28 de março de 2013

Goldman Sachs - O "Darth Vader" de Wall Street ataca a Europa!


A imoralidade e a trafulhice fazem parte do ADN deste Banco

Um Banco de investimento criado em Nova Iorque em 1868, que conseguiu o seu sucesso e reputação com base no silêncio e no secretismo de obscuras práticas financeiras, o Goldman Sachs é hoje, não apenas um monstruoso edifício de mais de 50 andares no coração financeiro de Wall Street (no qual não existe uma única placa ou inscrição com a indicação do seu nome, apenas o nº "85"), mas a instituição bancária que desafia as leis nacionais e internacionais e que corroi o mundo trabalhando em segredo, qual bando de malfeitores sem quaisquer limites morais e éticos, manipulando políticos e governos por todo o mundo como se fossem marionetas.

Na Europa, o Goldman Sachs é acusado de ter "ajudado" a Grécia a encobrir o seu déficit, que ascendia já a 100% do PIB, manipulando as suas contas para baixar a dívida com vista à entrada na moeda única, com os resultados que hoje se conhecem. Não só para a Grécia e para os gregos, mas para toda a Europa.

O Goldman Sachs é uma casta de banqueiros, de economistas e de políticos que desconhece, por completo, todos os limites da ética e da moral, sendo mesmo acusado de ser o principal obreiro "incendiário" da actual crise da Europa e do euro, por efeito dominó a partir das suas trafulhices praticadas na Grécia.

Ele é um estado dentro do estado. Pior, é um estado secreto e sempre sedento de sangue. Inclusivamente do sangue dos seus próprios investidores, quando conspira contra eles ao apostar na queda dos títulos por si próprio vendidos.

Um verdadeiro "polvo" que, desde os Estados Unidos, estende os seus tentáculos por quase todos os cantos do mundo, seja através do FMI, do Banco Mundial ou de milhares de "robots humanos" que espalham a bancarrota, a miséria e a fome através das suas práticas financeiras habituais, através daquilo que melhor sabem fazer - o terrorismo financeiro.

Nada nem ninguém detém o Goldman Sachs que, no fim do jogo, qualquer que seja o jogo, sai sempre a ganhar! A própria colocação de um dos seus "robots", Mario Draghi, à frente do Banco Central Europeu, em 2011, terá sido um dos maiores "golpes" do Goldman Sachs na Europa actual. Esperemos para ver!

Para já, tal como eles próprios dizem, nunca se esquece "tudo aquilo" que aprenderam no Goldman Sachs - a denominada "cultura do Goldman Sachs".

Para já, são os banqueiros ligados ao Goldman Sachs que se encontram hoje nas melhores condições para levar a cabo o confisco dos países europeus e para impor todas as medidas de austeridade que lhes aprouver.

Para já, fomos nós, os europeus, quem chamou pelos "bombeiros" para apagar o fogo que nos consome, aqueles mesmos pirómanos que nos atearam o fogo há uma dezena de anos atrás.


Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2012

Goldman Sachs - a escola universal do terrorismo financeiro!



Goldman Sachs não é um Banco, mas uma agência de montruosas vigarices financeiras a nível mundial.

Especializado, desde há várias décadas, em subverter todas as regras da alta finança com as técnicas e os métodos criminosos de uma seita secreta e com o poder de destruir países, acusado até de estar na origem do famoso "Crash de Wall Street" em 1929, é o Banco que vende produtos financeiros que apostam no colapso da Europa, é o Banco que armazena milhões de toneladas de zinco e de alumínio para fazer subir os preços, é o banco que entende que é muito mais lucrativo destruir do que ganhar dinheiro pelos processos tradicionais, é o Banco predador que retira lucros fabulosos sacrificando os seus próprios clientes, é o banco que lucra ao influenciar os mercados e apostando no colapso dos países, é o banco que mais lucrou com a famosa crise do "Subprime" de 2008. Sempre com a mesma técnica suja - jogar no seu campo e, simultânea e secretamente, no campo contrário, apostando contra.

E é deste antro de marginais de fato e gravata que têm saído os maiores crápulas que já tiveram ou têm neste momento o controle de uma grande parte dos países dos cinco continentes, e em especial da Europa. É uma máfia financeira legalizada que actua com toda a cobertura e cumplicidade de uma imensa orda de chefes políticos mundiais incompetentes e corruptos.

Harry Paulson, Mario Monti, Mario Draghi, Lucas Papademos, Vitor Constâncio, António Borges, Carlos Moedas, são apenas alguns exemplos de políticos e gestores actuais, de entre as muitas centenas espalhados por 32 países e que passaram por esta “super escola” da fraude e do terrorismo financeiro, super-especializada na destruição das economias de países livres e independentes.

Vale a pena ver este arrepiante documentário para tomar consciência dos métodos fraudulentos e de alta traição desta gente que trabalha na sombra a todos os níveis, manipulando criminosamente a economia internacional com o mesmo à vontade e desfaçatez de quem joga poker com as cartas marcadas.

E, no fim da cadeia, quem acaba por sofrer o resultado nefando destas práticas mafiosas são, inexoravelmente, as populações que, mais cedo ou mais tarde, acabam sempre por pagar, até à miséria e à fome, a elevada factura dos processos maquiavélicos desta “organização de malfeitores” que ganha fabulosas fortunas à custa da desgraça de pessoas, organizações e países. Impunemente!


Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012

27 de março de 2013

Angola: Policia em Benguela pode ser despejada



Em Benguela, Imóveis de Cidadãos Nacionais e de Portugueses Foram Saqueados e Transformados em Esquadras

As debilidades na gestão orçamental entre o comando geral da polícia nacional e os comandos provinciais poderão provocar o despejo de várias esquadras policiais e de comandantes municipais que residem em residências ocupadas pela polícia nacional depois da independência nacional de forma ilegal.

Na euforia da independência, imóveis de cidadãos nacionais e de portugueses nascidos em Angola foram saqueados e transformados em esquadras, comités de partidos políticos, quartéis e em residências dos respectivos “chefes”.

Moçambique: O encontro com os hábitos e costumes de um povo humilde e acolhedor


Durante 14 dias em Maputo, tivemos a oportunidade de constatar os hábitos e costumes da sua população e a maneira de convivência com outros povos. Maputo está localizada a sul de Moçambique.

Humilde, a maioria da população trabalha em restaurantes, lojas e boutiques, propriedade de indianos, portugueses, sul-africanos, libaneses, marroquinos, tunisinos e argelinos, comunidades que vivem em grande escala em Moçambique.Paulo Garcia, angolano que vive em Moçambique há 18 anos, disse ao Jornal de Angola que ao longo do tempo que vive nesse país aprendeu os seus hábitos e costumes e consegue conciliar as duas culturas: a angolana e a moçambicana.

Mulher na busca de água em Maputo



É a conta-gotas que os moçambicanos têm acesso à água potável. Na cidade de Maputo, o maior centro urbano do país, o abastecimento de água potável é ainda deficiente, com cerca de metade da população a não ter acesso ao precioso líquido.

Sapo MZ

Jornal El País retira artigo online que compara Merkel a Hitler


O jornal espanhol El País retirou neste domingo de seu site uma artigo bastante crítico em relação à Alemanha, no qual a chanceler Angela Merkel era comparada a Adolf Hitler, o que provocou reações indignadas de alguns de seus leitores.

O jornal espanhol El País retirou neste domingo de seu site uma artigo bastante crítico em relação à Alemanha, no qual a chanceler Angela Merkel era comparada a Adolf Hitler, o que provocou reações indignadas de alguns de seus leitores.

Na coluna publicada na edição regional andaluza de El País em seu site, Juan Torres López, professor de Economia da Universidade de Sevilha, escreveu que "Angela Merkel, como Hitler, declarou guerra ao resto do continente para garantir seu espaço econômico vital".

Angela Merkel "nos castiga para proteger suas grandes empresas e bancos e também para ocultar ante seu eleitorado a vergonha de um modelo que fez com que o nível de pobreza em seu país seja o mais alto dos últimos 20 anos, em que 25% de seus empregados ganhem menos de 9,15 euros/hora, ou que à metade de sua população corresponda um miserável 1% de toda a riqueza nacional", acrescentou Torres López.

"El País retirou de seu site o artigo 'Alemanha contra a Europa', assinado por Juan Torres López e publicado em sua edição na Andaluzia, porque continha afirmações que este jornal considera inapropriadas. El País lamenta que um erro na supervisão tenha permitido a publicação do citado material. As opiniões expressadas por Torres López só representam o autor", afirmou o jornal, em um comunicado.

Além de irritar alguns leitores pelo desrespeito para com Merkel, a coluna também provocou reações de outros internautas, que consideraram a retirada do artigo on-line um gesto de censura.

AFP - Agence France-Presse, 24/03/2013

Luís Amado// Acabou o tempo da imposição’



Luís Amado, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, considerou esta quinta-feira, em Luanda, as tensões existente nas relações com Angola como uma herança colonial, cuja solução assenta no princípio do equilíbrio, reciprocidade e respeito mútuo.

Falando sobre as relações entre Angola e Portugal, no ciclo de conferências promovidas pela Embaixada de Portugal e o Centro de Estudos Estratégicos de Angola, o ex-ministro recorda que o processo de descolonização foi violento, brutal, situações que pesam ainda hoje nas relações entre esses países.

Luís Amado diz, no entanto, que o “tempo de imposições acabou”, e que as empresas portuguesas devem encarar o contexto como sendo de igualdade, cooperação e reciprocidade. “As empresas portuguesas têm de olhar para Angola como uma oportunidade de mercado, no qual deverão concorrer com as outras sem contudo a possibilidade de imporem as suas vontades, pois o contexto ê outro, de igualdade entre os Estados e de reciprocidade”, disse Luís Amado, ex-ministro do governo de José Sócrates.

25 de março de 2013

Autoridades portuguesas de joelhos perante aos governantes angolanos


 Lisboa - Os jornalistas portugueses estão cada vez mais preocupados com o crescente investimento e influência de Angola em seu país. Estimulados pelos petrodólares e diamantes, poderosos interesses angolanos lançaram-se em uma onda de compras em sua antiga potência colonizadora. O capital angolano investido em Portugal aumentou 35 vezes na última década, segundo as informações da imprensa. Em um processo muitas vezes descrito mordazmente em Lisboa como uma forma de "colonização inversa", os angolanos não estão apenas devorando porções significativas nas áreas bancária, de telecomunicações e empresas de energia de Portugal, como também investindo no setor de mídia.


* Jean-Paul Marthoz/Consultor Sênior do CPJ

Fonte: CPJ Blog (Press Freedom News and Views)

Mídia portuguesa estremece com o envolvimento angolano

Uma fonte de preocupação é o grupo de mídia Newshold, empresa de propriedade da Pineview Overseas, companhia offshore sediada no Panamá cujos acionistas são poderosos angolanos, incluindo o magnata Álvaro Sobrinho. A Newshold controla o Sol, o terceiro maior semanário português, e possui participação em duas importantes revistas, Visão e Expresso, assim como no Correio da Manhã, o tabloide de maior circulação de Lisboa, e no jornal econômico Jornal de Negócios. Também expressou interesse no caso de o governo português eventualmente decidir privatizar a empresa pública RTP (Rádio e Televisão Portuguesa).

Muitos investidores angolanos são conhecidos por serem estreitamente ligados à comitiva presidencial de Angola e ao MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), que tem dirigido o país sem interrupção desde a independência, em 1975. Isabel dos Santos, filha do presidente angolano José Eduardo dos Santos, é a principal investidora da companhia portuguesa de telecomunicações e multimídia ZON.

24 de março de 2013

A escumalha (Francisco Moita Flores)


Nunca acreditei muito nos especialistas que gerem países, regiões, imensas comunidades, como é o caso da União Europeia, transformando as pessoas em números secos, em percentagens impessoais, num jogo lógico de descidas e subidas, manipulado num qualquer computador, sem alma, sem dimensão humana, sem uma emoção.

Os homens são antes do mais a expressão da sua própria emoção. Dos seus afetos, dos sonhos, das expectativas em relação à sua vida e dos seus filhos. Somos lágrimas, sorrisos, prantos, abraços. A racionalidade organizada é adquirida, emerge desta dimensão afetiva mas constrói-se com o crescimento, com a escola, com a aprendizagem. Não existe computador nem máquina de calcular que apreenda esta complexidade maior e densa que estrutura a nossa existência.

Aquilo que se passou no Chipre com o confisco parcial das contas bancárias dos cipriotas, medida decidida pela troika, cobardemente aceite pelo governo, corajosamente repelida pelo parlamento daquele país, expressa bem a noção que estes tecnocratas têm das pessoas. Não existimos. Somos números. Números fiscais, números de contribuintes, números de contas bancárias, números de identificação. Não somos mais do que escumalha para estes novos ditadores que arruínam povos, velhos e novos, e ignoram a vida, as dificuldades para que se construa, a maioria das vezes com muito sofrimento. O congelamento a eito das contas bancárias no Chipre foi a primeira experiência. Não tenho dúvidas de que vai ter a segunda e a terceira tentativas até conseguirem esmifrar o pouco que resta das economias familiares. Para engordar a imensa riqueza dos mais poderosos. Nem me espantou a desilusão do ministro das Finanças alemão. O saque dos países mais pobres chegou a uma ausência de escrúpulos que até os sistemas bancários do sul da Europa são descredibilizados. Nem os eternos aliados se salvam.

Não somos mais do que números, servos de sistemas que engordam até à explosão dos próprios ventres prenhes de números. Pelo caminho que a demência predatória desta gente está a trilhar, não admira a revolta. Esses tecnocratas que só conhecem os números não sabem até onde vão as paixões dos homens. Talvez se lixem.

Por: Francisco Moita Flores, Professor Universitário

Correio da Nanhã, 24 de Marlo de 2013

22 de março de 2013

Referendar a nossa liberdade


Se alguém tinha dúvidas sobre o tipo de canalhas que dirigem a EU deixou de as ter com o que sucedeu em relação ao Chipre, o mais grave nem sequer é o disparate da decisão adoptada com a insinuação de que se estaria indo ao bolso dos mafiosos russos, é a cobardia de ninguém aceitar ter sido o idiota a propor a solução. A decisão foi aprovada por unanimidade mas mal chegou ao conhecimento público já os alemães diziam que a iniciativa não era deles, a Comissão já disse não ter nada a ver e o nosso Gaspar até disse que a ideia não foi dos verdugos, foi do condenado.

Com dirigentes destes não faz sentido pertencer a uma União Europeia que é cada vez mais um IV Reich, com uma direita que era tão anti-federalista a oferecer a soberania nacional à senhora Merkel no pressuposto de que o ocupante mais facilmente desrespeita os valores constitucionais e a vontade do povo. Não foi para isto que o país aderiu à CEE ou que se envolveu no aprofundamento do processo de integração europeia.

A linha da frente



É cada vez mais evidente que Portugal é muito mais do que um país atirado para dificuldades financeiras, o nosso país é cada vez mais a linha frente de uma guerra surda conduzida pelos boches. É bom recordar que o termo boche é anterior a Hitler e que o nazismo não foi a única ideologia que conduziu a Alemanha à agressão. Primeiro foi o Kaiser, depois foi o Fuher, agora é a Merkel.

É bom recordar que tal como agora sucede com a senhor Merkel o Hitler nunca esteve sozinho na guerra mundial, contou com hordas de nazis por toda a Europa, até na Inglaterra teve simpatias noa família real, o próprio herdeiro ao trono era um simpatizante nazi e uma das meninas mais íntimas de Hitler pertencia a uma família da melhor nobreza inglesa. Hitler não invadiu a Rússia sozinho, acompanharam-no forças e voluntários de mais de vinte nações europeias.

Também agora a senhor Merkel conta com uma ideologia transversal, que ultrapassa as fronteiras da Europa, uma combinação entre o desprezo pelo voto e pela opinião dos cidadãos e a defesa extrema do liberalismo, esta ideologia acaba por ser uma nova forma de neo-nazismo, a ditadura é exercida pelos mercados ou por quem se reconhece como defendendo os seus interesses, a raça superior são os que vencem no mercado e as raças inferiores os funcionários e outros grupos de gente inferior, o novo Reich tem sede no país mais poderoso e que serve de farol.

Batique de Maputo



Colorido ou simples, não tem como resistir a beleza dos batiques. Estão espalhadaos em vários cantos da cidade e tornam-na ainda mais alegre. São a atracção principal da Feira Municipal de Artesanato, Flores e Gastronomia. Atraem não apenas os moçambicanos como também turistas de todos os cantos do mundo.

Sapo MZ

Moçambique passa a ter 13 novos distritos



Maputo, 21 Mar (AIM) – A Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, aprovou hoje uma proposta de lei que cria 13 novos distritos nas províncias de Manica, Tete e Zambézia, no centro do país, e Nampula, no norte.

Trata-se dos distritos da Ilha de Moçambique, Larde e Liúpo, na província de Nampula; Quelimane, Luabo, Mulevala, Mocubela, Derre e Molumbo, na Zambézia; Marara e Dôa, em Tete; e Macate e Vandúzi, em Manica.

Na maioria dos casos são antigos postos administrativos que foram elevados a categoria de distritos, enquanto para os casos da Ilha de Moçambique e Quelimane é uma questão de restauração de distritos que haviam sido abolidos em 1986.

20 de março de 2013

De visita à Câmara


Várias crianças do ensino básico deixaram a Câmara da Praia em alvoroço após uma visita matinal


Sapo CV

No olhar deles encontrei o céu


A Tetinha e o Totó estão na avó e não resistem à câmara digital que os foca. Ela mais desperta, ele mais tímido e desconfiado, não vão à escola, ela explica tudo, ele esconde-se no olhar inquisitório.

Sapo AO

Pais heróis

São jovens moçambicanos que muito cedo assumiram a responsabilidade das suas famílias.

Todos os dias a partir das 7h00 levam ferro-velho no tchova e percorrem quilómetros na cidade de Maputo.

Não têm como passar despercebidos, por onde andam gritam a mesma frase: “Compramos ferro”, e assim levam sustento diariamente aos seus lares.

Sapo MZ

O ódio




Depois de cortar cerca de 30% ao rendimento dos funcionários públicos, de lhes impor uma carreira sem futuro, incentivos ou promoções, de reduzir todos os direitos que eram superiores aos do sector privado ao mesmo tempo que se ignoraram as situações inversas, o governo aposta agora no despedimento com base num estudo que ninguém leu ou confrontou, encomendado a uma consultora sem que se conheçam os contornos do negócio ou os critérios e exigências técnicas.

Acena-se com o tal estudo e afirma-se que no Estado se ganha mais, quando estava em causa o corte dos vencimentos e se dispensava destes cortes os que ganhavam menos de 1000 euros omitiu-se que os que ganhavam mais no Estado eram os pior remunerados. Agora opta-se por adiar o despedimento dos melhor remunerados e acena-se com o mesmo estudo dizendo-se que são os que ganham menos que são melhor remunerados do que no sector públicos, isto é, diz-se ao país para que não se preocupem porque os que abusavam ganhando mais vão ser despedidos.

Daqui a uns tempos vai acenar-se com o despedimento de muitos milhares dos mais pobres e menos qualificados para se fazer o equivalente a justiça popular despedindo-se os que ganham mais, isto é, se os mais pobres foram despedidos, os mais ricos também terão de o ser. Com o mesmo estudo o governo corta nos que ganham mais e nos que ganham menos do que no sector privado, despede os que ganham menos e os que ganham mais do que no sector privado.

A estratégia é manhosa e inteligente, digna de gente como Passos Coelho, Miguel Relvas ou Gaspar, atiram portugueses contra portugueses. Depois de os cortes na Função público ter gerado mais recessão do que resultados aumentaram brutalmente os impostos sobre todos, como esta estratégia conduziu a um défice colossal dizem agora aos do sector privado que fiquem descansados, os sacrificados serão os malandros dos funcionários públicos. O ridículo é que ignoram o impacto sobre o desemprego e sobre o consumo e até têm lata para dizer que acabou a austeridade. O Frasquilho até vem dize que a austeridade se limitará ao Estado, mistura-se o preço do papel higiénico para limpar os cus nos gabinetes ministeriais e as PPP com os salários dos trabalhadores.

O país já está na bancarrota, está quase à beira do colapso económico e aos poucos vai sendo conduzido a uma guerra civil. Este governo de gente que se opôs ao PEC IV para promoverem a reformatação de Portugal contra a vontade dos portugueses, recorrendo à ajuda de gente duvidosa dos gabinetes do BCE, é incapaz de olhar os portugueses olhos nos olhos, explicar a verdadeira situação e discutir as soluções.

Em vez disso optam pela solução manhosa de atirar portugueses contra portugueses, ajudam a banca dizendo que todos os portugueses eram uns malandros e consumiram demais, cortam na Função Pública com o argumento falso de que ganham mais do que os outros, tentam tirar aos do sector privado para dar aos patrões através da TSU argumentando que os salários era excessivos, aumentam os impostos sobre o privado dando a culpa aos juízes do Tribunal Constitucional, despedem os pior remunerados porque (mesmo depois de um corte de 30%) ganharem mais do que no sector privado, quando isso é mentira.

Cada medida promove o ódio de um grupo de portugueses em relação a outro grupo, os ricos odeiam os pobres, os pobres odeiam os ricos, os trabalhadores odeiam os juízes do TC, os funcionários públicos menos qualificados odeiam os mais qualificados, os do sector privado odeiam os funcionários e estes odeiam os do sector privado. Todas as medidas deste governo em vez de serem explicadas de formas económica são justificadas promovendo o ódio entre grupos profissionais, sociais e até mesmo dentro de grupos. Atiram-se trabalhadores contra patrões, sector público contra privado, novas gerações contra os mais idosos, os trabalhadores no activo contra os pensionistas. A política deste governo não resolveu um único problema, mas conduz o país a ritmo acelerado para um colapso social e, muito provavelmente, para uma guerra civil.

Fonte: O Jumento, Terça-feira, Março 19, 2013

17 de março de 2013

Chefe dos serviços secretos de Angola suspeito de corrupção


Alemanha - O general António José Maria, chefe dos Serviços de Inteligência e Segurança Militar (SISM) de Angola, é acusado de instrumentalizar a instituição para o enriquecimento ilícito da sua família.

A denúncia resulta de uma investigação do ativista angolano Rafael Marques, divulgada no site Maka Angola, que se dedica à luta anticorrupção. De acordo com o jornalista, o general, conhecido por “Zé Maria”, até agora nome sem sombra de acusações, terá contratado uma empresa, propriedade da sua filha, para a prestação de serviços à instituição que dirige. No primeiro ano de contrato, em 2011, a empresa Infonauta, terá faturado perto de quatro milhões de dólares.

Todo o esquema de corrupção montado no país, permite o enriquecimento do círculo próximo do Presidente José Eduardo dos Santos e a manutenção do regime, afirmou Rafael Marques, em conversa com a DW África: “É o que chamamos de 'privatização do Estado'. Todos os serviços públicos são utilizados para fazer avançar as agendas privadas daqueles que os dirigem”.

A corrupção garante o poder do Presidente

“Por outro lado, também a corrupção é uma forma de garantia de poder do próprio Presidente, José Eduardo dos Santos, que a usa como o seu mecanismo mais importante, mais vigoroso na manutenção do seu poder pessoal”, diz Marques, que acrescenta: “Se ele tornou a sua filha [Isabel – NdR] rica, através de decretos presidenciais que conferiram negócios multimilionários à filha, os outros que lhe são mais próximos, como o general José Maria, também se sentem no direito de enriquecerem os seus filhos sem olhar a meios”.

Suiça devolve dinheiro de origem duvidosa a Angola


Alemanha - No mês de Fevereiro a Suíça e Angola assinaram um acordo para suprimir vistos. Mas em dezembro passado, os governos acordaram que a Suíça devolverá a Angola mais de 30 milhões de euros bloqueados nos seus bancos.

Os dois governos deram alguns passos no sentido de uma aproximação. Não haverá necessidade de vistos diplomáticos e de serviço entre os países.

Quanto aos 32,6 milhões de euros, considerados de origem duvidosa, estavam bloqueados em diversos bancos suíços há quatro anos.


Viktor Vavricka, do departamento Federal Suíço de Assuntos Estrangeiros, confirmou a devolução do valor a Angola, conforme um acordo assinado a 17.12.2012 entre os dois países.

Ele explica qual foi o contexto do congelamento do dinheiro: "O pano de fundo para a restituição foram processos das autoridades judiciais de Genebra envolvendo uma suposta lavagem de dinheiro, que levaram, no final de 2008, à confiscação dos ativos que agora serão restituídos."

Suspeitas sem respostas

Gretta Fenner, cientista política do Instituto de Governança de Basileia, na Suíça, diz que muito provavelmente trata-se de dinheiro ligado à corrupção.

MPLA, dirigentes e a luta pela libertação de Angola



Luanda - (…) Em Angola, contudo, havia três movimentos de libertação rivais, cada um lutando por uma posição dominante, à medida que o país se aproximava da data mágica de 11 de Novembro de 1975, dia da independência. A FNLA, (Frente Nacional de Libertação de Angola) era forte no norte porque o seu líder, Holden Roberto, era oriundo da tribo Bakongo e apoiado pelo seu cunhado, o Presidente Mobutu, do Zaire. No Sul, onde a tribo Ovimbundu era a mais poderosa, o respectivo movimento de libertação, a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola, era dirigida por Jonas Savimbi. Como muitos outros líderes africanos, aceitara os apoios oferecidos, independentemente de onde provinham_ no seu caso, vieram durante muito tempo da China e, em menor extensão, de admiradores na Escandinávia, sobretudo na Suécia. O MPLA, marxista, dirigido pelo médico Agostinho Neto, tinha uma menor base tribal (…)

Kinssiger (Anos de Renovação, Gradiva, pag. 704, Lisboa, 2003)

Líderes e valores consequêntes

A História do Povo Angolano anda ligada como de siameses fossem com a História do MPLA nos últimos 56 anos, mormente com o início da luta armada organizada e disto a historiografia não nega o papel dos dirigentes do MPLA como Viriato da Cruz, Mário Pinto de Andrade, Agostinho Neto, António Jacinto e José Eduardo dos Santos, este como materializador daqueles ideais de liberdade, igualdade e dignidade do angolano e africano em especial e da pessoa humana no geral, no desenvolvimento por via do trabalho, muitos outros como líderes intelectuais e políticos interessados no combate ao colonialismo, neste texto, vou ater-me duas grandes figuras como Mário Pinto de Andrade e António Agostinho Neto, com sendo os diplomatas e políticos intelectuais que muito contribuíram para a difusão da luta armada e a busca da solidariedade internacional.