16 de janeiro de 2011

Maputo: Cidade das Acácias


Cidade das Acácias

Começa a época das acácias vermelhas na cidade de Maputo.

Sérgio Costa
Sapo MZ

Maputo: A venda de sapatos no mercado informal



A venda de sapatos no mercado informal

Sérgio Costa
SAPO MZ

Maputo: Luís Nhaca Porteiro do Serena Polana Hotel




Luís Nhaca Porteiro do Serena Polana Hotel

A grande atracção da “grande dama da capital moçambicana, Maputo, serena polana hotel, começa logo à entrada com as boas vindas do porteiro, Luís Nhaca, com um largo sorriso no rosto e um casaco cheio de pins.

Sérgio Costa
Sapo MZ

9 de janeiro de 2011

O nosso colorido marinheiro Malangatana (Canal de Opinião: por Eduardo White)


Canal de Opinião: por Eduardo White

NOSSO COLORIDO MARINHEIRO MALANGATANA

Lisboa (Canalmoz) - Disseram-me, esta manhã, que tinha chegado um barco grande a Matosinhos. De um porto tão distante que os homens só dele sabem de ouvirem falar. Veio munido de entorpecentes luzes, lento e majestoso como uma baleia divagando em seus mares. De dentro, tambores e canticos ecoavam, rufando e seduzindo, enquanto balarinas líquidas, dançando, se embrulhavam em milhentas mil cores sob os pássaros gentios que as acompanhavam.
Havia sol. Estranharam os contadores, pois que não é costume em tempos de tão rígidos frios serem ali solarengas as madrugadas e que nem pássaros se agitem em tão acordados vôos. A nave, continuam eles, era um gigantesco vapôr feito de invulgares materiais. Estrelas do mar, búzios, escamas prateadas de peixes, carapaças de caranguejos, conchas de um ouro luzídio e muitas máscaras de variáveis rostos. Também se viam areias encarnadíssimas de uma fineza só igualável às mais longínquas sedas e madeiras rosa e negra e castanhamente canforizadas e também fortes como o ferro e negras como o bréu.

8 de janeiro de 2011

Moçambique: A luta continua e o Povo vai de novo vencer


Editorial

Em 2011 é preciso continuar-se a acreditar

A luta continua e o Povo vai de novo vencer

Maputo (Canal de Moçambique) - Em 2011, o que gostaríamos de ver? Ver o disco a tocar a mesma “marrabenta”? Não terá chegado a hora de se passar a exigir que neste País os outros ritmos também se dancem? “Sungura” não dá? “Mbira” não dá? “Tufo” não dá? “Mapiko” não dá? Continuarmos a ver em 2011 o Povo a sofrer e a elite do poder, depravada e enclausurada em Maputo – agora até já metida em “guetos” a que chamam de “condomínios” –, convencida que é com ela que o País vai sair deste estado de coisas? Acham mesmo que é possível por muito mais tempo a Paz manter-se deste jeito?
Será mesmo que, se não for feito muito mais do que se tem vindo a fazer até aqui, o povo não vai sair à rua outra vez para lutar pelos seus direitos já que até a Oposição parece estar já muito “contente” com “meia dúzia” dos seus membros no parlamento a curtirem o erário público como os da Frelimo?
Será que com esta Oposição que se combate a ela própria, traindo, com os seus apetites sórdidos, até a própria elite honesta de Maputo e de outras partes do País que ainda acredita nela, vamos evitar que o estado de coisas, perigoso, que nos rodeia, se mantenha? Quem faz mesmo qualquer coisa válida para que o País deixe de caminhar desta forma galopante para o caos incontrolável?
Já alguém pensou que este país precisa mesmo de uma Oposição a sério e não de uma Oposição de meninos mimados à espera de “maçaroca” e deslumbrados por terem chegado ao Parlamento e estarem já na bicha das benesses?

Autoridades tailandesas confiscam pontas de elefante provenientes de Moçambique

Contrabando de Marfim

Autoridades tailandesas confiscam pontas de elefante provenientes de Moçambique

Pretoria (Canalmoz) - De acordo com um despacho da AFP, as autoridades tailandesas anunciaram ontem ter confiscado 69 pontas de elefante e quatro peças de marfim que haviam sido contrabandeadas de Moçambique. O marfim, com um valor superior a 300.000 dólares, foi detectado em duas caixas no Aeroporto de Suvarnabhumi, em Banguecoque.

O departamento de alfândegas da Tailândia referiu que o carregamento, com um peso de 435 kg, tinha como destino o vizinho Laos, acrescentando que isso era um estratagema visando “ludibriar as autoridades pois o marfim voltaria a entrar em território tailandês”.

Segundo a agência de notícias francesa, não foram ainda efectuadas detenções uma vez que ninguém compareceu a reclamar a encomenda.

A Tailândia é usada como ponto de trânsito para o tráfico de espécies protegidas. Trata-se de uma prática ilegal ao abrigo das leis internacionais, incluindo a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES). Moçambique aderiu a esta convenção em 1981.

(Redacção)

2011-01-07

Moçambique: Nasce um “grupo Anti-Frelimo” no Facebook (Ano 2011)


Movimento de contestação ao regime

Nasce um “grupo Anti-Frelimo” no Facebook

Maputo (Canalmoz) – Foi criado na maior rede social da Internet, o Facebook, um movimento de pessoas que se declaram anti-frelimistas. O Grupo é denominado “Anti-Frelimo” e diz não suportar o nível de vida faustosa, alegadamente proveniente da corrupção, levada pelos membros do Governo da Frelimo, perante a miséria do povo.
“Somos um grupo de pessoas que não suporta o nível de vida a que o povo moçambicano está sujeito. Não se pode explicar como um país com imensos recursos naturais não consegue criar melhores condições para a grande maioria do seu povo. Moçambique tem 35 anos de miséria. A qualidade de vida é precária, mas os homens que governam este país esbanjam na cara do povo a sua riqueza, conquistada através de actos ligados à corrupção”. É com este discurso que o incomum grupo se apresenta, e está a ganhar simpatias na Internet.

O grupo faz até convite a todos que sentem que o nível de vida da esmagadora maioria dos moçambicanos poderia ser diferente e melhor se não fossem as políticas da Frelimo. “Vamo-nos erguer e fazer uma campanha por uma vida melhor, opondo-se ao partido do «batuque e da maçaroca» ”, está lançado o convite no Facebook.

No mural da irreverente agremiação Anti-Frelimo, estão publicadas apenas informações que foram veiculadas pelos órgãos de comunicação social, versando sobre a corrupção e outras falcatruas, envolvendo membros do Governo.

Questiona-se igualmente alguns factos que nunca tiveram devido seguimento ou esclarecimento. Tal é o caso dos Telegramas publicados pelo portal Wikileaks que acusam altas figuras do Estado e do partido Frelimo, incluindo o próprio chefe de Estado de colaborarem com o narcotráfico. Portanto, é um grupo que manifestamente diz “não ao batuque e maçaroca”. Apenas publica-se informação das infâmias da Frelimo.

A cara do grupo Anti-Frelimo é uma bandeira do partido Frelimo e um bem visível “X” vermelho, sobreposto ao batuque e a maçaroca.

Não existem, na página, informações sobre a data da criação do grupo nem dos gestores da referida página no Facebook, mas o certo é que a página tem a cada dia que passa, mais informação das máculas dos dirigentes da Frelimo e do Governo, assim como seguidores devidamente identificados.

6 de dezembro de 2010

Estrelas fulgurantes ou cadentes? (Canal de Opinião: por Noé Nhantumbo)


Canal de Opinião: por Noé Nhantumbo

ESTRELAS FULGURANTES OU CADENTES?

Ou exercício mediático de fabrico de “referências” e heróis?

Beira (Canalmoz) - Partindo de lances protagonizados pela comunicação social observam-se fenómenos de construção de imagens envoltos em mistérios. Isto porque não se sabe nem se consegue provar a motivação da avalanche de termos abonatórios nem dos elogios que certas figuras recebem.
A cantiga da auto-estima bombardeada constantemente até se justifica mas não sustenta nem serve de defesa do cultivo ou promoção de imagem que cheira a algum culto de personalidade.
Porquê dar tanto espaço e cobertura a tudo o que dizem ou fazem certas pessoas também designadas de personalidades?
A mando de quem e com que objectivo é que se montam as campanhas de marketing sócio-político habitualmente vistas nos “mídia” moçambicanos?

Matutuine: Encarregados exigem cabritos aos candidatos a emprego



Encarregados do “Bela Vista Rice Project” exigem cabritos aos candidatos a emprego

– denunciam régulos de Matutuine

Matutuine (Canalmoz) – Os responsáveis pela contratação dos trabalhadores para o “Bela Vista Rice Project’, que foi lançado semana passada em Matutuine, estão a extorquir cabritos à população local, em troca de promessas de postos de emprego. A denuncia parte dos régulos de Santaca e Djabula, no distrito de Matutuine, província de Maputo, em entrevista ao Canalmoz.
O projecto de produção de arroz em grande escala é da companhia Líbio-moçambicana, Lap-Ubuntu, que se propõe a cultivar, numa primeira fase, uma área de 5 mil hectares, com capacidade produtiva de 1,4 tonelada por hectare, em cada campanha agrícola.
Este projecto foi lançado a semana finda pelos seus proprietários e contou com a presença da governadora da província de Maputo, Ana Maria Jonas.
Entretanto, as autoridades tradicionais de Matutuine disseram à nossa reportagem que os responsáveis pela contratação dos trabalhadores da companhia Lap-Ubuntu exigem cabritos em troca de postos de trabalho.

Moçambique: Comissão Permanente aumenta regalias dos deputados



Em momento de crise

Comissão Permanente aumenta regalias dos deputados

Maputo (Canalmoz) – Os 250 deputados da Assembleia da República (AR) foram aumentados. No fim do mês vão ganhar mais, vão auferir mais dinheiro nas suas contas. A Comissão Permanente da AR reuniu-se sábado último, para aprovar subsídios de alojamento e aumentar o anterior subsídio de círculo eleitoral. Assim, a partir de 2011 o Estado passa a pagar mais 12 mil meticais para a renda de casa de cada deputado. Não importa se o deputado tem casa própria na capital do país, onde decorrem as sessões da AR, o facto é que cada deputado terá por mês, para além do salário actual, mais 12 mil para pagamento da renda de casa. Em relação ao subsídio de círculo eleitoral, não foram avançados valores.
São regalias para um sector que não é produtivo, é meramente político e com uma “maioria esmagadora” e “qualificada” detida pelo Partido Frelimo.

1 de dezembro de 2010

O fascínio do poder (Mia Couto)


O fascínio do poder (Mia Couto)

“Sucedeu connosco o que sucedeu com todas as outras nações. A política deixou de ser uma consequência dessa entrega generosa, dessa abdicação de si mesmo. Passou a ser um trampolim para interesses pessoais”

Ser político ou ser da política representou no nosso país, durante muitos anos, um risco de peso. A canção da velha Xica, do angolano Waldemar Basto, é bem representativa desses perigos: “xê, menino, não fala política…!”

Os que ofereciam para lutar pela causa da independência (a causa política por excelência, na altura) faziam-no, avaliando as consequências para si mesmo e para a família. Não havia vantagem nessa disponibilidade em ser-se político. Apenas sacrifício.

Aliás, ninguém se oferecia para ser “político”. Os militantes nacionalistas entregavam-se não à política em si, mas a uma missão que era a libertação do seu país. O sentido de entrega e de missão comandavam essa opção. Ser-se “político”, era uma implicação posterior, alheia à vontade do militante.

Numa palavra, a ligação com a política era apenas um corolário de uma atitude nobre e generosa: a de servir os outros. Não importa aqui questionar a justeza das definições políticas desse movimento. Falo, sim, da adesão pessoal, da superação dos interesses pessoais e da sua subordinação a interesses públicos.

Navegabilidade do Zambeze (Canal de Opinião: por Joé Nhantumbo)


Canal de Opinião: por Joé Nhantumbo

NAVEGABILIDADE DO ZAMBEZE – AS EVIDÊNCIAS DE CONFLITOS DE INTERESSES ACUMULAM-SE

Até se enganam ao nomearem porta-vozes e defensores…

Beira (Canalmoz) - Não tem lógica e nem se pode aceitar que alguém possa ser juiz em causa própria. Todos os que tem interesses privados nos portos de Nacala e da Beira, nas linhas férreas que confluem para estes dois portos são obviamente contra a possibilidade do Malawi e Zâmbia realizarem suas importações e exportações por via do rio Zambeze. E até são contra que outros negócios locais possam proporcionar progressivamente mais negócios aos locais e a elites nacionais que se possam vir a formar com autonomia relativamente aos grupos actuais preponderantes.
Obviamente que no domínio das relações económicas e comerciais tem sempre peso o interesse dos interlocutores. Na esteira do Caso Chire-Zambeze despoletado por questões relacionadas com a sua navegabilidade existe um processo de clivagem e crescente de desentendimento entre o executivo de Lilongwe e o de Maputo. Não é bom o tom e as relações de momento também estão azedas. As acusações mútuas acabam revelando a qualidade e tipo de relacionamento existente no seio da SADC.
Uma questão que deveria ser tratada no quadro dos mecanismos internacionalmente aceites e em conjugação com os interesses económicos e políticos de dois ou três países da região estão sendo conduzidos de maneira pouca diplomática e profissional.
Uns podem dizer que o Malawi colocou “a carroça à frente dos bois” ao avançar com a construção do porto de Nsanje antes de garantir acesso ao rio Zambeze.
Do lado malawiano multiplicam-se vozes de que o governo de Moçambique estás sendo obstrucionista e colocando interesses particulares acima do direito que países do interior e sem acesso directo ao mar possuem.
Em Moçambique o governo monta operações mediáticas para transformar o problema em outra coisa que de facto não é. Convenhamos que a pouca gente convence a tese da necessidade realização de estudos ambientais embora isso seja prática corrente a nível mundial. Quantas vezes não se atropelam as conclusões dos estudos de impacto ambiental e projectos abertamente contra o ambiente são autorizados?

Polémica entre estudantes na Universidade Eduardo Mondlane


Enchimento de urnas à moda da Frelimo

Polémica entre estudantes na Universidade Eduardo Mondlane

Maputo (Canalmoz) – Está instalado um ambiente turvo na Associação dos Estudantes Universitários (AE-UEM) da Universidade Eduardo Mondlane, a mais antiga instituição de ensino superior do país. A discórdia entre os estudantes e a direcção da associação estudantil veio à superfície na semana passada, aquando da realização das eleições para o novo elenco directivo daquela agremiação académica.
O actual presidente da associação e seu elenco são acusados de orquestrar esquemas fraudulentos para favorecer uma das listas que é maioritariamente composta por amigos seus, e assim poderem continuar a dirigir a associação nem que seja a “controlo remoto”, para que não seja denunciada a suposta gestão danosa de que são acusados de terem sujeitado a agremiação até agora.
As eleições em que se deveria encontrar o elenco para substituir o actual elenco liderado por Jobe Fazenda, foram marcadas por muitas polémicas. As listas que concorreram ao escrutínio são a lista “A”, liderada por Dino Sampanha Soares, lista “B,” encabeçada por Helton Gimo António, a lista “C”, liderada por Dany Marangaze, a suposta lista dos grandes amigos do actual elenco, e finalmente pela lista “D”, encabeçada por Pedro Miguel Coimbra.
A lista “C” é conhecida entre os estudantes por integrar “meninos bonitos”, que assim como o actual elenco, segundo dizem os estudantes, não passam de bajuladores, característica com a qual a maior parte dos estudantes não se identifica. E não só: a lista “C” foi amplamente apoiada, segundo contam, pelo actual elenco que “goza de uma péssima reputação no seio dos estudantes por se promíscuir até ao pescoço com o partido Frelimo”. Entretanto, ainda segundo relato dos estudantes, estavam criadas todas as condições para a lista dos supostos “escovas” não ser votada.
Os estudantes contam que apercebendo-se da situação, o actual presidente da Associação, que também participa na organização das eleições, sugeriu, poucos dias antes das eleições, que as mesmas fossem realizadas alargadas à participação também dos estudantes das delegações provinciais, caso de Inhambane e Zambézia.

Moçambique: Governo vai monopolizar os casinos


Governo vai monopolizar os casinos

O Estado passa a ser o detentor exclusivo dos jogos de azar ou de fortuna

Membros do Governo e deputados da Assembleia da República integrantes de qualquer comissão parlamentar especializada passam a estar interditos de frequentar os casinos

Maputo (Canalmoz) – Os casinos onde se realizam os jogos de azar ou de fortuna vão passar a ser controlados exclusivamente pelo Governo. A medida surge como forma de “harmonizar as diversas legislações avulsas que regulam estes jogos que movimentam avultadas somas de dinheiro entre os seus praticantes”, disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Alberto Nkutumula.
O decreto que vai regulamentar os jogos de fortuna ou de azar, ou seja, o regulamento da lei 1/2010, foi aprovado ontem, em Maputo, pelo Conselho de Ministros, na sua 43ª sessão ordinária.
Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, este regulamento aplica-se a todos os empreendimentos e actividades de desenvolvimento e exploração de uma ou mais modalidades de jogos de fortuna ou azar, bem como às matérias aplicáveis aos empreendimentos de exploração de actividades de prestação de serviços conexos e complementares.

7 de novembro de 2010

O May be man (Mia Couto)


O May be man

Existe o “Yes man”. Todos sabem quem é e o mal que causa. Mas existe o May be man. E poucos sabem quem é. Menos ainda sabem o impacto desta espécie na vida nacional. Apresento aqui essa criatura que todos, no final, reconhecerão como familiar.

O May be man vive do “talvez”. Em português, dever-se-ia chamar de “talvezeiro”. Devia tomar decisões. Não toma. Sim­plesmente, toma indecisões. A decisão é um risco. E obriga a agir. Um “talvez” não tem implicação nenhuma, é um híbrido entre o nada e o vazio.

A diferença entre o Yes man e o May be man não está apenas no “yes”. É que o “may be” é, ao mesmo tempo, um “may be not”. Enquanto o Yes man aposta na bajulação de um chefe, o May be man não aposta em nada nem em ninguém. Enquanto o primeiro suja a língua numa bota, o outro engraxa tudo que seja bota superior.

Sem chegar a ser chave para nada, o May be man ocupa lugares chave no Estado. Foi-lhe dito para ser do partido. Ele aceitou por conveniên­cia. Mas o May be man não é exactamente do partido no Poder. O seu partido é o Poder. Assim, ele veste e despe cores políticas conforme as marés. Porque o que ele é não vem da alma. Vem da aparência. A mesma mão que hoje levanta uma bandeira, levantará outra amanhã. E venderá as duas bandeiras, depois de amanhã. Afinal, a sua ideolo­gia tem um só nome: o negócio. Como não tem muito para negociar, como já se vendeu terra e ar, ele vende-se a si mesmo. E vende-se em parcelas. Cada parcela chama-se “comissão”. Há quem lhe chame de “luvas”. Os mais pequenos chamam-lhe de “gasosa”. Vivemos uma na­ção muito gaseificada.

27 de outubro de 2010

Parque da Gorongosa celebra 50º aniversário com programa “Yoga Safari”


Parque da Gorongosa celebra 50º aniversário com programa “Yoga Safari”

O Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique, que este ano comemora o 50º aniversário, está a promover o programa “retiro de yoga”, de 27 de Outubro a 1 de Novembro acompanhado pela “guru” de yoga Jenny Van Niekerk.
Durante o retiro, Jenny Van Niekerk oferecerá “momentos de recolhimento e meditação” no início e no fim de todos os dias do programa, informa o Parque em comunicado.
O preço por pessoa é 1.650 dólares (cerca de 1.235 euros) e inclui cinco noites em regime tudo incluído (TI), curso de yoga, safaris e entradas no parque, não estando incluído o transporte para o Parque Nacional da Gorogonsa.
O Parque ocupa uma área de cerca de quatro mil quilómetros quadrados, na zona limite Sul do Grande Vale do Rift Africano, tem a sua planície irrigada pelos rios que nascem na Serra da Gorongosa, a qual atinge 1.862 metros de altitude, e terras de pasto repletas de acácias, savana, floresta seca sobre areias, poças de água das chuvas sazonais e densos bosques de termiteiras.
Nos seus planaltos encontram-se matas de miombo, florestas de montanha e floresta tropical húmida na base de uma série de desfiladeiros ou “gargantas” de calcário.
Durante os safaris é possível avistar javalis africanos, diversas espécies de antílopes, macacos, crocodilos, centenas de espécies de pássaros, elefantes, leões, entre outros animais selvagens.

in: Presstur.com
24 Setembro 2010

17 de outubro de 2010

Moçambique – Raízes, Identidade, Unidade Nacional (Albino Magaia)


Familiares e amigos publicam obra do malogrado Albino Magaia

“Moçambique – Raízes, Identidade, Unidade Nacional” é o título da obra publicada ontem, pela editora Ndjira, com o patrocino da empresa de telefonia móvel, Moçambique Celular (MCel)

Maputo (Canalmoz) – Sete meses depois de um dos célebres escritores e jornalista moçambicano, Albino Magaia, encontrar a morte, familiares, amigos, admiradores, colegas de profissão e o público em geral, testemunharam, ontem, em Maputo, o lançamento da obra “Moçambique – Identidade, Unidade Nacional”, da autoria do malogrado.
A obra, cuja apresentação esteve ao cargo de Tomás Viera Mário, explora a questão da identidade dos moçambicanos ao abrigo de episódios decorridos no período anterior à Luta Armada de Libertação Nacional. Explora ainda questões inerentes aos “movimentos e primeiras manifestações de identidade e política nacionais, a influência árabe, portuguesa, inglesa e crioulas da costa de Moçambique na sua estrutura histórica e cultural”.
Magaia traz, em sua obra, uma discussão sobre “as questões da língua portuguesa versus nacionais”, como se refere na obra.

Moçambique: Frelimo força professores a serem membros do partido


Frelimo força professores a serem membros do partido

– denuncia grupo de docentes no Dia Nacional do Professor

Maputo (Canalmoz) – A direcção do partido Frelimo, a nível da província de Maputo, está a usar o facto de estar no poder para angariar mais membros na Função Pública. Um grupo de professores denunciou, durante as celebrações do Dia Nacional do Professor (12 de Outubro), que está a ser persuadido a adquirir cartão de membro do partido no poder e pagar quotas.
Estes docentes, sobretudo os recém admitidos e estagiários afectos em algumas escolas nos distritos, afirmam que num encontro realizado há dias para a definição de estratégias da realização de exames normais e extraordinários que se avizinham, foram pressionado a se filiarem ao partido no poder.
Os nossos interlocutores, sob anonimato, avançaram que desde os directores distritais, passando pelos directores das escolas, receberam orientações para persuadir todos os professores independentemente do regime (contratado ou efectivo) a serem membros do partido de “batuque e maçaroca” por formas a ganhar, de forma esmagadora, os próximos pleitos eleitorais.
“Quando acabávamos de entrar, foram-nos distribuídos impressos de modo a sermos membros do partido no poder. Preenchemos e recebemos os cartões. Às vezes, as direcções das escolas convocam reuniões com professores, com uma certa agenda, mas acabam falando de assuntos partidários”, contam.
Os professoram disseram ainda que, nos encontros nas escolas, sempre se mete um slogan político.
As fontes afirmam entretanto que faz falta discutirem-se assunto relacionados com a progressão nas carreiras profissionais e a falta transparência no processo de atribuição de bolsas.

(Cláudio Saúte)

2010-10-14