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20 de setembro de 2026

República de Moçambique: Em Maputo, Lula da Silva Rende Homenagem aos Heróis que Libertaram Moçambique da Colonização Portuguesa (Ano 2008)


O presidente brasileiro, Luís Inacio Lula da Silva, homenageou na tarde da quinta-feira, em Maputo, os heróis que libertaram Moçambique da colonização portuguesa, um acto que também serviu para ele manter contacto com a população.
 
Com efeito, Lula da Silva, depois de ter escalado a cripta da Praça dos Heróis moçambicanos, não resistiu ao calor da população que o aguardava, exibindo alguns números da cultura moçambicana.

É o caso do cântico executado ao mesmo tempo com a timbila, património mundial da humanidade, e batuques do grupo cultural do Conselho Municipal da Cidade de Maputo.

Lula da Silva, que chegou às primeiras horas da manhã de quinta-feira, a Maputo, não teve a recepção que geralmente é concedida aos mais altos dignitários mundiais no ponto da chegada.

Na Praça dos Heróis, o estadista brasileiro abraçou e conversou com a população que acorreu ao local.

“Que classe estudas?”, perguntava o Presidente brasileiro, cumprimentando os alunos que se deslocaram à praça para o receber.

“Todos vocês estão na sétima classe?”, interrogou Lula da Silva, pelo facto de a maioria dos estudantes terem assim respondido. Aparentemente, a maioria destes alunos vinha de uma escola próxima que lecciona o Ensino Primário do Primeiro e Segundo Graus.

Estes alunos demonstraram que acompanham um pouco das maravilhas que o Brasil proporciona ao mundo.

“Eu conheço Ronaldinho. Ele é um jogador cabeludo”, respondeu ao Presidente Lula da Silva um dos alunos que aparentava ter entre dez e doze anos.

Na Praça dos Heróis Lula fazia-se acompanhar pelo Ministro moçambicano da Saúde, Ivo Garrido, Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Eneas Comiche, e pela governadora da cidade de Maputo, Rosa da Silva.


Maputo, Sábado, 18 de Outubro de 2008:: Notícias 

5 de setembro de 2026

República de Moçambique: Acidente de Mbuzini - Paul Fauvet Contraria Hans Louw (Ano 2008)


Paul Fauvet contraria Hans Louw...
…e diz que Tupolev em que viajava Samora Machel era para ser abatido na Swazilândia

Hans Louw volta a ser contrariado, a respeito do acidente de aviação de Mbuzini em que perdeu a vida o Presidente Samora Machel. Mas desta vez Louw não tem pela frente os factos, mas antes uma afirmação a todos os títulos sensacionalista de que o Tupolev presidencial era para ser desviado para a Swazilândia onde seria abatido. Quem assim especula é Paul Fauvet, editor dos serviços de língua inglesa da AIM, agência de notícias de carácter oficioso, directamente dependente do Gabinete de Informação (GABINFO), que por seu turno depende directamente do Gabinete da Primeira-Ministra.

A edição de ontem do jornal swazi, «Times of Swaziland», refere que “Paul Fauvet, jornalista há muito a trabalhar para a Agência de Informação de Moçambique (AIM), recentemente defendeu a teoria de que o plano original dos assassinos de Machel era o de desviar o avião para a Suazilândia onde seria abatido por um míssil, e depois a responsabilidade atribuída à Renamo.”

Tanto Fauvet, há muito envolvido com a Frelimo, como Hans Louw assentam a sua teoria na existência de um VOR falso, algo que ficou demonstrado pelos peritos que investigaram o acidente de aviação como não tendo qualquer fundamento. O Tupolev transportando o Presidente Samora Machel colidiu contras os Montes Libombos em Mbuzini pelo facto dos pilotos terem desrespeitado instruções precisas dadas pela Torre de Controlo do Aeroporto Internacional de Maputo, descendo abaixo da altitude mínima de segurança que lhes havia sido atribuída, com o intuito de efectuarem uma aterragem visual à noite e com alguma nebulosidade mas sem terem contacto com o terreno, para além de haverem ignorado o aviso sonoro fornecido pelo Sistema de Aviso de Proximidade do Solo (GPWS) e que foi escutado no interior da cabine de comandos do Tupolev durante 32 segundos.

Por norma, ao ser accionado o GPWS, os pilotos devem de imediato abortar uma descida e, com os motores a trabalhar a uma potência idêntica à da descolagem, fazer o avião subir a uma altitude de segurança.

A nova teoria de Paul Fauvet vem juntar-se a uma outra desde sempre por ele defendida, segundo a qual os radares da Força Aérea Sul-Africana, instalados em Mariepskop, não alertaram a tripulação do Tupolev de que o avião estava a desviar-se da rota. De acordo com Fauvet, a estação de radar de Mariepskop poderia ter evitado o acidente, pois havia seguido o trajecto do Tupolev presidencial desde o Zimbabwe, mas não avisou a tripulação russa de que, ao entrar no espaço aéreo moçambicano, viria a alterar a rota em direcção a Mbuzini, em território sul-africano.

A teoria do editor do serviço de língua inglesa da AIM é igualmente infundada se se considerar que a estação de radar de Mariepskop tem a função de detectar violações do espaço aéreo. Martizkop não é uma estação de controlo de tráfego aéreo. De salientar que o voo em causa decorria dentro do espaço aéreo moçambicano em relação ao qual a referida estação não tinha qualquer jurisdição. Em princípio, caberia às estações de radar de controlo de tráfego aéreo moçambicanas alertar a tripulação do Tupolev, tanto mais que se tratava de uma aeronave que transportava o Chefe de Estado do país.

O procedimento a seguir pela estação de Mariepskop, uma vez detectada uma violação do espaço aéreo, é informar o comando da Força Aérea Sul-africana, a quem cabe a responsabilidade de ordenar a intercepção da aeronave ou aeronaves transgressoras.

Saliente-se o Tupolev presidencial apenas “violou” o espaço aéreo sul-africano numa distância de 150 metros e quando já voava a uma altitude que não era detectável pela estação de radar de Mariepskop.


(Redacção / Times of Swaziland / AIM)

2008-10-21 07:06:00

www.canalmoz.com

República de Moçambique: Samora Terá Sido Assassinado - Crença de Graça Machel (Ano 2008)


A viúva do primeiro Presidente moçambicano, Graça Machel, diz que tem mais evidencias agora de que o seu marido terá sido assassinado, dado que, segundo ela, conseguiu falar já telefonicamente com alguém que diz ter estado em Mbuzini com a missão de “abater” o avião em que viajava Samora Moisés Machel, “caso falhasse o Plano A do assassinato”.
 
Samora Machel morreu num trágico acidente de aviação, ocorrido a 19 de Outubro de 1986, na localidade sul-africana de Mbuzini, junto à fronteira entre Moçambique e a África do Sul, quando regressava da Zâmbia numa missão de paz para a região. Na ocasião, outros 33 cidadãos, entre nacionais e estrangeiros, também perderam a vida.

Em declarações que fez à Televisão de Moçambique (TVM), por ocasião da passagem domingo do 22º aniversário da morte trágica de Samora Machel, Graça Machel disse que já há pessoas que sabem (das circunstâncias da morte de Machel), mas o que falta é elas aceitarem que sejam testemunhas em tribunal.

“Este é que é o problema, (porque) sem evidências não pode haver julgamento”, afirmou, acrescentando que “não é difícil ir ao fundo da verdade, (mas) o problema é encontrar alguém disposto a testemunhar em tribunal”.

Graça Machel voltou a reiterar que não vai descansar enquanto não forem esclarecidas as circunstâncias da morte de Samora Machel.

Como sempre quando fala da morte trágica do seu marido, Graça Machel vincou, uma vez mais com muita emoção, que “22 anos depois do assassinato, não se sabe o que aconteceu com ele”, acrescentando que “Samora tinha muito boa saúde”.

“Ele era rijo, com 53 anos”, vincou visivelmente amargurada, para depois acrescentar que “ainda hoje, quando nos sentamos à volta da mesa, falta aquela gargalhada”. “As pessoas não pensam nisso", referiu, insistindo que ao menos se a família soubesse o que aconteceu com o seu ente querido.

Em comunicado de Imprensa emitido por ocasião de 19 de Outubro, a Presidência da República reafirma a determinação do Estado Moçambicano em utilizar todos os meios necessários para o esclarecimento definitivo das circunstâncias em que ocorreu aquele sinistro.

“A descoberta da verdade sobre a morte do Presidente Samora Moisés Machel foi e continua a ser uma prioridade da Nação Moçambicana”, lê-se no comunicado.


SEGUIR SEUS IDEAIS É PROMOVER DESENVOLVIMENTO
 
 
O legado deixado por Samora Machel, primeiro Presidente de Moçambique independente, permite que o seu povo avance na promoção do desenvolvimento económico e social. Machel incutiu em cada moçambicano o espírito de unidade nacional e os nobres ideais de paz, segundo disse ontem, na Beira, António Máquina, Secretário Permanente da província de Sofala.

Falando na praça dos heróis moçambicanos, tal como outros dirigentes que desfilaram para falar da vida e obra de Samora Machel, o secretário permanente de Sofala destacou a educação que foi amplamente defendida pelo Marechal.

Para Máquina, um dos grandes desafios de Samora Machel foi libertar o povo e a pátria e, em seguida, defender a soberania. “Ele decidiu que se deve fazer da educação a base para o povo tomar o poder, e sabia que não se deve fazer o desenvolvimento sem a educação”, sublinhou Máquina.

O Secretário Permanente de Sofala, que anunciou um vasto leque de ensinamentos de Samora, disse ainda que o falecido estadista promoveu a alfabetização para permitir que as pessoas que não tiveram oportunidade de estudar devido à acção dos colonialistas o fizessem permitindo a sua participação no desenvolvimento do país.

Por seu turno, Cremilda Sabino, representante do Estado na cidade da Beira, também dissertou sobre os vários feitos de Samora Machel, os quais classificou de imensuráveis, para além de defender o seguimento do seu legado. Apelou à população no sentido de lutar para vencer os desafios do futuro, entre os quais a luta contra a pobreza, que inclui o combate às doenças endémicas.

Alexandre Vasco, representante do presidente do município da Beira, aproveitou a oportunidade para exigir ao Governo para acelerar a investigação com vista a apurarem-se as causas da morte do Presidente Samora Machel e indicar os mandantes do seu  assassinato. Disse que depois de se conhecerem os resultados desta investigação, os responsáveis devem ser levados ao Tribunal para serem severamente castigados de acordo com as leis existentes no país.


ERA INCORRUPTÍVEL
 
 
Samora Machel foi um líder bastante impermeável  para actos ilícitos. Segundo Eneas Comiche, membro da Comissão Política da Frelimo que dirigiu a homenagem ao primeiro Presidente da República moçambicano, Samora era incorruptível e todos erros ou irregularidades cometidos por agentes do Governo eram repreendidos publica e imediatamente, pois para ele não havia nada a esconder.

De acordo com aquele responsável do partido no poder, o primeiro presidente do Estado Moçambicano foi um  visionário cuja vitalidade e determinação eram atingir uma independência total e completa do país, não só das sequelas do colonialismo português, mas sobretudo  erguer-se do subdesenvolvimento.

“O combate à pobreza absoluta, tarefa que a Frelimo persegue, foi identificado pelos primeiros líderes do país. O Plano Prospectivo  Indicativo (PPI) foi desenhado para liquidar a pobreza”, esclareceu Comiche para quem todas acções em curso na implementação da estratégia da “revolução verde” bem como na política de atribuição de sete milhões de meticais para gestão a nível do distrito inserem-se no sonho da Frelimo cujos líderes sempre se preocuparam com o bem-estar de todos moçambicanos, havendo por isso necessidade de todos, principalmente jovens, se inspirarem nos ideais de Samora para a concretização dos seus objectivos.

Comiche elogiou a Imprensa  no papel que desempenha para o resgate da história do país, ao passar mensagens  dos acontecimentos que marcaram a construção do Estado Moçambicano situação que, segundo disse, contribui para a educação intelectual das novas gerações, bem como na  imortalização da história de um povo. Eneas Comiche, que é também presidente do Conselho Município da capital do país, trabalhou na província de Inhambane na qualidade de membro da Comissão Política da Frelimo e visitou  alguns locais na cidade de Inhambane. Aqui participou no concorrido comício popular orientado pelo Governador da província, Itae Meque, realizado junto à Praça dos Heróis.

Maputo, Terça-Feira, 21 de Outubro de 2008:: Notícias

República de Moçambique: Afonso Dhlakama Acusado de Falsear História da Renamo (Ano 2008)


O líder da Renamo, Afonso Dhalakama, foi sexta-feira acusado de falsear a história do ex-movimento rebelde, particularmente no que respeita à sua fundação e direcção. 

Ivete Fernandes, viúva do antigo secretário-geral do Movimento Nacional de Resistência (MNR), Evo Fernandes, que mais tarde viria a dar lugar à Renamo, afirmou que André Matsangaíssa nunca foi presidente desta organização, mas sim um comandante militar.

“Senhor presidente, vamos tratar de assuntos sérios que o partido tem obrigação de tratar. O senhor sabe que André Matsangaíssa nunca foi presidente da Renamo. O primeiro presidente da Renamo foi Afonso Dhlakama, eleito no primeiro congresso, realizado em 1983, cuja organização esteve a cargo de Evo Fernandes”, disse, numa atitude que “gelou” por completo o ambiente festivo que assinalou o 29 aniversário da morte de André Matsangaíssa.

A viúva do antigo SG da “perdiz” apelou ainda para que Afonso Dhlakama deixe de “entreter os moçambicanos com pequenas histórias da luta pela democracia” para se debruçar sobre as grandes questões do país. Sem mencionar a que tipo de questões se referia, Ivete Fernandes acabaria por sugerir a necessidade de uma maior organização interna da Renamo, elaboração de políticas sérias para servir de alternativa de governação da Frelimo, a preparação condigna das eleições autárquicas de 19 de Novembro, assim como do sufrágio geral do próximo ano, entre outras.

Num outro desenvolvimento, Ivete Fernandes lamentou o facto da Renamo nunca ter se referido à obra e contribuição do seu marido ao movimento. “Nenhum renamista já homenageou Evo Fernandes, apesar de saberem a contribuição que ele deu para que o partido atingisse este estágio”, lamentou.

Reagindo a estas acusações, Afonso Dhlakama afirmou que o seu partido reconhece a dedicação e entrega de Evo Fernandes e que “um dia iremos prestar-lhe a devida homenagem”.

Sobre as acusações de falsear a verdade em torno da história da fundação e direcção do partido ele reconheceu que André Matsangaíssa nunca foi presidente do movimento rebelde, mas referiu que devido ao papel que ele desempenhava, o de comandante-geral, ele era tratado por presidente.

“Não ficaria bem que eu dissesse que Afonso Dhlakama é que foi o primeiro presidente da Renamo”.

Dhlakama prometeu que iria escrever a “verdadeira história da Renamo”, uma história que disse conhecer muito bem por ter tido  o privilégio de vivê-la, ao contrário de muitos que escreveram ou falam da Renamo.

“Aparecem pessoas a dizer e a escrever sobre a Renamo. Pessoas que não viveram, nem testemunharam as diferentes fases da Renamo. Eu tive esse privilégio e vou escrever. Eu queria escrever a história da Renamo depois de ser Presidente da República mas decidi começar agora”, frisou.

Maputo, Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008 - Notícias

10 de junho de 2026

República de Moçambique: Publicado o Programa das Exéquias de D. Osório Citora Afonso, Assassinado no Sábado (6 de Junho de 2026)


(RIBAUÉ, 6 MAIO DE 1971 - QUELIMANE 6 DE JUNHO DE 2026)

D. OSÓRIO CITORA AFONSO, BISPO DA DIOCESE DE QUELIMANE

D. OSÓRIO CITORA AFONSO, SECRETÁRIO-GERAL DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL DE MOÇAMBIQUE

D. OSÓRIO CITORA AFONSO, ADMINISTRADOR APOSTÓLICO DA ARQUIDIOCESE DA BEIRA



As exéquias de D. Osório Citora Afonso, Bispo da Diocese de Quelimane, barbaramente assassinado no sábado, 6 de Junho, terão lugar em Quelimane e Nampula, a 12 e 13 de junho respectivamente, informa a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) num Comunicado, assinado pelo Presidente, o arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saúre.


“Os Bispos da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), em comunhão com os Missionários da Consolata e a família AFONSO, cumprem o piedoso dever de anunciar que as exéquias de D. Osório Citora Afonso, Bispo da Diocese de Quelimane, Secretário-Geral da Conferência Episcopal de Moçambique e Administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, barbaramente assassinado no dia 6 de Junho em curso, na residência episcopal da Diocese de Quelimane, serão realizadas com a observação de todas as prescrições canónico-litúrgicas para o bispo diocesano”, lê-se na nota episcopal.

Segundo o programa, na sexta-feira, 12 de junho, às 9h00, será celebraba, na Paróquia de Nossa Senhora do Livramento – Sé Catedral de Quelimane, a Missa de corpo presente, presidida pelo Núncio Apostólico em Moçambique, Dom Luís-Miguel Muñoz Cárdaba.

Em seguida, a urna contendo os restos mortais de Dom Osório será levada para a Arquidiocese de Nampula, onde decorrerá o funeral familiar e a sepultura do seu corpo, no Cemitério do Clero da Arquidiocese de Nampula.

“No sábado, às 10.00 horas, terá lugar, na Catedral de Nampula, a Missa de corpo presente, presidida por Dom Inácio Saúre, Arcebispo Metropolitano de Nampula, depois de que o corpo será sepultado no Cemitério do Clero da Arquidiocese de Nampula, junto ao Seminário Propedêutico Mater Apostolorum”, informa ainda o documento.

Neste momento de dor, unimo-nos à Igreja universal, e à moçambicana em particular, em oração e ação de graças a Deus pela vida e missão de D. Osório, e pela consolação das suas famílias de sangue e religiosa, conclui a nota da CEM convidando todos os fiéis e pessoas de boa vontade a viver este tempo com espírito de fé, esperança e comunhão, e confiando a alma de D. Osório ao Senhor da Vida, que nunca abandona os Seus servos fiéis.

Entretanto, numa mensagem aos Missionários da Consolata por ocasião da morte de Dom Osório Afonso, o Superior Geral, Padre James Bhola Lengarin, IMC, os convida a rezar e a permanecer unidos, esperando que “a verdade sobre o sucedido venha ao de cima plenamente”.

“Osório era um de nós. Um irmão simples e sorridente, capaz de caminhar entre o povo sem defesas, apenas com a força da Palavra de Deus, um missionário que nunca deixou de acreditar na bondade das pessoas, na paz, na reconciliação, um pastor consumido pelo serviço, até ao último dia”, enfatiza o Superior Geral.

Neste momento difícil, exorta o Padre Lengarin, rezai por D. Osório, pela sua diocese, pela Igreja de Moçambique, por aqueles que carregam medo e confusão nos seus corações, e que a verdade sobre o que aconteceu venha ao de cima por completo, pois a morte de um pastor não pode permanecer envolta em silêncio ou incerteza.

“Confio o nosso querido Osório à misericórdia do Senhor, certo de que o seu sorriso continua agora na luz do Ressuscitado. Reza por nós, querido irmão Bispo!", conclui o Superior Geral.

Padre Bernardo Suate – Vatican News
Fonte: https://www.vaticannews.va

17 de maio de 2026

República de Moçambique: PRM Detém e PGR Solta, as Duas Instituições não se Entendem (Ano 2008)


Está instalado o conflito entre estes dois sectores de justiça na província de Manica

Chimoio (Canal de Moçambique) - Depois do instalado desentendimento entre a Procuradoria Geral da República na província de Manica e a PRM (Polícia da República de Moçambique) ao mesmo nível, o presidente da comissão da legalidade de Manica, Tomé Gabriel Matuca, acabou por há dias perante a imprensa, admitir que há este ambiente entre o Comando Provincial da PRM e da Procuradoria provincial. Ambas instituições, agora em rota de colisão na província que tem por capital a cidade de Chimoio, também compõem a referida comissão, e nos últimos dias sabe-se que o problema deriva de desavenças no que respeita a procedimentos operacionais. Uma detém outra solta.

O conflito surge na sequeência de “solturas ilegais” de vários indivíduos, feitas pela Procuradoria, que a PRM entende serem uma forma de desvalorização do “serviço árduo” que diz estar a fazer para extinguir o índice de criminalidade na província. Por outras palavras, não se entendem porque a PRM prende quem julga que cometeu algum crime, e a PGR solta porque entende não haver matéria.

Em contacto com Tomé Gabriel Matuca, presidente da comissão da legalidade em Manica, uma espécie de fórum em que intervém as duas instituições desavindas, este descreve os reboliços que se verificam entre a Polícia e a Procuradoria, como algo que leva a crer que de facto há graves anormalidades a acontecer entre estas duas instituições cuja missão é garantir a lei e ordem.

Questionado se a comissão tem promovido encontros visando analisar o desempenho das instituições, sobretudo, para apreciar se as regras estabelecidas estão ou não a ser observadas, Tomé Matuca respondeu que sim. Referiu que é mesmo porque o ambiente de fricção já está identificado que para além de outros já realizados consta da agenda, mais um encontro, tendo em vista a reformulação deste organismo criado para assegurar a observância de aspectos legais nas instituições de justiça e prisionais. Disse que esse novo encontro também será feito na sequência da chegada à província de um novo comandante provincial, que já se encontra a exercer as sua funções. Avançou que tal reunião será antecedida duma outra com a qual se pretende auscultar as duas partes ora em fase acusações mútuas, em dois casos que envolvem um jovem de nome Elvis César Juízo, tido como proxeneta e burlão.

JUIZ

Depois do conflito recentemente dado a conhecer pela imprensa em Manica, existente entre a PGR e a PRM na província, o juiz de instrução preparatória do caso, Dário Ossumane, recusou-se a legalizar a detenção de Elvis Juízo, embora fontes também ligadas ao assunto tenham confirmado à imprensa que já estava legalizada a sua detenção preventiva. O indivíduo em causa, é acusado de ter praticado dois crimes que no termos da lei se defende que são susceptíveis de admitir prisão. Um dos alegados crimes é de burla por defraudação, outro por alegadamente o indiciado ter aliciado uma rapariga menor a envolver-se com muitos homens, “maioritariamente estrangeiros”, sem no entanto lhe pagar pelos serviços prestados. Foi então, aparentemente a juiz que entendeu não haver razão para manter nos calabouços o tal indivíduo.

PROCURADOR E AMEAÇAS A JORNALISTAS

Depois de publicada a matéria que tinha a ver com o caso Elvis, o procurador chefe provincial, Tomas Zandamela, atirou farpas aos jornalistas desabafando toda a sua fúria: “todo o procurador tem o directo de soltar todos os individuos detidos ilegalmente e vejam se não pisam a linha porque todos nós estamos na mesma cidade e esta é pequena”, disse. Ficou registada a ameaça. Os jornalistas entendem que o assunto é notícia. Zandamela pelos vistos não é da mesma opinião. Preferir que se fizesse silêncio. Como as coisas não correram do seu agrado vai daí e toca de mandar recados ameaçadores aos jornalistas. Fica por resolver o essencial: o conflito aberto entre duas instituições da Justiça em Manica.

(José Jeco)
2008-10-28 05:31:00
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