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24 de junho de 2012

Mondlane concorreu a presidência da FRELIMO com cartão da UDENAMO



Matola – O combatente da Luta de Libertação Nacional, Lopes Tembe, disse que Eduardo Mondlane, quando se juntou aos combates, teve que concorrer a eleição para a presidência da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) como membro da União Democrática Nacional de Moçambique (UDENAMO).

Falando no simpósio por ocasião dos 50 anos da Frelimo que decorre na cidade da Matola, província de Maputo, Tembe explicou que Mondlane, quando veio a Moçambique, não tinha partido, ou seja, não pertencia a nenhum dos movimentos que existiam e, por essa razão não podia concorrer para a presidência.

17 de outubro de 2010

Moçambique: Frelimo força professores a serem membros do partido


Frelimo força professores a serem membros do partido

– denuncia grupo de docentes no Dia Nacional do Professor

Maputo (Canalmoz) – A direcção do partido Frelimo, a nível da província de Maputo, está a usar o facto de estar no poder para angariar mais membros na Função Pública. Um grupo de professores denunciou, durante as celebrações do Dia Nacional do Professor (12 de Outubro), que está a ser persuadido a adquirir cartão de membro do partido no poder e pagar quotas.
Estes docentes, sobretudo os recém admitidos e estagiários afectos em algumas escolas nos distritos, afirmam que num encontro realizado há dias para a definição de estratégias da realização de exames normais e extraordinários que se avizinham, foram pressionado a se filiarem ao partido no poder.
Os nossos interlocutores, sob anonimato, avançaram que desde os directores distritais, passando pelos directores das escolas, receberam orientações para persuadir todos os professores independentemente do regime (contratado ou efectivo) a serem membros do partido de “batuque e maçaroca” por formas a ganhar, de forma esmagadora, os próximos pleitos eleitorais.
“Quando acabávamos de entrar, foram-nos distribuídos impressos de modo a sermos membros do partido no poder. Preenchemos e recebemos os cartões. Às vezes, as direcções das escolas convocam reuniões com professores, com uma certa agenda, mas acabam falando de assuntos partidários”, contam.
Os professoram disseram ainda que, nos encontros nas escolas, sempre se mete um slogan político.
As fontes afirmam entretanto que faz falta discutirem-se assunto relacionados com a progressão nas carreiras profissionais e a falta transparência no processo de atribuição de bolsas.

(Cláudio Saúte)

2010-10-14

20 de outubro de 2009

Moçambique: Marcelino dos Santos declara sua aversão pela imprensa privada

Marcelino dos Santos declara sua aversão pela imprensa privada “Camaradas, vocês são de instituições que eu não respeito. Portanto, não respondo às vossas questões. Não respeito as vossas instituições. Porquê é que querem fazer perguntas a mim?”, - Marcelino dos Santos dirigindo-se a jornalistas do Canal de Moçambique e TV-Miramar, ontem, na Praça dos Heróis, em Maputo. Maputo (Canalmoz) - O veterano da luta de libertação nacional, Marcelino dos Santos, declarou ontem a sua total aversão e desrespeito pelos meios de comunicação social independentes. Convidado a prestar declarações ao Canal de Moçambique e à televisão privada Miramar, Marcelino dos Santos foi categórico ao recusar-se. “Não respeito as vossas instituições”. Disse-o momentos depois de ter respondido às questões que lhe foram colocadas por jornalistas da Televisão de Moçambique, a televisão pública, tida como a grande instituição de propaganda do partido Frelimo, embora sobreviva à custa dos impostos de todos pagos ao Estado independentemente das simpatias políticas. O veterano da luta de libertação nacional que se recusou a responder às nossas questões, é tido como da “ala dura” da Frelimo. É tido como uma das figuras que lidera a tendência da reimplantação do sistema monopartidário em Moçambique, o mesmo sistema adoptado pela Frelimo, logo após a independência nacional em 1975, que só viria a ser destituído através de uma guerra civil sangrenta movida pela Renamo, e que durou 16 anos. Ignorando que a guerra civil semeou a destruição de significativas infra-estruturas, conduziu à morte mais de um milhão de moçambicanos e destruiu o tecido social e económico do país, Marcelino dos Santos é tido pela opinião pública como um dos mentores do regresso ao partido único por aliança com Armando Guebuza e outros velhos combatentes que se opõem à ascensão ao poder dos jovens, excepto até a lugares subalternos. Marcelino dos Santos foi abordado à margem da cerimónia de deposição de coroa de flores na Praça dos Heróis moçambicanos, em memória a Samora Machel. Samora Machel morreu no acidente fatídico de Mbuzine, há 23 anos, mas até hoje ainda não foram esclarecidas as circunstâncias em que ocorreu. Atrelando-se a uma entrevista que Marcelino dos Santos estava a conceder para a televisão públicas, um repórter da televisão privada Miramar, quis saber do veterano da luta de libertação nacional quais eram os contornos das investigações que levaram a morte do Samora Machel, e dos Santos respondeu o seguinte: “camarada-chefe, vocês são uma instituição que eu não respeito, vocês e outros, portanto eu não respondo. Não respeito a vossa instituição, porquê é que querem fazer perguntas¬ a mim?”, disse Marcelino dos Santos no seu tom habitual, temendo perguntas que por ventura poderiam desenterrar algumas verdades escondidas há 23 anos, como comenta a opinião pública. A tentativa do repórter do Canal de Moçambique insistir com as mesmas questões, também recebeu o mesmo “não”, de Marcelino dos Santos. Afinal de contas, quem matou Samora Machel? Esta é a pergunta que o povo faz no dia-a-dia. Uns defendem que se tratou de negligência de várias partes envolvidas com o voo, outros falam de morte preparada por dentro. Outros dizem que foi o regime do apartheid que matou Samora. O certo, porém, é que o texto integral do relatório da Comissão de Inquérito presidida por Armando Guebuza continua escondido sem se conhecerem as razões para tal. Joaquim Chissano chegou a dar garantias de que se publicariam as conclusões do inquérito. Tabo Mbeki, ex-presidente sul-africano também prometeu. Ambos acabaram os seus mandatos sem cumprirem com as promessas. Samora Machel morreu a 19 de Outubro de 1986, na zona montanhosa de Mbuzine, na África de Sul, num acidente aéreo quando vinha de uma reunião na Zâmbia, num dos seus esforços para se alcançar a paz na região austral de África, na altura seriamente ameaçada por guerras várias em países da SADC e pelo regime minoritário do apartheid na África do Sul. (Borges Nhamirre e Egídio Plácido) 2009-10-20

14 de setembro de 2009

Swazilândia: Representação diplomática do Estado moçambicano usada para comícios do Partido Frelimo

Campanha eleitoral na Swazilândia Representação diplomática do Estado moçambicano usada para comícios do Partido Frelimo Namaacha (Canalmoz) – A campanha para as eleições gerais de 28 de Outubro próximo arrancou ontem em todo o espaço nacional e nos círculos eleitorais de África e Europa e Resto do Mundo. No país vizinho da Swazilândia as instalações do Alto Comissariado da República de Moçambique em Mbabane foram usadas para promoção dos candidatos do Partido Frelimo. Em violação da Lei Eleitoral que proíbe o uso de instituições públicas para actividades partidárias e eleitorais nomeadamente, a representação diplomática do nosso país no Reino da Swazilândia juntou-se à campanha de caça ao voto do partido de Armando Guebuza, ora publicando anúncios nos órgãos de comunicação social swazis em nome do Partido Frelimo, ora cedendo as instalações consulares para a realização de comício eleitoral que ontem teve lugar naquelas instalações. Exemplares recentes dos jornais diários «Swazi Observer» e «Times of Swaziland», que regularmente chegam à vila fronteiriça da Namaacha, contêm publicidade paga pelo Alto Comissariado moçambicano no país vizinho, avisando a comunidade moçambicana residente no Reino da Swazilândia de que uma brigada central do Partido Frelimo iria proceder ao lançamento da sua campanha eleitoral nas instalações do sector consular da referida missão diplomática em Mbabane. Redigidos em língua portuguesa, os dispendiosos anúncios encomendados pelo Alto Comissariado da República de Moçambique convocam todos os eleitores recenseados, membros do partido Frelimo, no poder, e demais simpatizantes a participarem no encontro que teve lugar ontem em Mbabane, nas instalações da nossa embaixada. O facto de uma instituição do Estado moçambicano, mormente o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, estar a ser usada para fins partidários, em benefício do partido Frelimo presidido pelo actual chefe de Estado, vem somar-se a outros incidentes registados um pouco por todo o país em que organismos e funcionários do Estado se confundem com uma formação política que teima em comportar-se como se o país ainda estivesse subordinado aos ditames de um partido que em tempos se autoproclamou “força dirigente do Estado e da sociedade”, recorrendo para esse fim ao erário público para financiar as suas actividades e as de todo um gigantesco aparelho partidário. (Redacção) 2009-09-14

13 de setembro de 2009

Moçambique: Três feridos em ataque a sede do MDM por jovens com bandeiras da FRELIMO

Moçambique/eleições: Três feridos em ataque a sede do MDM por jovens com bandeiras da FRELIMO Maputo, 13 Set (Lusa) - Três pessoas ficaram feridas, uma delas com gravidade, depois de alegados elementos da FRELIMO, partido no poder em Moçambique, terem atacado na madrugada de hoje a sede do MDM, novo partido, em Chókwé, província de Gaza. Este foi o primeiro incidente da campanha eleitoral para as eleições gerais de 28 de Outubro em Moçambique, que hoje começou. Isamel Mussá, do MDM (Movimento Democrático de Moçambique), que esteve no local, disse à Agência Lusa que o ataque à sede do partido se deu cerca das 02:00 e que os atacantes, que se transportavam em duas carrinhas cobertas com bandeiras da FRELIMO, destruíram mobiliário e partiram vidros. Lusa, 13 de Setembro de 2009

15 de abril de 2009

Maputo: Vida e obra de Mondlane em simpósio internacional

Vida e obra de Mondlane em simpósio internacional A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) anunciou ontem, em Maputo, a realização de um simpósio internacional sobre a vida e obra do seu patrono, a ter lugar nos dias 18 e 19 de Junho próximo na capital do país. O evento, que reunirá cerca de 250 convidados nacionais e estrangeiros, acontece no quadro do Ano Eduardo Mondlane, decretado pelo Presidente da República, Armando Guebuza, por ocasião dos 40 anos do desaparecimento físico do primeiro presidente da FRELIMO e Arquitecto da Unidade Nacional, assinalados a 3 de Fevereiro último. Joel das Neves Tembe, porta-voz da UEM, disse ontem a jornalistas que o referido simpósio marcará um dos principais momentos das comemorações do Ano Eduardo Mondlane e nele estarão reunidos académicos, políticos e estudiosos da vida e obra daquela figura emblemática do nosso país, da África e do mundo. No encontro, para além de se apresentarem estudos académicos e pesquisas feitas em torno da vida de Eduardo Mondlane, serão apresentados testemunhos e relatos de pessoas que ao longo da sua vida tiveram o privilégio de conviver com Eduardo Mondlane, quer na sua infância, a nível da escola primária; quer na juventude, quando se transferiu para Lourenço Marques (hoje Maputo) para prosseguir com os seus estudos; ou em idade adulta, na universidade ou nos locais onde trabalhou. “Para este simpósio foram convidadas pelo menos seis individualidades de renome internacional que estudaram a vida e obra de Eduardo Mondlane, quer através de pesquisa, quer por via de teses de mestrado ou doutoramento”, afirmou Joel das Neves Tembe. Para além do simpósio, o mês de Junho será ainda altura de realização de uma maratona. A prova de atletismo terá lugar no dia 20 em Nwadjahane e contará com a participação de residentes locais, estudantes e atletas profissionais que se deslocarão de Maputo para aquele local. No âmbito das actividades da UEM para assinalar o ano do seu patrono, o maior estabelecimento do Ensino Superior nacional projecta ainda fornecer obras e escritos ao Museu Eduardo Mondlane, erguido em Nwadjahane, para além de fotografias para o enriquecimento da exposição que ali se encontra patente. A UEM também vai instalar uma sala de vídeo-conferência no referido museu. O porta-voz da UEM referiu ainda que as actividades promovidas pela UEM não ficam por aqui. Explicou que as faculdades e outros núcleos daquele estabelecimento de ensino estão, de forma individual, a promover palestras, exposições e/ou actividades culturais e desportivas para assinalarem a efeméride. “Também temos a nível central acções programadas para os próximos meses, uma vez que o Ano Eduardo Mondlane vai até Dezembro”, enfatizou sem entrar em pormenores em torno do que está previsto para depois de Junho. Maputo, Quarta-Feira, 15 de Abril de 2009:: Notícias

7 de abril de 2009

Pela passagem do 7 de Abril: Moçambicanas em festa

Pela passagem do 7 de Abril: Moçambicanas em festa A mulher moçambicana está hoje em festa, comemorando mais um 7 de Abril, seu dia e de homenagem à heroína Josina Machel. Por ocasião da data, várias actividades estão desde a semana passada em curso em todo o país, devendo atingir o ponto máximo hoje, com uma cerimónia de deposição de flores no Monumento aos Heróis Moçambicanos, em Maputo, com a participação do Presidente da República, Armando Guebuza. Serão ainda inauguradas as novas instalações do Ministério da Mulher e Acção Social e lançado um livro sobre Josina Machel. Ontem realizou-se no Cine-África um espectáculo de dança intitulado “Mulher, Nossa Heroína”, um bailado produzido por Virgílio Sithole, da Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD), em tributo à mulher moçambicana pelos seus brilhantes feitos em prol do desenvolvimento da sociedade nos demais aspectos da vida sócio-cultural e político-económica do país. O Chefe do Estado presenciou este espectáculo de gala.
No período da manhã o general na reserva António Hama Thai proferiu uma palestra subordinada ao tema “O Papel de Mondlane na Emancipação da Mulher, na qual enalteceu das moçambicanas durante a luta armada, acrescentando que “a luta continua”. Ainda enquadrado nas cerimónias alusivas ao 7 de Abril, foi ontem inaugurado na capital do país o primeiro dos novos gabinetes de atendimento às vítimas da violência doméstica. Na ocasião foi revelado que os tumultos nos lares moçambicanos, acompanhados de violência doméstica, estão a registar um assinalável crescimento, sendo que 1571 casos foram registados no país apenas nos primeiros dois meses deste ano, numa média diária de 27 ocorrências. De acordo com os registos da PRM, 869 casos recaíram sobre mulheres, 390 contra crianças e os restantes 312 tiveram como vítimas homens. Os números divulgados por Lurdes Mabunda, chefe do Departamento de Atendimento à Mulher e Criança Vítima de Violência Doméstica no Comando Geral da PRM, indicam que durante o ano passado a corporação acolheu, aconselhou e encaminhou 14.281 casos do género em todo o território nacional, ou seja, uma média de 1190 casos por mês. Lurdes Mabunda disse ainda que do universo dos casos registados em 2008, 4414, cerca de 30 por cento, deram-se na cidade de Maputo, tendo acrescentando que os números clarificam que o fenómeno é, de facto, uma realidade no país. Denominado Gabinete Modelo de Atendimento à Mulher e Criança Vítimas de Violência Doméstica, a infra-estrutura ontem inaugurada na capital do país é a primeira de uma nova gama daquelas unidades de aconselhamento e tratamento dos casos de maus tratos daqueles dois grupos sociais nos respectivos lares. O gabinete ontem inaugurado pela Ministra da Mulher e Acção Social, Virgília Matabele, possui compartimentos equipados onde as vítimas podem repousar e obter aconselhamento mais personalizado. Para além da ministra, a cerimónia contou com a presença de outras figuras relevantes, com destaque para o vice-ministro do Interior, José Mandra, Jorge Khalau, Comando-Geral da Polícia, Leila Pakkala, representante do UNICEF no país, e do Encarregado de Negócios da Embaixada de Portugal, João Côrte-Real, que nas suas intervenções condenaram a prática, destacando que impede o desenvolvimento do país. A unidade ontem inaugurada resultou do apoio técnico e financeiro destas duas últimas instituições estrangeiras, segundo dados avançados no local. Ao nível da cidade de Maputo, está programado para hoje que a esposa do presidente do Município, Celestina Simango, ofereça um enxoval ao primeiro bebé a nascer no Hospital de Mavalane. Por seu turno, o núcleo da OMM no Ministério da Agricultura irá oferecer produtos diversos, fruto da contribuição dos seus membros, ao Infantário 1º de Maio. Maputo, Terça-Feira, 7 de Abril de 2009:: Notícias