22 de abril de 2013

O ovo colombiano (André Macedo)



Em Maputo, na Avenida Vladimir Lenine, vendem-se sapatos em segunda mão. Chegam de Portugal em contentores cheios até ao teto, cabe sempre mais um par. Antes de serem espalhados pelo chão, os sapatos passam por alguidares de água onde levam um banho de juventude arrancado a escova e à unha. No fim parecem quase novos - novos usados. O esforço compensa: os vendedores fazem negócio, os clientes saem contentes, ninguém se lembra de que aqueles sapatos já não serviam para nada de onde vieram. As relações entre portugueses e moçambicanos são um pouco assim. Fizeram milhares de quilómetros juntos, acomodaram-se, foram-se desgastando. Hoje procuram ganhar nova vida. No entanto, as promessas políticas raramente são cumpridas e a força das relações entre os dois países é apenas levemente aproveitada. Levaram meias solas, mas continuam mal amanhadas.

Lembrei-me de Moçambique porque estou por estes dias em Bogotá, na Colômbia, e anteontem ouvi Cavaco Silva falar da nossa relação com os países africanos lusófonos como forma de atrair o investimento latino-americano para Portugal. Foi conversa de Presidente para Presidente, de Cavaco para Juan (Manuel Santos), mas os jornalistas de Bogotá pegaram logo na frase porque não tinham olhado para o assunto desta maneira. Portugal e África na mesma frase é notícia, dá um bom título, torna-nos maiores, mais relevantes, mais interessantes. Portugal é, para os colombianos, uma ponte frágil para chegar à União Europeia (os espanhóis contam mais), mas vocês (nós), dizia-me um empresário daqui, podem ser bons sócios para chegarmos a esse continente. Há duas semanas, na visita que Paulo Portas fez à Índia, aconteceu o mesmo. Sempre que um português dizia que tinha negócios em África, os indianos esticavam os ouvidos. Portugal? Sim, sim, interessante. Portugal & África? Interessantíssimo!

Apesar de ser assim, apesar de ser evidente que Portugal tem muito a ganhar em aproximar-se convictamente de Moçambique e de Angola, mas também de Cabo Verde e São Tomé, o impulso político português nesta área é quase inexistente. Cavaco já incorporou a ideia africana nos discursos oficiais, mas ainda é uma tentativa envergonhada. Nas apresentações aos empresários estrangeiros gasta-se mais tempo a falar das maravilhas dos investimentos europeus em Portugal - como se precisássemos acima de tudo de provar que fazemos parte desse clube - do que a mostrar o que as empresas portuguesas estão a fazer em Angola e em Moçambique ou até o caminho inverso: o que estes países estão a conseguir em Portugal. Nos dois lados, nem tudo é bom, mas também nem tudo é mau. Há uma relação, há economia, é, portanto, o ovo de Colombo: difícil de lá chegar, mas depois maravilhosamente simples e óbvio.

Diário de Notícias, 18 abril 2013

O primeiro iPad... Eu tambem tive!


Não gastava energia nenhuma, nem sequer solar!

Não precisava de "pen": para escrever, até prego enferrujado servia!

Mesmo partida, qualquer um dos pedaços funcionava lindamente!

Quando me arrependia do que escrevia, bastava cuspir no "screen" e passar a mão para fazer um "reset" total!

E o melhor de tudo: A inteligência era tranferida do meu cérebro para o "device", não o contrário!

12 de abril de 2013

Que se lixe a economia (André Macedo)



Há surpreendentes notícias em Portugal. O Governo está convencido de que consegue cumprir à força a legislatura. Não interessa para onde vai e não lhe importa que só descubra inimigos por toda a parte. A lista é extensa. Consumidores, professores e outros funcionários públicos, militares, polícias e agora os juízes do Tribunal Constitucional. Mas também empresários - vários empresários e gestores -, padres, bispos. Na lista negra há ainda sociais-democratas, democratas-cristãos, reitores, bastonários, até certos ministros e secretários de Estado. Cá dentro, Passos e Gaspar já não confiam em ninguém: jovens, velhos, além do milhão de desempregados que deambula por aí.

11 de abril de 2013

A mamã dos batiques



É uma das senhoras mais famosas da FEIMA (Feira de Artesanato, Flores e Fastronomia de Maputo). Dona Felícia vende batiques produzidos por ela e pelos seus filhos. Longe da crise que assola o seu país, o Zimbabwe , considera-se feliz em Moçambique porque há paz e por poder vender os seus artigos artesanais.

Sapo MZ

Maphílua, o saboroso fruto que vem do Sul



Maphílua é um fruto típico da zona Sul de Moçambique. O sabor é um pouco azedo mas gostoso. Pode ser comido normalmente tirando as cascas ou fazer um delicioso sumo natural.

Sapo MZ

A raiva



Se nos abstrairmos das consequências das vagas de manipulação propagandística lançadas pelo governo em colaboração com o comissário europeu para os assuntos monetários e analisarmos aquilo que parece ser o actual memorando de entendimento com a troika que já não é mais do que um livro de recados da direita alemã à direita portuguesa, concluímos que há muitas mais semelhanças com o projecto de revisão constitucional de Passos Coelho do que com o memorando inicial.

Aquilo que não encontramos no projecto que Paulo Teixeira Pinto fez para Passos Coelho está nos papers do Gaspar. Passos Coelho defendia a destruição do Estado social com a redução do SNS ou do ensino público a serviços mínimos, enquanto Vítor Gaspar é defensor de um modelo económico assente na mão-de-obra barata o que vai de encontro ao modelo social imaginado por Passos Coelho. Portugal é um país pobre e a melhor forma de assegurar a sua competitividade é apostar nas vantagens comparativas resultantes da mão de obra barata e pouco qualificada.

Portugal: A crise, a austeridade e os tachos...



Despacho (extrato) n.º 4896/2013. D.R. n.º 70, Série II de 2013-04-10

Ministério dos Negócios Estrangeiros - Secretaria-Geral

Designação dos membros do Conselho Consultivo para o Investimento e Comércio Externo

MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS

Secretaria-Geral

Despacho (extrato) n.º 4896/2013

1 — Por despacho do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, de 18 de março de 2013, nos termos e ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 21.º do Decreto -Lei n.º 229/2012, que aprova os Estatutos da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, designada abreviadamente por AICEP, E. P. E., publicado no Diário da República, 1.ª série, n.º 208, de 26 de outubro, foi designado, sob proposta do Conselho de Administração desta Agência, como membros do Conselho Consultivo para o Investimento e Comércio Externo, as seguintes personalidades:

9 de abril de 2013

Cavaco Silva


Cavaco Silva não fez nada de mal hoje e o problema de Cavaco é precisamente esse, tolhido pelo medo Cavaco Silva já não sabe o que fazer. Só alguém que não está na posse de todas as suas capacidades intelectuais escreve prefácios atacando o e-líder do principal partido da oposição.

Depois da forma como mandou o OE para o Tribunal Constitucional Cavaco ficou com pouca manobra, com a forma como recebeu Passos no seu regaço em vez de chamar Seguro a Belém Cavaco passou a ser um dos problemas da equação. A verdade é que a crise política grave em que o país está entrando tem três causadores, Passos Coelho que se porta como um banana, Vítor Gaspar que é o verdeiro primeiro-ministro e ideólogo do governo e Cavaco Silva que é o pai deste governo.

Durante mais de um ano Cavaco deve ter-se divertido com o seu partido a gozar com o PS. Durante mais de um ano Cavaco nada fez para controlar os excessos de Passos Coelho e o extremismo de Gaspar. Durante mais de um ano Cavaco deu cobertura às mentiras económicas do governo. Agora tem um governo de iniciativa presidencial a desfazer-se e incapaz de enfrentar a crise. A direita queria uma maioria e um presidente e conseguiu-o, tem um governo incompetente e um presidente incapaz, é a crise perfeita.

Ao país já não basta um governo de salvação nacional, precisa também de um presidente de salvação nacional pois com este não vai lá.

O Jumento, 9 de Abril de 2013

A vingança



Com uma direita socialmente minoritária e uma direita liberal ou ultra liberal quase sem expressão eleitoral ou social não admira que as políticas de Passos Coelho sejam apresentadas como um castigo ou mesmo uma vingança contra os portugueses. Passos Coelho e Vítor Gaspar sabem que não vale a pena colocar as suas ideias a debate, a não ser em ambiente controlado, dentro de palacetes, com artistas convidados e onde a audiência está condicionada a um regulamento que lhe diz o que podem dizer ou fazer.

Se Passos Coelho já não representa ninguém muito menos as suas ideias ou o seu velho projecto de revisão constitucional representam, mas o ainda primeiro-ministro e agora uma espécie de quarto secretário do Palácio de Belém tem a chamada legitimidade política, conta com o apoio do que resta do partido, tem o apoio generalizado de uma direita que teme cada vez mais a reviravolta política inevitável e conta agora com o apoio do arrais deste bote à beira do naufrágio.

A direita tem o que sempre desejou ter, um primeiro-minsitro e um presidente, incompetentes mas tem. Aliás, tem muito mais, um contexto financeiro de crise que a direita sempre apreciou porque o pode tentar usar para governar em ditadura e um Durão Barroso em Bruxelas que não se cansa de dizer que o que o povo português sofre é merecido pois resulta das suas próprias culpas.

O País afunda-se (Francisco Moita Flores)



A decisão do Tribunal Constitucional veio confirmar o que já se suspeitava. Existem medidas orçamentais que ferem a Constituição. O executivo voltou a repetir erros do ano passado e sai muito coxo e derreado. O que se seguiu, nas homílias desesperadas e nas alegrias pelas vitórias, foi o repetir do triste carnaval em que mergulharam dirigentes políticos, preferindo arrastar-nos para o afundanço definitivo do País, a perder a paixão pelo lugar-comum e pelos projetos particulares. Já nem conseguem amargurar, por serem tão vulgares, as banalidades despejadas frente a microfones e câmaras. A deputada do PSD Teresa Coelho veio dizer que estava surpreendida com a decisão. Não se sabe porquê. Só se andou fora e não leu, nem ouviu o que foi dito por dezenas de constitucionalistas. E ameaçou logo com a receita do costume. Isto vai custar a subida de mais impostos.

António José Seguro foi príncipe. A sua declaração esvai-nos de tanto patriotismo. Solene, sem se rir, afirmou que estava pronto para governar. Não disse como, nem com que apoio. E acrescentou com a genialidade própria das frases redondas e sem sentido: quem fez o mal que o resolva! Ora aqui está o cerne da questão. Ele que é o herdeiro dos governos que nos levaram a esta tragédia, caso isto não fosse um circo, lá estaria a dar um passo em frente para ajudar. Mas não deu. A coragem quando é de palavras e não de atos é mera bazófia. Especialidade nacional cada vez mais apurada, a bazófia tornou-se produto nacional. É por isso que melhor se compreende a declaração eufórica de Jerónimo de Sousa. Para ele, a inconstitucionalidade dos quatros pontos do Orçamento não é produto da decisão de juízes, mas sim ‘da luta dos trabalhadores’.

Quando aqui se chega, já não há paciência para mais. O BE gritou outra vez que o governo tem que ir para a rua. O CDS mais uma vez escapou-se no habitual lugar-comum que o faz fugir pelos intervalos da chuva. Esta rapaziada tem soluções? Esta gente sabe o que fazer perante tão grandes problemas de que o País sofre? Tem o lugar-comum. A vulgaridade. A bazófia. E estão vazios de ideias. Começou a hora de pormos as boias de salvamento e prepararmo-nos para a tempestade final, para o afundanço final: sair do euro. A única solução contra a mediocridade antipatriótica em que estamos atolados.

Correio da Manhã, 7 de Abril de 2013

3 de abril de 2013

Tchurhi, a nova forma de lavar o cabelo em Maputo



Tchuhi é uma cadeira de madeira acompanhada de um lavatório de cabelo nada convencional. O movél é uma especialidade dos salões “Carapinha”, feitos para cuidar dos cabelos naturais e “dreadloks”.

Sapo MZ

A refundação fascista




Coincidência, ou talvez não, quis o destino que quase todos os países europeus mais envolvidos na crise europeia actual – Alemanha, Itália, Espanha, Portugal, Grécia e em parte a França – sejam precisamente os mesmos que no século passado protagonizaram o fascismo europeu. Até parece que estamos assistindo à reinvenção do fascismo europeu, no passado a capital do nacional-socialismo foi Nuremberga enquanto agora a capital desta refundação fascistas parece ser Frankfurt.

No passado o nacional-socialismo alemão, o fascismo italiano ou o Estado Novo de Salazar apresentava-se acima das classes sociais negando a luta entre estas em que assentava o marxismo, não se assumia de esquerda ou de direita, impunha a concertação entre patrões e empregados organizados de forma corporativa. A refundação do fascismo apresenta-se igualmente como uma solução que está acima da sociedade e ainda que nasça no domínio da economia deriva da aplicação às sociedades dos princípios dos cursos de gestão, os países deixaram de ser nações para passarem a ser empresas e como tal devem ser geridos.

Se Salazar afirmava o princípio de que a política é para os políticos os novos fascistas desprezam a política, consideram-na uma inutilidade prejudicial e que conduz a resultados negativos, a sociedade deve ser gerida de acordo com os princípios da gestão empresarial e os governantes devem ser Montis, designados pelas instituições financeiras, neste caso do BCE.

Para estes novos fascistas a política económica não visa o progresso e muito menos o bem-estar dos cidadãos que não passa de uma consequência possível caso a economia tenha excedentes. Para estes novos fascistas o ensino não visa o progresso mas unicamente a preparação da mão-de-obra, a saúde é um luxo para quem não é rico e deve ser comercializada de forma a tornar o seu acesso mais de acordo com os padrões de riqueza da sociedade e não resultando em aumentos de despesa pública.

Os novos fascistas demonstram um total desprezo pela condição humana digna do nacional nacionalismo, sugerem cinicamente aos despedidos de que deverão estar gratos a quem os despediu pois dessa forma tiveram um mundo de oportunidades, vingam-se dos antecessores destruindo tudo o que de bom possam ter feito, consideram a democracia um exercício de mentira.

Aquilo a que Portugal e a Europa está a assistir é à refundação do fascismo, agora sob a forma de uma ideologia onde os conceitos de sociedades são redefinidos à luz da gestão empresarial. Os povos dos países mal sucedidos são convertidos em povos inferiores e ciumentos governados por capatazes nomeados e apoiados pelos governantes dos regimes fascistas melhor sucedidos. Os novos Hitlers já não acenam com o Mein kampf, acenam com papers dos economistas do BCE, com os relatórios do FMI ou com as obras de Friedman ou Hayec.

Fonte: O Jumento, Terça-feira, Abril 02, 2013

Governo recruta dois especialistas de topo: Um com 21 e outro com 22 anos...

Governo recruta dois especialistas de topo para renegociar Memorando da Troika. Um com 21 e outro com 22 anos...

Podem ter o canudo... acabaram de sair da universidade...

Então onde está o Curriculum Vitae deles, a experiência, a formação profissional complementar, o desempenho, a responsabilidade, etc., que só se vai adquirindo ao longo dos anos???!!!
Especialistas em quê???!!!...

Recebido por e-mail

28 de março de 2013

Goldman Sachs - O "Darth Vader" de Wall Street ataca a Europa!


A imoralidade e a trafulhice fazem parte do ADN deste Banco

Um Banco de investimento criado em Nova Iorque em 1868, que conseguiu o seu sucesso e reputação com base no silêncio e no secretismo de obscuras práticas financeiras, o Goldman Sachs é hoje, não apenas um monstruoso edifício de mais de 50 andares no coração financeiro de Wall Street (no qual não existe uma única placa ou inscrição com a indicação do seu nome, apenas o nº "85"), mas a instituição bancária que desafia as leis nacionais e internacionais e que corroi o mundo trabalhando em segredo, qual bando de malfeitores sem quaisquer limites morais e éticos, manipulando políticos e governos por todo o mundo como se fossem marionetas.

Na Europa, o Goldman Sachs é acusado de ter "ajudado" a Grécia a encobrir o seu déficit, que ascendia já a 100% do PIB, manipulando as suas contas para baixar a dívida com vista à entrada na moeda única, com os resultados que hoje se conhecem. Não só para a Grécia e para os gregos, mas para toda a Europa.

O Goldman Sachs é uma casta de banqueiros, de economistas e de políticos que desconhece, por completo, todos os limites da ética e da moral, sendo mesmo acusado de ser o principal obreiro "incendiário" da actual crise da Europa e do euro, por efeito dominó a partir das suas trafulhices praticadas na Grécia.

Ele é um estado dentro do estado. Pior, é um estado secreto e sempre sedento de sangue. Inclusivamente do sangue dos seus próprios investidores, quando conspira contra eles ao apostar na queda dos títulos por si próprio vendidos.

Um verdadeiro "polvo" que, desde os Estados Unidos, estende os seus tentáculos por quase todos os cantos do mundo, seja através do FMI, do Banco Mundial ou de milhares de "robots humanos" que espalham a bancarrota, a miséria e a fome através das suas práticas financeiras habituais, através daquilo que melhor sabem fazer - o terrorismo financeiro.

Nada nem ninguém detém o Goldman Sachs que, no fim do jogo, qualquer que seja o jogo, sai sempre a ganhar! A própria colocação de um dos seus "robots", Mario Draghi, à frente do Banco Central Europeu, em 2011, terá sido um dos maiores "golpes" do Goldman Sachs na Europa actual. Esperemos para ver!

Para já, tal como eles próprios dizem, nunca se esquece "tudo aquilo" que aprenderam no Goldman Sachs - a denominada "cultura do Goldman Sachs".

Para já, são os banqueiros ligados ao Goldman Sachs que se encontram hoje nas melhores condições para levar a cabo o confisco dos países europeus e para impor todas as medidas de austeridade que lhes aprouver.

Para já, fomos nós, os europeus, quem chamou pelos "bombeiros" para apagar o fogo que nos consome, aqueles mesmos pirómanos que nos atearam o fogo há uma dezena de anos atrás.


Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2012

Goldman Sachs - a escola universal do terrorismo financeiro!



Goldman Sachs não é um Banco, mas uma agência de montruosas vigarices financeiras a nível mundial.

Especializado, desde há várias décadas, em subverter todas as regras da alta finança com as técnicas e os métodos criminosos de uma seita secreta e com o poder de destruir países, acusado até de estar na origem do famoso "Crash de Wall Street" em 1929, é o Banco que vende produtos financeiros que apostam no colapso da Europa, é o Banco que armazena milhões de toneladas de zinco e de alumínio para fazer subir os preços, é o banco que entende que é muito mais lucrativo destruir do que ganhar dinheiro pelos processos tradicionais, é o Banco predador que retira lucros fabulosos sacrificando os seus próprios clientes, é o banco que lucra ao influenciar os mercados e apostando no colapso dos países, é o banco que mais lucrou com a famosa crise do "Subprime" de 2008. Sempre com a mesma técnica suja - jogar no seu campo e, simultânea e secretamente, no campo contrário, apostando contra.

E é deste antro de marginais de fato e gravata que têm saído os maiores crápulas que já tiveram ou têm neste momento o controle de uma grande parte dos países dos cinco continentes, e em especial da Europa. É uma máfia financeira legalizada que actua com toda a cobertura e cumplicidade de uma imensa orda de chefes políticos mundiais incompetentes e corruptos.

Harry Paulson, Mario Monti, Mario Draghi, Lucas Papademos, Vitor Constâncio, António Borges, Carlos Moedas, são apenas alguns exemplos de políticos e gestores actuais, de entre as muitas centenas espalhados por 32 países e que passaram por esta “super escola” da fraude e do terrorismo financeiro, super-especializada na destruição das economias de países livres e independentes.

Vale a pena ver este arrepiante documentário para tomar consciência dos métodos fraudulentos e de alta traição desta gente que trabalha na sombra a todos os níveis, manipulando criminosamente a economia internacional com o mesmo à vontade e desfaçatez de quem joga poker com as cartas marcadas.

E, no fim da cadeia, quem acaba por sofrer o resultado nefando destas práticas mafiosas são, inexoravelmente, as populações que, mais cedo ou mais tarde, acabam sempre por pagar, até à miséria e à fome, a elevada factura dos processos maquiavélicos desta “organização de malfeitores” que ganha fabulosas fortunas à custa da desgraça de pessoas, organizações e países. Impunemente!


Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012

27 de março de 2013

Angola: Policia em Benguela pode ser despejada



Em Benguela, Imóveis de Cidadãos Nacionais e de Portugueses Foram Saqueados e Transformados em Esquadras

As debilidades na gestão orçamental entre o comando geral da polícia nacional e os comandos provinciais poderão provocar o despejo de várias esquadras policiais e de comandantes municipais que residem em residências ocupadas pela polícia nacional depois da independência nacional de forma ilegal.

Na euforia da independência, imóveis de cidadãos nacionais e de portugueses nascidos em Angola foram saqueados e transformados em esquadras, comités de partidos políticos, quartéis e em residências dos respectivos “chefes”.

Moçambique: O encontro com os hábitos e costumes de um povo humilde e acolhedor


Durante 14 dias em Maputo, tivemos a oportunidade de constatar os hábitos e costumes da sua população e a maneira de convivência com outros povos. Maputo está localizada a sul de Moçambique.

Humilde, a maioria da população trabalha em restaurantes, lojas e boutiques, propriedade de indianos, portugueses, sul-africanos, libaneses, marroquinos, tunisinos e argelinos, comunidades que vivem em grande escala em Moçambique.Paulo Garcia, angolano que vive em Moçambique há 18 anos, disse ao Jornal de Angola que ao longo do tempo que vive nesse país aprendeu os seus hábitos e costumes e consegue conciliar as duas culturas: a angolana e a moçambicana.

Mulher na busca de água em Maputo



É a conta-gotas que os moçambicanos têm acesso à água potável. Na cidade de Maputo, o maior centro urbano do país, o abastecimento de água potável é ainda deficiente, com cerca de metade da população a não ter acesso ao precioso líquido.

Sapo MZ

Jornal El País retira artigo online que compara Merkel a Hitler


O jornal espanhol El País retirou neste domingo de seu site uma artigo bastante crítico em relação à Alemanha, no qual a chanceler Angela Merkel era comparada a Adolf Hitler, o que provocou reações indignadas de alguns de seus leitores.

O jornal espanhol El País retirou neste domingo de seu site uma artigo bastante crítico em relação à Alemanha, no qual a chanceler Angela Merkel era comparada a Adolf Hitler, o que provocou reações indignadas de alguns de seus leitores.

Na coluna publicada na edição regional andaluza de El País em seu site, Juan Torres López, professor de Economia da Universidade de Sevilha, escreveu que "Angela Merkel, como Hitler, declarou guerra ao resto do continente para garantir seu espaço econômico vital".

Angela Merkel "nos castiga para proteger suas grandes empresas e bancos e também para ocultar ante seu eleitorado a vergonha de um modelo que fez com que o nível de pobreza em seu país seja o mais alto dos últimos 20 anos, em que 25% de seus empregados ganhem menos de 9,15 euros/hora, ou que à metade de sua população corresponda um miserável 1% de toda a riqueza nacional", acrescentou Torres López.

"El País retirou de seu site o artigo 'Alemanha contra a Europa', assinado por Juan Torres López e publicado em sua edição na Andaluzia, porque continha afirmações que este jornal considera inapropriadas. El País lamenta que um erro na supervisão tenha permitido a publicação do citado material. As opiniões expressadas por Torres López só representam o autor", afirmou o jornal, em um comunicado.

Além de irritar alguns leitores pelo desrespeito para com Merkel, a coluna também provocou reações de outros internautas, que consideraram a retirada do artigo on-line um gesto de censura.

AFP - Agence France-Presse, 24/03/2013

Luís Amado// Acabou o tempo da imposição’



Luís Amado, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, considerou esta quinta-feira, em Luanda, as tensões existente nas relações com Angola como uma herança colonial, cuja solução assenta no princípio do equilíbrio, reciprocidade e respeito mútuo.

Falando sobre as relações entre Angola e Portugal, no ciclo de conferências promovidas pela Embaixada de Portugal e o Centro de Estudos Estratégicos de Angola, o ex-ministro recorda que o processo de descolonização foi violento, brutal, situações que pesam ainda hoje nas relações entre esses países.

Luís Amado diz, no entanto, que o “tempo de imposições acabou”, e que as empresas portuguesas devem encarar o contexto como sendo de igualdade, cooperação e reciprocidade. “As empresas portuguesas têm de olhar para Angola como uma oportunidade de mercado, no qual deverão concorrer com as outras sem contudo a possibilidade de imporem as suas vontades, pois o contexto ê outro, de igualdade entre os Estados e de reciprocidade”, disse Luís Amado, ex-ministro do governo de José Sócrates.