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6 de março de 2010

Robert Mugabe de 86 anos, disposto a candidatar-se às próximas eleições


As próximas eleições: Mugabe disposto a candidatar-se

O Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, 86 anos, afirmou quinta-feira, em Harare, que está disposto a candidatar-se às próximas eleições, se o seu partido, a ZANU-PF, o desejar.

“Se a ZANU-PF (o seu partido) disser sim, apresentar-me-ei”, disse Mugabe durante uma conferência de imprensa.

Há um ano, depois de uma grave crise económica e política, foi obrigado a partilhar o poder com o seu antigo rival, Morgan Tsivangirai, que se tornou no Primeiro-Ministro.

A formação do Governo de Unidade Nacional (GUN), empossado em Fevereiro do ano passado, permitiu acabar com uma hiper-inflação inédita e fazer regressar os doadores internacionais.

Tsvangirai reclamou recentemente a realização de eleições, face aos bloqueios ao Governo e no país.

28 de outubro de 2009

Eleições em Moçambique

Eleições em Moçambique Um funcionário eleitoral explica o procedimento para o eleitor como votar nas presidenciais em Moçambique. O voto nas eleições é para um novo presidente, parlamento e assembléias regionais. O partido do governo, a Frelimo, que está no poder desde a independência em 1975, é amplamente esperado para vencer, ajudado por racha na oposição. Foto@EPA/Antonio Silva

Eleições: Moçambique entre Frelimo e a mudança

Eleições Moçambique entre Frelimo e a mudança Quase duas décadas após os acordos de paz de 1992, Moçambique vota hoje para escolher novo Presidente, novo Parlamento e novos representantes do poder a nível provincial. Entre as habituais acusações de fraude e um crescente desencanto entre o eleitorado, estas eleições, que poderão assinalar o fim da bipolarização no país, representam importante desafio, quer para o partido tradicional de oposição quer para a mais recente formação política, com menos de um ano de existência. A campanha foi considerada a mais pacífica desde que existem eleições multipartidárias neste Estado lusófono da África oriental e ficou marcada pelo aparecimento daquela que pode tornar-se a terceira força partidária do país, pondo em xeque o tradicional duopólio entre a Frelimo, o partido no poder, e a Renamo, principal força de oposição. Só as acusações de fraude em pouco ou nada diferiram das surgidas em anteriores processos eleitorais, sendo as críticas dirigidas à Comissão Nacional Eleitoral (CNE), que, pela primeira vez, interditou oito partidos e duas coligações de se apresentarem a votos. Um dos principais alvos foi o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o partido fundado pelo ex-dirigente e ex-autarca da Renamo, Daviz Simango (ver perfis). A nova formação que, na perspectiva de vários analistas, pode colocar ponto final na bipolarização resultante dos acordos de paz de Roma, em 1992, foi impedida de apresentar candidatos na maioria dos 13 círculos eleitorais para as legislativas, mas concorre nas duas principais cidades do país: Maputo e Beira. O MDM é liderado pelo presidente da Câmara da Beira, Daviz Simango, um dos três candidatos às presidenciais que decorrem em simultâneo com as legislativas e as provinciais (ver gráfico). Simango concorre contra o actual Presidente, Armando Guebuza, da Frelimo, que é dado como vencedor, e contra o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que se apresenta pela quarta vez consecutiva a este escrutínio. O resultado que obtiver pode ser determinante para o seu futuro político assim como os resultados do partido que dirige não deixarão de influenciar o seu rumo, após um período em que somou vários reveses (ver caixa). Se a generalidade dos observadores, ainda que com algumas reservas, tem como adquirida a vitória do Presidente Guebuza e do seu partido, não deixa de salientar que a distribuição dos restantes sufrágios dará uma medida do desejo de mudança num país que permanece entre os mais pobres do mundo e com uma importante taxa de abstenção. O apelo eleitoral do MDM deve encontrar eco nos centros urbanos, onde aliás pôde apresentar candidatos, com a Frelimo a recolher o apoio entre as populações rurais. Mas é entre estas que se têm verificado a maior subida da abstenção. Todos os comentários e reportagens das agências sublinhavam o importante grau de descontentamento das populações nestas áreas, que terão assistido a poucas ou nenhumas mudanças em 17 anos de paz. As mesmas reportagens notavam que está em curso um vasto programa de criação ou reconstrução de infra-estruturas e que a economia moçambicana apresenta sinais de crescimento. Do lado negativo, tornavam claro que a corrupção grassa ainda a nível local e nacional. Ao mesmo tempo, a maioria dos indicadores reflecte uma situação negativa na maioria dos indicadores de desenvolvimento. O imobilismo não deixou, por isso, de ser o tema mais abordado por Dhlakama, que garantiu não ter a Frelimo realizado "nada de nada" desde que chegou ao poder em 1975. Simango, por seu lado, criticou os outros candidatos por "voarem sobre os problemas do povo", alusão às deslocações em avião e helicóptero de Guebuza e do líder da Renamo, enquanto o dirigente do MDM se movimentou principalmente em caravana automóvel. Abel Coelho de Morais Diário de Notícias, 28 de Outubro de 2009

Moçambique: Hoje é dia de eleições, vamos todos votar!

Vamos todos votar! - exorta Comissão Nacional de Eleições A Comissão Nacional de Eleições (CNE) exortou ontem aos cerca de nove milhões e seiscentos mil eleitores residentes em território nacional e no estrangeiro no sentido de afluírem em massa aos postos de votação para a escolha do Presidente da República e dos partidos políticos que terão assento na Assembleia da República e nas assembleias provinciais. Numa exortação aos eleitores, o Presidente da Comissão Nacional de Eleições, João Leopoldo da Costa, instou os cidadãos no sentido de exercerem o seu direito de voto de forma consciente, pacífica e ordeira. Segundo João Leopoldo da Costa, o dia de hoje deve ser considerado um dia de festa, um dia em que cada um com zelo, lisura e respeito para com os demais cumpre o seu papel. Para o presidente da CNE, o país terá eleições livres e tranquilas se cada eleitor votar com independência e de forma ordeira, os delegados de candidatura fiscalizarem o processo à luz da lei e do respectivo código de conduta, os observadores cumprirem a sua missão, os membros das mesas de voto procederem de acordo com a directiva do sufrágio e a Polícia agir conforme a legislação. Garantiu que os órgãos eleitorais estão preparados para cumprir na íntegra com as suas obrigações no âmbito deste processo, desenvolvendo todas as acções a ela inerentes de modo a satisfazer a expectativa do povo moçambicano. Na sua exortação a-propósito das eleições de hoje, João Leopoldo da Costa instou de forma particular, os membros das mesas de assembleia de voto para que assumam uma postura exemplar e sirvam o povo com respeito, boa educação e nos termos da Lei Eleitoral. Segundo ainda a mesma fonte, o direito de votar e de ser eleito é para o povo moçambicano e num Estado de Direito Democrático a expressão mais alta e nobre do gozo do direito de cidadania e constitui a pedra angular sobre a qual assenta a legitimidade dos titulares dos principais órgãos do poder político. Sendo por isso mesmo que hoje há um só caminho: irmos votar”. Ainda a-propósito das eleições, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), através do respectivo director-geral, Felisberto Naife, garantiu em conferência de Imprensa que o processo de distribuição do material deve estar concluído até à abertura das mesas de voto, às sete horas, devendo a votação, prolongar-se até às dezoito, excepto naqueles casos em que ainda haja eleitores por exercer o seu direito. Segundo Felisberto Naife, estão garantidas as condições para que o processo eleitoral tenha lugar em Moçambique e no estrangeiro, à excepção dos postos de Dedza, Salima e Sanje, no Malawi. O Governo malawiano não deu a necessária autorização. No estrangeiro está prevista a votação na Alemanha, Portugal, África do Sul, Malawi, Zimbabwe, Quénia, Tanzania, Zâmbia e Suazilândia. Esta é a quarta vez que os moçambicanos escolhem, através de voto, o Presidente da República e os 250 deputados da Assembleia da República. Este ano a eleição tem a particularidade de se destinar também à escolha de perto de 800 membros das 10 assembleias provinciais que passam a existir a partir deste ano. Para este sufrágio concorrem 19 organizações políticas, designadamente 17 partidos e duas coligações. Os partidos são Frelimo, Renamo, Partido da Liberdade e Desenvolvimento (PLD), Ecologistas, Partido da Liberdade e Solidariedade (PAZS), Movimento Patriótico para a Democracia (MPD), PARENA, Movimento Democrático de Moçambique (MDM), ALIMO, Partido Trabalhista, União dos Democratas Unidos (UDM), Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), Partido os Verdes de Moçambique (PVM), PANAOC, União para a Mudança (UM) Partido de Reconciliação Democrática Social (PRDS) e Partido Popular de Desenvolvimento (PPD). As coligações concorrentes são a Aliança Democrática dos Antigos Combatentes (ADACD) e União Eleitoral (UE). Para as presidenciais concorrem três candidatos: Armando Guebuza, da Frelimo; Afonso Dhlakama, da Renamo e Daviz Simango, do MDM. Maputo, Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2009:: Notícias

23 de outubro de 2009

Campanha em Maputo: MDM quer acabar com mordomias dos dirigentes

Campanha em Maputo MDM quer acabar com mordomias dos dirigentes Maputo (Canalmoz) – No prosseguimento da campanha eleitoral, isso quando estamos na sua derradeira fase, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), partido liderado por Daviz Simango, escalou esta quinta-feira o populoso bairro da Malhangalene, onde na sua habitual estratégia de contacto interpessoal e campanha porta-a-porta, prometeu pôr fim as “mordomias desnecessárias” dos dirigentes, e servir afincadamente o povo. Para os membros e simpatizantes daquela formação política, todos os moçambicanos, quer os moradores da zona urbana, assim como dos subúrbios merecem tratamento igual, pois todos pagam impostos “o que pressupõe que o dinheiro dos impostos deve reverter-se na criação de melhores condições de vida para os contribuintes, e não para sustentar mordomias dos dirigentes”. Segundo o delegado daquela formação política, a nível da cidade de Maputo, Agostinho Macuácua, caso Daviz Simango e MDM vençam as eleições de 28 de Outubro próximo, a pobreza absoluta, a corrupção e outros males que assolam a população moçambicana serão combatidos com acções e o povo vai testemunhar. “O povo está cansado de sofrer. Todos dias fala-se do combate a pobreza absoluta, mas, na verdade, há cada vez mais moçambicanos que estão desprovidos de quaisquer meios para sobreviver” disse aquele delegado político. Macuácua acrescentou que “actualmente nos bairros suburbanos não existem locais de diversão, daí que a juventude fica entregue a diversos vícios. O povo do subúrbio, também merece ter parques e outras infra-estruturas. Somente o MDM e Daviz Simango podem garantir assistência condigna sem selecção” Em contacto com os moradores daquele bairro, os membros do MDM prometeram igualmente, reformas profundas no sistema da saúde, alargamento da rede escolar, e explicaram que caso aquele partido vença, haverá mudanças de fundo na estrutura urbana daquele bairro, cujo sistema de drenagem está carecendo de profundas reformas. Partindo destes pressupostos, os membros do «Galo» pediram aos moradores daquele bairro a votar em Daviz Simango e no seu partido, de modo que esses e outros problemas sejam resolvidos. Refira-se que no dia anterior, o partido do «Galo» escalou o bairro de Chamanculo e Hulene. Nos contactos interpessoais prometeu à juventude um futuro diferente. Disseram que “a juventude não pode estar votada ao esquecimento num país onde esta corresponde ao grosso da população”. Já no mercado para além do contacto com os vendedores ordenados, o MDM pediu voto aos vendedores que desenvolvem suas actividades nas bermas da estrada, com a promessa de os arranjar um local condigno. (Matias Guente) 2009-10-23

Moçambique: Para Eleições do proximo dia 28, concluida a distribuição do material de votação

Para Eleições do proximo dia 28 Concluida a distribuição do material de votação Maputo (Canalmoz) - O material de votação inerente às Eleições Presidenciais, Legislativas e das Assembleias Provinciais a realizar-se na próxima quarta-feira, 28, já está disponível em todos distritos. O material distribuído em todo país é para responder as 12.694 mesas de assembleias de voto que irão funcionar no sufrágio Legislativo, Presidencial e das Assembleias Provinciais do dia 28 deste mês. Esta informação publicou-se ontem pelo Felisberto Naife, director nacional do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral. Falando durante a apresentação do novo Softwear para apuramento do resultado das próximas eleições, o director-geral do STAE, Felisberto Naife, disse que em caso de ocorrência de quaisquer irregularidades fraudulentas os membros das mesas das assembleias de voto serão responsabilizados criminalmente. Falando a jornalistas, ontem, em Maputo, Felisberto Naife disse que para as presentes eleições, os membros das mesas de assembleias de voto têm um código de conduta que será de cumprimento obrigatório. O referido código de conduta defende que no âmbito de responsabilidade criminal, nos termos da legislação eleitoral e geral, o membro da mesa de assembleia de voto que violar o dever de neutralidade e imparcialidade, fazer campanha eleitoral por qualquer meio, durante a operação de votação, desviar boletins de voto antes ou depois da votação, introduzir boletins de voto na urna antes ou depois do início da votação, falsear de qualquer modo os resultados de votação, entre outras situações, será responsabilizado criminal. África de Sul fez a produção do material com sucesso Falando especificamente sobre a produção dos materiais de votação, designadamente boletins, urnas, editais, actas e tinta indelével, Felisberto Naife disse que este processo foi concluído com sucessos por a sua produção foi incumbida a uma empresa sul-africana especializada, cujo nome não revelou. Numa primeira fase, o material vindo da vizinha África do Sul foi colocado nas capitais provinciais, operação que terminou no dia 18, domingo. As províncias da zona Sul foram as últimas a receber o material, nomeadamente Maputo, Gaza e cidade de Maputo. A segunda fase da distribuição do material consistiu na sua colocação nas sedes distritais e, a partir daí, para os locais de votação propriamente ditos. Felisberto Naife garantiu que o STAE já preparou toda a operação logística que vai suportar a distribuição deste material bem como também a votação em si. No que tange a jornalistas, os órgãos eleitorais já credenciaram 565, todos moçambicanos, muito embora tenham já recebido pedidos de acreditação de 32 estrangeiros. Entretanto, arrancou ontem a última fase de formação dos 100 mil membros das mesas das assembleias de voto que irão trabalhar no dia 28 deste mês. Destes elementos, o STAE irá seleccionar 88.858 efectivos que irão trabalhar nas 12.694 mesas que serão montadas em todos os círculos eleitorais. Eleições para nacionais na diáspora Quanto ao estrangeiro, foi concluída sexta-feira passada a capacitação dos formadores e decorreu ainda a capacitação dos membros das mesas de voto em cada um dos nove países que vão acolher as eleições deste mês, para os nacionais na diáspora, nomeadamente Portugal e Alemanha, na Europa, e África do Sul, Suazilândia, Quénia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwe e Malawi. (António Frades) 2009-10-23

14 de setembro de 2009

Swazilândia: Representação diplomática do Estado moçambicano usada para comícios do Partido Frelimo

Campanha eleitoral na Swazilândia Representação diplomática do Estado moçambicano usada para comícios do Partido Frelimo Namaacha (Canalmoz) – A campanha para as eleições gerais de 28 de Outubro próximo arrancou ontem em todo o espaço nacional e nos círculos eleitorais de África e Europa e Resto do Mundo. No país vizinho da Swazilândia as instalações do Alto Comissariado da República de Moçambique em Mbabane foram usadas para promoção dos candidatos do Partido Frelimo. Em violação da Lei Eleitoral que proíbe o uso de instituições públicas para actividades partidárias e eleitorais nomeadamente, a representação diplomática do nosso país no Reino da Swazilândia juntou-se à campanha de caça ao voto do partido de Armando Guebuza, ora publicando anúncios nos órgãos de comunicação social swazis em nome do Partido Frelimo, ora cedendo as instalações consulares para a realização de comício eleitoral que ontem teve lugar naquelas instalações. Exemplares recentes dos jornais diários «Swazi Observer» e «Times of Swaziland», que regularmente chegam à vila fronteiriça da Namaacha, contêm publicidade paga pelo Alto Comissariado moçambicano no país vizinho, avisando a comunidade moçambicana residente no Reino da Swazilândia de que uma brigada central do Partido Frelimo iria proceder ao lançamento da sua campanha eleitoral nas instalações do sector consular da referida missão diplomática em Mbabane. Redigidos em língua portuguesa, os dispendiosos anúncios encomendados pelo Alto Comissariado da República de Moçambique convocam todos os eleitores recenseados, membros do partido Frelimo, no poder, e demais simpatizantes a participarem no encontro que teve lugar ontem em Mbabane, nas instalações da nossa embaixada. O facto de uma instituição do Estado moçambicano, mormente o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, estar a ser usada para fins partidários, em benefício do partido Frelimo presidido pelo actual chefe de Estado, vem somar-se a outros incidentes registados um pouco por todo o país em que organismos e funcionários do Estado se confundem com uma formação política que teima em comportar-se como se o país ainda estivesse subordinado aos ditames de um partido que em tempos se autoproclamou “força dirigente do Estado e da sociedade”, recorrendo para esse fim ao erário público para financiar as suas actividades e as de todo um gigantesco aparelho partidário. (Redacção) 2009-09-14

Moçambique: Campanha eleitoral arranca ensombrada pela exclusão de partidos

Campanha arranca ensombrada pela exclusão de partidos MDM dispensa fundos da CNE e avança com campanha em todo o País Raul Domingos diz que o PDD também ainda não recebeu o trust found da CNE. Garante que o partido vai realizar campanha em todo o País, incluindo nas 4 províncias, onde foi impedido de concorrer, para explicar ao povo sobre os contornos que ditaram a exclusão do Pangolim da corrida eleitoral Daviz Simango e Armando Guebuza iniciaram a caça ao voto no primeiro dia da campanha, enquanto Afonso Dhlakama ainda não arrancou, encontra-se ainda em Maputo a tratar assuntos partidários, segundo Luís Gouveia, da Renamo Maputo (Canalmoz) – A campanha eleitoral para as eleições Gerais e das Assembleias Provinciais de 28 de Outubro próximo, arrancou em todo o País, último domingo, ensombrada pela exclusão parcial e/ou completa de 27 partidos políticos, de concorrer ao pleito. Do total de 29 partidos políticos que apresentaram a sua candidatura na Comissão Nacional de Eleições, apenas dois, a Frelimo e Renamo – os únicos que também têm membros seus na CNE – é que foram apurados para concorrer em todo o País e na diáspora. A exclusão de partidos foi notável no arranque da campanha, na medida em que alguns deles tiveram que iniciar a caça ao voto sem os fundos de financiamento disponibilizados pelo Estado, através da Comissão Nacional de Eleições. O delegado de candidatura e porta-voz do MDM, José Manuel de Sousa, disse ao Canalmoz que a formação política dirigida pelo engenheiro Daviz Simango, dispensou o trust found da CNE “até que tenha o desfecho do recurso interposto na CNE” a contestar a exclusão, por aquele órgão dirigido por João Leopoldo da Costa, das listas do partido em 7 círculos eleitorais do País, em total de 11, onde se inscreveu. O MDM era tido como o partido com grande potencialidade de enfrentar a Frelimo e Renamo, nas presentes eleições. Mas foi inexplicavelmente impedido de concorrer em 7 círculos eleitorais, nomeadamente Maputo-Província, Gaza, Manica, Tete, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado. Inconformado com a decisão da CNE, o recém-criado MDM interpôs um recurso na Comissão Nacional de Eleições, e ainda aguarda pela deliberação do órgão. Enquanto isso, o porta-voz do MDM garante que esta formação política vai fazer campanha em todo o território nacional, e não vai receber os fundos do Estado, canalizados aos partidos políticos, através da CNE, enquanto não for conhecido resultado do recurso interposto. Daviz arrancou em Cabo Delgado O presidente do MDM, Daviz Simango, o mais jovem candidato à presidência da República, e que concorre pela primeira vez ao cargo, iniciou com a sua caça ao voto no Distrito de Chiúre, na província de Cabo Delgado, exactamente no primeiro dia reservado para o arranque da campanha. A confirmação veio do porta-voz do partido, José Manuel de Sousa. Guebuza arranca em Zambézia, com 6 helicópteros Por sua vez, o presidente da Frelimo que concorre a sua própria sucessão na presidência da República, Armando Emílio Guebuza, iniciou com a sua campanha na província da Zambézia, exibindo os amplos fundos económicos de que goza o seu partido que se confundem também com os bens do Estado disfarçados e abusivamente incorporados na campanha, especialmente viaturas e combustível, casas do estado para alojamento de ministros em missões meramente partidárias, mas não só. Seis helicópteros estão a ser usados pelo partido Frelimo. São os mesmos que são usados nas Presidências Abertas de Armando Guebuza. Foram alugados no estrangeiro, para a circulação dos seus candidatos à presidência da República, durante os 45 dias da campanha. Uma verdadeira demonstração da riqueza absoluta de que goza o partido no poder em Moçambique com usufruto do património do Estado para que contribui quem paga impostos, incluindo quem tem simpatias por outros partidos ou mesmo até quem não tem quaisquer simpatias partidárias. O povo residente nas zonas recônditas do País, onde as pessoas morrem a caminho do hospital devido a falta de meio de transporte, durante a campanha verá o actual chefe do Estado e candidato a sua própria sucessão a chegar às suas regiões em helicópteros cujo custo de operação se situa entre 2 e 3 mil dólares americanos por hora, cada um deles. Dhlakama ainda não arrancou
O presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, que concorre pela 4ª vez consecutiva à presidência da República, ainda não arrancou com a sua campanha. O chefe do gabinete central de eleições da Renamo, Luís Benedito Gouveia, disse ao Canalmoz que o presidente da Renamo se encontrava em Maputo, no dia do arranque da campanha “a fazer trabalhos político-partidários”. (Dhlakama) “vai iniciar com a campanha, provavelmente, entre terça e quarta-feira, em Nampula”, disse Gouveia ao Canalmoz. PDD ainda não recebeu findos da CNE Já o presidente do PDD, Raul Domingos, disse em contacto telefónico com o Canalmoz que o seu partido ainda não recebeu os fundos de apoio a campanha eleitoral disponibilizados pelo Estado através da CNE. Raul Domingos não revelou as razões que estão por detrás da não recepção dos fundos, mas disse que não está relacionado com o recurso que o partido interpôs no órgão, a recorrer contra a exclusão das suas listas em 4 círculos eleitorais no País. (Borges Nhamirre) 2009-09-14

13 de setembro de 2009

Portugal: Campanha eleitoral para as legislativas arranca hoje

Portugal: Campanha eleitoral para as legislativas arranca hoje A campanha eleitoral para as legislativas de 27 de Setembro em Portugal arranca oficialmente hoje, 13, e termina a 25. De acordo com os média portugueses, o PS, do actual primeiro-ministro, José Sócrates escolheu um encontro/almoço com o presidente da Junta de Freguesia de Mosteiros, em Arronches (distrito de Portalegre), para o arranque "simbólico" da campanha eleitoral no local onde o PS teve a sua maior votação nas legislativas de 2005. Também no Alentejo estará o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, que tem um comício em Évora. Lisboa e Funchal são os destinos escolhidos pelo presidente do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, para iniciar a campanha. No distrito de Bragança vai estar o líder do CDS-PP, Paulo Portas, enquanto a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, optou por começar oficialmente as acções de campanha em Ponta Delgada. Para as legislativas de 27 de Setembro concorrem 15 forças políticas, mas apenas nove partidos e uma coligação, a CDU, vão candidatar-se a todos os círculos eleitorais, segundo a Direcção-Geral da Administração Interna de Portugal. O país tem no total 9 490 680 eleitores. Expresso das Ilhas, 13 de Setembro de 2009

Portugal: Debate José Sócrates - Manuela Ferreira Leite

Debate José Sócrates - Manuela Ferreira Leite José Sócrates e Manuela Ferreira Leite frente-a-frente no debate que ocorreu ontem. Foto@Lusa/Tiago Petinga

Moçambique: Três feridos em ataque a sede do MDM por jovens com bandeiras da FRELIMO

Moçambique/eleições: Três feridos em ataque a sede do MDM por jovens com bandeiras da FRELIMO Maputo, 13 Set (Lusa) - Três pessoas ficaram feridas, uma delas com gravidade, depois de alegados elementos da FRELIMO, partido no poder em Moçambique, terem atacado na madrugada de hoje a sede do MDM, novo partido, em Chókwé, província de Gaza. Este foi o primeiro incidente da campanha eleitoral para as eleições gerais de 28 de Outubro em Moçambique, que hoje começou. Isamel Mussá, do MDM (Movimento Democrático de Moçambique), que esteve no local, disse à Agência Lusa que o ataque à sede do partido se deu cerca das 02:00 e que os atacantes, que se transportavam em duas carrinhas cobertas com bandeiras da FRELIMO, destruíram mobiliário e partiram vidros. Lusa, 13 de Setembro de 2009

8 de setembro de 2009

Guiné-Bissau: Malam Bacai Sanha toma posse hoje, como Presidente da República

Guiné-Bissau: Bacai Sanha tome posse hoje Cinco chefes de Estado africanos, entre os quais Pedro Pires, de Cabo Verde, confirmaram a presença nas cerimónias de investidura, hoje, de Malam Bacai Sanhá como Presidente da Guiné-Bissau, soube-se domingo de fonte do Governo guineense. De acordo com a fonte, além de Pedro Pires, estão confirmadas as presenças dos presidentes do Senegal, Abdoulaye Wade, da Gâmbia, Yaya Jammeh, do Burkina Faso, Blaise Compaoré, e da Nigéria, Umaru Yar’Adua. Também está confirmada a presença do presidente da República Árabe Saharaui Democrática, Mohamed Abdelaziz. Dos restantes países de língua portuguesa, estão previstas as presenças do vice-primeiro-ministro de Timor-Leste, do vice-presidente do Parlamento de Angola, do MNE de Portugal, e do ministro da Defesa de Moçambique, Filipe Nyusi. Os Estados Unidos, Canadá, Líbano, Reino Unido, Israel, Gana, Correia do Sul, Índia, Paquistão e Japão serão representados pelos respectivos embaixadores ou encarregados de negócios, sendo que a maioria está baseada em Dakar, Senegal. A ONU será representada pelo subsecretário-geral para os assuntos políticos, Haile Menkerios, que já se encontra em Bissau, e pela presidente da configuração específica da comissão para consolidação da paz, para a Guiné-Bissau, Maria Luísa Viotti. A cerimónia de posse de Bacai Sanhá como Presidente da Guiné-Bissau, no Estádio Nacional 24 de Setembro, em Bissau, começa cerca das 11 horas locais. Após a investidura, Bacai Sanhá fará um discurso à nação antecedido do pronunciamento do presidente interino do Parlamento, Serifo Nhamadjo. De seguida, o Presidente guineense oferece um almoço “em honra dos ilustres convidados” numa unidade hoteleira de Bissau, local onde, à noite, dará uma recepção. Entretanto, os guineenses estão optimistas para “um arranque do país”, mas esperam que haja um “bom entendimento” entre o novo Presidente e o Primeiro-Ministro. Em declarações recolhidas nas ruas de Bissau, todos os entrevistados foram unânimes em afirmar que “é desta que o país vai arrancar” rumo ao desenvolvimento, desde que o Presidente, Bacai Sanhá, e o chefe do Governo, Carlos Gomes Júnior, tenham uma boa sintonia. Maputo, Terça-Feira, 8 de Setembro de 2009:: Notícias

30 de agosto de 2009

Autárquicas em Portugal: Mulher de 97 anos é candidata

Autárquicas em Portugal: Mulher de 97 anos é candidata Chama-se Teresa Santos Lopes, tem 97 anos e faz parte das listas a Assembleia da Freguesia de Vila Franca da Beira, em Oliveira do Hospital. Até então, é a mais velha candidata às eleições autárquicas que se realizam a 11 de Outubro. Mas a presença da "jovem" Teresa não é um acaso. Perto de completar um século de vida, aceitou candidatar-se para apoiar o filho, António Lopes, número dois da Lista apresentada pelo Partido Socialista, para quem só tem palavras elogiosas: "As pessoas não fazem como o António Lopes, que não anda aqui para ganhar dinheiro, nem para criar penacho, anda por humanidade ele não precisava de andar nesta vida", afirmou ao diário regional "As Beiras". Assumindo-se como "muito politiqueira", tem uma visão de política de fazer inveja a muita gente: "não se pode ir para uma junta ou uma câmara a pensar que vão os outros trabalhar por nós, não pode ser uma brincadeira", disse D. Teresa, mãe de 8 filhos, e conta ainda com 20 netos, 32 bisnetos e um trineto. O desemprego entre os jovens da Vila Franca da Beira e o estado da sua terra são alguns problemas que preocupam a D. Teresa que vai continuar a chamar a atenção para os problemas da terra. Até porque como disse, pode estar "muito doentinha e velhinha mas a língua ainda está boa". Sapo MZ, 30 de Agosto de 2009

19 de agosto de 2009

Moçambique: Líder do PDD, Raúl Domingos, assume "morte" política

Raúl Domingos assume “morte” política O líder do PDD diz o Conselho Constitucional é um instrumento político do partido no poder com vista à instalação de um regime autocrático, autoritário, propenso à idolatria e avesso à observância da Constituição e das leis. O presidente do Partido para a Paz, Democra­cia e Desenvolvimento, Raúl Domingos, chamou ontem a imprensa para manifestar a sua profunda indignação e preocu­pação com o suposto risco de “ex­tinção” da democracia no país. A preocupação do líder do “pangolim” surge na sequência do seu afastamento do leque dos candidatos à presidência da República, cujo sorteio dos três, que permanecem na disputa foi ontem realizado pelo Conselho Constitucional, deitando por ter­ra qualquer esperança de uma eventual repescagem dos outros cinco Yá-Qub Sibindy, Khalid Si­dat, José Viana, Leonardo Cum­be e Artur Jaquene. O CC como instrumento manipulador De acordo com Raúl Domin­gos, o PDD sempre levou ao conhecimento de toda a comu­nidade nacional e internacio­nal, de que o governo estabe­lecido em Moçambique, desde Janeiro de 2005 - liderado por Armando Guebuza - tem se empenhado em “implantar no país um regime autocrá­tico, autoritário, ditatorial, propenso à idolatria, avesso à observância da Constituição e das leis”. Em cumprimento desta agenda que culminará com a instalação da ditadura no país, Raúl Domingos acusa o Conselho Constitucional de servir de instrumento no processo orientado para “eli­minar os direitos e liberdades fundamentais, promoção da discriminação, da exclusão e suspensão da democracia par­ticipativa no país” e foi nesta base que aquele órgão de so­berania decidiu “rejeitar” a sua candidatura e dentre ou­tros candidatos. Na visão daquele político, a sua rejeição não teve qualquer fundamento jurídico-constitu­cional, mas sim na “forma mais expedita de eliminar as candi­daturas não convenientes”. A morte política do candidato Em jeito de desabafo político, Raúl Domingos assume, embora não de uma forma explícita, que poderá estar acabado como po­lítico de primeira linha no país. Assume a dado passo que está sendo perseguido e existe um interesse de o “matar” como can­didato. “De modo a evitar que o candidato regularizasse o seu processo eleitoral como manda a lei, o Conselho Constitucional, agindo como se de um Tribunal Militar Revolucionário se tratas­se, ou Tribunal de Morte Rápida, como tristemente chegou a ser conhecido na gíria popular, deci­diu matar, logo à partida, a candi­datura de Raúl Domingos”. Mensagem de esperança Já numa mensagem dirigida aos seus correligionários, Domingos diz que embora tenha sido condenado à morte sem direito de defesa, os mes­mos não podem perder a esperança e a sua fé na democracia. “Da mesma forma como perseguiram os nossos compatriotas que morreram na luta pela liberdade e justiça sem direito à defesa, eu também fui excluído pelo Conselho Constitucional sem direi­to à defesa, porque algumas pessoas neste país têm medo da democracia e da minha candidatura” setenceiou aquele antigo pré-candidato. O País, 18 de Agosto de 2009

11 de agosto de 2009

Moçambique: Oposição força STAE a alterar publicidade eleitoral

«Dois peixes com legumes» gera polémica Oposição força STAE a alterar publicidade eleitoral Maputo (Canalmoz) — O Spot publicitário televisivo, produzido pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), vulgarmente conhecido por «dois peixes com legumes», está a gerar polémica no seio dos partidos políticos candidatos às eleições de 28 de Outubro próximo. Alguns partidos da oposição acusam o STAE de ter produzido uma publicidade favorável à Frelimo, e justificam a acusação pelo facto de o referido spot passar com um fundo vermelho, cor que identifica a Frelimo. Pressionado, o STAE viu-se obrigado a substituir e alterar a publicidade, confirmou o director do gabinete de imprensa, Lucas José. O chefe do Gabinete Central de Eleições da Renamo, o deputado Luís Benedito Gouveia, e o presidente do PIMO, Yaqub Sibindy, são duas figuras que, em entrevista ao Canalmoz e Canal de Moçambique, alegaram que a publicidade do STAE, ao referir “dois peixes com legumes”, está a fazer referência ao partido no poder. Gouveia sustentou a sua afirmação alegando que o STAE usou deliberadamente a cor vermelha no fundo do spot, com a intenção de favorecer o partido Frelimo, dado ser essa a sua cor. E como já vem fazendo, é seu hábito, a Renamo, mais concretamente Gouveia voltou a acusar o STAE de ser uma instituição da Frelimo. Concluiu que não está surpreso com o facto da CNE e o STAE permitirem que se use um spot publicitário que favorece o partido dos camaradas. Yaqub Sibindy Por sua vez, o presidente do PIMO, Yaqub Sibindy, também entende que o Spot do STAE faz referência à Frelimo mas “eu tenho outro menu alternativo ao peixe com legumes”. “Penso que o povo moçambicano está cansado de comer peixe com legumes desde 1975”, diz este candidato à presidência da República, fazendo entender que quando a publicidade do STAE fala de dois peixes com legumes, refere-se ao partido Frelimo, que está no poder, desde 1975. STAE altera a publicidade Face a estas interpretações, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral viu-se forçado a fazer alterações na publicidade em causa. Agora o spot de dois peixes com legumes não mudou de cor. Já não passa com fundo vermelho. A publicidade passa agora com fundo amarelo, a cor predominate no símbolo da Comissão Nacional de Eleições, mas que inesplicavelmente havia sido preterida na primeira versão do spot. Usou-se o vermelho que é a cor do Partido Frelimo. O director do Gabinete de Imprensa do STAE, Lucas José, confirmou à nossa Reportagem que “mudámos da cor para evitar más interpretações que estavam a surgir”, em torno da publicidade. O STAE, um organismo que funciona dependente do Ministério da Administração Estatal e que em épocas eleitorais depende formalmente da Comissão Nacional de Eleições, é conotado por alguns partidos da oposição, como sendo uma “instituição da Frelimo”.
(Borges Nhamirre) 2009-08-11

30 de julho de 2009

Guiné-Bissau: Kumba Yala assume derrota e Bacai Sanhá assume «vitória do povo»

Desfecho das eleições presidenciais Guiné-Bissau: Kumba Yala assume derrota e Bacai Sanhá assume «vitória do povo» Bissau - Kumba Iala, adversário do vencedor nas eleições presidenciais guineenses, Malam Bacai Sanhá, aceitou formalmente a decisão popular, depois de, na semana passada os dois candidatos se terem comprometido a respeitar os resultados. O candidato derrotado fica assim, tal como acordado, com o estatuto de um antigo chefe de Estado, com segurança pessoal, residência e meios de transporte. Quanto ao novo Presidente de República, Malam Bacai Sanhá, tem pela frente a tarefa de tirar o país na crise em que se encontra, quer a nível político quer de segurança. A reforma das Forças Armadas parece ser uma prioridade assim como o combate ao narcotráfico. «Esta é uma vitória do povo da Guiné-Bissau», disse o vencedor, que falou da sede do seu Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder), Bacai Sanahá, de 62 anos de idade, é natural de Cubisséco, sector de Empada, região de Quinara. Diplomado em Ciências Sociais e Políticas na ex-República Democrática Alemã, onde estudou com uma bolsa de estudos do seu partido, o PAIGC - onde é militante desde 1962 - Malam Bacai Sanhá acumulou ao longo do seu percurso político experiência na gestão da administração pública. Depois de ter terminado os estudos, Sanha assumiu as funções de Administrador da Região de Biombo, em 1975, foi governador da região de Bafata e Gabu e em 1986 entra para o Governo como Ministro da Província Leste. Nos anos de 1990 e 1991 passa a exercer a função de secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG) e ainda em 1992 já era Ministro da Informação e das Telecomunicações. Entre 1992 e 1994 assumiu a pasta da Reforma Administrativa Função Publica e Trabalho e, com a realização das principais eleições multipartidárias na Guiné-Bissau, em 1994, Malam Bacai Sanhá foi eleito Presidente da Assembleia Nacional Popular. Com o fim do conflito político-militar em 1999, Sanhá assume o cargo do Presidente da República Interino, até ao ano 2000. Malam Bacai Sanhá apresentou-se a dois pleitos eleitorais como candidato presidencial do PAIGC, em 2000 e 2005, tendo sido derrotado por Kumba Yala e João Bernardo «Nino» Vieira, respectivamente. Em 2009 é finalmente eleito pelo povo guineense, Presidente da República da Guiné-Bissau. Jornal de São Tomé e Príncipe, 30 de Julho de 2009