25 de março de 2013

Autoridades portuguesas de joelhos perante aos governantes angolanos


 Lisboa - Os jornalistas portugueses estão cada vez mais preocupados com o crescente investimento e influência de Angola em seu país. Estimulados pelos petrodólares e diamantes, poderosos interesses angolanos lançaram-se em uma onda de compras em sua antiga potência colonizadora. O capital angolano investido em Portugal aumentou 35 vezes na última década, segundo as informações da imprensa. Em um processo muitas vezes descrito mordazmente em Lisboa como uma forma de "colonização inversa", os angolanos não estão apenas devorando porções significativas nas áreas bancária, de telecomunicações e empresas de energia de Portugal, como também investindo no setor de mídia.


* Jean-Paul Marthoz/Consultor Sênior do CPJ

Fonte: CPJ Blog (Press Freedom News and Views)

Mídia portuguesa estremece com o envolvimento angolano

Uma fonte de preocupação é o grupo de mídia Newshold, empresa de propriedade da Pineview Overseas, companhia offshore sediada no Panamá cujos acionistas são poderosos angolanos, incluindo o magnata Álvaro Sobrinho. A Newshold controla o Sol, o terceiro maior semanário português, e possui participação em duas importantes revistas, Visão e Expresso, assim como no Correio da Manhã, o tabloide de maior circulação de Lisboa, e no jornal econômico Jornal de Negócios. Também expressou interesse no caso de o governo português eventualmente decidir privatizar a empresa pública RTP (Rádio e Televisão Portuguesa).

Muitos investidores angolanos são conhecidos por serem estreitamente ligados à comitiva presidencial de Angola e ao MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), que tem dirigido o país sem interrupção desde a independência, em 1975. Isabel dos Santos, filha do presidente angolano José Eduardo dos Santos, é a principal investidora da companhia portuguesa de telecomunicações e multimídia ZON.

24 de março de 2013

A escumalha (Francisco Moita Flores)


Nunca acreditei muito nos especialistas que gerem países, regiões, imensas comunidades, como é o caso da União Europeia, transformando as pessoas em números secos, em percentagens impessoais, num jogo lógico de descidas e subidas, manipulado num qualquer computador, sem alma, sem dimensão humana, sem uma emoção.

Os homens são antes do mais a expressão da sua própria emoção. Dos seus afetos, dos sonhos, das expectativas em relação à sua vida e dos seus filhos. Somos lágrimas, sorrisos, prantos, abraços. A racionalidade organizada é adquirida, emerge desta dimensão afetiva mas constrói-se com o crescimento, com a escola, com a aprendizagem. Não existe computador nem máquina de calcular que apreenda esta complexidade maior e densa que estrutura a nossa existência.

Aquilo que se passou no Chipre com o confisco parcial das contas bancárias dos cipriotas, medida decidida pela troika, cobardemente aceite pelo governo, corajosamente repelida pelo parlamento daquele país, expressa bem a noção que estes tecnocratas têm das pessoas. Não existimos. Somos números. Números fiscais, números de contribuintes, números de contas bancárias, números de identificação. Não somos mais do que escumalha para estes novos ditadores que arruínam povos, velhos e novos, e ignoram a vida, as dificuldades para que se construa, a maioria das vezes com muito sofrimento. O congelamento a eito das contas bancárias no Chipre foi a primeira experiência. Não tenho dúvidas de que vai ter a segunda e a terceira tentativas até conseguirem esmifrar o pouco que resta das economias familiares. Para engordar a imensa riqueza dos mais poderosos. Nem me espantou a desilusão do ministro das Finanças alemão. O saque dos países mais pobres chegou a uma ausência de escrúpulos que até os sistemas bancários do sul da Europa são descredibilizados. Nem os eternos aliados se salvam.

Não somos mais do que números, servos de sistemas que engordam até à explosão dos próprios ventres prenhes de números. Pelo caminho que a demência predatória desta gente está a trilhar, não admira a revolta. Esses tecnocratas que só conhecem os números não sabem até onde vão as paixões dos homens. Talvez se lixem.

Por: Francisco Moita Flores, Professor Universitário

Correio da Nanhã, 24 de Marlo de 2013

22 de março de 2013

Referendar a nossa liberdade


Se alguém tinha dúvidas sobre o tipo de canalhas que dirigem a EU deixou de as ter com o que sucedeu em relação ao Chipre, o mais grave nem sequer é o disparate da decisão adoptada com a insinuação de que se estaria indo ao bolso dos mafiosos russos, é a cobardia de ninguém aceitar ter sido o idiota a propor a solução. A decisão foi aprovada por unanimidade mas mal chegou ao conhecimento público já os alemães diziam que a iniciativa não era deles, a Comissão já disse não ter nada a ver e o nosso Gaspar até disse que a ideia não foi dos verdugos, foi do condenado.

Com dirigentes destes não faz sentido pertencer a uma União Europeia que é cada vez mais um IV Reich, com uma direita que era tão anti-federalista a oferecer a soberania nacional à senhora Merkel no pressuposto de que o ocupante mais facilmente desrespeita os valores constitucionais e a vontade do povo. Não foi para isto que o país aderiu à CEE ou que se envolveu no aprofundamento do processo de integração europeia.

A linha da frente



É cada vez mais evidente que Portugal é muito mais do que um país atirado para dificuldades financeiras, o nosso país é cada vez mais a linha frente de uma guerra surda conduzida pelos boches. É bom recordar que o termo boche é anterior a Hitler e que o nazismo não foi a única ideologia que conduziu a Alemanha à agressão. Primeiro foi o Kaiser, depois foi o Fuher, agora é a Merkel.

É bom recordar que tal como agora sucede com a senhor Merkel o Hitler nunca esteve sozinho na guerra mundial, contou com hordas de nazis por toda a Europa, até na Inglaterra teve simpatias noa família real, o próprio herdeiro ao trono era um simpatizante nazi e uma das meninas mais íntimas de Hitler pertencia a uma família da melhor nobreza inglesa. Hitler não invadiu a Rússia sozinho, acompanharam-no forças e voluntários de mais de vinte nações europeias.

Também agora a senhor Merkel conta com uma ideologia transversal, que ultrapassa as fronteiras da Europa, uma combinação entre o desprezo pelo voto e pela opinião dos cidadãos e a defesa extrema do liberalismo, esta ideologia acaba por ser uma nova forma de neo-nazismo, a ditadura é exercida pelos mercados ou por quem se reconhece como defendendo os seus interesses, a raça superior são os que vencem no mercado e as raças inferiores os funcionários e outros grupos de gente inferior, o novo Reich tem sede no país mais poderoso e que serve de farol.

Batique de Maputo



Colorido ou simples, não tem como resistir a beleza dos batiques. Estão espalhadaos em vários cantos da cidade e tornam-na ainda mais alegre. São a atracção principal da Feira Municipal de Artesanato, Flores e Gastronomia. Atraem não apenas os moçambicanos como também turistas de todos os cantos do mundo.

Sapo MZ

Moçambique passa a ter 13 novos distritos



Maputo, 21 Mar (AIM) – A Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, aprovou hoje uma proposta de lei que cria 13 novos distritos nas províncias de Manica, Tete e Zambézia, no centro do país, e Nampula, no norte.

Trata-se dos distritos da Ilha de Moçambique, Larde e Liúpo, na província de Nampula; Quelimane, Luabo, Mulevala, Mocubela, Derre e Molumbo, na Zambézia; Marara e Dôa, em Tete; e Macate e Vandúzi, em Manica.

Na maioria dos casos são antigos postos administrativos que foram elevados a categoria de distritos, enquanto para os casos da Ilha de Moçambique e Quelimane é uma questão de restauração de distritos que haviam sido abolidos em 1986.

20 de março de 2013

De visita à Câmara


Várias crianças do ensino básico deixaram a Câmara da Praia em alvoroço após uma visita matinal


Sapo CV

No olhar deles encontrei o céu


A Tetinha e o Totó estão na avó e não resistem à câmara digital que os foca. Ela mais desperta, ele mais tímido e desconfiado, não vão à escola, ela explica tudo, ele esconde-se no olhar inquisitório.

Sapo AO

Pais heróis

São jovens moçambicanos que muito cedo assumiram a responsabilidade das suas famílias.

Todos os dias a partir das 7h00 levam ferro-velho no tchova e percorrem quilómetros na cidade de Maputo.

Não têm como passar despercebidos, por onde andam gritam a mesma frase: “Compramos ferro”, e assim levam sustento diariamente aos seus lares.

Sapo MZ

O ódio




Depois de cortar cerca de 30% ao rendimento dos funcionários públicos, de lhes impor uma carreira sem futuro, incentivos ou promoções, de reduzir todos os direitos que eram superiores aos do sector privado ao mesmo tempo que se ignoraram as situações inversas, o governo aposta agora no despedimento com base num estudo que ninguém leu ou confrontou, encomendado a uma consultora sem que se conheçam os contornos do negócio ou os critérios e exigências técnicas.

Acena-se com o tal estudo e afirma-se que no Estado se ganha mais, quando estava em causa o corte dos vencimentos e se dispensava destes cortes os que ganhavam menos de 1000 euros omitiu-se que os que ganhavam mais no Estado eram os pior remunerados. Agora opta-se por adiar o despedimento dos melhor remunerados e acena-se com o mesmo estudo dizendo-se que são os que ganham menos que são melhor remunerados do que no sector públicos, isto é, diz-se ao país para que não se preocupem porque os que abusavam ganhando mais vão ser despedidos.

Daqui a uns tempos vai acenar-se com o despedimento de muitos milhares dos mais pobres e menos qualificados para se fazer o equivalente a justiça popular despedindo-se os que ganham mais, isto é, se os mais pobres foram despedidos, os mais ricos também terão de o ser. Com o mesmo estudo o governo corta nos que ganham mais e nos que ganham menos do que no sector privado, despede os que ganham menos e os que ganham mais do que no sector privado.

A estratégia é manhosa e inteligente, digna de gente como Passos Coelho, Miguel Relvas ou Gaspar, atiram portugueses contra portugueses. Depois de os cortes na Função público ter gerado mais recessão do que resultados aumentaram brutalmente os impostos sobre todos, como esta estratégia conduziu a um défice colossal dizem agora aos do sector privado que fiquem descansados, os sacrificados serão os malandros dos funcionários públicos. O ridículo é que ignoram o impacto sobre o desemprego e sobre o consumo e até têm lata para dizer que acabou a austeridade. O Frasquilho até vem dize que a austeridade se limitará ao Estado, mistura-se o preço do papel higiénico para limpar os cus nos gabinetes ministeriais e as PPP com os salários dos trabalhadores.

O país já está na bancarrota, está quase à beira do colapso económico e aos poucos vai sendo conduzido a uma guerra civil. Este governo de gente que se opôs ao PEC IV para promoverem a reformatação de Portugal contra a vontade dos portugueses, recorrendo à ajuda de gente duvidosa dos gabinetes do BCE, é incapaz de olhar os portugueses olhos nos olhos, explicar a verdadeira situação e discutir as soluções.

Em vez disso optam pela solução manhosa de atirar portugueses contra portugueses, ajudam a banca dizendo que todos os portugueses eram uns malandros e consumiram demais, cortam na Função Pública com o argumento falso de que ganham mais do que os outros, tentam tirar aos do sector privado para dar aos patrões através da TSU argumentando que os salários era excessivos, aumentam os impostos sobre o privado dando a culpa aos juízes do Tribunal Constitucional, despedem os pior remunerados porque (mesmo depois de um corte de 30%) ganharem mais do que no sector privado, quando isso é mentira.

Cada medida promove o ódio de um grupo de portugueses em relação a outro grupo, os ricos odeiam os pobres, os pobres odeiam os ricos, os trabalhadores odeiam os juízes do TC, os funcionários públicos menos qualificados odeiam os mais qualificados, os do sector privado odeiam os funcionários e estes odeiam os do sector privado. Todas as medidas deste governo em vez de serem explicadas de formas económica são justificadas promovendo o ódio entre grupos profissionais, sociais e até mesmo dentro de grupos. Atiram-se trabalhadores contra patrões, sector público contra privado, novas gerações contra os mais idosos, os trabalhadores no activo contra os pensionistas. A política deste governo não resolveu um único problema, mas conduz o país a ritmo acelerado para um colapso social e, muito provavelmente, para uma guerra civil.

Fonte: O Jumento, Terça-feira, Março 19, 2013

17 de março de 2013

Chefe dos serviços secretos de Angola suspeito de corrupção


Alemanha - O general António José Maria, chefe dos Serviços de Inteligência e Segurança Militar (SISM) de Angola, é acusado de instrumentalizar a instituição para o enriquecimento ilícito da sua família.

A denúncia resulta de uma investigação do ativista angolano Rafael Marques, divulgada no site Maka Angola, que se dedica à luta anticorrupção. De acordo com o jornalista, o general, conhecido por “Zé Maria”, até agora nome sem sombra de acusações, terá contratado uma empresa, propriedade da sua filha, para a prestação de serviços à instituição que dirige. No primeiro ano de contrato, em 2011, a empresa Infonauta, terá faturado perto de quatro milhões de dólares.

Todo o esquema de corrupção montado no país, permite o enriquecimento do círculo próximo do Presidente José Eduardo dos Santos e a manutenção do regime, afirmou Rafael Marques, em conversa com a DW África: “É o que chamamos de 'privatização do Estado'. Todos os serviços públicos são utilizados para fazer avançar as agendas privadas daqueles que os dirigem”.

A corrupção garante o poder do Presidente

“Por outro lado, também a corrupção é uma forma de garantia de poder do próprio Presidente, José Eduardo dos Santos, que a usa como o seu mecanismo mais importante, mais vigoroso na manutenção do seu poder pessoal”, diz Marques, que acrescenta: “Se ele tornou a sua filha [Isabel – NdR] rica, através de decretos presidenciais que conferiram negócios multimilionários à filha, os outros que lhe são mais próximos, como o general José Maria, também se sentem no direito de enriquecerem os seus filhos sem olhar a meios”.

Suiça devolve dinheiro de origem duvidosa a Angola


Alemanha - No mês de Fevereiro a Suíça e Angola assinaram um acordo para suprimir vistos. Mas em dezembro passado, os governos acordaram que a Suíça devolverá a Angola mais de 30 milhões de euros bloqueados nos seus bancos.

Os dois governos deram alguns passos no sentido de uma aproximação. Não haverá necessidade de vistos diplomáticos e de serviço entre os países.

Quanto aos 32,6 milhões de euros, considerados de origem duvidosa, estavam bloqueados em diversos bancos suíços há quatro anos.


Viktor Vavricka, do departamento Federal Suíço de Assuntos Estrangeiros, confirmou a devolução do valor a Angola, conforme um acordo assinado a 17.12.2012 entre os dois países.

Ele explica qual foi o contexto do congelamento do dinheiro: "O pano de fundo para a restituição foram processos das autoridades judiciais de Genebra envolvendo uma suposta lavagem de dinheiro, que levaram, no final de 2008, à confiscação dos ativos que agora serão restituídos."

Suspeitas sem respostas

Gretta Fenner, cientista política do Instituto de Governança de Basileia, na Suíça, diz que muito provavelmente trata-se de dinheiro ligado à corrupção.

MPLA, dirigentes e a luta pela libertação de Angola



Luanda - (…) Em Angola, contudo, havia três movimentos de libertação rivais, cada um lutando por uma posição dominante, à medida que o país se aproximava da data mágica de 11 de Novembro de 1975, dia da independência. A FNLA, (Frente Nacional de Libertação de Angola) era forte no norte porque o seu líder, Holden Roberto, era oriundo da tribo Bakongo e apoiado pelo seu cunhado, o Presidente Mobutu, do Zaire. No Sul, onde a tribo Ovimbundu era a mais poderosa, o respectivo movimento de libertação, a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola, era dirigida por Jonas Savimbi. Como muitos outros líderes africanos, aceitara os apoios oferecidos, independentemente de onde provinham_ no seu caso, vieram durante muito tempo da China e, em menor extensão, de admiradores na Escandinávia, sobretudo na Suécia. O MPLA, marxista, dirigido pelo médico Agostinho Neto, tinha uma menor base tribal (…)

Kinssiger (Anos de Renovação, Gradiva, pag. 704, Lisboa, 2003)

Líderes e valores consequêntes

A História do Povo Angolano anda ligada como de siameses fossem com a História do MPLA nos últimos 56 anos, mormente com o início da luta armada organizada e disto a historiografia não nega o papel dos dirigentes do MPLA como Viriato da Cruz, Mário Pinto de Andrade, Agostinho Neto, António Jacinto e José Eduardo dos Santos, este como materializador daqueles ideais de liberdade, igualdade e dignidade do angolano e africano em especial e da pessoa humana no geral, no desenvolvimento por via do trabalho, muitos outros como líderes intelectuais e políticos interessados no combate ao colonialismo, neste texto, vou ater-me duas grandes figuras como Mário Pinto de Andrade e António Agostinho Neto, com sendo os diplomatas e políticos intelectuais que muito contribuíram para a difusão da luta armada e a busca da solidariedade internacional.

Declaração da UNITA alusiva ao 13 de março de 1966



SECRETARIADO EXECUTIVO DO COMITÉ PERMANENTE

Declaração alusiva ao 13 de março de 1966

Povo Angolano

Compatriotas e Amigos

Do século XV ao século XXI, a subjugação de África e o ostracismo dos seus povos tem assumido várias formas.

De igual modo, a luta secular pela liberdade e pela dignidade humana dos povos africanos tem assumido várias formas e conhecido muitos intervenientes. Um desses intervenientes na luta pela dignidade dos povos africanos é a UNIÃO NACIONAL PARA A INDEPENDÊNCIA TOTAL DE ANGOLA – UNITA.

A UNITA foi fundada em Muangai, Província do Moxico, aos 13 de Março de 1966, pelo Doutor Jonas Malheiro Savimbi.

O Dr. Jonas Savimbi, junto com o Dr. Agostinho Neto e o Mais Velho Holden Roberto, são os pais da independência de Angola. Foram eles que dirigiram a luta dos angolanos contra o colonialismo português e assinaram com o Estado português, em Janeiro de 1975, os termos para a independência de Angola, para a defesa da sua integridade territorial e para o exercício da soberania pelo povo, atravês de eleições para uma Assembleia Constituinte.

Quis a história que estes Acordos não fossem respeitados e que apenas uma facção do MPLA exercesse a soberania no lugar de todo o povo, o que causou um grande conflito. Desse conflito, é convicção da UNITA que “culpados somos todos, responsáveis somos todos e vítimas somos todos”.

Coube ao Dr. Jonas Savimbi, em nome da UNITA, a missão de fazer a paz com o Presidente José Eduardo dos Santos, através dos Acordos de Paz Para Angola, celebrados em Bicesse, Portugal, em 31 Maio de 1991.

Afinal quem é que vende e quem é que compra os diamantes de Angola?


Benguela - Foi notícia numa da últimas edições do Club-K que a princesa, Isabel Kukanova dos Santos Dokolo, filha do monarca ditador José Edurado dos Santos era proprietária da empresa duma loja de marca de jóias “De Gresogono” na Suiça. Mas esta não é a verdade toda de como os descendentes do monarca ditador Angolano estão a pilhar e a enriquecerem-se desavergonhada e ilícitamente aos nús das autoridades judiciais corruptas e impotentes Angolanas. É tudo isto por culpa dos militantes do MPLA que deixaram o cidadão José Edurados Santos transformar-se num monraca ditador e ladrão de colarinho côr de rosa que se escondeu mesmo lá no fundinho da saias do Partido dos camaradas onde manipula, controla, corrompe e intimida tudo e todos.

10 de março de 2013

Deus é branco? - Isomar Pedro Gomes


Luanda - A dias a caminho do Hojy-yá-Henda, a bordo (como habitual) de um dos machimbombos da TCUL Viana vila – Cuca, (privilegio este meio de transporte por ser o mais barato e acessível aos pobres para rotas longas, mau grado a ‘sardinhada e a catingada’), um dos vários azulinhos que ‘palmilham’ as nossas estradas, os nossos emblemáticos táxis colectivos, chamou a atenção do público, exibindo no seu ‘traseiro’ o seguinte dístico; DEUS È BRANCO, MULATO É ANJO, PRETO È DIABO.

Tal dístico é obvio levantou as mais diversas celeumas entre os passageiros do machimbombo e creio entre todos os ‘observadores’ e transeuntes por onde o dito azulinho (mini mbombó) ‘rasgava’ o seu ‘popó-show’.

Raciocinei com os meus botões e os meus botões comigo, as causas que levaram o proprietário do ‘popó’ ou do ‘chauffeur de praça’ a mencionar e exibir tal ‘desgraçado ou ditoso (?!)‘ rótulo. Na busca mental das ‘causas’, não pude deixar de comparar o modo de vida de hoje e o da administração colonial, quando o País e a grossa maioria dos países do continente Africano, era administrado por indivíduos maioritariamente de raça branca, provenientes da Europa, “os tais colonos”, poderia Africa ser comparada a um paraíso? A quem diga que sim, e eu não discordo dele!

“Colonialismo caiu na lama!” Lembram-se deste célebre estribilho 1974-1977?

A JOÌA COLONIAL

Angola, era mundialmente conhecida como a Joia do império Português e exibia majestosa, todos os pergaminhos de tal título, o Quénia a par da Africa do Sul, a joia Africana do império Britânico, Algéria a joia Africana do império Francês e o antigo Congo-Belga a joia do mini-imperio Belga. Tais países Africanos – no contexto do outrora - prosperavam a olhos vistos (a maioria deles encontravam-se ainda na idade da pedra), as respectiva comunidades autóctone idem em aspas, os índices de desenvolvimento humano dos autóctones inegavelmente estavam lenta e seguramente subindo, as obras dos colonialistas ainda perduram pela Africa adentro.

Rendimento máximo (Paulo Morais)



O destino do país está na mão de aposentados. O presidente Cavaco Silva, a primeira figura do Estado, é reformado. A segunda personalidade na hierarquia protocolar, Assunção Esteves, é igualmente pensionista. Também nos governos nacional e regionais há ministros que recebem pensão de reforma, como Miguel Relvas ou até Alberto João Jardim. No Parlamento, há dezenas de deputados nesta situação. Mas também muitas câmaras são presididas por reformados, do Minho, ao Algarve, de Júlia Paula, em Caminha, a Macário Correia, em Faro.

É imensa a lista de políticos no activo que têm direito a uma pensão. Justificam este opulento rendimento com o facto de terem prestado serviço público ao longo de doze anos ou, apenas oito. Esta explicação não convence, até porque uma parte significativa deste bando de reformados não só não prestou qualquer relevante serviço à nação como ainda utilizou os cargos públicos para criar uma rede clientelar em benefício próprio. Foi graças a esta teia que muitos enriqueceram e acederam a funções para que nunca estiveram curricularmente habilitados. A manutenção até hoje destes privilégios e prebendas é inaceitável, em particular nos tempos de crise que atravessamos. Sendo certo que a responsabilidade por este anacronismo não é de nenhum destes políticos e ex-políticos em particular – também é verdade que todos têm uma culpa partilhada por não revogarem este sistema absurdo que atribui tenças milionárias à classe que mais vem destruindo o país. Urge substituir este modelo pelo único sistema admissível que é o de que os titulares de cargos públicos, quando os abandonam, sejam indemnizados exactamente nos mesmos termos que qualquer outro trabalhador.

E que passem a reformar-se, como todos os restantes cidadãos, quando a carreira ou a idade o permita. É claro que dirigentes habituados a acumular reformas de luxo com bons salários jamais compreenderão os problemas dos que têm de viver com salários de miséria; ou sequer entenderão as dificuldades dos que sobrevivem apenas com pensões de valor ridículo. Não serão certamente estes reformados de luxo que conseguirão proceder às reformas estruturais de que Portugal tanto está a precisar.

Paulo Morais, Professor Universitário

Recebido por e-mail

A trapeira do Job (José António Barreiros, advogado)

Isto que eu vou dizer vai parecer ridículo a muita gente.

Mas houve um tempo em que as pessoas se lembravam, ainda, da época da infância, da primeira caneta de tinta-permanente, da primeira bicicleta, da idade adulta, das vezes em que se comia fora, do primeiro frigorífico e do primeiro televisor, do primeiro rádio, de quando tinham ido ao estrangeiro.

Houve um tempo em que, nos lares, se aproveitava para a refeição seguinte o sobejante da refeição anterior, em que, com ovos mexidos e a carne ou peixe restante, se fazia "roupa velha". Tempos em que as camisas iam a mudar o colarinho e os punhos do avesso, assim como os casacos, e se tingia a roupa usada, tempos em que se punham meias-solas com protectores. Tempos em que ao mudar-se de sala se apagava a luz, tempos em que se guardava o "fatinho de ver a Deus e à sua Joana".

E não era só no Portugal da mesquinhez salazarista. Na Inglaterra dos Lordes, na França dos Luíses, a regra era esta. Em 1945 passava-se fome na Europa, a guerra matara milhões e arrasara tudo quanto a selvajaria humana pode arrasar.

Houve tempos em que se produzia o que se comia e se exportava. Em que o País tinha uma frota de marinha mercante, fábricas, vinhas, searas.

5 de março de 2013

Isabel dos Santos na lista dos mais ricos do mundo



Isabel dos Santos entra pela primeira vez na lista dos mais ricos do mundo

Isabel dos Santos entrou pela primeira vez, em 2012, na lista das personalidades mais ricas do mundo, elaborada pela revista Forbes, com uma fortuna avaliada em 2 mil milhões de dólares.

A empresária é a primeira multimilionária de Angola e a mulher mais rica de África, de acordo com a lista 'The World's Billionaires 2013', hoje divulgada pela Forbes.

Maputo: Vendedor prepara sumo natural na marginal


Devido ao calor intenso que se faz sentir em Maputo, os citadinos apostam no sumo da cana-de-açucar ao som das ondas do mar, um momento único e refrescante. O sumo da Cana-doce, vulgarmente chamado, pode ser misturada com gengibre e limão, algo feito de forma simples e artesanal.

Sapo MZ