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4 de janeiro de 2024

Fotografias de Moçambique: Geografia e Natureza


Fonte: Arquivo Pessoal
Digitalizado por MOZ

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1 de outubro de 2013

O Arquipélago do Bazaruto (1965)


No litoral de Moçambique, quando da viagem de Inhambane para a Beira, entre o Cabo de S. Sebastião e a foz do Govuro, situa-se o arquipélago do Bazaruto que toma o nome da ilha de maior extensão e que é conhecido internacionalmente sob a legenda de «Paradise Islands», desde que se tornou um cartaz turístico de Moçambique.

A mais famosa é a pequena ilha de Santa Carolina, de cerca de uma milha de extensão e de 400 metros de largura, que parece um maciço de verdura à superfície das águas, dado que está apenas uns poucos metros acima do mar. Diversas lendas envolvem esta ilha que chegou ao nosso tempo com o nome de Xiguine (Ilha Pequena). O arquipélago já é citado no século XVI por Frei João dos Santos no seu livro a «Etiópia Oriental», sob o nome de Ilhas Bocicas.

Depois da chegada aos aeroportos de Vilanculos e de Inhassoro, no continente, os turistas, vindos na sua maioria da Rodésia e da África do Sul, partem à descoberta da velha Ilha de Santa Carolina, famosa pela sua paisagem e pelas espécies de peixe que abundam nas suas águas e em que se destaca o marlin. A viagem de barco leva uma hora do Inhassoro.

Em Santa Carolina, nos recantos formados pelos corais, os praticantes do «Gogle Fishing» encontram uma água transparente e calma. Mal amanhece, a enseada da pequena ilha enche-se dos rumores dos entusiastas da pesca desportiva. Estes desportistas, especialmente quando do campeonato internacional que ali se realiza anualmente, vêm de todo o Mundo, alguns da Nova Zelândia, da Austrália e do Canadá e procuram sobretudo o marlin que abunda nestas águas. Alguns até têm aqui os seus barcos de pesca.

Quando o dia começa a acabar, os turistas dirigem-se para a enseada. Há o atractivo de ver o que trouxeram os que no alto mar procuraram o combativo marlin. Finda o dia e o sol esconde-se no mar. É a hora de encantamento. O mar canta a eterna canção no rebentar das ondas junto do restaurante onde na algaraviada de várias línguas vão desaparecendo as garrafas de whisky e de vinho tinto…
Fonte: Arquivo Pessoal

2 de agosto de 2013

Tunduro, o jardim que ficou para a história


Tunduro, o jardim que ficou para a história O jardim Tuduro, localizado na baixa da cidade era nos tempos o local ideal para a realização de casamentos e algumas festas. Um jardim que todos queriam conhecer, desde turistas, cientistas e investigadores, gente de diferentes países vinham para visitar e conhecer nomes de plantas medicinais, mas hoje, o antigo e maravilhoso jardim virou lugar de esconderijos de larápios e marginais. Sapo MZ

22 de março de 2013

Moçambique passa a ter 13 novos distritos



Maputo, 21 Mar (AIM) – A Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, aprovou hoje uma proposta de lei que cria 13 novos distritos nas províncias de Manica, Tete e Zambézia, no centro do país, e Nampula, no norte.

Trata-se dos distritos da Ilha de Moçambique, Larde e Liúpo, na província de Nampula; Quelimane, Luabo, Mulevala, Mocubela, Derre e Molumbo, na Zambézia; Marara e Dôa, em Tete; e Macate e Vandúzi, em Manica.

Na maioria dos casos são antigos postos administrativos que foram elevados a categoria de distritos, enquanto para os casos da Ilha de Moçambique e Quelimane é uma questão de restauração de distritos que haviam sido abolidos em 1986.

15 de dezembro de 2012

Distrito de Gaza (Ano 1965)


Gaza foi elevada à categoria de Distrito Militar após a Campanha de Pacificação em 1895, que pôs cobro às incursões das hordas que, vindas do exterior, escravizavam e aterorizavam as populações locais.

Em 1907, a região foi incorporada no Distrito de Lourenço Marques. Em 1918, foi definida como Distrito Civil, voltando a ser integrada no Distrito de Lourenço Marques em 1928. Pelo Decreto 35 733 de 4 de Julho de 1946 voltou a ser criado o Distrito de Gaza, englobando as seguintes áreas: Alto Limpopo, Bilene, Chibuto, Gaza, Guijá, Magude, Muchopes e Sabié. Em 1954, era estabelecido pelo Decreto nº 39 858, de 20 de Outubro, o Governo do Distrito com sede na Cidade de João Belo. Assim, o Distrito de Gaza tem hoje uma área de 82 937 quilómetros quadrados e a seguinte divisão administrativa: Baixo Limpopo, Bilene, Chibuto, Gaza e Muchopes; Circunscrições: Guijá, Limpopo e Magude.

16 de novembro de 2011

Maputo: Pôr-do-sol


Pôr-do-sol

Com a vaga de calor na capital, o que não falta é um belo pôr-do-sol. A vista é da Baía de Catembe

Sapo MZ

27 de outubro de 2010

Parque da Gorongosa celebra 50º aniversário com programa “Yoga Safari”


Parque da Gorongosa celebra 50º aniversário com programa “Yoga Safari”

O Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique, que este ano comemora o 50º aniversário, está a promover o programa “retiro de yoga”, de 27 de Outubro a 1 de Novembro acompanhado pela “guru” de yoga Jenny Van Niekerk.
Durante o retiro, Jenny Van Niekerk oferecerá “momentos de recolhimento e meditação” no início e no fim de todos os dias do programa, informa o Parque em comunicado.
O preço por pessoa é 1.650 dólares (cerca de 1.235 euros) e inclui cinco noites em regime tudo incluído (TI), curso de yoga, safaris e entradas no parque, não estando incluído o transporte para o Parque Nacional da Gorogonsa.
O Parque ocupa uma área de cerca de quatro mil quilómetros quadrados, na zona limite Sul do Grande Vale do Rift Africano, tem a sua planície irrigada pelos rios que nascem na Serra da Gorongosa, a qual atinge 1.862 metros de altitude, e terras de pasto repletas de acácias, savana, floresta seca sobre areias, poças de água das chuvas sazonais e densos bosques de termiteiras.
Nos seus planaltos encontram-se matas de miombo, florestas de montanha e floresta tropical húmida na base de uma série de desfiladeiros ou “gargantas” de calcário.
Durante os safaris é possível avistar javalis africanos, diversas espécies de antílopes, macacos, crocodilos, centenas de espécies de pássaros, elefantes, leões, entre outros animais selvagens.

in: Presstur.com
24 Setembro 2010

21 de fevereiro de 2010

Moçambique: Vila de Cóbué (Niassa)



Cóbué, é uma vila pequenina banhada pelo magnífico Lago do Niassa

Quando aqui chegamos avistamos a torre da antiga igreja construída pelos portugueses nos anos 50, porém está muito degradada: não tem vitrais, as suas paredes ainda sofrem com as escaras das balas e um incêndio durante a Guerra da Independência destruiu o seu tecto mas a fé é mais forte para a diocese local e a missa continua a ser celebrada numa parte deste monumento.


16 de outubro de 2009

Moçambique: Casamentos tradicionais no Chinde

Casamentos tradicionais no Chinde O distrito do Chinde fica situado na zona sul da província da Zambézia, limitando-se, a norte, pelo distrito de Inhassunge, a oeste pelo distrito de Mopeia, a este, pelo Oceano Índico e a sul, pelo distrito de Marromeu, em Sofala, através do rio Zambeze. A sua sede distrital, uma ilha encravada no delta do Zambeze, dista a cerca de 70 quilómetros a sul de Quelimane, a capital provincial da Zambézia. Administrativamente, o distrito está dividido em três postos administrativos (Chinde, Micaune e Luabo), compostos pelas localidades de: Vila de Chinde, Matilde, Mucuandaia e Pambane, pertencentes ao Posto Administrativo-Sede, Luabo, Mangige, Nzama, Rovuma, Samora Machel e 25 de Setembro, ao Posto administrativo de Luabo e Arijuane, Magaza, Micaune, Mitange e Nhamatamanga, ao Posto Administrativo de Micaune. A língua predominante é “maindo”, que é falada pela maioria da população do distrito, calculada em mais de 130 mil habitantes e que cobre os postos administrativos de Micaúne e sede distrital. Os habitantes do Posto Administrativo de Luabo, comunicam-se pela língua nacional Chissena. Nas regiões de Sombo e Matilde, a sul da vila-sede do distrito e Maimba, em Micaune, a língua maindo começa a perder originalidade, admitindo a ocorrência de palavras da língua chissena. Essa língua que resulta da mistura de maindo com chissena, falada predominantemente a Este de Luabo, chama-se Podzo. Na parte nortenha do Posto Administrativo de Micaune, ou seja as localidades de Mitange, Arijuane e Magaza, a língua maindo começa igualmente a sofrer alterações, sobretudo no sotaque, que começa a confundir-se com Chicarungo, falada em Inhassunge e que se assemelha a Chuabo, predominante na cidade de Quelimane e arredores. Diferentemente da chamada “Alta Zambézia”, que compreende os distritos a norte da cidade de Quelimane falantes da língua lomuè, cujos casamentos são matrilineares, Chinde e outros distritos da Zambézia situados ao longo do Vale do Zambeze, perseguem o regime patrilinear, ou seja, o homem é quem manda em casa. Neste distrito, a iniciativa do casamento pertence ao homem, a quem cabe a responsabilidade de propor o namoro, embora a mulher tenha pleno direito de sugerir as melhores modalidades a serem seguidas e os contornos pelos quais devem decorrer as diferentes etapas das cerimonias matrimoniais. O casamento no distrito do Chinde inicia com o namoro, através do qual o homem apaixonado propõe a namorada para sua futura esposa. Este encontro, regra geral, decorre em locais de diversão nocturna, na sua maioria caracterizados por danças tradicionais, sendo a mais influente “Ibondo”. Mais tarde, com a presença de aparelhagem musical trazida pelos chamados “madjonidjoni” ou seja, indivíduos que trabalham na África do Sul, a diversão nocturna poderia ocorrer nos chamados clubes nocturnos, onde decorriam os bailes localmente designados “Chinguere”. Os clubes, também conhecidos por assembleias, eram feitos de material local precário, mais precisamente folhas de coqueiros e estacas de “micándala” ou outros paus extraídos em matagais e mangais, abundantes na região costeira do distrito. Normalmente eram construídos debaixo de árvores frondosas (mangueiras e cajueiros), para conferi-los a necessária escuridão, que era do interesse dos bailarinos, na sua maioria jovens. Mais tarde e apesar da oposição dos jovens, foram usados petromaxes para iluminar os referidos locais de diversão nocturna. Nesses convívios, por causa da forma como as danças eram executadas, normalmente em pares de homens e mulheres assegurando-se pelas costas e nádegas, a semelhança do que acontece actualmente com as chamadas “passadas”, os dançarinos poderiam apaixonar-se e a partir daí desencadear uma relação amorosa que pode culminar em casamento. Porem, nem tudo era uniforme. Alguns pares, mesmo aquelas que as danças os pudessem conduzir a inevitável atracção mutua, não chegavam a contrair matrimónio, terminando apenas no amantismo. Outras das formas não menos usadas de namoro e que resistem aos imperativos das mudanças que o tempo impõe na mente, hábitos e costumes dos homens, consistem em os pais escolherem esposas e maridos para seus filhos e filhas. Este método, por ser potencialmente compulsivo e retrógrado e, obviamente menos apreciado pelos jovens modernos, tende a desaparecer. Quanto menos, o que os pais e familiares em geral podem fazer para ajudar seus filhos e filhas na escolha de futuros genros ou noras, é identificar a pessoa e, por métodos subtis, propor ao interessado para análise e aprovação. Este processo, porem, é de difícil aplicação para as meninas que não tem a liberdade de escolher, por iniciativa própria, os futuros esposos. Aliás, qualquer mulher que assim proceda, será recusada e poderá ser acusada de mil e uma coisas, incluindo feitiçaria, pois não é admitido, por tradição local e, por extensão, a algumas regiões do pais, mulheres proporem o namoro aos homens. Se tiver iniciado o namoro, o rapaz e a rapariga, normalmente depois de se conhecerem sexualmente, combinam uma apresentação em casa dos pais da namorada, como forma de formalizar a intenção (perdoem e redundância). O rapaz, depois de informar a sua intenção aos seus pais, arranja um padrinho, usualmente mais velho que ele, conhecido por “sebueni”, para se deslocarem a casa dos pais da noiva, para a chamada cerimonia de apresentação designada “buhdueia”. Para esta cerimónia que geralmente decorre a noite, entre 19.00 as 21.00 horas, o rapaz, acompanhado do seu “sebueni”, leva consigo cinco litros de “sura” - uma bebida alcoólica extraída a partir da seiva do coqueiro, e dinheiro numa importância equivalente a 50 meticais, ou escudos no tempo colonial. A menina tem a obrigação de informar aos pais, por via da mãe, a intenção e o projecto amoroso em edificação. Nessa altura, a apaixonada aproveita anunciar a presença dos “hóspedes” para efeitos de apresentação. Caso os pais consintam, marca-se a data e o noivo aparece. A chegada, a recepção da encomenda de “sura”, pelos parentes da namorada, é indicador que evidencia o consentimento dos pais face ao pedido da filha. Desta feita, convidam-se os hóspedes para entrarem e se sentarem, normalmente dentro de casa, a luz de candeeiro, já que energia eléctrica pertence ao passado, com excepção da sede distrital. A conversa inicia depois do jantar. Aqui, o pai, em representação da família e na presença da mãe e irmãos da “moça”, pergunta-a se conhece ou não o rapaz ora presente. Ela, regra geral, responde positivamente, pois a chegada do rapaz a casa dos futuros sogros tem sido de consenso mútuo dos namorados, sendo raras as vezes que a donzela pode surpreender o namorado com uma recusa. Como prova de que tudo correu bem e que o rapaz foi aceite, vai-se buscar a “sura”, coloca-se nos copos e os familiares da rapariga partilham, após um brinde que começa com o pai a entornar, ao chão, um pouco da bebida para os espíritos. Nesta ocasião, mesmo sendo oferecido, o noivo deve recusar-se a beber, pois se o fizer, será conotado como bêbado e falta de respeito pelos mais velhos, e isto pode chegar a inviabilizar o projecto matrimonial. VICTOR MACHIRICA

13 de setembro de 2009

7 de agosto de 2009

Moçambique: Ilhas de Bazaruto






Moçambique: Ilhas de Bazaruto O biólogo e famoso escritor Mia Couto explica como, num texto da revista Índico. "As ilhas de Bazaruto foram parte da Península de São Sebastião. Tudo isto aconteceu "recentemente", na escala geológica do tempo. "A cadeia de dunas da qual a Península de São Sebastião faz parte possui "escassos" menos de 90 mil anos", explica Mia Couto, no texto Pinturas de Areia e Vento, da revista Índico. O escritor como sempre descreve de forma poética como tudo aconteceu: "Essa é apenas a idade do material que serviu de ventre materno. Porque o parto, o corte do cordão umbilical ocorreu muito mais tarde. Esse golpe que roubou as ilhas ao continente tem apenas 5 mil anos. Na escala geológica, um simples piscar de olhos nos separa desse nascimento. A última transgressão marinha actuou como o destino que, sem nos darmos conta, nos leva os filhos de casa: a península fragmentou-se e as águas sulcaram canais entre as diversas ilhas. O mesmo processo fez criar, mais a Sul, a ilha da Inhaca, cortando, na mesma altura, a península de Machangulo. Esta é a origem de quatro dos cinco actuais territórios insulares do arquipélago: Bazaruto, Benguerra, Macarugue e Bangue." Texto de Mia Couto Citado por Teresa Cotrim Fotos: Teresa Cotrim

Moçambique: Orla de Inhambane












Moçambique: Orla de Inhambane Na orla de Inhambane, tanto a norte como a sul da capital da província, há um bom número de alternativas ou complementos de uma estância no Tofo. Pouco mais de uma dezena de quilómetros para norte, por uma estrada de terra vermelha que serpenteia entre palmares, está a Barra, uma praia com boa oferta de alojamento. Nas imediações está o recente Flamingo Bay Water Lodge, um conjunto de casinhas em materiais locais assente sobre um sistema de palafitas. Continuando para Norte, chegamos a Morrungulo e meia centena de quilómetros depois, a Pomene (uma reserva natural), que conserva um litoral edénico, o típico cenário tropical enfeitado de palmeiras, e já depois de Vilankulos à ampla praia de Inhassoro. Para sul, não falta, igualmente, escolha. A Baía dos Cocos é a primeira, depois vêm Guinjata, enseada encravada entre falésias, e os cenários de rodagem de «A Jóia de África». Lá para as bandas de Quissico, a terra das timbilas, encontramos duas pérolas, Zavala e Ponta Závora. Esta é uma zona, também, de lagoas. No roteiro dos passeios há que inscrever-se, ainda, uma visita a Inhambane, cidade que conserva um núcleo urbano do tempo colonial, uma espécie de museu que testemunha exemplarmente uma época. As edificações mesclam elementos lusos, orientais e das tradições arquitectónicas swahili.

Moçambique: Província de Cabo Delgado




Moçambique: Província de Cabo Delgado A província de Cabo Delgado está situada a Norte de Moçambique e faz fronteira com a Tanzânia. A fronteira é o rio Rovuma. É uma província para explorar. Tem poucos turistas, apesar de uma beleza natural fantástica, designadamente 300 km de costa com o Índico e o arquipélago das Quirimbas constituído por cerca de 50 ilhas coralinas. Uma dessas ilhas, a maior, é a da vila de Ibo que foi a primeira capital administrativa de Cabo Delgado. A capital é Pemba, tem menos de 100 mil habitantes. É uma cidade histórica situada na baía com o mesmo nome, a terceira maior do mundo. O acesso mais frequente dos turistas a Cabo Delgado é feito de avião com destino a Pemba.