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27 de agosto de 2013

Turismo aviva progresso de Macaneta (Almiro Mazive)


Macaneta (Moçambique), 26 Ago (AIM) – A população de Macaneta manifestou hoje a sua satisfação pelo facto de com o turismo e a construção da ponte sobre o Incomati, ligando aquela localidade turística e a vila sede do distrito de Marracuene, antever-se uma região próspera e livre da pobreza.


Numa mensagem lida no comício orientado ainda hoje pelo Presidente moçambicano, Armando Guebuza, e que marcou o final da sua presidência aberta e inclusiva de quatro dias a província de Maputo, o cidadão Carlos Mupotswi, por exemplo, testemunhou que o turismo esta, mais do que nunca, a ser a área que mais emprega jovens nativos.

“Agradecemos a abertura do governo ao turismo aqui na zona de Macaneta. Os benefícios que o turismo esta trazendo não foram vistos pelos nossos pais e nunca pensaram que algum dia havia de dar emprego a muitos nossos filhos e trazer progresso a zona”, disse Mupotswi.

Macaneta aposta no turismo dadas as suas potencialidades naturais, com destaque para o turismo de sol e praia, onde são prestados serviços de alojamento em restauração e campismo. A localidade possui um total de 31 estabelecimentos turísticos com uma capacidade de 362 camas.

Passeio de barco e cavalo, mergulho e pesca desportiva são actividades recreativas de realce naquela localidade com apenas 3.602 habitantes, segundo censo populacional de 2007.

Para além de mão-de-obra, sazonal e efectiva, o envolvimento da comunidade no desenvolvimento do turismo tem-se traduzido no fornecimento de produtos agrícolas e pescado as estâncias turísticas, na construção de infra-estruturas, entre outras acções.

Quanto a ponte sobre o Incomáti, a população disse aguardar com muita satisfação a sua edificação já que, actualmente, a travessia e’ feita a partir de um batelão, canoas, ou mesmo com recurso aos mais poderosos carros com tracção as quatro rodas.

O Presidente Guebuza garantiu, na ocasião, que a ponte vai ser uma realidade na zona dentro dos esforços que têm sido feitos pelo executivo para que paulatinamente se resolvam os problemas que enfermam as populações e o próprio desenvolvimento do pais.

Segundo o Presidente, depois da ponte a perspectiva ‘e alcatroar a via que vai da margem do rio Incomati, do lado da Macaneta, ate’ a vila sede da localidade com o mesmo nome.

“Com a ponte Macaneta será um grande centro turístico do pais e não só. Depois da ponte vira’ a estrada alcatroada. Pouco a pouco chegaremos longe. A persistência e paciência fazem a vitoria”, afirmou Guebuza, acrescentando, de seguida, que igual situação ocorre quanto ao turismo, área em que já se pode acreditar que pode ajudar as famílias a saírem da pobreza.

A falta da ponte sobre o Incomati agrava o facto de Macaneta não ter centro de saúde, maternidade e escola secundaria.

As mulheres gravidas, por exemplo, acabam dando parto a caminho da vila de Marracuene ou mesmo nas margens do rio, principalmente quando o batelão esta ainda na outra margem.

As crianças que estudam na escola secundaria, na vila de Marracuene, muitas vezes atrasam as aulas devido a complicações na travessia do rio.

Ainda hoje, Guebuza inaugurou a Feira Internacional de Maputo (FACIM).

Terça-feira, o estadista moçambicano inicia a presidência aberta e inclusiva a província de Gaza, depois de ter visitado, na província de Maputo, o bairro de Tsalala, na cidade da Matola, e as localidades de Mahelane, Macubulane e Macaneta, nos distritos da Namaacha, Magude e Marracuene.

(AIM), 26 de Agosto de 2013

1 de fevereiro de 2010

Niassa: Mergulhar no lago das estrelas




Niassa: Mergulhar no lago das estrelas

O Niassa é provavelmente dos locais mais longínquos do mundo e, talvez, por isso seja tão tentador e charmoso aqui chegar. Custa viajar pelas estradas esburacadas, passar horas a conduzir sem ver viva alma, sentir um arrepio quando as queimadas levam as labaredas à beira da estrada, que altivas e fumegantes nos interrogam se devemos arriscar uma passagem estilo 007 ou fazer marcha-atrás e esperar que o vento acalme e o incêndio morra por falta de alimento. É assim que se sente quem viaja por terra a partir de Lichinga, Província de Sofala até ao lago do Niassa mas quando avistamos aquele imenso azul, ao longe, do alto da montanha esquecemos tudo e sorrimos do passado. É divino este local.

24 de novembro de 2009

Moçambique: “Reavivada”cascata da Namaacha

“Reavivada”cascata da Namaacha Os aficcionados da natureza da vila de Namaacha e não só têm mais um motivo para sorrir: a mítica cascata daquele município voltou a produzir as quedas regulares de água, graças à precipitação que se fez sentir nos últimos dias na região sul do país. Sabe-se que há sensivelmente três anos que aquele ponto turístico fronteiriço já não atraía turistas, devido ao cenário de seca que se fazia sentir, fazendo perder todo o encanto ao lugar. Assim, com este “regresso” da queda de água na cascata de Namaacha espera-se seguramente que o movimento turístico volte a tomar o seu devido lugar, com os visitantes a contemplarem um dos pontos mais atractivos daquela vila, um capricho simpático que a natureza proporcionou. Aqui nesta imagem do nosso colaborador Casimiro Pinto vislumbra-se o novo panorama do lugar, com todo o seu esplendor, depois de um período prolongado de estiagem. É mesmo caso para dizer que todos os caminhos vão dar às cascatas da Namaacha! Maputo, Terça-Feira, 24 de Novembro de 2009:: Notícias

27 de maio de 2009

Turismo em Moçambique: Mais quatro mil camas para reforçar alojamento

Turismo em Moçambique: Mais quatro mil camas para reforçar alojamento A capacidade de alojamento em Moçambique poderá ser acrescida em quatro mil camas dentro dos próximos meses, no quadro dos investimentos em curso para o aproveitamento das oportunidades a serem criadas pela realização do Mundial-2010 na África do Sul, passando assim o número de camas de 17 mil para 21 mil. Esta informação foi ontem prestada pelo Ministro do Turismo, Fernando Sumbana, no quadro da realização, em Maputo, do quinto Conselho Consultivo Alargado daquele ministério. Constitui um dos objectivos do encontro, que junta quadros daquele órgão do Estado, a análise do desempenho do sector e das instituições subordinadas nos últimos quatro anos. Ponto assente é que em Moçambique o Turismo figura entre os sectores que nos últimos quatro anos têm vindo a registar um crescimento significativo, quer nos investimentos quer no número de chegadas de turistas internacionais, com impacto positivo nas receitas geradas para a economia. Relativamente às chegadas internacionais, o número de visitantes passou de 954 000 em 2005 para 1508 000 em 2008. Durante os últimos cinco anos, a taxa média de crescimento foi de cerca de 165 por cento do número total de visitantes. As cifras ontem apresentadas apontam ainda que, durante os últimos três anos, quanto à chegada de turistas a taxa média de crescimento estimada é de 21.3 por cento tendo evoluído de 578 mil em 2005, para 1025554 em 2008. No concernente à capacidade hoteleira, durante o presente quinquénio registou-se uma expansão na indústria de mais de 3698 camas, das quais 16,9 por cento são de estabelecimentos de luxo, 18,3 por cento da categoria de primeira, 24,8 por cento da categoria económica e 39,9 por cento em outras categorias como pensões, aluguer de quartos, estalagens e campismo. Quanto às receitas do turismo internacional, os dados apresentados por Fernando Sumbana referem que elas apresentam uma tendência sempre crescente, tendo de 2005 a 2008 aumentado cerca de 604 milhões de dólares norte-americanos, o que em termos percentuais corresponde a 466 por cento, um crescimento de cerca de 14 por cento ao ano. Além do desempenho do sector, os participantes deverão nestes três dias discutir também sobre as experiências da província de Nampula no zoneamento de áreas para a implantação de projectos turísticos; o plano estratégico de desenvolvimento do turismo da Zambézia, o enquadramento legal dos projectos comunitários, assim como o impacto e desafios do processo da descentralização e desconcentração de competências no licenciamento das actividades turística, entre outros temas. No encontro será debatida ainda a estratégia de divulgação da Marca Moçambique recentemente aprovada pelo Governo. O Ministro do Turismo considera que todos estes assuntos são oportunos e relevantes para o debate, pelo que o seu aprofundamento terá o condão de oferecer aos presentes uma visão clara da “estrada” percorrida até hoje pelo sector, dos desafios ainda por enfrentar e dos obstáculos a suplantar. Maputo, Quarta-Feira, 27 de Maio de 2009:: Notícias