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25 de maio de 2014

Dia de África: Alguns dos acontecimentos mais importantes do continente


Dia 25 de Maio assinala-se o dia do continente africano. Considerado como o berço da humanidade, África é o começo da vida, o palco das histórias de conquistas e posteriormente de tomadas de consciência. O continente assemelha-se a um caldeirão de culturas em constante movimento e as riquezas naturais que apresenta até hoje não conseguem ser igualadas. Terra de ambiguidades, é sobretudo, o lar de um povo onde reina a esperança pela conquista de um futuro melhor.

Ao longo dos tempos, o continente africano sofreu vários flagelos, quer a nível político, económico e social que mudaram para sempre o rumo da sua história. Em jeito de celebração, a cronologia apresentada retrata os momentos mais marcantes do continente-berço.

3100 AC - Os Faraós unificam o Estado Egípcio. Durante o Antigo Império foram construídas obras de drenagem e irrigação, que permitiram a expansão da agricultura. São desse período ainda as grandes pirâmides dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, construídas nas proximidades de Mênfis, a capital do Egito na época.

1240 - Fundação do Reino do Congo. Na sua máxima dimensão, estendia-se desde o oceano Atlântico, a oeste, até ao rio Cuango, a leste, e do rio Oguwé, no actual Gabão, a norte, até ao rio Kwanza, a sul. O reino do Congo foi fundado por Ntinu Wene, no século XIII.

1575 - Portugueses chegam a Moçambique pela caravela de Vasco da Gama. Quando Vasco da Gama chegou pela primeira vez a Moçambique, em 1497, já existiam entrepostos comerciais árabes e uma grande parte da população tinha aderido ao Islão.

1884-1885 - Consolidação do Domínio Europeu em África - Na conferência de Berlim, na Alemanha, África é partilhada pelas potências europeias. Cabinda, em Angola, é colocada como protectorado português.

1896 - Etiópia sob o comando do Imperador Menelik II. A Etiópia consegue resistir à invasão Europeia, vencendo os italianos na batalha de Adwa. Em 1914, apenas a Etiópia e a Libéria mantêm-se independentes do controle colonial europeu.

1899 -1902 - Guerra Anglo-Boer na África do Sul - Enquanto que os britânicos vencem a guerra, necessitam na mesma de fazer concessões aos Boer e suas organizações políticas para o controlo interno da África do Sul, abrindo caminho para os sul-africanos libertarem-se eventualmente do domínio britânico e, de seguida, dominar a maioria negra em todo país.

1914-1918 - 1ª Guerra Mundial - África mantinha-se dividida pelos poderes coloniais europeus. A guerra mundial, contudo, diminui o mito da invencibilidade, superioridade e do intitulado direito europeu de comandar o mundo. Alemanha perde as suas colónias africanas para França e Grã-Bretanha, que tinham a missão de preparar o processo de desconolização, dada pela Liga das Nações.

1920 - Congresso Pan-Africano - Sedeado em Paris, o Congresso Pan-Africano é alimentado pela agitação anti-colonial e o nacionalismo africano de missionários negros e das elites do Ocidente. Essa agitação é expressa nos ataques de Serra Leoa e Nigéria.

1939-1945 - 2ª guerra mundial - Na maior parte das regiões africanas o ressentimento da presença colonial transforma-se em agitação política. No período após a Europa manter-se concentrada nos seus próprios problemas, como lidar com mais uma guerra, formavam-se políticos africanos que eventualmente iriam liderar os seus países até a independência.

1946 - Os poderes coloniais variam na sua vontade em diminuir o controlo. França demonstra a iniciativa oferecendo poderes reais a políticos africanos, mas sem aceitar mudanças na Tunísia, Marrocos e, acima de tudo, Argélia. Portugal, o pioneiro do colonialismo em áfrica, luta arduamente para manter-se no continente, mantendo brutas e dispendiosas guerras em várias frentes até 1975.

1950 - As graves consequências da descolonização no Quénia. Com uma enorme população branca, o Quénia é palco de uma longa campanha de terror e guerrilha contra os britânicos liderada por Jomo Kenyatta e seus rebeldes, denominados “Mau-Mau”.

1957 - Grã-Bretanha perde influência nas colónias. Segue um caminho mediano, apreciando as aspirações africanas mas instintivamente à procura de compromissos que o fariam preservar algum do seu status quo. Contudo, a pressão para mudanças nas colónias britânicas mais desenvolvidas prova-se irresistível. Ghana, torna-se nesse ano, na primeira colónia na África Sub-Sahariana a ganhar a independência.

1963 - Guerra Fria - Período conturbado para o continente. As nações africanas emergentes beneficiam e ao mesmo tempo são prejudicadas pela competição global entre os Estados Unidos e a antiga URSS. O “jogo de xadrez” entre as duas super-potências faz com que estas procurem clientes-estado. A vantagem seria o apoio financeiro em troca de uma simples ideologia: comunismo ou capitalismo. Contudo, vários ditadores africanos mantiveram-se no poder com este patrocínio.

1975 - Moçambique torna-se independente. Finalmente, a guerra terminou com os Acordos de Lusaka, assinados a 7 de Setembro de 1974 entre o governo português e a FRELIMO, na sequência da Revolução dos Cravos. Ao abrigo desse acordo, foi formado um Governo de Transição, chefiado por Joaquim Chissano, que incluía ministros nomeados pelo governo português e outros nomeados pela FRELIMO.

1989 - O fim da guerra fria. As lutas internas pelo poder aumentam de escala e os conflitos étnicos são uma constante na maioria dos países africanos, consequência também do final da Guerra Fria e O genocídio do Rwanda que mais tarde assola o país com a rivalidade étnica entre tutsis e hutus é um exemplo da ingenuidade do mundo em relação aos problemas africanos.

1994 - A "libertação" sul-africana. O poder político é finalmente concedido aos sul-africanos com as primeiras eleições presidenciais. Nelson Mandela, antigo preso político e herói nacional, vence as eleições com maioria absoluta.

2010 - Primeira Miss Universo Africana. Leila Lopes, fruto de África e de Angola é considerada a mulher mais bonita do mundo.

2011 - "Nasce" o Sudão do Sul. A 9 de Julho, o mundo "ganha" um novo país. O Sudão do Sul torna-se num Estado independente, após um referendo de autodeterminação e vários conflitos com o Sudão do Norte.

Estes são alguns dos acontecimentos mais marcantes do continente que simbolizam a capacidade de superação do povo africano. Sem caracter cronológico mas a merecer também algum destaque é a beleza natural e única, outrora escondida pelas mágoas do tempo e, actualmente, revelada com a vontade de quem acredita no começo de uma nova estória.


Fonte: Sapo MZ

20 de maio de 2012

Moçambique: Hoje é dia internacional dos museus



Assinala-se hoje, dia 18 de Maio, o dia internacional dos museus. Os museus são importantes instituições que mostram, transmitem, preservam os hábitos e costumes das nossas gerações no mundo.

16 de novembro de 2011

Maputo comemora 124 anos de elevação a cidade


Maputo, 124 anos

Maputo comemora 124 anos com as atenções viradas para as zonas suburbanas.
Na foto, a cerimónia de deposição de flores na Praça dos Heróis, dia 10 de Novembro de 2011.

Sapo MZ

10 de junho de 2011

Moçambique: Ano Samora Machel


Moçambique: Ano Samora Machel

Samora Machel sempre foi amigo do povo

@Sérgio Costa/SAPO MZ

19 de março de 2010

Moçambique: Comemora-se hoje centenário dos CFM


Estação Central: Comemora-se hoje centenário dos CFM

Uma exposição de fotografia reportando as diversas etapas do edifício da estação Central dos Caminhos de Ferro de Moçambique assinala hoje o centésimo ano de existência daquele importante património histórico, cultural e arquitectónico, classificado como sendo o sétimo mais belo do mundo.

Além da inauguração da exposição de fotografia, acto a ter lugar às 18 horas, no átrio da estação, está também prevista a inauguração de novas carruagens para o serviço de passageiros e lançamento de uma iniciativa designada “O Património é Nosso”, que visa sensibilizar e obter da sociedade civil e do público em geral total colaboração para a conservação e preservação do vasto património nacional.

A manutenção e valorização da Estação Central constitui prioridade da administração da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), compromisso que se traduz na promoção de eventos de carácter cultural e artístico naquile recinto.

No mesmo âmbito está igualmente em curso a implantação de um museu ferroviário no recinto da estação.

A estação central dos CFM foi inaugurada a 19 de Março de 1910, sendo que os planos para a sua construção datam de 1904 e as obras começaram poucos anos depois.

A ideia das autoridades de então era ter uma estação moderna para os padrões da época, tendo sido inspirada na imponente estação dos caminhos-de-ferro de Joanesburgo, na África do Sul, com a diferença de que a estação moçambicana tinha um “frontispício mais vistoso e no interior uma passagem comunicando com a gare da estação”, segundo dados que constam do arquivo dos CFM.

Para complemento da sua elegância e bom-gosto, a estação ficou e ainda está adornada com três cúpulas, sendo uma delas de grandes dimensões. A cúpula central, que encima a estação, tem sido atribuída ao engenheiro francês especializado em estruturas em metal Gustave Eiffel (também autor da Casa de Ferro, onde funciona a Direcção Nacional do Património Cultural na baixa de Maputo, e a famosa Torre Eifel em Paris). Na verdade, Eiffel construiu muito, e há a tendência de lhe atribuir de tudo um pouco e não importa o que quer que seja.

Mas no nosso caso há a prova documental de que a estação central dos CFM foi projectada na África do Sul, devido às dificuldades de a mesma ser feita na Inglaterra, devido à I Guerra Mundial.

As obras da nova estação, em tijolo cozido e cimento, com uma frente de 51 metros, iniciaram-se em 1908, vindo a nova estação substituir a primitiva, de madeira e zinco, localizada um pouco mais para baixo, inaugurada em 1895, por Paul Kruger, líder do Transvaal.

A sua conclusão viria a ocorrer em 19 de Março de 1910, sendo inaugurada em cerimónia informal com a presença do governador-geral da altura, Freire de Andrade. Nessa ocasião, as mais altas autoridades da colónia e outras individualidades deslocar-se-iam até à missão de S. José de Lhanguene onde decorriam festividades destinadas à obtenção de fundos para as suas actividades.

Maputo, Sexta-Feira, 19 de Março de 2010:: Notícias

18 de março de 2010

Gala RM celebra 77 anos de radiodifusão em Moçambique


Gala RM celebra 77 anos de radiodifusão em Moçambique

Passam hoje 77 anos que a primeira emissão de Rádio em Moçambique foi transmitida, ango que aconteceu no dia 18 de Março de 1933, por iniciativa dum grupo de amantes de rádio residentes na antiga colónia portuguesa. Para assinalar a data, a rádio pública moçambicana promove esta noite a Gala RM que decorrerá em simultâneo com a Gala Ngoma 2009 e que terá lugar no Centro Cultural Universitário na qual serão conhecidos o melhores programas da estação e agraciadas figuras que se destacaram ao longo do ano trasacto no desporto, economia, cultura entre outras áreas.

Esta data, considerada a da radiodifusão em Moçambique, passa-se em revista a história da rádio no país, cuja primeira designação foi Grémio dos Radiófilos de Moçambique e a primeira sede foi instalada num prédio denominado JA ASSAM (onde hoje funciona o Centro de Estudos Brasileiros), tendo o aumento dos horários e da programação obrigado a mudança das instalações, passando da Av. da República (hoje Av. 25 de Setembro) para a Rua Araújo (hoje Rua de Bagamoyo).

Pouco tempo depois fruto da contribuição dos ouvintes foi construído o actual Edifício Sede da Rádio, passando a chamar-se Rádio Clube de Moçambique, uma designação que se mantém até 02 de Outubro de 1975.

Fruto das nacionalizações ocorridas na altura criou-se a Rádio Moçambique, uma fusão das rádios existentes na altura, nomeadamente Rádio Clube de Moçambique, Voz de Moçambique, Emissora do Aero Clube da Beira e Rádio PAX. Durante muitos anos a RM funcionou como Empresa do Estado, tendo passado a Empresa Pública a 16 de Junho de 1994.

Com um efectivo de cerca 902 trabalhadores em todo país, a RM transmite em português, em inglês e em 20 Línguas Moçambicanas. Para além do Canal Nacional, da Rádio Cidade, do RM Desporto e do Maputo Corridor Radio (que difunde em língua inglesa), a Rádio Moçambique tem instalado um Emissor em cada uma das capitais provinciais.

Alfredo Lituri
Sapo MZ, 18 de Março de 2010

21 de fevereiro de 2010

Sapo Moçambique invade a cidade de Maputo


Sapo Moçambique invade a cidade de Maputo

O Sapo Moçambique (www.sapo.mz) completou o seu primeiro aniversário e, para comemorar este dia de maneira diferente e original, o Sapo saiu à rua. Vários pontos da cidade de Maputo foram invadidos pelos sapos que foram bem recebidos pelas pessoas, entre eles, crianças, adultos, jovens que quiseram ver de perto o que se estava a passar. Um dos locais que mais marcou a presença dos Sapos foi no Maputo Shopping, onde todos que lá foram não quiseram passar sem tirar uma foto com o sapo ou até mesmo deixar uma mensagem de parabéns.

Recordar que o Sapo Moçambique foi criado em Fevereiro de 2009 e, enquadra-se no projecto de internacionalização do Portal Sapo da PT Comunicações, com o compromisso de projectar Moçambique e o que de melhor se faz no país.

“O portal que faz tudo por Moçambique” e pelos moçambicanos, tem vindo a desenvolver inúmeras áreas e canais temáticos, que vão ao encontro dos interesses e curiosidades dos cibernautas moçambicanos, tais como, notícias, blogs, vídeos, fotos, mail, messenger, pesquisa, astrologia, turismo, gastronomia e música.

Recentemente, o portal Sapo Moçambique lançou um novo canal, o Sapo Mulher, em especial para o público feminino com entrevistas, vídeos e reportagens que revelam um pouco de tudo do universo das mulheres moçambicanas.

Depois de um ano o Portal Sapo Moçambique vai continuar a apostar na divulgação de Moçambique desenvolvendo cada vez mais as parcerias e investindo no lançamento de novos canais.

Sílvia Panguane
Sapo MZ, 21 de Fevereiro de 2010

10 de novembro de 2009

Moçambique: Maputo comemora hoje, 122 anos de elevação à categoria de cidade

Desafios de crescimento: Maputo aos 122 anos Maputo, a capital da República de Moçambique, completa hoje 122 anos da sua elevação à categoria de cidade. Com cerca de 1,9 milhão de habitantes, Maputo assume-se como um cenário típico que se debate entre crescimento e desenvolvimento, onde ressalta uma convivência entre o velho e o novo que legitima o crescimento horizontal e vertical da urbe. Mais do que nunca, a natureza dos problemas que se colocam à “cidade das acácias” configura desafios que exigem cada vez maior engenho nas soluções da modernidade, ainda com aspectos latentes de ruralidade, no pensamento estratégico e dinamismo na execução dos projectos. São várias as evidências de crescimento que se podem testemunhar na cidade de Maputo, algumas das quais reflexo do inconformismo e persistência com que a cidade se foi posicionando face aos problemas que caracterizaram as diversas etapas da sua história recente. Um dos exemplos de persistência é a sensível melhoria que se regista na gestão dos resíduos sólidos, apesar de continuarem a existir focos de más práticas nalgumas zonas da cidade. Os investimentos realizados nos últimos anos na reabilitação e classificação de estradas tornaram a cidade de Maputo numa urbe menos hostil à circulação automóvel, para o que concorreu o estabelecimento de novas disposições de regulação do trânsito por forma a permitir uma melhor organização na utilização das poucas vias disponíveis numa cidade onde o parque automóvel cresceu significativamente nos últimos tempos. O crime violento, que num passado recente chegou a fazer o “cartão de visitas” da cidade de Maputo, tende a reduzir e, apesar de continuar a haver focos de criminalidade, sobretudo a nível dos bairros periféricos, pode se considerar que a Polícia e as comunidades conseguiram algum ascendente em relação aos grupos malfeitores. Entretanto, mantém-se um défice considerável no que concerne à manutenção do parque imobiliário da cidade, gerando-se uma situação em que a maioria dos edifícios, quer públicos, quer privados, apresenta evidências de má conservação, a reclamar intervenções de base para garantir a sua longevidade e outros até obras mínimas para melhorar a sua apresentação e estética da cidade. Entretanto, é notório o esforço de renovação que a cidade vem empreendendo nos últimos tempos, com os números recentes a apontar para mais de mil e seiscentas obras licenciadas e actualmente em execução, com destaque para hotéis, pensões, espaços de lazer e edifícios para o funcionamento de serviços e instituições públicas. Esta dinâmica vem sendo acompanhada pela tendência de expansão da cidade para novas áreas do território municipal, onde se erguem milhares de obras de alvenaria pertencentes a cidadãos que, a pouco e pouco, vão trocando a agitação do centro da cidade pelo sossego dos bairros periféricos. Pelo ritmo, o centro da cidade poderá, a médio ou longo prazo, perder a hegemonia como área residencial, a favor da prestação de serviços que está a ser potenciada com a construção de novos edifícios para serviços tanto públicos como privados. A fragilidade que sempre marcou a prestação do serviço de transportes na cidade de Maputo estimulou o crescimento do parque automóvel nos últimos anos, com cada vez mais cidadãos a adquirirem viatura própria para facilitar a sua movimentação e, consequentemente, melhorar a sua qualidade de vida. Este esforço dos cidadãos denuncia agora uma grave fraqueza no que diz respeito à disponibilidade de vias para escoar o crescente tráfego, do que tem resultado congestionamentos sistemáticos, sobretudo nas horas de ponta, e colocando um desafio às autoridades no sentido de encontrar, em tempo útil, respostas para as novas exigências impostas por esse cenário de desenvolvimento humano. A recente abertura da rua Dona Alice, que liga o centro da cidade e vários bairros a norte da urbe, faz parte dos esforços que se impõem para a solução do problema do congestionamento do trânsito, exercício que poderá sair reforçado com a conclusão da segunda faixa de rodagem da avenida Joaquim Chissano. Será necessário corresponder à saída em massa de cidadãos do centro da cidade para a periferia, assumindo que será cada vez maior a procura de estradas para o rápido escoamento do tráfego envolvendo os cidadãos que vão continuar a precisar chegar ao centro da cidade em busca de serviços só oferecidos nesta zona da “cidade das acácias”. Dados da sua história revelam que Maputo foi elevada à categoria de vila a 19 de Dezembro de 1876, tendo ganho o estatuto de cidade a partir de 10 de Novembro de 1887, como resultado do seu desempenho económico de então, numa altura em que os principais pólos eram o Transvaal e o porto de Durban, na África do Sul. Maputo, Terça-Feira, 10 de Novembro de 2009:: Notícias

2 de outubro de 2009

Os 60 anos da República Popular da China

Os 60 anos da República Popular da China O colorido, o rigor e a dimensão espectacular das comemorações dos 60 anos da proclamação da República Popular da China não espantam aqueles que assistiram à abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. O orquestrador do espectáculo, aliás, foi o mesmo - Zhang Yimou. Para hoje à noite está ainda prometido um fogo de artifício que promete ofuscar o das olimpíadas. Durante o dia, o desfile afirmou-se como manifestação do orgulho nacional pelas conquistas dos últimos 60 anos. Em Pequim, 200 mil figurantes, mais de 8000 soldados, e ainda tanques, mísseis e aviões, encheram a praça de Tiananmem. A mesma onde, a 1 de Outubro de 1949, Mao Tse Tung proclamou oficialmente a República Popular da China, com promessas de trabalho, democracia e liberdade de expressão, para tirar da miséria o povo chinês e dar-lhe dignidade, libertando-o da influência estrangeira. Na conferência que precedeu a proclamação, Mao defendeu o sistema de ditadura democrática como garantia para as conquistas da revolução popular. Inaugurava-se, dizia, uma nova era: a da China como nação altamente civilizada. Em Pequim, as comemorações deste 60º aniversário estiveram rodeadas de fortes medidas de segurança, por receio sobretudo de ataques dos uigures, dos separatistas tibetanos e da Falun Gong (movimento de inspiração budista). No Tibete, as forças de segurança intervieram para reprimir manifestantes. Em Hong Kong, vários activistas iniciaram uma greve de fome de 60 horas em protesto contra os 60 anos de governo do Partido Comunista Chinês, que acusam de autoritarismo, repressão da liberdade de expressão e violação de direitos humanos. 01 de Outubro de 2009

9 de setembro de 2009

EUA - Primeiros europeus chegaram a Nova Iorque há 400 anos

EUA - Primeiros europeus chegaram a Nova Iorque há 400 anos Um grande desfile naval no Rio Hudson abriu hoje a semana de comemorações do quarto centenário da "descoberta" de Nova Iorque, nos Estados Unidos, pelo navegador britânico Henry Hudson, numa missão chefiada por holandeses. O mesmo rio que sulcou, pela primeira vez, Hudson em 1609 a bordo do "Halve Maen", e em cujas margens assentaram os primeiros colonos europeus, no que hoje se conhece como Manhattan, foi o protagonista do primeiro acto das celebrações do "descobrimento" da cidade, que nasceu debaixo do domínio holandês. O desfile, em que participaram esquadras dos Estados Unidos e da Holanda, navios da NATO e embarcações típicas holandesas, foi presidido pelos príncipes herdeiros dos Países Baixos, Guilherme Alexandre e Máxima, pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e pelo presidente do Município de Nova Iorque, Michael Bloomberg. Estas individualidades puderam ainda ver uma réplica do barco comandado por Henry Hudson, o navegador que empreendeu há 400 anos uma missão da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais para encontrar um novo caminho para a Ásia. O resultado da expedição foi o "descobrimento" de um lugar onde os holandeses se fixaram para fundar a Nova Amesterdão, lugar esse que, anos depois, os ingleses baptizaram como Nova Iorque. "É maravilhoso que ainda se possam ver as influências da Holanda na cidade, desde o transporte até à arte e à música, passando pela gastronomia. Esta grande cidade construiu-se sobre os valores dos pioneiros holandeses que fundaram Nova Amesterdão", assinalou o príncipe Guilherme Alexandre, lembrando que a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais "foi a primeira grande multinacional". A herança holandesa em Nova Iorque, epicentro das finanças mundiais, está em muitos topónimos mas também na vida económica. O herdeiro da coroa holandesa recordou que a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais tornou-se no primeiro prestamista dos Estados Unidos em finais do século XVIII, quando concedeu um crédito que serviu as antigas colónias britânicas para sufragar a Guerra da Independência (1775-1783). O Dia da Independência dos Estados Unidos foi declarado a 04 de Julho de 1776, tendo a Constituição sido adoptada em 1789. As celebrações do quarto centenário de Nova Iorque incluem ainda iniciativas especiais em museus, concertos, mostras de desenho e arquitectura holandeses e passeios comunitários em bicicletas, que poderão ser usadas gratuitamente. Destaca-se igualmente a presença, na cidade, de um documento trazido de Amesterdão e que se considera ser a "certidão de nascimento de Nova Iorque", uma vez que é uma carta escrita em 1626 que relata a compra da Ilha de Manhattan aos índios nativos que habitavam essas terras quando chegaram os colonos europeus. A compra, por 24 dólares (16,5 euros), pressupôs o acto de fundação da Nova Amesterdão, uma cidade que foi conquistada em 1664 pelos britânicos, que rebaptizaram-na de Nova Iorque em honra do duque de Iorque e ligaram-na ao resto das suas conquistas na costa atlântica do Norte do continente americano. As comemorações do IV centenário terminam segunda-feira, com o primeiro Dia do Porto da cidade, uma efeméride que se pretende assinalar anualmente para lembrar a data em que Hudson pisou as terras de Manhattan pela primeira vez. SAPO/DN, 09 de Setembro de 2009

Manhattan: europeus chegaram à ilha há 400 anos

Manhattan: europeus chegaram à ilha há 400 anos Em Setembro de 1609 o navegador inglês Henry Hudson chegou ao território onde se encontra a actual cidade de Nova Iorque. As suas primeiras impressões ficaram registadas: "a terra mais agradável que se poderia pisar". Na altura, a actual ilha de Manhattan era uma série de colinas de floresta, cruzadas por inúmeros cursos de água e com abundante vida animal - com grande destaque para os castores. O nome indígena da ilha, Mannahatta, significa "ilha de muitas colinas". Hudson navegava ao serviço dos holandeses, com o objectivo de descobrir uma passagem por noroeste que permitisse chegar às Índias. Nesa viagem explorou o rio Hudson, que foi baptizado com o seu nome. Nas margens do Hudson foi assente a primeira colónia europeia, o núcleo inicial do que viria a ser Nova Iorque - então propriedade holandesa, com o nome de Nova Amesterdão. Considera-se como data fundadora da nova colónia a compra da ilha aos nativos, em 1626, por 24 dólares. Em 1664 os britânicos conquistaram Nova Amesterdão, rebaptizaram-na em honra ao duque de Iorque e integraram-na na linha de territórios colonizados na costa leste americana. É difícil imaginar a cidade de Nova Iorque como um espaço de natureza selvagem, mas é isso mesmo que se propõe o projecto Mannahatta. A ideia é tentar reconstituir o sistema ecológico existente antes da fixação dos europeus; no site do projecto há imagens que simulam o aspecto de Manhattan nessa altura, incluindo um mapa interactivo. Em 2007, como sinal inesperado dessa natureza desaparecida, foi encontrado um castor num curso de água do Bronx, perto do Jardim Zoológico - espécie que tinha desaparecido completamente da ilha, devido? caça intensa e? pressão urbanística. Hoje, a cidade de Nova Iorque começou uma semana de comemorações do quarto centenário da chegada de Henry Hudson a Manhattan. As comemorações incluem concertos, actividades em museus, mostras de desenho e arquitectura holandeses, passeios de bicicleta e, a abrir, um desfile naval no rio Hudson, onde pode ser vista uma réplica do barco de Henry Hudson. 09 de Setembro de 2009

27 de agosto de 2009

Município de Maputo: David Simango analisa os 122 anos da cidade

Município de Maputo David Simango analisa os 122 anos da cidade Solo urbano continua o grande problema. Taxa de lixo poderá vir a ser agravada. Com falta de espaços para construção, edil admite que pequenas residências podem vir a dar lugar a mais habitação vertical O Edil diz que a cidade está em franco desenvolvimento, mas reconhece que ainda há muito trabalho por se fazer Maputo (Canalmoz) – A cidade capital do País, Maputo, vai parar no próximo dia 10 de Novembro para celebrar o seu 122.º aniversário, referente à sua elevação a esta categoria. O mesmo acontece numa altura em que o presidente da edilidade exalta o crescimento e realizações que, de há um tempo para cá, diz que a cidade conheceu. Falando ao Canalmoz, o edil da cidade, David Simango, disse que apesar de vários problemas que a Cidade apresenta, os mesmos constituem desafios para a edilidade, pois em geral os grandes problemas da cidade já foram atacados, pese embora não se poder dizer que estão totalmente resolvidos. David Simango referiu-se à introdução de um sistema de recolha de lixo sustentável, o que significa na sua óptica já não fazer por campanha, mas fazer-se de forma duradoira. “Não podemos dizer que já eliminamos, mas estamos numa situação melhor do que há algum tempo atrás. O desafio é aperfeiçoar o sistema de recolha dos resíduos sólidos e também do ponto de vista financeiro, que o sistema seja sustentável, o que vai exigir ainda mais a participação dos munícipes”. Significa isso que o Edil admite que as taxas de recolha do lixo possam vir a ser agravadas. Solo urbano continua o grande problema Dum modo geral, na cidade de Maputo já não há espaço para edificação de residências mas, segundo o presidente do município, este facto é devido ao tipo de habitações que a cidade apresenta, constituindo dessa forma um desafio para o Município a busca de novas soluções. “Ainda é possível gerir esta problemática, porque a nossa cidade é composta de dois mundos: na zona urbana temos edificações verticais e na suburbana temos edificações horizontais. No futuro o desafio é como estas edificações horizontais possam passar a verticais, prometeu. Referiu ainda que o município de Maputo está nesta altura a trabalhar não só nos bairros que ainda há espaço para explorar, como é o caso do bairro da Costa do Sol, na zona de fronteira com Marracuene, na zona da Catembe, mas também nos chamados bairros históricos da Cidade como é o caso de Polana Caniço, Maxaquene, Mafalala, Chamanculo e outros, para desenvolver planos de requalificação destas zonas, o que vai permitir que no futuro nestas zonas possam existir edificações verticais. Baixa da cidade continua a alagar Apesar das grandes obras que se realizaram na baixa da cidade de Maputo, concretamente de saneamento do meio e drenagem das águas fluviais, o sistema ainda continua muito deficiente. Quando chove a Baixa torna-se intransitável, principalmente na zona da Avenida 25 de Setembro. Sobre este aspecto David Simango disse que uma das causas, é a localização da cidade à beira do mar, e nesta situação é preciso ter um sistema de saneamento do meio bastante eficiente. “O que está acontecer é que a nossa capacidade de instalar o sistema de saneamento do meio é limitada, mas temos vindo a fazer alguma intervenção”. Entretanto, o edil anunciou que nos próximos tempos, o município vai iniciar os trabalhos de saneamento no bairro da Polana Caniço, com o financiamento do governo da Itália, no valor de 16 milhões de Euros, durante um período de cinco anos. “Vamos fazer outras intervenções nos outros bairros de forma gradual. As intervenções não serão somente nas infra-estruturas de estradas, mas também vão incluir o saneamento do meio”, acrescentou. Insatisfeito com o serviço da Polícia Municipal Num passado recente, o presidente do Município de Maputo insurgiu-se contra a actuação da Polícia Municipal, alegadamente por esta estar a prestar serviços deficientes. Questionado se a situação já está ou não ultrapassada, David Simango respondeu: “Ainda não estou satisfeito, depois do encontro que mantive com eles, criámos uma equipa que fez a avaliação de todos os agentes da polícia municipal. Agora está a ser elaborado o relatório respectivo, para identificar a capacidade de cada um dos agentes. Daí chegaremos à conclusão de que há necessidade de dispensar ou não alguns agentes, e enquadrá-los noutras áreas do município”. Referiu ainda que no âmbito da reforma no município a policia é uma das áreas prioritária como já se fez na área das finanças e recursos humanos e neste momentos já apresentam alguns resultados palpáveis. Cerca de 50 funcionários precisam de capacitação e alguns precisam de uma reorientação para outras áreas porque não estão a produzir o suficiente. (Egídio Plácido) 2009-08-27

22 de agosto de 2009

Moçambique: Nampula comemora hoje, o 53º aniversário de elevação à categoria de cidade

NAMPULA CELEBRA 53 ANOS RADIOGRAFANDO SUA HISTÓRIA Aos 53 anos que a cidade de Nampula celebra a sua elevação àquela categoria, declarada em 22 de Agosto de 1956, faz uma radiografia do seu historial em que desde essa altura foi considerado um centro privilegiado de certos processos de governação no tempo colonial, onde há referência da instalação do quartel general do Exército português e no que tange ao desenvolvimento, pode-se assinalar a construção da linha férrea que liga o Porto de Nacala ao vizinho Malawi e que estrategicamente atravessa a chamada capital do norte. Apelidade da “menina feiticeira”, porque tem constituído uma paixão para quem pela primeira vez a conhece e visita, conheceu nos últimos cincos anos um enorme dinamismo no processo de desenvolvimento social e económico dos seus munícipes e agentes económicos, factor consubstanciado pela colaboração feita pelos órgãos eleitos, onde o sector privado, desde o informal ao formal, toma a dianteira na instalação de micro-indústrias, que com a abertura feita pelo Executivo de Castro Sanfins Namuaca apostaram muito no investimento que resultou na mudança de abordagem de certos operadores. Esta informação foi revelada por Castro Namuaca, Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, que hoje comemora pela 53ª vez o seu aniversário desde que foi elevada àquela categoria administrativa, que salientou ter-se notado durante esse período uma autêntica desconcentração do comércio a grosso que anteriormente era exercido basicamente no centro da urbe para a periferia, onde se assistem presentemente construções de grandes armazéns, pese embora subsistam alguns problemas relacionados com o ordenamento, saneamento do meio, abastecimento de água e fornecimento de electricidade em alguns bairros. Numa entrevista aos órgãos de comunicação social baseados naquela cidade, o edil de Nampula, Castro Namuaca, apontou o problema de acesso aos bairros periféricos da urbe como sendo uma questão que lhe tira sono, tendo em conta que o crescimento demográfico que se assiste não foi acompanhado com aquilo que considerou de plano de estrutura e urbanização do município. O “Notícias”, como forma de se juntar às comemorações destes 53 anos da cidade de Nampula, publica partes significativas da entrevista que o Presidente do Conselho Municipal de Nampula, Castro Sanfins Namuaca, concedeu aos órgãos de comunicação social baseados na chamada capital do norte. COMO GESTORES SENTIMOS ORGULHO PELOS ANTECEDENTES... Castro Namuaca, que renovou o seu mandato de presidente deste município, considerado o terceiro do país, nas últimas eleições autárquicas, disse que se sente orgulhoso por estar a frente duma cidade que possui um rol de antecedentes que permitem que alguns alicerces de desenvolvimento estejam implantados, mas reconheceu que esta cidade, na verdade, começa a ganhar um ímpeto maior de desenvolvimento a partir da data da independência do país, altura em que se regista uma explosão demográfica. Então, é a partir da data da independência que os munícipes que viviam aqui na cidade de Nampula começam a despertar em si o seu saber e vontade para o engrandecimento da urbe e as estatísticas em nossa posse indicam que antes daquele período os residentes registados não ultrapassavam os dez mil, mas já em 1997 apuraram-se pouco mais de 300 mil habitantes, anotou. Para o edil nampulense, este crescimento demográfico que se assistiu anos depois da independência encerrou em si muitos aspectos da vida dos munícipes, que se viram forçados a acolher concidadãos que fugiam da guerra e encontravam refúgio nas cidades e Nampula não fugiu à regra. Para darmos suporte a este grande processo de crescimento demográfico tivemos alguns dados que nalgum momento eram inesperados, mas de 1997 a 2007 este crescimento ultrapassou os 50 por cento e indicava o registo de 465 mil habitantes que trouxe maior responsabilidade aos gestores da autarquia, em termos de acomodar este grande fluxo de pessoas que começou a registar-se, disse o presidente do município de Nampula, para quem o fenómeno arrastou consigo alguns problemas inerentes ao processo de desenvolvimento. O nosso interlocutor entende que no período colonial o município conheceu problemas da época, que não especificou, o mesmo acontecendo em relação ao período posterior à independência em que o fenómeno guerra de destabilização “asfixiou” demograficamente a cidade e, por consequência, todos estes foram-se agravando até hoje, cuja maior parte foi identificada e que está a merecer um trabalho profundo por parte do seu elenco. Quero em primeiro lugar mencionar o problema de ordenamento e ocupação do solo que continua ser a maior preocupação não somente dos gestores da autarquia, mas também das populações. Temos ainda alguns bairros bastante desordenados a precisarem de grandes intervenções em termos de ajustamento da implantação das infra-estruturas e mesmo das actividades dos residentes, observa. Segundo Namuaca, a falta de ordenamento que se verifica em alguns bairros da chamada capital do norte por vezes condiciona a instalação de serviços e bens de utilidade pública que devem ser providenciados às comunidades, tais como o abastecimento de água. O acesso à maior parte dos bairros é outro problema apontado por Castro Namuaca, que cria em alguma medida transtornos à mobilidade das pessoas que neles residem. O abastecimento de água e fornecimento de energia aos munícipes que residem nestes bairros com acessos descontínuos em algum momento provêm do ordenamento, pois nas diversas vezes quando contactados os provedores desses serviços mostram alguma hesitação em realizar o seu investimento na sua plenitude, com receio de algum dia estes investimentos financeiros reduzirem-se a um trabalho nulo por causa desses problemas de urbanização, sublinhou Castro Namuaca. Para suprir este problema de ordenamento em 1994 o município esforçou-se em encontrar algumas zonas de expansão da cidade que já não suportavam com a pressão dos munícipes, que queriam construir suas habitações e outras edificações e não encontravam espaço suficiente. Foi então que se abriram as zonas de expansão de Marrere, Natikiri e Rex. No que diz respeito ao abastecimento de água aos munícipes, o Presidente do Conselho Municipal de Nampula sublinha o facto de a taxa de cobertura ter crescido em 18 por cento em 2004 para os actuais 50 por cento. Portanto, este rol de problemas que são os que mais nos preocupam têm as suas implicações naquilo que é o tempo que as nossas populações precisam para cuidarem das suas crianças e seus parentes, principalmente no abastecimento de água e a nossa contribuição para debelar essa falta do precioso líquido tem sido feita de forma integrada, resolvendo gradualmente, mas considerando todos esses vectores de preocupações, referiu a nossa fonte. Castro Namuaca reconhece que, na realidade, foram os mais dinâmicos no desenvolvimento do município que mostraram ter energia física, espiritual, intelectual e nalguns casos cheios de recursos à sua volta para dar uma outra e nova roupagem a cidade de Nampula. …RECUPERAMOS ZONAS VERDES E MICRO-INDÚSTRIAS... No processo de dinamização do crescimento e desenvolvimento da cidade de Nampula um dos aspectos que o edil se orgulha ter feito é a recuperação das zonas verdes que se encontravam na cintura verde da urbe e que haviam sido invadidas pelas populações refugiadas da guerra. Ao de leve pode parecer que este exercício de recuperação das zonas verdes não significou nada para os munícipes, mas olhando a história, a cidade de Nampula foi em tempos grande e tradicionalmente produtora de hortícolas, cuja prática afrouxou com a ocupação destas zonas por gente refugiada de a guerra. Actualmente já conseguimos produzir nestas zonas da cintura verde pouco mais de 10 toneladas de produtos hortícolas diversos, indicou Namuaca, para quem os produtores tiveram posteriormente problemas de colocação no mercado, mas que, entretanto, esse problema foi ultrapassado. Relativamente às micro-indústrias, cujo potencial é inquestionável, os munícipes foram durante este tempo investindo, com maior realce para o sector privado, desde o nível informal, formal e até os grandes operadores que demonstraram a sua prontidão e mudança na abordagem das suas actividades respectivas, tendo-se assistido ao incremento da construção e edificação de centros comerciais e hoteleiros. Mas pode não ser uma abordagem eventualmente conclusiva, porque soubemos que existem alguns mitos à volta da localização desses empreendimentos, mas que não deixam de ser um grande “input” para a nossa cidade de Nampula. Os nossos investidores demonstraram que poderiam ir buscar investimentos de diversas fontes e colocar ao dispor dos munícipes, nomeadamente estabelecimentos turísticos de gabarito nacional ou internacional, tais como os hotéis Girassol, Milénio e Executivo, para além de outros empreendimentos de menor escala, observou. Nesse aspecto, o entrevistado apontou a relevância com que o sector informal contribuiu sobremaneira para engordar as finanças do município em consequência e resultado da reformulação e reabilitação do mercado central, assim como o aparecimento de novos mercados preferenciais, como o de Resta, operacionalização duma feira de barracas no espaço adjacente ao Comando dos Bombeiros, a construção de um mercado de peixe no Belenenses, no bairro da Muhala, entre outros locais cujas infra-estruturas estão em processo de construção. PROBLEMAS DE NAMPULA TERÃO SOLUÇÃO APENAS COM ORDENAMENTO O “tubo de escape” dos problemas que a cidade de Nampula enfrenta tem como solução, de acordo com o respectivo edil, a criação de condições estruturais para que aqueles munícipes que se sentem pressionados nos locais onde residem possam ter outros para se acomodarem e foi nessa abordagem que se definiram as chamadas novas zonas de expansão acima referenciados, nomeadamente Marrere, Natikiri e Rex. Nestas zonas, onde ainda as construções não iniciaram, o abastecimento de água está já garantido com instalação de tubagem deste precioso líquido para o consumo, para além de que a energia eléctrica também é uma realidade. O outro sector que mereceu nossa atenção durante este período foi o dos transportes semicolectivos de passageiros, onde procurámos alternativas de como inserir o sector privado na gestão destes serviços, tendo para o efeito sido elaborados vários regulamentos, nomeadamente o de rotas, paragens e abertura de duas terminais minimamente com infra-estruturas básicas para a actividade, referiu Castro Namuaca. A defesa da cidade e das respectivas posturas municipais mereceu igualmente as atenções do elenco de Castro Sanfins Namuaca, com a formação de mais agentes da Polícia Municipal, que passou de pouco mais de 20 elementos para cerca dos actuais 120. Castro Namuaca considera o período entre os anos 2004 e 2008 de impetuoso, onde foi necessário o reforço do equipamento de limpeza, que de um tractor que herdaram do elenco anterior adquiriram cinco tractores e dois camiões para a remoção do lixo, mas que com o tempo estes meios foram demonstrando o seu cansaço inerente à actividade. Outro vector que demonstra que a nossa cidade está a ganhar um grande ímpeto e dinamismo tem a ver com a área social, que se circunscreve no crescimento do sector da Educação a diversos níveis, tendo até a particularidade de ter uma instituição do ensino superior com sede na cidade de Nampula, a UNILÚRIO, para além da UP, UCM, a POLETÉCNICA e a Academia Militar “Samora Machel”, finalizou Castro Sanfins Namuaca, que falava no âmbito das comemorações dos 53 anos de elevação de Nampula à categoria de cidade a 22 de Agosto de 1956. Luís Noberto Maputo, Sábado, 22 de Agosto de 2009:: Notícias

21 de agosto de 2009

Moçambique: Quelimane celebra hoje, o 67º aniversário de elevação à categoria de cidade

Quelimane completa 67 anos Quelimane, província da Zambézia, assinala hoje o 67º aniversário da sua elevação à categoria de cidade, facto que ocorre numa altura em que os munícipes continuam a reclamar por melhores estradas e serviços básicos como abastecimento de água potável, energia e saúde. As rodovias estão a ser reabilitadas na capital provincial da Zambézia, mas as intervenções somente estão a ser feitas em locais considerados críticos para minimizar o seu acentuado estado de degradação. Para assinalar a passagem da data diversas actividades culturais, recreativas e desportivas estão agendadas para hoje na cidade de Quelimane. Maputo, Sexta-Feira, 21 de Agosto de 2009:: Notícias

17 de agosto de 2009

Nampula: Morrupula comemora hoje, 50 anos de elevação à categoria de vila

Tolerância de ponto para vila de Morrupula O Ministério do Trabalho concede hoje uma tolerância de ponto à vila de Morrupula, província de Nampula, por ocasião da passagem do 50º aniversário da elevação da povoação à categoria de vila, para permitir que os residentes locais possam festejar condignamente a data. A concessão da tolerância de ponto surge em resposta ao pedido formulado pelo Governo distrital à Ministra do Trabalho, Helena Taipo. No entanto, a tolerância não abrange os trabalhadores cuja natureza da sua actividade não permite interrupção no interesse público, segundo refere o nº4 do artigo 205 da Lei nº23/2007, de 1 de Agosto. Por ocasião da data, o Ministério do Trabalho endereça votos de festas felizes ao Governo e a todos os residentes da vila de Morrupula. Maputo, Segunda-Feira, 17 de Agosto de 2009:: Notícias

13 de agosto de 2009

Inhambane "Terra da Boa Gente", completou ontem, 63 anos de elevação à categoria de cidade

Aniversário da cidade de Inhambane 53 anos de avanços e recuos A tranquilidade pública é um dos aspectos que orgulham os munícipes da “terra de boa gente”, enquanto a habitação está num caos total Inhambane (Canalmoz) – A cidade de Inhambane, “terra de boa gente”, completou ontem, 53 anos de elevação à categoria de cidade. A efeméride foi pretexto para grandes festejos: animais sacrificados, coroa de flores depositada em memória de heróis moçambicanos, manifestações culturais, desportivas, e até corridas de «txovas». Para nós, o aniversário da cidade foi pretexto para questionar os munícipes, “como vai Inhambane-Céu?”. As respostas foram diversas. Uns apontaram avanços e outros retrocessos. Crescimento desordenado da cidade À semelhança do que acontece um pouco por todas capitais provinciais do País, em Inhambane, as migrações do campo para cidade, têm tendência crescente. Nos últimos anos, muitos novos habitantes chegam a esta cidade à procura de emprego, essencialmente. E encontraram um Conselho Municipal não preparado para acolher tanta gente, visto não existirem planos de urbanização desenhados, pelo menos a avaliar pela forma como as novas habitações estão a ser erguidas, nesta cidade. É a desordem total que caracteriza os bairros da cidade. A construção ilegal e desordenada de residências na zona do aeródromo local, a degradação das vias de acesso, a necessidade de abertura de estradas que permitam a circulação normal de pessoas e bens em toda a periferia da urbe, e o emaranhado de casas que se verifica nos bairros Chalambe I e II, Liberdade I e II e Muelé, são os aspectos negativos, mais visíveis, na área de infra-estruturas, na cidade de Inhambane. No bairro de Muelé, concretamente, tornou-se muito difícil circular. Não há ruas parceladas, as casas foram construídas umas atrás das outras, sem ordenamento e são na sua maioria de construção precária, cobertas de folhas de coqueiros, material aqui conhecido por “macuti”. Um eventual incêndio numa das casas, pode causar uma catástrofe, visto que facilmente, as casas vizinhas podem pegar fogo e registar-se um incêndio em série. Para mais não há bombeiros na cidade. O governo promete há anos resolver a questão, mas não há meio de cumprir. Esta cidade, que até tem um aeroporto já com algum tráfego internacional, como o governo promete e não faz, continua sem os chamados “soldados da Paz” – nome que também é dado aos bombeiros. João Nhamposse, natural e residente na cidade de Inhambane, disse à nossa reportagem, que uma das razões que concorre para a habitação precária que se está a construir é o Município cobrar altas taxas para se poder construir em alvenaria. “É que o município exige licença de construção, para qualquer tipo de obra que seja de alvenaria”. “Uma casa de tipo 3, tipo 2, ou mesmo de tipo 1, desde que seja de alvenaria, tem que se comunicar ao município que se pretende construir, e a edilidade fixa uma taxa de construção, que muitas vezes não está ao alcance dos cidadãos”, conta o nosso entrevistado. A opção de quem precisa de habitação é construir com material precário e em qualquer lugar, porque também é difícil legalizar-se um talhão. Sendo assim, e porque as pessoas não têm melhores alternativas, constrói-se desordenadamente e com materiais de fraca qualidade e curta duração. Aparece-nos uma cidade de Inhambane a expandir-se desordenadamente e com habitação pobre e sem condições. A falta de planeamento impede que os bairros de expansão obedeçam às mais elementares normas. É outra situação que inquieta os munícipes. “O município devia conceber bairros para habitação, abrir ruas, colocar fontenários de água e construir escolas, nos bairro de expansão. As pessoas que vivem aglomeradas nos bairros suburbanos, podiam transferir-se com facilidade para os novos bairros”, sugeriu Inácio Nhassengo, morador de Chalambe I, um dos bairros que delimitam a chamada “zona de cimento”.
Transporte
Sendo Inhambane uma cidade pequena, a falta de transporte não se faz sentir. É fácil as pessoas deslocarem-se aos principais pontos da cidade, a pé, em pouco tempo. Sair da ponte cais, onde se apanha o barco para Maxixe, passando pela Catedral, depois pelo edifício-sede do Município, pelo Mercado Central, Hospital Rural, Cemitério da cidade, Cadeia Provincial, e voltar para a Escola Superior de Hotelaria e Turismo, é possível, em menos de 45 minutos. Esta zona é aprazível e está com aspecto agradável. Para as zonas mais distantes da cidade, existe transporte suficiente, entre semi-colectivos e Transporte Público de Inhambane (TPI). Pode-se dizer que em Inhambane-céu não há problemas de transporte.
Criminalidade praticamente Zero
A tranquilidade pública é outro factor que alegra os munícipes desta urbe. “Aqui em Inhambane não há tanta ocorrência de crimes”, disse Amâncio Massingue, agente da Polícia de República de Moçambique (PRM), afecto à 2ª Esquadra da cidade. Aliás, os moradores da cidade orgulham-se por este facto. Costuma-se dizer que “se alguém for roubado em Inhambane, o ladrão não é morador da cidade, mas, sim, visitante”. Vêm de longe roubar aqui, é frequente ouvir-se comentar quando surge uma onda repentina de crime. Vêm de Maputo quando há períodos de procura turística. Inhambane vive essencialmente do Turismo. Tem praias maravilhosas.
Lixo reaparece na cidade
Mas nesta cidade, que em tempos foi considerada a mais limpa do País, de há uns meses para cá começa a ter lixo que não era habitual. O lixo tomou conta da urbe, e em cada esquina da cidade, vêem-se montes de lixo espalhado, sem que o mesmo seja recolhido pelo município. Face a esta matéria, o edil da cidade, Lourenço Macul, disse à margem da cerimónia de deposição de coroa de flores na praça dos heróis, que “se deveu a avarias em veículos usados pelo município na recolha de resíduos sólidos”. “A situação já está a melhorar e vai melhorar ainda mais nos próximos dias”, prometeu o presidente do Conselho Municipal.
Travessia
Com os novos barcos a travessia Inhambane-Maxixe, melhorou. Os munícipes dizem-se satisfeitos. Entretanto, a travessia para a Ilha de Xidwane, continua a ser garantida através de barcos à vela. O percurso no mar leva mais de duas horas. Os mesmos não oferecem segurança aos passageiros.
Falando à imprensa, o edil da cidade, Lourenço Macul, considerou que apesar dos problemas aqui enumerados, a cidade está a conhecer um desenvolvimento significativo, e os problemas prevalecentes são desafios para se ultrapassar. Dados do último recenseamento geral da população e habitação realizado no País (2007), indicam que a cidade de Inhambane possui 65.149 habitantes, dos quais 30.640 são homens e 34.509, mulheres. (Sara Pacul, em Inhambane) 2009-08-13

12 de agosto de 2009

Dia Internacional da Juventude comemora-se hoje

Dia Internacional da Juventude comemora-se hoje Luanda – A Juventude mundial comemora hoje, 12 de Agosto, o seu dia, instituído em Dezembro de 1999 pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Nesta resolução, foi endossada a recomendação saída da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, realizada em Lisboa (Portugal), de 8 a 12 de Agosto de 1998, que declarou o dia 12 de Agosto como Dia Internacional da Juventude. A Conferência Mundial recomendou a data e incentivou que se organizassem actividades públicas e informativas, no sentido de apoiar o Dia, para melhor promover o conhecimento do Programa Mundial da Acção para a Juventude. Os jovens do mundo, que somam hoje mais de um bilião, são um dos mais importantes recursos humanos para o desenvolvimento e podem ser agentes essenciais de inovação e de mudanças sociais positivas. No entanto, a dimensão da pobreza dos jovens priva o mundo desse potencial. Num mundo tão rico como o nosso, quase um quinto das pessoas com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos têm de sobreviver com menos de um dólar por dia e quase metade vive com menos de dois dólares por dia. Numa mensagem por ocasião da data, a ONU escreve que “ hoje, o mundo conta com cerca de três mil milhões de habitantes com menos de 25 anos e mais de 100 milhões de crianças em idade escolar não frequentam a escola. Todos os dias, perto de 30 mil crianças morrem devido à pobreza e sete mil jovens contraem o HIV/SIDA. Para a ONU, ainda que os jovens constituam um quarto da população activa, representam metade do total de desempregados. O mercado de trabalho tem dificuldade em assegurar aos jovens empregos estáveis, que lhes ofereçam boas perspectivas, excepto quando são altamente qualificados. “Sem um trabalho condigno, os jovens tornam-se particularmente vulneráveis à pobreza, o que, por sua vez, dificulta o acesso à educação e a serviços básicos de saúde, limitando ainda mais a sua empregabilidade”, lê-se na mensagem. A longo prazo, os jovens desfavorecidos encontrarão maiores obstáculos à melhoria da sua situação e poderão não vir a usufruir dos benefícios que o emprego estável e a longo prazo proporciona, como o acesso a bens e recursos, redes sociais fortes e a participação na tomada de decisões na família ou na comunidade”. A comunidade internacional reconheceu a existência do fenómeno a que os especialistas chamam a “juvenilização” da pobreza e considerou-o uma área prioritária no Programa de Acção Mundial para a Juventude. O Programa considera os jovens como plenos parceiros, no contexto dos esforços em prol da erradicação da pobreza e da realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. O compromisso dos governos em relação às prioridades em matéria de desenvolvimento foi renovado e reforçado na Cúpula Mundial de 2005, que criou uma nova oportunidade de envolver os jovens nas decisões sobre questões que os afectam. Neste Dia Internacional, os governos devem aproveitar a data, criar oportunidades e redobrar esforços para apoiar os jovens e levá-los a realizar o seu potencial, para benefício de todos. Angola Press, 12 de Agosto de 2009

27 de julho de 2009

Maputo: Paróquia de Santa Ana da Munhuana completou cem anos

Paróquia de Santa Ana da Munhuana completou cem anos A paróquia de Santa Ana da Munhuana, da Igreja Católica, na cidade de Maputo, celebra cem anos de sua criação. Centenas de crentes desta paróquia juntaram-se, domingo, para comemorar a efeméride.
A missão da Santa Ana foi fundada a dois de Janeiro de 1902. A história refere que um grupo de goeses vindo da província de Santa Ana de Goa, na Índia, formou um pequeno núcleo dos primeiros habitantes de Munhuana. Desde a sua fundação, a Paróquia tem desenvolvido diversas actividades em prol da vida religiosa e social contribuindo para a evangelização e para a formação humana dos cidadãos. A celebração Eucarística foi presidida pelo arcebispo de Maputo Dom Francisco Chimoio. Actualmente, a paróquia de Santa Ana da Munhuana tem uma Escola Comunitária que conta com mais de mil alunos da oitava à décima classes. A paróquia presta assistência a um centro de idosos. TVM, 27 de Julho de 2009

10 de julho de 2009

Moçambique: Pensando na mulher, celebra-se amanhã o Dia Mundial da População

Pensando na mulher: Celebra-se Dia Mundial da População Sob o lema “Resposta à Crise Económica: Investir nas Mulheres é Uma Escolha Acertada”, celebra-se amanhã o Dia Mundial da População. O evento acontece numa altura de reflexão sobre o impacto da crise económica global nos grupos mais vulneráveis. Para as Nações Unidas em Moçambique, esta é uma oportunidade para um balanço, e incremento dos esforços correntes e proteger as conquistas já alcançadas. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a População, ainda não são conhecidas as reais dimensões que a crise económica terá mas sabe-se que a população vulnerável, em particular as mulheres, nos países em desenvolvimento, serão gravemente afectadas e Moçambique não é excepção. Estima-se que no país o crescimento económico venha a reduzir, o que implicará a continuação da dependência em grande medida de parceiros de desenvolvimento, incluindo as Nações Unidas, para que se possam materializar os compromissos sociais e económicos. Fonte do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFP) refere ser importante a focalização dos esforços, de forma particular, aos grupos que estão a tornar-se mais vulneráveis por causa da crise económica, na população urbana, raparigas, mulheres, jovens e famílias lideradas por mulheres. “Todas as estratégias de mitigação deverão focalizar a protecção das conquistas já alcançadas, manter o ímpeto e prevenir perdas”. Para as Nações Unidas em Moçambique lê-se num editorial daquela representação, este é o momento para manter a promessa de garantir que as metas a nível internacional sejam materializadas até 2015. As Nações Unidas estão a usar a sua vantagem comparativa para melhorarem o investimento social e influenciarem o alcance dos objectivos do Milénio. A província de Tete vai acolher as cerimónias centrais num acto a ser promovido pelo governo provincial, pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFP) e o Ministério da Planificação e Desenvolvimento. O acto visará essencialmente despertar a sociedade sobre a importância de investir nas mulheres face à crise económica. Antes da crise, as mulheres eram já a maioria da população menos favorecida nos países em desenvolvimento. Maputo, Sexta-Feira, 10 de Julho de 2009:: Notícias

3 de junho de 2009

Moçambique: Magude completa 45 anos como vila

Magude completa 45 anos como vila A vila de Magude completou no dia 1 de Junho 45 anos da sua elevação àquela categoria, tendo tal facto servido de pretexto para acolher um contagiante ambiente de diversão, durante o qual pessoas idas de diversas partes da província se encontraram para festejar a data. A escolha daquele ponto para o início da visita do Chefe do Estado, Armando Guebuza, veio dar um outro condão comemorativo à festa, que para muitos não passou de uma simples coincidência, mas sim de um acontecimento que deve servir de alavanca para juntar esforços rumo ao crescimento económico e social da região. O facto de a data coincidir ainda com a festa do dia da criança terá caído muito bem aos residentes de Magude que, para além de juntarem o útil ao agradável, renovaram a sua vontade comum de prosseguir a luta contra a fome, cujo incentivo advém da alocação de fundos de gestão local que já contribuíram para a criação de mais postos de trabalho e melhoria da renda de muitas famílias. Diversas actividades marcaram a passagem da data e a festa continuou nos bairros onde pessoas de diversos estratos sociais se juntaram para conviver, não faltando a habitual carne de vaca que constitui o forte daquele distrito considerado na província do Maputo como um potencial produtor na pecuária. Mas a presença do Chefe do Estado foi aproveitada também pela população de Magude para se queixar da evasão dos animais bravios que destoem culturas e matam o gado, o que vem provocar um revês aos esforços de combater a fome no distrito e na província. Maputo, Quarta-Feira, 3 de Junho de 2009:: Notícias