Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens

3 de maio de 2013

No tempo da minha infância (Por Ismael Gaião)


No tempo da minha infância


(Por Ismael Gaião)


No tempo da minha infância

Nossa vida era normal

Nunca me foi proibido

Comer muito açúcar ou sal

Hoje tudo é diferente

Sempre alguém ensina a gente

Que comer tudo faz mal


Bebi leite ao natural

Da minha vaca Quitéria

E nunca fiquei de cama

Com uma doença séria

As crianças de hoje em dia

Não bebem como eu bebia

Pra não pegar bactéria


A barriga da miséria

Tirei com tranquilidade

Do pão com manteiga e queijo

Hoje só resta a saudade

A vida ficou sem graça

Não se pode comer massa

Por causa da obesidade

30 de janeiro de 2012

Escrito por uma criança africana....


Escrito por uma criança africana....


Pensamento surpreendente!!!

Quando eu nasci, era Preto;
Quando cresci, era Preto;
Quando pego sol, fico Preto
Quando sinto frio, continuo Preto
Quando estou assustado, também fico Preto.
Quando estou doente, Preto;
E, quando eu morrer, continuarei preto!

E você, cara Branco,
Quando nasce, você é rosa;
Quando cresce, você é Branco;
Quando você pega sol, fica Vermelho;
Quando sente frio, você fica roxo;
Quando você se assusta fica Amarelo;
Quando está doente, fica verde;
Quando você morrer, você ficará cinzento.

E você vem me chamar de Homem de Cor??!!

Fonte: Net

1 de março de 2010

Canção do exílio

Canção do exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

O Moleque

O Moleque

«Traz bazuca para mim...
dois eme, Manica, tanto faz,
preto ou branco, não interessa.»
“Minha Motiana, corta o capim,
trata machamba – a vida dela é essa!
Para mim, a cidade, é que me satisfaz.”

“Moana, não me chateia, para chorar.
Lá na Terra, mãe é que tem problema;
Dela, é que é esse cuidado...
Aqui, na Cidade, eu trabalho, estou a adorar.
Chapa ganha, chapa gasta, é o meu lema...
Para servir mozungo, eu sou criado.”

7 de dezembro de 2008

Elegia na morte de Samora Moisés Machel (Carlos Domingos)

ELEGIA NA MORTE DE SAMORA MOISÉS MACHEL (Poema inscrito no livro de condolências da Embaixada da República Popular de Moçambique) Não venho trazer-te flores, mas um grito. No teu sangue derramado lateja a minha dor e a minha raiva. Dentro de mim estremeceu o mundo e o mar ferveu, os sorrisos voaram em estilhaços e desmoronou-se a torre em construção. Agora estamos nus sob os escombros e a tua ausência é um vento frio soprando por dentro. Mas nada poderá deter-te, nem a morte! De súbito, surgiste ao nosso lado, sentimos a tua mão de confiança, continuas de pé, jovem, invencível, com a vitória a sorrir-te nos lábios. Nada poderá deter-nos, Samora Machel. As nossas mãos, a nossa voz, as nossas armas velarão a tua memória e arrancarão os frutos renitentes à terra ainda em flor. Carlos Domingos (22 de Outubro de 1986)