesa da sua integridade territorial e para o exercício da soberania pelo povo, atravês de eleições para uma Assembleia Constituinte.

Quis a história que estes Acordos não fossem respeitados e que apenas uma facção do MPLA exercesse a soberania no lugar de todo o povo, o que causou um grande conflito. Desse conflito, é convicção da UNITA que “culpados somos todos, responsáveis somos todos e vítimas somos todos”.

Coube ao Dr. Jonas Savimbi, em nome da UNITA, a missão de fazer a paz com o Presidente José Eduardo dos Santos, através dos Acordos de Paz Para Angola, celebrados em Bicesse, Portugal, em 31 Maio de 1991.

Afinal quem é que vende e quem é que compra os diamantes de Angola?


Benguela - Foi notícia numa da últimas edições do Club-K que a princesa, Isabel Kukanova dos Santos Dokolo, filha do monarca ditador José Edurado dos Santos era proprietária da empresa duma loja de marca de jóias “De Gresogono” na Suiça. Mas esta não é a verdade toda de como os descendentes do monarca ditador Angolano estão a pilhar e a enriquecerem-se desavergonhada e ilícitamente aos nús das autoridades judiciais corruptas e impotentes Angolanas. É tudo isto por culpa dos militantes do MPLA que deixaram o cidadão José Edurados Santos transformar-se num monraca ditador e ladrão de colarinho côr de rosa que se escondeu mesmo lá no fundinho da saias do Partido dos camaradas onde manipula, controla, corrompe e intimida tudo e todos.

10 de março de 2013

Deus é branco? - Isomar Pedro Gomes


Luanda - A dias a caminho do Hojy-yá-Henda, a bordo (como habitual) de um dos machimbombos da TCUL Viana vila – Cuca, (privilegio este meio de transporte por ser o mais barato e acessível aos pobres para rotas longas, mau grado a ‘sardinhada e a catingada’), um dos vários azulinhos que ‘palmilham’ as nossas estradas, os nossos emblemáticos táxis colectivos, chamou a atenção do público, exibindo no seu ‘traseiro’ o seguinte dístico; DEUS È BRANCO, MULATO É ANJO, PRETO È DIABO.

Tal dístico é obvio levantou as mais diversas celeumas entre os passageiros do machimbombo e creio entre todos os ‘observadores’ e transeuntes por onde o dito azulinho (mini mbombó) ‘rasgava’ o seu ‘popó-show’.

Raciocinei com os meus botões e os meus botões comigo, as causas que levaram o proprietário do ‘popó’ ou do ‘chauffeur de praça’ a mencionar e exibir tal ‘desgraçado ou ditoso (?!)‘ rótulo. Na busca mental das ‘causas’, não pude deixar de comparar o modo de vida de hoje e o da administração colonial, quando o País e a grossa maioria dos países do continente Africano, era administrado por indivíduos maioritariamente de raça branca, provenientes da Europa, “os tais colonos”, poderia Africa ser comparada a um paraíso? A quem diga que sim, e eu não discordo dele!

“Colonialismo caiu na lama!” Lembram-se deste célebre estribilho 1974-1977?

A JOÌA COLONIAL

Angola, era mundialmente conhecida como a Joia do império Português e exibia majestosa, todos os pergaminhos de tal título, o Quénia a par da Africa do Sul, a joia Africana do império Britânico, Algéria a joia Africana do império Francês e o antigo Congo-Belga a joia do mini-imperio Belga. Tais países Africanos – no contexto do outrora - prosperavam a olhos vistos (a maioria deles encontravam-se ainda na idade da pedra), as respectiva comunidades autóctone idem em aspas, os índices de desenvolvimento humano dos autóctones inegavelmente estavam lenta e seguramente subindo, as obras dos colonialistas ainda perduram pela Africa adentro.

Rendimento máximo (Paulo Morais)



O destino do país está na mão de aposentados. O presidente Cavaco Silva, a primeira figura do Estado, é reformado. A segunda personalidade na hierarquia protocolar, Assunção Esteves, é igualmente pensionista. Também nos governos nacional e regionais há ministros que recebem pensão de reforma, como Miguel Relvas ou até Alberto João Jardim. No Parlamento, há dezenas de deputados nesta situação. Mas também muitas câmaras são presididas por reformados, do Minho, ao Algarve, de Júlia Paula, em Caminha, a Macário Correia, em Faro.

É imensa a lista de políticos no activo que têm direito a uma pensão. Justificam este opulento rendimento com o facto de terem prestado serviço público ao longo de doze anos ou, apenas oito. Esta explicação não convence, até porque uma parte significativa deste bando de reformados não só não prestou qualquer relevante serviço à nação como ainda utilizou os cargos públicos para criar uma rede clientelar em benefício próprio. Foi graças a esta teia que muitos enriqueceram e acederam a funções para que nunca estiveram curricularmente habilitados. A manutenção até hoje destes privilégios e prebendas é inaceitável, em particular nos tempos de crise que atravessamos. Sendo certo que a responsabilidade por este anacronismo não é de nenhum destes políticos e ex-políticos em particular – também é verdade que todos têm uma culpa partilhada por não revogarem este sistema absurdo que atribui tenças milionárias à classe que mais vem destruindo o país. Urge substituir este modelo pelo único sistema admissível que é o de que os titulares de cargos públicos, quando os abandonam, sejam indemnizados exactamente nos mesmos termos que qualquer outro trabalhador.

E que passem a reformar-se, como todos os restantes cidadãos, quando a carreira ou a idade o permita. É claro que dirigentes habituados a acumular reformas de luxo com bons salários jamais compreenderão os problemas dos que têm de viver com salários de miséria; ou sequer entenderão as dificuldades dos que sobrevivem apenas com pensões de valor ridículo. Não serão certamente estes reformados de luxo que conseguirão proceder às reformas estruturais de que Portugal tanto está a precisar.

Paulo Morais, Professor Universitário

Recebido por e-mail

A trapeira do Job (José António Barreiros, advogado)

Isto que eu vou dizer vai parecer ridículo a muita gente.

Mas houve um tempo em que as pessoas se lembravam, ainda, da época da infância, da primeira caneta de tinta-permanente, da primeira bicicleta, da idade adulta, das vezes em que se comia fora, do primeiro frigorífico e do primeiro televisor, do primeiro rádio, de quando tinham ido ao estrangeiro.

Houve um tempo em que, nos lares, se aproveitava para a refeição seguinte o sobejante da refeição anterior, em que, com ovos mexidos e a carne ou peixe restante, se fazia "roupa velha". Tempos em que as camisas iam a mudar o colarinho e os punhos do avesso, assim como os casacos, e se tingia a roupa usada, tempos em que se punham meias-solas com protectores. Tempos em que ao mudar-se de sala se apagava a luz, tempos em que se guardava o "fatinho de ver a Deus e à sua Joana".

E não era só no Portugal da mesquinhez salazarista. Na Inglaterra dos Lordes, na França dos Luíses, a regra era esta. Em 1945 passava-se fome na Europa, a guerra matara milhões e arrasara tudo quanto a selvajaria humana pode arrasar.

Houve tempos em que se produzia o que se comia e se exportava. Em que o País tinha uma frota de marinha mercante, fábricas, vinhas, searas.

5 de março de 2013

Isabel dos Santos na lista dos mais ricos do mundo



Isabel dos Santos entra pela primeira vez na lista dos mais ricos do mundo

Isabel dos Santos entrou pela primeira vez, em 2012, na lista das personalidades mais ricas do mundo, elaborada pela revista Forbes, com uma fortuna avaliada em 2 mil milhões de dólares.

A empresária é a primeira multimilionária de Angola e a mulher mais rica de África, de acordo com a lista 'The World's Billionaires 2013', hoje divulgada pela Forbes.

Maputo: Vendedor prepara sumo natural na marginal


Devido ao calor intenso que se faz sentir em Maputo, os citadinos apostam no sumo da cana-de-açucar ao som das ondas do mar, um momento único e refrescante. O sumo da Cana-doce, vulgarmente chamado, pode ser misturada com gengibre e limão, algo feito de forma simples e artesanal.

Sapo MZ

Mendicidade aumenta em Moçambique



A população anda cada vez mais pobre, é frequente verificar-se gente idosa a pedir dinheiro pelas ruas e lojas da capital. Na foto, mulheres aguardam a abertura das lojas para pedir esmola.

Sapo MZ

Peça de porcelana "Mar Me Quer" inspirada no livro de Mia Couto


Obra de porcelana "Mar Me Quer" de Mia Couto com Roberto Chichorro

Nesta quinta-feira, o Grupo Visabeira inaugurou a nova loja Vista Alegre em Maputo, no Centro Comercial Interfranca. Na ocasião foi lançada a peça de porcelana "Mar Me Quer" inspirada na obra homónima de Mia Couto, resultante da colaboração com o mestre Roberto Chichorro.

Sapo MZ

A Hipocrisia do Amor ao Povo (Agostinho da Silva)


Estes amam o povo, mas não desejariam, por interesse do próprio amor, que saísse do passo em que se encontra; deleitam-se com a ingenuidade da arte popular, com o imperfeito pensamento, as superstições e as lendas; vêem-se generosos e sensíveis quando se debruçam sobre a classe inferior e traduzem, na linguagem adamada, o que dela julgam perceber; é muito interessante o animal que examinam, mas que não tente o animal libertar-se da sua condição; estragaria todo o quadro, toda a equilibrada posição; em nome da estética e de tudo o resto convém que se mantenha.

Há também os que adoram o povo e combatem por ele mas pouco mais o julgam do que um meio; a meta a atingir é o domínio do mesmo povo por que parecem sacrificar-se; bate-lhes no peito um coração de altos senhores; se vieram parar a este lado da batalha foi porque os acidentes os repeliram das trincheiras opostas ou aqui viram maneira mais segura de satisfazer o vão desejo de mandar; nestes não encontraremos a frase preciosa, a afectada sensibilidade, o retoque literário; preferem o estilo de barricada; mas, como nos outros, é o som do oco tambor retórico o último que se ouve.

Só um grupo reduzido defende o povo e o deseja elevar sem ter por ele nenhuma espécie de paixão; em primeiro lugar, porque logo reprimiriam dentro em si todo o movimento que percebessem nascido de impulsos sentimentais; em segundo lugar, porque tal atitude os impediria de ver as soluções claras e justas que acima de tudo procuram alcançar; e, finalmente, porque lhes é impossível permanecer em êxtase diante do que é culturalmente pobre, artisticamente grosseiro, eivado dos muitos defeitos que trazem consigo a dependência e a miséria em que sempre o têm colocado os que mais o cantam, o admiram e o protegem.

Interessa-nos o povo porque nele se apresenta um feixe de problemas que solicitam a inteligência e a vontade; um problema de justiça económica, um problema de justiça política, um problema de equilíbrio social, um problema de ascensão à cultura, e de ascensão o mais rápida possível da massa enorme até hoje tão abandonada e desprezada; logo que eles se resolvam terminarão cuidados e interesses; como se apaga o cálculo que serviu para revelar um valor; temos por ideal construir e firmar o reino do bem; se houve benefício para o povo, só veio por acréscimo; não é essa, de modo algum, a nossa última tenção.

Agostinho da Silva, in 'Considerações'

Também tive uma iPedra!


Não gastava energia nenhuma, nem sequer solar!

Não precisava de "pen" para escrever, até prego enferrujado servia!

Mesmo partida, qualquer um dos pedaços funcionava lindamente!

Quando me arrependia do que escrevia, bastava cuspir no "screen" e passar a mão para fazer um "reset" total!

E o melhor de tudo:
 
A inteligência era tranferida do meu cérebro para o "device", não o contrário!
 
Recebido por e-mail

A incrível e mui nobre associação dos ex-deputados



Mais uma associação patrocinada pelo estado!

A INCRÍVEL ASSOCIAÇÃO DOS EX-DEPUTADOS

Cada cavadela...cada minhoca. Não param de nos surpreender!

Também só faltava isto, não sei por que não ficam com carro e motorista como os ex- PR e um gabinete em qualquer lado.

O orçamento chega para isto tudo, se faltar, aumentem os impostos, é simples.

É isso mesmo, existe uma Associação de Ex-deputados da Assembleia da República (AEDAR) que, segundo o orçamento da Assembleia da República recebeu só este ano mais de 42 mil euros para a sua actividade. Se lhe parece muito, convém referir que sofreu um duro corte de 4,9 por cento face a 2011.

E o que faz a associação?

A ver pela página no Facebook, com apenas 25 gostos, organiza:

- passeios a Tomar

- tertúlias com temas tão pertinentes como "Inovação Aprende-se".

No blogue da associação o último post data de Julho e refere-se a outro colóquio, desta vez com o tema "Como conviver com o seu corpo". Um tema pertinente em tempos de troika.

- Paga lições de golfe, etc..

Num exemplo de falta de transparência, o blogue da associação não explica como é gasto o dinheiro de todos nós.

Fica-se apenas a saber que "o relatório, enviado a todos os associados da AEDAR, foi aprovado por maioria, tendo os participantes louvado a boa gestão e iniciativa da AEDAR".

SERIA NATURAL QUE ESSA ASSOCIAÇÃO GARANTISSE A SUA EXISTÊNCIA À CUSTA DO PAGAMENTO DE QUOTAS DOS SEUS ASSOCIADOS. CASO ISTO NÃO ACONTEÇA TORNA-SE ASSIM UMA "ASSOCIAÇÃO DE MALFEITORES" DO ERÁRIO PÚBLICO.

Reencaminhe

Se também concorda, reencaminhe...


Já que querem colocar fotos de gente morta nos maços de cigarros, por que não colocar também fotos:

- de gente obesa em pacotes de batatas fritas, doces e hamburgers;

- de animais torturados nos cosméticos e nas peles de casacos e sapatos;

- de acidentes de trânsito nas garrafas e latas de bebidas alcoólicas;

- de gente sem tecto nas contas de água, luz, gás, telefone, etc.;

- de "doutores" com licenciaturas falsas; 

- de políticos corruptos?

"Sermão do Bom Ladrão" (Padre António Vieira)



"Não são ladrões apenas os que cortam as bolsas.

Os ladrões que mais merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e as legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais, pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos.

Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam correndo risco, estes furtam sem temor nem perigo.

Os outros, se furtam, são enforcados; mas estes furtam e enforcam."

Padre António Vieira

27 de fevereiro de 2013

Portugal e Jonas Savimbi (José Ribeiro)

Portugal e Jonas Savimbi

Por José Ribeiro (Director do Jornal de Angola)

"O pesadelo da guerra terminou com a morte de Jonas Savimbi, o traidor da Pátria angolana até ao fim dos seus dias. Mas ontem como hoje ainda há entre nós uma minoria pouco esclarecida que tem saudades do colonialismo que serviu convictamente. Como serviu o “apartheid” e está pronta a servir tudo desde que esteja contra Angola e o seu povo. O mesmo se passa com a desvairada imprensa portuguesa e as elites corruptas políticas e económicas daquele país em profunda crise moral, acossado pelos credores e ao mesmo tempo a exibir tiques imperiais ridículos.

Uma parte significativa das elites políticas corruptas e intelectuais portuguesas fez tudo para que Angola não fosse um país independente. Se o plano aprovado na ilha do Sal por Spínola, Nixon e Mobutu tivesse resultado, hoje as elites portuguesas e a sua imprensa tratavam os angolanos como trataram durante décadas a UNITA. Já a ONU tinha aprovado pesadas sanções contra a organização de Jonas Savimbi e os seus dirigentes e Portugal era ainda um paraíso para os sancionados. A imprensa portuguesa apresentava Savimbi como um herói. Mário Soares, então presidente da República, tratava-o como um amigo e o seu filho João como compadre. Altos dirigentes políticos seguiram o exemplo e curvaram-se reverenciais diante dos servidores do colonialismo e organizados nas forças repressivas do regime de “apartheid” da África do Sul.

Nunca a imprensa portuguesa referiu que Savimbi foi um dos carcereiros de Nelson Mandela, ao colaborar com o regime racista da África do Sul. Ou que pôs as suas armas ao serviço da sangrenta guerra colonial. Os dirigentes da UNITA andaram décadas por Lisboa a traficar armas e diamantes e a tratar das suas negociatas criminosas. Mas nunca a Procuradoria-Geral da República Portuguesa ou os serviços de combate ao banditismo investigaram os traficantes e criminosos que circulavam livremente em Portugal. Muito menos os raptores e assassinos de cidadãos portugueses que viviam em Angola. Antes pelo contrário, muitos foram premiados com a atribuição da nacionalidade portuguesa e integrados em instituições e sociedades secretas para ficarem melhor protegidos.

26 de fevereiro de 2013

Moçambique: Envio de contingente militar para leste da RDCongo


Governo moçambicano aprova envio de contingente militar para leste da RDCongo

Maputo, 26 fev (Lusa) - O Governo moçambicano aprovou hoje uma proposta de envio de um contingente militar para a República Democrática do Congo, a ser integrada numa força de paz da ONU, anunciou o porta-voz do Conselho de Ministros de Moçambique.

Segundo Vítor Borges, a proposta deverá ser enviada, para aprovação, ao Presidente moçambicano, Armando Guebuza, que constitucionalmente é também o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas de Moçambique.

"A definição do tamanho e da missão do contingente será da competência do Presidente da República" de Moçambique, disse Vítor Borges, em declarações aos jornalistas.

Até agora, três mil militares fazem parte da força da SADC em estado de alerta, ativada por decisão da cimeira extraordinária da organização, e que farão parte da FIN.

A manutenção de uma força neutra vai custar aos países da SADC cerca de 100 milhões de dólares (74 milhões de euros), segundo estimativas da SADC.

A RDCongo está envolvida num frágil processo de paz desde a segunda guerra do Congo (1998-2003), que implicou vários países africanos e desencadeou o destacamento da maior missão de paz da ONU.

Jovens detidos por hastearem bandeira portuguesa em Maputo

Jovens detidos por hastearem bandeira portuguesa na antiga sede da PIDE em Maputo

Maputo, 26 fev (Lusa) - A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve hoje três jovens suspeitos de terem hasteado uma bandeira portuguesa na antiga sede da ex-PIDE/DGS em Maputo, disse à agência Lusa fonte policial.

A bandeira terá sido hasteada durante a manhã nas instalações devolutas e arruinadas da antiga polícia política portuguesa no centro da capital moçambicana, conhecidas como "Vila Algarve".

Ao início da tarde, a bandeira já tinha sido retirada, e testemunhas oculares disseram à Lusa que os jovens poderão ter sido induzidos por terceiros a colocarem o que a polícia descreveu como "um plástico com as cores portuguesas".

Recentemente, o Ministério dos Combatentes de Moçambique anunciou que a "Vila Algarve" vai ser transformada em Museu da Resistência ao Colonialismo Português.

Por aquela cadeia passaram inúmeros nacionalistas moçambicanos, na maioria membros da Frelimo que, entre 1962 e 1974, desencadeou uma guerra de libertação contra o colonialismo português.

Entre os detidos mais famosos, contam-se o pintor Malangantana Valente e o poeta José Craveirinha, ambos já falecidos.

ENYP/PMA

Lusa/fim, 26 de Fevereiro de 2013

Novo romance de Mia Couto procura desvendar a figura de Ngungunhana

O escritor moçambicano Mia Couto revela que está escrever um romance que abordará "as construções mitológicas sobre o império de Gaza", que se localizou no sul de Moçambique, em que pretende questionar o personagem de Ngungunhana.

"Há pinturas que são feitas (à volta da figura do imperador Ngungunhana) e a pergunta é essa: quem era esse verdadeiro personagem do Ngungunhana?", diz Mia Couto, em entrevista exclusiva à Lusa, sobre a nova produção literária.

O escritor mais traduzido de Moçambique está, desde o ano passado, a escrever o livro, que, garante, "muito certamente não será acabado este ano", pelo que pretende trabalhar o romance ainda sem título mais um ano.

19 de fevereiro de 2013

O triunfo dos porcos (Tomás Vasques)



O que este governo está a fazer é recriar, neste novo tempo de crise, uma espécie de “legião portuguesa” de má memória

Para o governo, a cidadania e a liberdade não passam de um conto de fadas, contado à lareira, nas noites de Inverno, por uns “velhos do Restelo” e os cidadãos deste país não são mais do que uma tropa fandanga que, se ninguém lhes der com um chicote no lombo, nunca mais aprendem que o seu destino é a pobreza e o respeito pela ordem estabelecida. E por ser assim, agindo em conformidade com estes “padrões”, a que este governo nos habituou (outros governos anteriores não estão liminarmente isentos de culpas), o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, ensaiou uma acção de medo e terror sobre os portugueses. Enviou há dias para a comunicação social uma nota, na qual “informava” que “ a inspecção tributária, em 2013, já instaurou este ano diversos processos de contra-ordenação a consumidores finais por incumprimento da obrigação da exigência de factura”. O objectivo, independentemente da ilegalidade da acção ou da veracidade da “informação” divulgada pelo governo, é óbvio: pretender fazer de cada cidadão, um “bufo” – um agente à força da ditadura fiscal, através do medo: a aplicação de coimas até dois mil euros para quem não exige factura quando bebe um café ou almoça num restaurante. A gravidade da situação é tal que, no mínimo, apetece dizer “palavrões”, senão mesmo mandá-los “tomar no cu”, como fez um ex-membro deste governo. Aqui, nesta situação, não está apenas em causa o direito à privacidade, o qual anda pelas ruas da amargura, há muitos anos, com a conivência de todos: o telemóvel, o cartão de crédito, o multibanco, a via verde e muitos outros “progressos tecnológicos” que fornecem a informação ao Estado e às suas polícias, sobre onde anda e o que está a fazer, a cada momento, cada cidadão. Contudo, em cada uma destas situações ainda há liberdade de escolha dos seus utilizadores: usar ou não usar telemóvel, cartão de crédito, multibanco ou via verde. Estas, apesar de serem usadas por quase todos no dia-a-dia, quase sem pensar as consequências, ainda são opções não “criminalizadas” e sem consequências repressivas: ninguém será multado ou preso por não as utilizar. Ao decidir aplicar pesadas multas aos cidadãos - ao consumidor final – que não exijam factura, medida agora posta em prática por este governo, mesmo que apenas destinada a amedrontar, exigindo-lhe que seja um agente activo da fiscalização do Estado na sua relação fiscal com terceiros, está para além do direito à privacidade. É uma pérfida demonstração de uma concepção totalitária do Estado.

Não, não aguentamos (Pedro Marques Lopes)



«Esta semana tivemos mais notícias do projecto de engenharia social em que nos tornamos. Já vamos em praticamente um milhão de desempregados registados e umas largas dezenas de milhares que não arranjam coragem suficiente para ir ao centro de emprego dar o nome. Mais de metade destes nossos concidadãos já não recebem o subsídio de desemprego caminhando rapidamente para a miséria. Gente que não era sequer pobre há dois ou três anos. Homens e mulheres de classe média, na sua maioria entre os trinta e cinco e os cinquenta anos, com filhos, com casas para pagar, cujas perspectivas de voltar a trabalhar são muito ténues. Pessoas que cedo ou tarde trabalharão por quase nada, se essa sorte tiverem, tal será o desespero. Tudo gente a quem foi dito que se devem ajustar a um novo modelo social. Um que não tem contemplações com quem não for empreendedor, com quem não for especializado em indústrias transaccionáveis; aquele que não suporta piegas.

Também ficamos a saber que quarenta por cento dos nossos rapazes e raparigas não conseguem começar as suas vidas profissionais. A mais bem qualificada geração portuguesa está condenada a emigrar. São, no fundo, uns privilegiados. Estes ainda podem zarpar para outros lugares. Como os seus avós, fogem à fome e como os seus avós partem não porque querem mas porque não há lugar para eles. Ficam os velhos, os que não podem fugir.