9 de abril de 2013

Cavaco Silva


Cavaco Silva não fez nada de mal hoje e o problema de Cavaco é precisamente esse, tolhido pelo medo Cavaco Silva já não sabe o que fazer. Só alguém que não está na posse de todas as suas capacidades intelectuais escreve prefácios atacando o e-líder do principal partido da oposição.

Depois da forma como mandou o OE para o Tribunal Constitucional Cavaco ficou com pouca manobra, com a forma como recebeu Passos no seu regaço em vez de chamar Seguro a Belém Cavaco passou a ser um dos problemas da equação. A verdade é que a crise política grave em que o país está entrando tem três causadores, Passos Coelho que se porta como um banana, Vítor Gaspar que é o verdeiro primeiro-ministro e ideólogo do governo e Cavaco Silva que é o pai deste governo.

Durante mais de um ano Cavaco deve ter-se divertido com o seu partido a gozar com o PS. Durante mais de um ano Cavaco nada fez para controlar os excessos de Passos Coelho e o extremismo de Gaspar. Durante mais de um ano Cavaco deu cobertura às mentiras económicas do governo. Agora tem um governo de iniciativa presidencial a desfazer-se e incapaz de enfrentar a crise. A direita queria uma maioria e um presidente e conseguiu-o, tem um governo incompetente e um presidente incapaz, é a crise perfeita.

Ao país já não basta um governo de salvação nacional, precisa também de um presidente de salvação nacional pois com este não vai lá.

O Jumento, 9 de Abril de 2013

A vingança



Com uma direita socialmente minoritária e uma direita liberal ou ultra liberal quase sem expressão eleitoral ou social não admira que as políticas de Passos Coelho sejam apresentadas como um castigo ou mesmo uma vingança contra os portugueses. Passos Coelho e Vítor Gaspar sabem que não vale a pena colocar as suas ideias a debate, a não ser em ambiente controlado, dentro de palacetes, com artistas convidados e onde a audiência está condicionada a um regulamento que lhe diz o que podem dizer ou fazer.

Se Passos Coelho já não representa ninguém muito menos as suas ideias ou o seu velho projecto de revisão constitucional representam, mas o ainda primeiro-ministro e agora uma espécie de quarto secretário do Palácio de Belém tem a chamada legitimidade política, conta com o apoio do que resta do partido, tem o apoio generalizado de uma direita que teme cada vez mais a reviravolta política inevitável e conta agora com o apoio do arrais deste bote à beira do naufrágio.

A direita tem o que sempre desejou ter, um primeiro-minsitro e um presidente, incompetentes mas tem. Aliás, tem muito mais, um contexto financeiro de crise que a direita sempre apreciou porque o pode tentar usar para governar em ditadura e um Durão Barroso em Bruxelas que não se cansa de dizer que o que o povo português sofre é merecido pois resulta das suas próprias culpas.

O País afunda-se (Francisco Moita Flores)



A decisão do Tribunal Constitucional veio confirmar o que já se suspeitava. Existem medidas orçamentais que ferem a Constituição. O executivo voltou a repetir erros do ano passado e sai muito coxo e derreado. O que se seguiu, nas homílias desesperadas e nas alegrias pelas vitórias, foi o repetir do triste carnaval em que mergulharam dirigentes políticos, preferindo arrastar-nos para o afundanço definitivo do País, a perder a paixão pelo lugar-comum e pelos projetos particulares. Já nem conseguem amargurar, por serem tão vulgares, as banalidades despejadas frente a microfones e câmaras. A deputada do PSD Teresa Coelho veio dizer que estava surpreendida com a decisão. Não se sabe porquê. Só se andou fora e não leu, nem ouviu o que foi dito por dezenas de constitucionalistas. E ameaçou logo com a receita do costume. Isto vai custar a subida de mais impostos.

António José Seguro foi príncipe. A sua declaração esvai-nos de tanto patriotismo. Solene, sem se rir, afirmou que estava pronto para governar. Não disse como, nem com que apoio. E acrescentou com a genialidade própria das frases redondas e sem sentido: quem fez o mal que o resolva! Ora aqui está o cerne da questão. Ele que é o herdeiro dos governos que nos levaram a esta tragédia, caso isto não fosse um circo, lá estaria a dar um passo em frente para ajudar. Mas não deu. A coragem quando é de palavras e não de atos é mera bazófia. Especialidade nacional cada vez mais apurada, a bazófia tornou-se produto nacional. É por isso que melhor se compreende a declaração eufórica de Jerónimo de Sousa. Para ele, a inconstitucionalidade dos quatros pontos do Orçamento não é produto da decisão de juízes, mas sim ‘da luta dos trabalhadores’.

Quando aqui se chega, já não há paciência para mais. O BE gritou outra vez que o governo tem que ir para a rua. O CDS mais uma vez escapou-se no habitual lugar-comum que o faz fugir pelos intervalos da chuva. Esta rapaziada tem soluções? Esta gente sabe o que fazer perante tão grandes problemas de que o País sofre? Tem o lugar-comum. A vulgaridade. A bazófia. E estão vazios de ideias. Começou a hora de pormos as boias de salvamento e prepararmo-nos para a tempestade final, para o afundanço final: sair do euro. A única solução contra a mediocridade antipatriótica em que estamos atolados.

Correio da Manhã, 7 de Abril de 2013

3 de abril de 2013

Tchurhi, a nova forma de lavar o cabelo em Maputo



Tchuhi é uma cadeira de madeira acompanhada de um lavatório de cabelo nada convencional. O movél é uma especialidade dos salões “Carapinha”, feitos para cuidar dos cabelos naturais e “dreadloks”.

Sapo MZ

A refundação fascista




Coincidência, ou talvez não, quis o destino que quase todos os países europeus mais envolvidos na crise europeia actual – Alemanha, Itália, Espanha, Portugal, Grécia e em parte a França – sejam precisamente os mesmos que no século passado protagonizaram o fascismo europeu. Até parece que estamos assistindo à reinvenção do fascismo europeu, no passado a capital do nacional-socialismo foi Nuremberga enquanto agora a capital desta refundação fascistas parece ser Frankfurt.

No passado o nacional-socialismo alemão, o fascismo italiano ou o Estado Novo de Salazar apresentava-se acima das classes sociais negando a luta entre estas em que assentava o marxismo, não se assumia de esquerda ou de direita, impunha a concertação entre patrões e empregados organizados de forma corporativa. A refundação do fascismo apresenta-se igualmente como uma solução que está acima da sociedade e ainda que nasça no domínio da economia deriva da aplicação às sociedades dos princípios dos cursos de gestão, os países deixaram de ser nações para passarem a ser empresas e como tal devem ser geridos.

Se Salazar afirmava o princípio de que a política é para os políticos os novos fascistas desprezam a política, consideram-na uma inutilidade prejudicial e que conduz a resultados negativos, a sociedade deve ser gerida de acordo com os princípios da gestão empresarial e os governantes devem ser Montis, designados pelas instituições financeiras, neste caso do BCE.

Para estes novos fascistas a política económica não visa o progresso e muito menos o bem-estar dos cidadãos que não passa de uma consequência possível caso a economia tenha excedentes. Para estes novos fascistas o ensino não visa o progresso mas unicamente a preparação da mão-de-obra, a saúde é um luxo para quem não é rico e deve ser comercializada de forma a tornar o seu acesso mais de acordo com os padrões de riqueza da sociedade e não resultando em aumentos de despesa pública.

Os novos fascistas demonstram um total desprezo pela condição humana digna do nacional nacionalismo, sugerem cinicamente aos despedidos de que deverão estar gratos a quem os despediu pois dessa forma tiveram um mundo de oportunidades, vingam-se dos antecessores destruindo tudo o que de bom possam ter feito, consideram a democracia um exercício de mentira.

Aquilo a que Portugal e a Europa está a assistir é à refundação do fascismo, agora sob a forma de uma ideologia onde os conceitos de sociedades são redefinidos à luz da gestão empresarial. Os povos dos países mal sucedidos são convertidos em povos inferiores e ciumentos governados por capatazes nomeados e apoiados pelos governantes dos regimes fascistas melhor sucedidos. Os novos Hitlers já não acenam com o Mein kampf, acenam com papers dos economistas do BCE, com os relatórios do FMI ou com as obras de Friedman ou Hayec.

Fonte: O Jumento, Terça-feira, Abril 02, 2013

Governo recruta dois especialistas de topo: Um com 21 e outro com 22 anos...

Governo recruta dois especialistas de topo para renegociar Memorando da Troika. Um com 21 e outro com 22 anos...

Podem ter o canudo... acabaram de sair da universidade...

Então onde está o Curriculum Vitae deles, a experiência, a formação profissional complementar, o desempenho, a responsabilidade, etc., que só se vai adquirindo ao longo dos anos???!!!
Especialistas em quê???!!!...

Recebido por e-mail

28 de março de 2013

Goldman Sachs - O "Darth Vader" de Wall Street ataca a Europa!


A imoralidade e a trafulhice fazem parte do ADN deste Banco

Um Banco de investimento criado em Nova Iorque em 1868, que conseguiu o seu sucesso e reputação com base no silêncio e no secretismo de obscuras práticas financeiras, o Goldman Sachs é hoje, não apenas um monstruoso edifício de mais de 50 andares no coração financeiro de Wall Street (no qual não existe uma única placa ou inscrição com a indicação do seu nome, apenas o nº "85"), mas a instituição bancária que desafia as leis nacionais e internacionais e que corroi o mundo trabalhando em segredo, qual bando de malfeitores sem quaisquer limites morais e éticos, manipulando políticos e governos por todo o mundo como se fossem marionetas.

Na Europa, o Goldman Sachs é acusado de ter "ajudado" a Grécia a encobrir o seu déficit, que ascendia já a 100% do PIB, manipulando as suas contas para baixar a dívida com vista à entrada na moeda única, com os resultados que hoje se conhecem. Não só para a Grécia e para os gregos, mas para toda a Europa.

O Goldman Sachs é uma casta de banqueiros, de economistas e de políticos que desconhece, por completo, todos os limites da ética e da moral, sendo mesmo acusado de ser o principal obreiro "incendiário" da actual crise da Europa e do euro, por efeito dominó a partir das suas trafulhices praticadas na Grécia.

Ele é um estado dentro do estado. Pior, é um estado secreto e sempre sedento de sangue. Inclusivamente do sangue dos seus próprios investidores, quando conspira contra eles ao apostar na queda dos títulos por si próprio vendidos.

Um verdadeiro "polvo" que, desde os Estados Unidos, estende os seus tentáculos por quase todos os cantos do mundo, seja através do FMI, do Banco Mundial ou de milhares de "robots humanos" que espalham a bancarrota, a miséria e a fome através das suas práticas financeiras habituais, através daquilo que melhor sabem fazer - o terrorismo financeiro.

Nada nem ninguém detém o Goldman Sachs que, no fim do jogo, qualquer que seja o jogo, sai sempre a ganhar! A própria colocação de um dos seus "robots", Mario Draghi, à frente do Banco Central Europeu, em 2011, terá sido um dos maiores "golpes" do Goldman Sachs na Europa actual. Esperemos para ver!

Para já, tal como eles próprios dizem, nunca se esquece "tudo aquilo" que aprenderam no Goldman Sachs - a denominada "cultura do Goldman Sachs".

Para já, são os banqueiros ligados ao Goldman Sachs que se encontram hoje nas melhores condições para levar a cabo o confisco dos países europeus e para impor todas as medidas de austeridade que lhes aprouver.

Para já, fomos nós, os europeus, quem chamou pelos "bombeiros" para apagar o fogo que nos consome, aqueles mesmos pirómanos que nos atearam o fogo há uma dezena de anos atrás.


Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2012

Goldman Sachs - a escola universal do terrorismo financeiro!



Goldman Sachs não é um Banco, mas uma agência de montruosas vigarices financeiras a nível mundial.

Especializado, desde há várias décadas, em subverter todas as regras da alta finança com as técnicas e os métodos criminosos de uma seita secreta e com o poder de destruir países, acusado até de estar na origem do famoso "Crash de Wall Street" em 1929, é o Banco que vende produtos financeiros que apostam no colapso da Europa, é o Banco que armazena milhões de toneladas de zinco e de alumínio para fazer subir os preços, é o banco que entende que é muito mais lucrativo destruir do que ganhar dinheiro pelos processos tradicionais, é o Banco predador que retira lucros fabulosos sacrificando os seus próprios clientes, é o banco que lucra ao influenciar os mercados e apostando no colapso dos países, é o banco que mais lucrou com a famosa crise do "Subprime" de 2008. Sempre com a mesma técnica suja - jogar no seu campo e, simultânea e secretamente, no campo contrário, apostando contra.

E é deste antro de marginais de fato e gravata que têm saído os maiores crápulas que já tiveram ou têm neste momento o controle de uma grande parte dos países dos cinco continentes, e em especial da Europa. É uma máfia financeira legalizada que actua com toda a cobertura e cumplicidade de uma imensa orda de chefes políticos mundiais incompetentes e corruptos.

Harry Paulson, Mario Monti, Mario Draghi, Lucas Papademos, Vitor Constâncio, António Borges, Carlos Moedas, são apenas alguns exemplos de políticos e gestores actuais, de entre as muitas centenas espalhados por 32 países e que passaram por esta “super escola” da fraude e do terrorismo financeiro, super-especializada na destruição das economias de países livres e independentes.

Vale a pena ver este arrepiante documentário para tomar consciência dos métodos fraudulentos e de alta traição desta gente que trabalha na sombra a todos os níveis, manipulando criminosamente a economia internacional com o mesmo à vontade e desfaçatez de quem joga poker com as cartas marcadas.

E, no fim da cadeia, quem acaba por sofrer o resultado nefando destas práticas mafiosas são, inexoravelmente, as populações que, mais cedo ou mais tarde, acabam sempre por pagar, até à miséria e à fome, a elevada factura dos processos maquiavélicos desta “organização de malfeitores” que ganha fabulosas fortunas à custa da desgraça de pessoas, organizações e países. Impunemente!


Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012

27 de março de 2013

Angola: Policia em Benguela pode ser despejada



Em Benguela, Imóveis de Cidadãos Nacionais e de Portugueses Foram Saqueados e Transformados em Esquadras

As debilidades na gestão orçamental entre o comando geral da polícia nacional e os comandos provinciais poderão provocar o despejo de várias esquadras policiais e de comandantes municipais que residem em residências ocupadas pela polícia nacional depois da independência nacional de forma ilegal.

Na euforia da independência, imóveis de cidadãos nacionais e de portugueses nascidos em Angola foram saqueados e transformados em esquadras, comités de partidos políticos, quartéis e em residências dos respectivos “chefes”.

Moçambique: O encontro com os hábitos e costumes de um povo humilde e acolhedor


Durante 14 dias em Maputo, tivemos a oportunidade de constatar os hábitos e costumes da sua população e a maneira de convivência com outros povos. Maputo está localizada a sul de Moçambique.

Humilde, a maioria da população trabalha em restaurantes, lojas e boutiques, propriedade de indianos, portugueses, sul-africanos, libaneses, marroquinos, tunisinos e argelinos, comunidades que vivem em grande escala em Moçambique.Paulo Garcia, angolano que vive em Moçambique há 18 anos, disse ao Jornal de Angola que ao longo do tempo que vive nesse país aprendeu os seus hábitos e costumes e consegue conciliar as duas culturas: a angolana e a moçambicana.

Mulher na busca de água em Maputo



É a conta-gotas que os moçambicanos têm acesso à água potável. Na cidade de Maputo, o maior centro urbano do país, o abastecimento de água potável é ainda deficiente, com cerca de metade da população a não ter acesso ao precioso líquido.

Sapo MZ

Jornal El País retira artigo online que compara Merkel a Hitler


O jornal espanhol El País retirou neste domingo de seu site uma artigo bastante crítico em relação à Alemanha, no qual a chanceler Angela Merkel era comparada a Adolf Hitler, o que provocou reações indignadas de alguns de seus leitores.

O jornal espanhol El País retirou neste domingo de seu site uma artigo bastante crítico em relação à Alemanha, no qual a chanceler Angela Merkel era comparada a Adolf Hitler, o que provocou reações indignadas de alguns de seus leitores.

Na coluna publicada na edição regional andaluza de El País em seu site, Juan Torres López, professor de Economia da Universidade de Sevilha, escreveu que "Angela Merkel, como Hitler, declarou guerra ao resto do continente para garantir seu espaço econômico vital".

Angela Merkel "nos castiga para proteger suas grandes empresas e bancos e também para ocultar ante seu eleitorado a vergonha de um modelo que fez com que o nível de pobreza em seu país seja o mais alto dos últimos 20 anos, em que 25% de seus empregados ganhem menos de 9,15 euros/hora, ou que à metade de sua população corresponda um miserável 1% de toda a riqueza nacional", acrescentou Torres López.

"El País retirou de seu site o artigo 'Alemanha contra a Europa', assinado por Juan Torres López e publicado em sua edição na Andaluzia, porque continha afirmações que este jornal considera inapropriadas. El País lamenta que um erro na supervisão tenha permitido a publicação do citado material. As opiniões expressadas por Torres López só representam o autor", afirmou o jornal, em um comunicado.

Além de irritar alguns leitores pelo desrespeito para com Merkel, a coluna também provocou reações de outros internautas, que consideraram a retirada do artigo on-line um gesto de censura.

AFP - Agence France-Presse, 24/03/2013

Luís Amado// Acabou o tempo da imposição’



Luís Amado, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, considerou esta quinta-feira, em Luanda, as tensões existente nas relações com Angola como uma herança colonial, cuja solução assenta no princípio do equilíbrio, reciprocidade e respeito mútuo.

Falando sobre as relações entre Angola e Portugal, no ciclo de conferências promovidas pela Embaixada de Portugal e o Centro de Estudos Estratégicos de Angola, o ex-ministro recorda que o processo de descolonização foi violento, brutal, situações que pesam ainda hoje nas relações entre esses países.

Luís Amado diz, no entanto, que o “tempo de imposições acabou”, e que as empresas portuguesas devem encarar o contexto como sendo de igualdade, cooperação e reciprocidade. “As empresas portuguesas têm de olhar para Angola como uma oportunidade de mercado, no qual deverão concorrer com as outras sem contudo a possibilidade de imporem as suas vontades, pois o contexto ê outro, de igualdade entre os Estados e de reciprocidade”, disse Luís Amado, ex-ministro do governo de José Sócrates.

25 de março de 2013

Autoridades portuguesas de joelhos perante aos governantes angolanos


 Lisboa - Os jornalistas portugueses estão cada vez mais preocupados com o crescente investimento e influência de Angola em seu país. Estimulados pelos petrodólares e diamantes, poderosos interesses angolanos lançaram-se em uma onda de compras em sua antiga potência colonizadora. O capital angolano investido em Portugal aumentou 35 vezes na última década, segundo as informações da imprensa. Em um processo muitas vezes descrito mordazmente em Lisboa como uma forma de "colonização inversa", os angolanos não estão apenas devorando porções significativas nas áreas bancária, de telecomunicações e empresas de energia de Portugal, como também investindo no setor de mídia.


* Jean-Paul Marthoz/Consultor Sênior do CPJ

Fonte: CPJ Blog (Press Freedom News and Views)

Mídia portuguesa estremece com o envolvimento angolano

Uma fonte de preocupação é o grupo de mídia Newshold, empresa de propriedade da Pineview Overseas, companhia offshore sediada no Panamá cujos acionistas são poderosos angolanos, incluindo o magnata Álvaro Sobrinho. A Newshold controla o Sol, o terceiro maior semanário português, e possui participação em duas importantes revistas, Visão e Expresso, assim como no Correio da Manhã, o tabloide de maior circulação de Lisboa, e no jornal econômico Jornal de Negócios. Também expressou interesse no caso de o governo português eventualmente decidir privatizar a empresa pública RTP (Rádio e Televisão Portuguesa).

Muitos investidores angolanos são conhecidos por serem estreitamente ligados à comitiva presidencial de Angola e ao MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), que tem dirigido o país sem interrupção desde a independência, em 1975. Isabel dos Santos, filha do presidente angolano José Eduardo dos Santos, é a principal investidora da companhia portuguesa de telecomunicações e multimídia ZON.

24 de março de 2013

A escumalha (Francisco Moita Flores)


Nunca acreditei muito nos especialistas que gerem países, regiões, imensas comunidades, como é o caso da União Europeia, transformando as pessoas em números secos, em percentagens impessoais, num jogo lógico de descidas e subidas, manipulado num qualquer computador, sem alma, sem dimensão humana, sem uma emoção.

Os homens são antes do mais a expressão da sua própria emoção. Dos seus afetos, dos sonhos, das expectativas em relação à sua vida e dos seus filhos. Somos lágrimas, sorrisos, prantos, abraços. A racionalidade organizada é adquirida, emerge desta dimensão afetiva mas constrói-se com o crescimento, com a escola, com a aprendizagem. Não existe computador nem máquina de calcular que apreenda esta complexidade maior e densa que estrutura a nossa existência.

Aquilo que se passou no Chipre com o confisco parcial das contas bancárias dos cipriotas, medida decidida pela troika, cobardemente aceite pelo governo, corajosamente repelida pelo parlamento daquele país, expressa bem a noção que estes tecnocratas têm das pessoas. Não existimos. Somos números. Números fiscais, números de contribuintes, números de contas bancárias, números de identificação. Não somos mais do que escumalha para estes novos ditadores que arruínam povos, velhos e novos, e ignoram a vida, as dificuldades para que se construa, a maioria das vezes com muito sofrimento. O congelamento a eito das contas bancárias no Chipre foi a primeira experiência. Não tenho dúvidas de que vai ter a segunda e a terceira tentativas até conseguirem esmifrar o pouco que resta das economias familiares. Para engordar a imensa riqueza dos mais poderosos. Nem me espantou a desilusão do ministro das Finanças alemão. O saque dos países mais pobres chegou a uma ausência de escrúpulos que até os sistemas bancários do sul da Europa são descredibilizados. Nem os eternos aliados se salvam.

Não somos mais do que números, servos de sistemas que engordam até à explosão dos próprios ventres prenhes de números. Pelo caminho que a demência predatória desta gente está a trilhar, não admira a revolta. Esses tecnocratas que só conhecem os números não sabem até onde vão as paixões dos homens. Talvez se lixem.

Por: Francisco Moita Flores, Professor Universitário

Correio da Nanhã, 24 de Marlo de 2013

22 de março de 2013

Referendar a nossa liberdade


Se alguém tinha dúvidas sobre o tipo de canalhas que dirigem a EU deixou de as ter com o que sucedeu em relação ao Chipre, o mais grave nem sequer é o disparate da decisão adoptada com a insinuação de que se estaria indo ao bolso dos mafiosos russos, é a cobardia de ninguém aceitar ter sido o idiota a propor a solução. A decisão foi aprovada por unanimidade mas mal chegou ao conhecimento público já os alemães diziam que a iniciativa não era deles, a Comissão já disse não ter nada a ver e o nosso Gaspar até disse que a ideia não foi dos verdugos, foi do condenado.

Com dirigentes destes não faz sentido pertencer a uma União Europeia que é cada vez mais um IV Reich, com uma direita que era tão anti-federalista a oferecer a soberania nacional à senhora Merkel no pressuposto de que o ocupante mais facilmente desrespeita os valores constitucionais e a vontade do povo. Não foi para isto que o país aderiu à CEE ou que se envolveu no aprofundamento do processo de integração europeia.

A linha da frente



É cada vez mais evidente que Portugal é muito mais do que um país atirado para dificuldades financeiras, o nosso país é cada vez mais a linha frente de uma guerra surda conduzida pelos boches. É bom recordar que o termo boche é anterior a Hitler e que o nazismo não foi a única ideologia que conduziu a Alemanha à agressão. Primeiro foi o Kaiser, depois foi o Fuher, agora é a Merkel.

É bom recordar que tal como agora sucede com a senhor Merkel o Hitler nunca esteve sozinho na guerra mundial, contou com hordas de nazis por toda a Europa, até na Inglaterra teve simpatias noa família real, o próprio herdeiro ao trono era um simpatizante nazi e uma das meninas mais íntimas de Hitler pertencia a uma família da melhor nobreza inglesa. Hitler não invadiu a Rússia sozinho, acompanharam-no forças e voluntários de mais de vinte nações europeias.

Também agora a senhor Merkel conta com uma ideologia transversal, que ultrapassa as fronteiras da Europa, uma combinação entre o desprezo pelo voto e pela opinião dos cidadãos e a defesa extrema do liberalismo, esta ideologia acaba por ser uma nova forma de neo-nazismo, a ditadura é exercida pelos mercados ou por quem se reconhece como defendendo os seus interesses, a raça superior são os que vencem no mercado e as raças inferiores os funcionários e outros grupos de gente inferior, o novo Reich tem sede no país mais poderoso e que serve de farol.

Batique de Maputo



Colorido ou simples, não tem como resistir a beleza dos batiques. Estão espalhadaos em vários cantos da cidade e tornam-na ainda mais alegre. São a atracção principal da Feira Municipal de Artesanato, Flores e Gastronomia. Atraem não apenas os moçambicanos como também turistas de todos os cantos do mundo.

Sapo MZ

Moçambique passa a ter 13 novos distritos



Maputo, 21 Mar (AIM) – A Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, aprovou hoje uma proposta de lei que cria 13 novos distritos nas províncias de Manica, Tete e Zambézia, no centro do país, e Nampula, no norte.

Trata-se dos distritos da Ilha de Moçambique, Larde e Liúpo, na província de Nampula; Quelimane, Luabo, Mulevala, Mocubela, Derre e Molumbo, na Zambézia; Marara e Dôa, em Tete; e Macate e Vandúzi, em Manica.

Na maioria dos casos são antigos postos administrativos que foram elevados a categoria de distritos, enquanto para os casos da Ilha de Moçambique e Quelimane é uma questão de restauração de distritos que haviam sido abolidos em 1986.

20 de março de 2013

De visita à Câmara


Várias crianças do ensino básico deixaram a Câmara da Praia em alvoroço após uma visita matinal


Sapo CV