19 de novembro de 2009

Tanzânia: Hipopótamos matam crocodilo

Tanzânia: Hipopótamos matam crocodilo Um grupo de hipopótamos que tomava banho no rio Nilo no parque Serengeti na Tanzânia atacou um crocodilo. O animal não conseguiu fugir e ficou rodeado pelos hipopótamos. O momento foi registado pelo fotógrafo checo chamado Vaclav Silha que tinha instalado a sua câmara junto ao leito do rio para recolher imagens do banho dos hipopótamos. Segundo o fotógrafo, o crocodilo foi atacado quando se aproximou de uma fêmea que estava a cuidar dos filhotes. O crocodilo não resistiu aos ferimentos provocados pelas mordidas dos hipopótamos e acabou por morrer. Sábado, 19 de Novembro de 2009

Inglaterra: O passeio da rainha

O passeio da rainha A rainha Isabel II regressa à sua residência, no Palácio de Buckingham, depois de um discurso nas Casas do Parlamento esta manhã. Foto@Lusa/EPA/Daniel Deme

Brasil atribui Medalha de Mérito Cultural ao escritor Mia Couto

Brasil medalha Mia Couto O Governo Brasileiro com endosso também da Embaixada do Brasil em Moçambique outorgou a Medalha de Mérito Cultural ao escritor moçambicano Mia Couto. Trata-se da mais alta condecoração na área da Cultura e Artes do Estado brasileiro. O acto de entrega desta distinção terá lugar com a presença do escritor Mia Couto no próximo dia 25 der Novembro no Rio de Janeiro. Informações daquela cidade indicam que estará presente à cerimónia o Presidente Lula da Silva. Mia Couto tem vindo a receber uma série de galardões de governos e instituições de vários países do mundo pela sua vasta obra de criação literária e cronística, que está traduzida em dezenas de idiomas do nosso planeta. Tendo-se iniciado pela poesia, Mia Couto ganhou notoriedade logo a partir do seu livro de contos Vozes Anoitecidas, seguindo-se uma série de romances, de livros de crónicas, de literatura infantil de teatro de grande qualidade. Algumas das suas obras estão a ser aproveitadas para a produção de filmes. Apostando numa criatividade linguística a partir de pressupostos fónico-rítmicos, lexicais e semânticos do Português oral de Moçambique, as obras de Mia Couto tiveram grande repercussão nos países de língua portuguesa, primeiro, e depois em vários países do mundo também pela temática abordada. O galardão que agora o Governo brasileiro vai entregar a Mia Couto é também uma distinção especial à literatura moçambicana, uma homenagem à cultura do nosso país cuja dinâmica é notória. Maputo, Quinta-Feira, 19 de Novembro de 2009:: Notícias

16 de novembro de 2009

Dia Internacional de Sensibilização para a Prematuridade

Nascer antes do tempo No dia 17 de Novembro será assinalado o primeiro Dia Internacional de Sensibilização para a Prematuridade, uma "brusca realidade" que atinge em Portugal cerca 10 por cento dos bebés. Este dia de sensibilização para os bebés prematuros foi criado pela Fundação Europeia para o Cuidado dos Recém-nascidos (EFCNI) e será comemorado pela primeira vez terça-feira em diversos países europeus, na Austrália, Estados Unidos e Canadá. Foto@Lusa/Estela Silva

14 de novembro de 2009

Moçambique: População de Nampula cresceu 33% nos últimos 10 anos


Nos últimos 10 anos: População de Nampula cresceu 33 por cento A província de Nampula é habitada por uma população estimada em 3.985.285 pessoas, sendo que 2.018.563 é constituída por mulheres e as restantes por homens. Estes dados são referentes ao censo geral da população e habitação realizado na primeira quinzena de Agosto do ano 2007 à escala nacional esta semana divulgados naquela província, pelo Instituto Nacional de Estatística. A taxa de omissão registada no censo populacional e de habitação referente à província de Nampula foi estimada em 2.8 porcento, índice que o segundo o INE, está dentro dos critérios das Nações Unidas relativamente à cobertura do registo, que não deve ser superior aos cinco porcento. A população de Nampula cresceu em 1.009.815 habitantes, comparativamente ao número obtido no censo realizado em 1997, quando a sua população foi estimada em 2.975.474 pessoas. Os dados em referência colocam a província de Nampula entre aquelas que maior crescimento da sua população registou no intervalo entre o segundo e terceiro censos da população e de habitação. O INE sublinha que a população daquela parcela da região norte é constituída maioritariamente por jovens, porquanto as estatísticas apuradas no censo de 2007, apontam que 47,9 porcento dos habitantes tem idades entre zero e catorze anos. Adicionalmente, a população da faixa etária, entre 15 e 64 perfaz 49,5 porcento do total dos habitantes de Nampula e atendendo que os 35 anos são a idade limite para ser considerado jovem, há, de facto, segundo o INE, uma percentagem considerável de jovens incluídos naquele grupo etário. O número de habitantes da cidade de Nampula é de cerca de 471.717 munícipes e ocupa a primeira posição entre as regiões da província mais habitadas, seguindo-se o distrito de Moma, com 310 690 e Monapo na terceira posição com 304.060 pessoas. Entretanto, o INE revelou um dado que preocupa o Governo de Nampula, relacionado com o facto dos índices de analfabetismo na província se situaram em 62,3 porcento entre a população com mais de 15 anos de idade, não obstante significar uma redução de 9,1 porcento quando comparado aos dados apurados em 1997. A população feminina é aquela que regista maior índice de analfabetismo, com 77,4 porcento do total dos habitantes da província. O governador de Nampula, Felismino Tocoli, que esteve presente na cerimónia de divulgação dos resultados do censo da população e habitação realizado em Agosto de 2007, referiu que registaram-se alguns avanços no tocante à alfabetização das populações, mas reconheceu que muito trabalho há ainda por ser feito. Reiterou que o compromisso do governo é de alargar a rede escolar e formar professores com qualidade com vista a criar mais oportunidade de acesso das crianças ao ensino e dos adultos no subsistema de educação de adultos. O crescimento do número de habitantes na província desafia o Governo local a estender os serviços básicos às populações, sobretudo de abastecimento de agua, saúde, estradas entre outros, de acordo com Tocoli. Maputo, Sábado, 14 de Novembro de 2009:: Notícias

Itália: Veneza de luto

Veneza de luto Os cidadãos de Veneza simulam um funeral para a cidade, para destacar a diminuição drástica da população. Três gôndolas escoltaram um caixão ao longo dos canais mais famosos num lamento simbólico para o declínio de uma cidade próspera. Na década de 1950 havia cerca de 300.000 venezianos, mas os estudos mais recentes dizem que a população diminuiu para 60.000. Foto@EPA/Andrea Merola

13 de novembro de 2009

Armas aproveitadas para fazer objectos de arte e de uso comum

Armas aproveitadas para fazer objectos de arte e de uso comum Em Moçambique, depois da guerra civil, milhares de armas, incluindo as famosas AK-47, foram aproveitadas para fazer objectos de arte e de uso comum, um projecto do Conselho Cristão que ainda se mantém. Foto@LUSA/Antonio Silva

Espanha: O tocador de sinos




O tocador de sinos José Rolo, de 38 anos, o único que ainda sobe à torre e toca os sinos, aprendeu há 20 anos como se fazem os diferentes toques que estão a ser registado em formato digital, em Alcaíde, 13 de Novembro 2009. Foto@LUSA/António José

10 de novembro de 2009

Butcheca: Pintor moçambicano












Butcheca: Pintor moçambicano Calçava uns confortáveis sapatos castanhos e vestia uma camisa com padrões africanos e calças de xadrez, que deixavam adivinhar as meias cinzentas por debaixo. De estatura magra e cabelo com rastas fala pausadamente. “Demorei quatro anos a fazer esta exposição. A força do que queria transmitir ao público não estava no ponto exacto. Hoje estou muito feliz por aqui estar”, diz. Confessa que desde criança que sonha em ser pintor. “Chumbei na escola porque estava sempre com a cabeça no ar e a rabiscar desenhos.” Moisés Ernesto de nome artístico Butcheca teve a sorte de ter um pai que entendeu o seu sonho. O pai quando viu que não valia a pena contrariar a sua vocação perguntou-lhe o que necessitava de comprar para começar a pintar. “Gastei 20 meticais. Adquiri corantes, tinta plástica de parede e comecei a pintar”, lembra, contando ainda que as suas tias guardaram muito da sua obra de quando era criança. “Por vezes mostram-me para me relembrarem de quem eu era”. A sua vida deu um salto quando em 1998 estagiou com o mestre Fernando Romão. “Aprendi alguma coisa com ele”, admite. Mais tarde trabalhou com o pintor Naguib mas fez sempre o seu percurso. Mas foi o facto de ter entrado no Núcleo de Arte que lhe deu um empurrão para conhecer novas pessoas e difundir a sua arte. A sua exposição é um chouffer… Primeiro porque gostou da frase, depois porque adora viajar, porque adora explorar, porque é um sonhador e tenta estar sempre a descobrir coisas novas. Nesta exposição inaugurada no dia 19 de Setembro no Centro Cultural Franco Moçambicano, em Maputo expõe pintura técnica mista, instalações e algumas esculturas. Os preços variam entre os 250 e os 1300 dólares. Já as esculturas custam 150 dólares. Estará aberta ao público até dia 4 de Outubro. O contacto do artista é: butcheca@gmail.com. Texto e fotos: Teresa Cotrim

Moçambique: Maputo comemora hoje, 122 anos de elevação à categoria de cidade

Desafios de crescimento: Maputo aos 122 anos Maputo, a capital da República de Moçambique, completa hoje 122 anos da sua elevação à categoria de cidade. Com cerca de 1,9 milhão de habitantes, Maputo assume-se como um cenário típico que se debate entre crescimento e desenvolvimento, onde ressalta uma convivência entre o velho e o novo que legitima o crescimento horizontal e vertical da urbe. Mais do que nunca, a natureza dos problemas que se colocam à “cidade das acácias” configura desafios que exigem cada vez maior engenho nas soluções da modernidade, ainda com aspectos latentes de ruralidade, no pensamento estratégico e dinamismo na execução dos projectos. São várias as evidências de crescimento que se podem testemunhar na cidade de Maputo, algumas das quais reflexo do inconformismo e persistência com que a cidade se foi posicionando face aos problemas que caracterizaram as diversas etapas da sua história recente. Um dos exemplos de persistência é a sensível melhoria que se regista na gestão dos resíduos sólidos, apesar de continuarem a existir focos de más práticas nalgumas zonas da cidade. Os investimentos realizados nos últimos anos na reabilitação e classificação de estradas tornaram a cidade de Maputo numa urbe menos hostil à circulação automóvel, para o que concorreu o estabelecimento de novas disposições de regulação do trânsito por forma a permitir uma melhor organização na utilização das poucas vias disponíveis numa cidade onde o parque automóvel cresceu significativamente nos últimos tempos. O crime violento, que num passado recente chegou a fazer o “cartão de visitas” da cidade de Maputo, tende a reduzir e, apesar de continuar a haver focos de criminalidade, sobretudo a nível dos bairros periféricos, pode se considerar que a Polícia e as comunidades conseguiram algum ascendente em relação aos grupos malfeitores. Entretanto, mantém-se um défice considerável no que concerne à manutenção do parque imobiliário da cidade, gerando-se uma situação em que a maioria dos edifícios, quer públicos, quer privados, apresenta evidências de má conservação, a reclamar intervenções de base para garantir a sua longevidade e outros até obras mínimas para melhorar a sua apresentação e estética da cidade. Entretanto, é notório o esforço de renovação que a cidade vem empreendendo nos últimos tempos, com os números recentes a apontar para mais de mil e seiscentas obras licenciadas e actualmente em execução, com destaque para hotéis, pensões, espaços de lazer e edifícios para o funcionamento de serviços e instituições públicas. Esta dinâmica vem sendo acompanhada pela tendência de expansão da cidade para novas áreas do território municipal, onde se erguem milhares de obras de alvenaria pertencentes a cidadãos que, a pouco e pouco, vão trocando a agitação do centro da cidade pelo sossego dos bairros periféricos. Pelo ritmo, o centro da cidade poderá, a médio ou longo prazo, perder a hegemonia como área residencial, a favor da prestação de serviços que está a ser potenciada com a construção de novos edifícios para serviços tanto públicos como privados. A fragilidade que sempre marcou a prestação do serviço de transportes na cidade de Maputo estimulou o crescimento do parque automóvel nos últimos anos, com cada vez mais cidadãos a adquirirem viatura própria para facilitar a sua movimentação e, consequentemente, melhorar a sua qualidade de vida. Este esforço dos cidadãos denuncia agora uma grave fraqueza no que diz respeito à disponibilidade de vias para escoar o crescente tráfego, do que tem resultado congestionamentos sistemáticos, sobretudo nas horas de ponta, e colocando um desafio às autoridades no sentido de encontrar, em tempo útil, respostas para as novas exigências impostas por esse cenário de desenvolvimento humano. A recente abertura da rua Dona Alice, que liga o centro da cidade e vários bairros a norte da urbe, faz parte dos esforços que se impõem para a solução do problema do congestionamento do trânsito, exercício que poderá sair reforçado com a conclusão da segunda faixa de rodagem da avenida Joaquim Chissano. Será necessário corresponder à saída em massa de cidadãos do centro da cidade para a periferia, assumindo que será cada vez maior a procura de estradas para o rápido escoamento do tráfego envolvendo os cidadãos que vão continuar a precisar chegar ao centro da cidade em busca de serviços só oferecidos nesta zona da “cidade das acácias”. Dados da sua história revelam que Maputo foi elevada à categoria de vila a 19 de Dezembro de 1876, tendo ganho o estatuto de cidade a partir de 10 de Novembro de 1887, como resultado do seu desempenho económico de então, numa altura em que os principais pólos eram o Transvaal e o porto de Durban, na África do Sul. Maputo, Terça-Feira, 10 de Novembro de 2009:: Notícias

Moçambique: Lourenço Marques – Maputo


Lourenço Marques – Maputo Após a Revolução Portuguesa de Abril de 1974, em Lisboa, os rebeldes moçambicanos se recusaram a depor armas. A pressão militar da Frelimo cresceu, desencadearam-se incidentes entre negros e brancos e em 07/09/1974 autoridades portuguesas e a Frelimo assinaram o acordo de Lusaka que estabelecia um governo de transição rumo à independência de Moçambique... ... Finalmente proclamada em 25/06/1975, como República Socialista de Moçambique; até este ano, Moçambique foi governado por um Governador-Geral português. Com a independência de Moçambique, Lourenço Marques passou a chamar-se Maputo. Maputo é o nome de um rio que desagua na baía que no tempo colonial se chamava de Lourenço Marques, e que atravessa o espaço do então concelho de Bela Vista. Nota: Maputo era também a designação de um regulado que se situava na margem direita do mesmo rio (antes conhecido por Lisuto). Este topónimo vem de Maputo (ou melhor Maputyo), pois assim se chamava o filho predilecto do poderoso régulo Nuagobe, que recebeu de seu pai aquelas extensas terras... Lourenço Marques foi um navegador português do século XVI, que deu o nome à quarto onde séculos depois viria a implantar-se a progressiva e bela cidade que tomou o seu nome, um dos melhores e mais importantes portos da África Austral. Nota: O Art.º n.º 1 do Decreto-Lei nº 10/76, de 13 de Março de 1976, diz textualmente: "A capital da República Popular de Moçambique passa a designar-se Maputo." No Artº 3 se pode ler: "O presente diploma produz efeitos a partir do dia 5 de Fevereiro de 1976, Dia dos Heróis Moçambicanos" (B.R. nº 30 - 1ª Série, de 13/3/1976). ... continuando... Uma violenta reacção dos brancos foi rapidamente reprimida e, Samora Machel tornou-se o primeiro presidente da República. Uma assembleia nacional foi eleita em 1977, e "grupos de dinamização" foram encarregados de implantar a política governamental. O país se alinhou com o Marxismo-Leninismo aliando-se à União Soviética e ao bloco do leste, principalmente a Alemanha Oriental. A colectivização da agricultura foi iniciada em 1975; a saída maciça de portugueses desorganizou a economia, impondo o reatamento de relações económicas com a África do Sul. Em 1979, surgiu uma rebelião armada anticomunista, liderada pela Resistência Nacional de Moçambique (Renamo), com o apoio da África do Sul e baseada na Republica da Rodésia (actual Zimbabué) então sob dominação branca. Apesar da maciça campanha politico-ideológica e militar protagonizada pela Frelimo, a guerrilha se alastrou pelo país, desestabilizando a base económica agrícola e sufocando os centros urbanos. Essa guerra foi descrita como uma típica guerra civil, mas alguns indicam que a Renamo foi criada, treinada e suprida completamente por agentes estrangeiros... O alvo da Renamo era a destruição da infra-estrutura social e das comunicações de Moçambique e a queda eventual do governo. A seca e a fome de 1983 aguçaram o desepero da nação... Em 1984, Moçambique assinou um acordo de não-agressão com a África do Sul nos termos do qual, o governo Moçambicano se comprometia a suspender o apoio logístico ao Congresso Nacional Africano (ANC) que combatia o regime do "Apartheid" na África do sul e em contrapartida, o governo sul-africano faria o mesmo em relação aos rebeldes da Renamo, mas nos anos seguintes, o governo de Maputo denunciou transgressões dos sul-africanos. Em 1986, Samora Machel morreu num desastre de avião, e foi substituído por Joaquim Alberto Chissano, até então Ministro das Relações Exteriores e tido como hábil negociador político. Mantendo relações privilegiadas com os países socialistas, principalmente com a antiga URSS, Moçambique iniciou, no entanto, uma aproximação com os países ocidentais que passaram a prestar-lhe apoio militar. A Frelimo abandonou pouco a pouco sua rigidez ideológica, a liberalização económica se acelerou com o desmantelamento do Leste Europeu. No Congresso de Julho de 1989, a Frelimo renunciou ao marxismo-leninismo. Uma nova constituição foi adoptada em 1990 – quando é adoptado um novo nome ao país, República de Moçambique – e o multipartidarismo foi restaurado. Ainda naquele ano, a Frelimo e a Renamo assinaram um cessar-fogo parcial em Roma e, em Outubro de 1991, um acordo para o processo de paz. Com a assinatura do acordo de Roma, uma força das Nações Unidas foi encarregada de fiscalizar o cumprimento do cessar-fogo e o início do processo de desmilitarização geral, além de supervisionar a realização das eleições pluralistas. Adiadas em função dos desentendimentos entre as partes beligerantes, elas finalmente ocorreram em 1994 e Joaquim Chissano venceu o pleito. Seu governo promoveu, a partir de 1996, a aproximação com o governo do recém-eleito Nelson Mandela, da África do Sul, tendo os dois países assinado vários tratados de cooperação econômica. Moçambique fez muito para se reconstruir desde o fim da guerra, embora as minas terrestres, as secas (a última em 1998) e os ciclones e cheias como as de 2007 continuem a o flagelar o território.

9 de novembro de 2009

Perú: Ai, caramba!

Ai, caramba! O toureiro franco-mexicano Miguelito, de apenas 11 anos, foge de um pequeno touro, no início da comemoração da festa do Senhor dos Milagres, em Lima, Perú. Miguelito foi atingido pelo touro mas saiu apenas com pequenas escoriações. Foto@EPA/Paolo Aguilar

6 de novembro de 2009

Raio X considerada a maior invenção de sempre


Raio X considerada a maior invenção de sempre Uma votação realizada pelo Museu de Ciência de Londres elegeu a máquina de raio X como a melhor invenção de todos os tempos. As invenções na área da medicina foram as que receberam mais votos, ocupando os três primeiros lugares. O Museu da Ciência britânico levou a cabo uma votação onde pretendia eleger a melhor invenção de sempre. E a grande vencedora foi a máquina de Raio-X... Este equipamento foi criado em 1895, por Wilhelm Conrad Röntgen e possibilitou pela primeira vez a visualização do interior do corpo humano sem que fosse preciso abri-lo. A máquina de Raio-X recebeu dez mil dos 50 mil votos que o museu recebeu nesta eleição que tinha como objectivo perceber qual a invenção que mais o impacto teve ao longo dos tempos. Uma das curiosidades desta votação diz respeito aos três primeiros classificados, que pertencem todos ao universo da Medicina: em segundo lugar ficou a penicilina, enquanto na terceira posição surge a descoberta da estrutura do ADN. Nos lugares seguintes aparecem a nave espacial Apollo 10 e o Foguete V2. A sexta posição é ocupada pela Locomotiva a vapor Rocket, seguindo-se o computador, a máquina a vapor, o carro da marca Ford, e por fim, o telégrafo. Esta eleição foi realizada no âmbito do centenário do Museu de Ciências de Londres, um local onde todos os objectos votados estão expostos. Fonte: TVnet 05 de Novembro de 2009

Tutankhamon: O rosto do Antigo Egipto

Tutankhamon: o rosto do Antigo Egipto A 4 de Novembro de 1922, um dos homens da equipa liderada pelo arqueólogo britânico Howard Carter, que na altura estavam no vale dos Reis, Egipto, descobriu os primeiros degraus de acesso ao túmulo do faraó Tutankhamon. Carter era já um arqueólogo experiente, cujos métodos inovadores lhe tinham permitido outras descobertas importantes. Mas foi com a descoberta deste tesouro da antiguidade - o primeiro túmulo intacto de um faraó - que ficou para a história. Os tesouros deste faraó, de quem pouco se sabia, receberam grande atenção mediática. Ao fim de quase um século, a máscara de Tutankhamon continua a ser o rosto do Antigo Egipto. Foram precisos vinte dias de escavações para que a equipa de Carter chegasse à porta do túmulo. À luz de uma vela, o arqueólogo pôde ver desde logo os objectos de ouro e marfim, nos seus lugares, intocados desde havia cerca de 3000 anos. Em Fevereiro de 1923, Carter abriu uma outra porta, selada, que levava à câmara funerária. Ali estava o sarcófago do rei - em ouro decorado, contendo a múmia de Tuntankhamon. Os objectos retirados do túmulo têm percorrido o mundo em várias exposições, e atraem sempre multidões. Em 2005, o jovem rei voltou a estar no centro das atenções quando a revista "National Geographic" publicou, na capa, uma imagem que procurava reconstituir a aparência provável do rosto de Tutankhamon a partir de imagens computorizadas. Em 2007, a múmia esteve em exposição no seu túmulo, em Luxor. Tutankhamon foi faraó dos 9 anos até aos 19, data em que morreu. Em 2005, uma tomografia computorizada à múmia permitiu identificar uma lesão na base do crânio. Este facto lançou a suspeita, não provada, de que o jovem rei possa ter sido assassinado. Uma questão sobre a qual os especialistas não estão de acordo. 04 de Novembro de 2009

O ocaso da Lua sobre os Alpes suíços

Postal suíço O ocaso da Lua sobre os Alpes suíços cobertos de neve, no vale do Reno. Foto@EPA/Arno Balzarini

Afeganistão: Mulheres como nós

Mulheres como nós Duas mulheres assistem a um seminário sobre violência doméstica em Herat, na região oeste do Afeganistão. Vigilantes independentes dos direitos humanos e organizações da sociedade civil avisaram que a violência sobre as mulheres atingiu um nível alarmante no país e que devem redobrar-se esforços para a reduzir. Os casamentos forçados e a falta de educação contribuem para um recente aumento de suicídios nas afegãs. Foto@EPA/Jalil Rezayee

Suiça: À volta do mundo a energia solar

À volta do mundo a energia solar O protótipo do avião movido a energia solar "Solarimpulse", inspeccionado no aeroporto de Duebendorf, na Suíça. Bertrand Piccard, o aventureiro suíço, tenciona voar à volta do mundo para evidenciar o potencial das energias alternativas. O protótipo, HB-SIA, tem a envergadura de asas de um jumbo mas pesa mais ou menos o mesmo que um automóvel de família. Foto@EPA/Steffen Schmidt

Charles Joseph Messier (1730-1817)



Charles Joseph Messier (1730-1817) Muitos amadores de astronomia, depois da primeira iniciação, dedicam-se às observações do céu profundo, contemplando belos enxames de estrelas, abertos e globulares, as magníficas nebulosas e as galáxias. Muitos desses objectos têm um nome comum, mas é mais usual utilizar para muitos deles a letra "M" seguida de um número. Por exemplo M 11, M 31, M 45, M 57, etc. De onde vem a letra M? O que significa M22? Charles Messier (1730-1817) foi um observador notável que se dedicou sobretudo à descoberta de cometas. Fazia as suas observações do alto da Torre do Hotel de Cluny, em Paris. Muitas vezes confundiu-se pensando que alguns objectos difusos, vistos através dos seus telescópios, eram cometas, quando na verdade eram nebulosas, enxames de estrelas e até galáxias. Para não se enganar mais e afastar futuras confusões, Messier decidiu catalogar os objectos que não sendo garantidamente cometas se podiam confundir com eles. Ironicamente, os objectos catalogados ganharam fama por si próprios. O "M" é pois uma abreviatura de Messier, seguida do número de catálogo. Para além da evidência imediata das constelações, estende-se o reino dos objectos do céu profundo, que maravilham os observadores do mundo inteiro. Exige-se um céu escuro para os poder observar em todo o seu esplendor, mas muitos deles são visíveis com binóculos e alguns vêem-se a olho nu. 05 de Novembro de 2009

Moçambique: Restaurante "Zambi" na cidade de Maputo

Restaurante Zambi em Maputo Localizado num espaço que foi durante anos uma discoteca, o restaurante Zambi herdou-lhe o nome e a magnífica vista para a Catembe. Aberto há pouco mais de dois anos, sob a direcção de Jorge, um conhecido hoteleiro de sucesso é Maputo, é dos espaços mais in na cidade. Pode tomar-se uma refeição mas também pode-se só petiscar e tomar um copo com a marginal por fundo. À entrada, do lado esquerdo, destaca-se um painel em revelo da autoria do arquitecto Pancho Guedes, aliás elemento que, inteligentemente, serviu de logótipo do restaurante. No menu, destacam-se nas entradas os carpaccio de peixe e de polvo, o camarão à Laurentina e o Ravioli de Marisco. Nas carnes, o peito de pato grelhado, o filete de avestruz e o filete de vaca. No peixe, o fresco escalado e nas sobremesas o Petit Gateaux – bolo de chocolate mal cozido com sorvete de natas – e o Pão-de-Ló de Alfeizerão. Relação qualidade/preço muito correcta Lotação: 700 lugares (duas salas interiores e esplanada) Horário:
Todos os dias das 09,00h às 23,00hMorada
Av. 10 de Novembro, nº 8 – Maputo
Telefone: 258 843392624 Cristóvão Araújo

Cabo Verde: Vila da Ribeira Brava


Cabo Verde: Vila da Ribeira Brava Detentora de gente simples e simpática, onde a cada passo e a cada instante esbarramos com “estórias”. “Estórias” essas do tempo colonial e do tempo de Chiquinho, onde crianças, em noites enluaradas, brincavam “tchitchela tchitche”, enquanto os adultos, na soleira da porta, prezavam a noite fresca, pondo a prosa em dia. Pelos becos e pelas ruas estreitas nas manhãs mágicas, de belo raiar do sol, deparamo-nos com gente da terra que saí em busca do pão quente para acompanhar aquele cafezinho feito à lenha e uma boa cachupa guisada com ovos. No mercado municipal ouve-se o zunzum dos vendedores e os passos aflitos de quem vai à procura de produtos frescos. Pela tardinha, não é de estranhar a concentração de pessoas no Terreiro, Vila da Ribeira Brava, a contemplar a paisagem primorosa, preenchida pela belíssima Igreja Matriz, que aos domingos reúne devotos de todas as áreas circundantes, e pelo Seminário Liceu que, em tempos longínquos, brotou grandes intelectuais da literatura Cabo-Verdiana. Com o cair do sol, deslumbramo-nos com um majestoso monte castigado pela seca, mas que ampara uma vila inteira. Desfrutamos ainda de um belo passeio pela praça, o ponto de encontro de muita gente. O ponto onde todos conhecem todos e onde se é guarnecido por um viçoso jardim. Assim sendo, para quem anseia visitar Ribeira Brava, em São Nicolau, irá descobrir uma história e uma herança cultural fortes, deslumbrante e memorável, um ambiente cultural rico e uma excelente gastronomia terra-a-terra, complementada pela simpatia e humildade do sãonicolauense. por Sandra Lima