12 de Agosto de 2014

Moçambique 40 anos depois



Em modo de resumo, hoje há o Moçambique do turista, o Moçambique dos políticos, dos senhores do dinheiro, dos esclavagistas e também há o Moçambique dos moçambicanos.

Por exemplo, o Cemitério de S. Francisco Xavier na cidade de Maputo foi votado completamente ao abandono.

Os portugueses que vão a Moçambique estão proibidos pelo Governo de Moçambique de se aproximarem dele (por questões políticas), por causa dos talhões dos “soldados portugueses mortos em Moçambique em combate na Grande Guerra e na Guerra Colonial e que ali foram sepultados”.
 
Só existem os muros (o tal quarteirão) e o portão de ferro da entrada, empenado e enferrujado mas ainda é o mesmo, mais ou menos frente à Messe dos Oficiais na antiga Av. Manuel de Arriaga.
 
A seguir ao 25 de Abril este cemitério foi totalmente pilhado e profanado e nem vestígios há de nada.

Dentro daqueles muros só existe uma “mata alta e densa de vegetação - capim”.
 
Qualquer dia os senhores do dinheiro, mandam construir neste quarteirão (que é ou era sagrado) outras Torres Vermelhas como as da Polana.
 
Na Baixa de Maputo, as ruas da sua zona histórica, estão todas esburacadas, autênticas crateras, já não têm alcatrão, não há passeios, não há marcações rodoviárias, os semáforos que ainda há na cidade são os de antigamente, nada foi conservado, melhorado ou modernizado, os edifícios mais emblemáticos vão caindo uns atrás dos outros um pouco por todo o lado e ali ficam os seus destroços ao abandono, ou levados por alguém para fazer dinheiro.
 
As lojas de comércio como havia antigamente, por toda a cidade, para venda de bens de consumo não existem, as que eram dos portugueses como se sabe foram todas destruídas e pilhadas no pós-25 de Abril.

O comércio que existe é o informal que está espalhado no chão pelas ruas da cidade.
 
O mercado do Xipamanine já chegou ao Alto Maé, já está encostado à Cervejaria Berlengas.
 
Há alguns restaurantes, pastelarias, cervejarias, mas tudo muito caro, o custo de vida em Moçambique é exorbitante.
 
Quanto a farmácias, eu só vi uma em toda a cidade e com “segurança armada” (disseram-me que os donos são portugueses).
 
O hospital está velhinho, não há outro, aliás os “senhores do dinheiro” quando adoecem vão curar as suas doenças ao estrangeiro.
 
Mas existe acesso à internet e às redes de telemóveis em todo o país, mais valia investir na saúde, na higiene e sanidade, na educação, na habitação e no bem-estar dos cidadãos, penso eu.
 
O que existe muito em Moçambique sobretudo em Maputo e na Beira, são muitas casas de câmbio que estão nas mãos dos monhés e com “segurança armada”.
 
Os monhés e os indianos aprenderam ou já sabiam, a lição que os portugueses não sabiam e que nem tiveram tempo de aprender no pós-25 de Abril.
 
Os monhés e os indianos que saíram de Moçambique depois do 25 de Abril (há os que ficaram, não se deixaram intimidar, nada os demoveu), quando regressaram organizaram-se e recuperaram tudo o que tinham no tempo colonial, e foram enriquecendo ao longo dos anos, não fossem eles hábeis, uns abutres e astutos para os negócios, eles são os donos de tudo, a economia moçambicana está nas mãos deles, vivem todos muito bem, são todos muito unidos e só há convívio entre famílias.
 
Tratam dos seus negócios, e aprenderam a acautelar-se ao longo dos anos, zelando pelas suas fortunas colossais e as suas contas bancárias faraónicas, que estão muito longe de Moçambique, não vá o diabo tece-las.
 
Achei curioso como a Farmácia Mendes, que ficava na Baixa, no términus da Av. Manuel de Arriaga com a Rua Consiglieri Pedroso, mesmo ao lado da DETA e esta ao lado do Banco Nacional Ultramarino, ainda tem a armação enferrujada do toldo por cima da entrada da porta, com um resto do pano que era vermelho e com as palavras Farmácia Mendes, ficou ali enrolado e esquecido junto à fachada do prédio, muito esbatido com o passar dos anos e das intempéries, mas deu para ver que era naquele local que ficava esta Farmácia.

Muitos edifícios foram votados ao abandonado, estão entaipados ou sem portas e sem janelas, servindo assim de guarida aos bandidos ou aos sem-abrigo.
 
Em 1976 o 1º Governo de Moçambique expropriou ilegalmente todos os bens dos portugueses (de todas as raças e de todas as crenças), que vivam ou não em Moçambique naquele tempo.
 
Legitimamente ainda continuam a ser propriedade dos portugueses, porque os portugueses tinham que receber uma indemnização por parte de Moçambique ou de Portugal e nunca receberam nada, foram todos roubados – FOI UM ROUBO FARAÓNICO E HISTÓRICO.
 
As flats, as moradias ou vivendas, todas as janelas, escotilhas e portas estão totalmente gradeadas e com muitos cadeados, as pessoas têm medo por causa dos assaltos e dos criminosos.
 
Também é nas flats que se cozinha em fogareiros a carvão, se houver um incêndio e que não seja combatido a tempo, será uma tragédia pois não há por onde fugir.
 
Todos os prédios que tinham elevadores já não têm, no lugar deles as pessoas despejam todo o tipo de lixo e os acessos aos seus andares, às suas flats, faz-se pelas escadarias da parte da frente do prédio, pelos degraus que são imensos e que já estão em muito mau estado (nas traseiras dos edifícios já não há escadas de salvação) não há iluminação, não há eletricidade), quando não se vê nada ou que já está a anoitecer, vai uma pessoa à frente com uma lanterna na mão para iluminar o caminho, as escadarias, os seus degraus, estão sempre com um cheiro nauseabundo porque é onde as pessoas fazem as suas “necessidades".
 
A água canalizada não chega a todos, e quando corre é só uma vez por dia, há que encher todas as panelas, tachos e outros recipientes, que leva ao desperdício de um bem precioso, sem água e oxigénio não há vida na Terra.
 
Os edifícios na cidade onde habitam as pessoas, onde vivem todos enjaulados, estão todos negros e sujos, tanto por fora como por dentro e estão inundados de baratas, melgas, moscas e ratazanas.
 
Os senhores do dinheiro mandaram construir moradias onde não deviam, nas barreiras, no caracol, em cima das dunas, por isso é que a Marginal, a sua orla costeira, está a desaparecer devido à erosão, pois foi ficando desprotegida por causa da construção de habitações.
 
A estrada da Baixa-Costa do Sol - A MARGINAL - está esburacada, faltando-lhe o alcatrão, está reduzida a um caminho de terra coberta por camadas grandes de areia, é só areia por todo o lado, faltam-lhe as dunas, toda a sua vegetação nativa, todos os seus mangais, a orla costeira está a desaparecer devido à erosão, porque ficou indefesa devido à construção de casas naquela zona, um atentado completo e vergonhoso ao sistema ecológico e ambiental da orla costeira da capital moçambicana que está destruída e em erosão veloz.
 
As acácias e as buganvílias escasseiam
Não há gás canalizado
Só de botija para quem pode pagar
É só artérias de terra batida e esburacadas
Nem todos têm água
Nem todos têm eletricidade
Nem todos têm saneamento
Nem todos têm acesso à educação
Não há saúde nem medicamentos
Há esgotos a céu aberto por todo o lado
Não há higiene e sanidade
 
É evidente que todas as infraestruturas subterrâneas feitas pelos portugueses (nomeadamente saneamento, água canalizada, eletricidade, comunicações, esgotos) sem a devida e imprescindível manutenção diária ou periódica, ficaram inoperacionais há quarenta anos.
 
O mesmo aconteceu com os “elevadores de todos os prédios”, deixaram de funcionar por falta de assistência, então há que arrancar-lhes as portas e aproveitar aqueles buracos, andar a andar, para despejar o lixo onde acaba por apodrecer, dando origem a cheiros nauseabundos, resta saber se alguém já caiu dentro de algum buraco.

Depois do 25 de Abril só se preocuparam em chacinar os portugueses para que fugissem e deixassem os seus bens à disposição de todos, não pensaram nas consequências, que sem alicerces, sem manutenção, sem organização e sem trabalho árduo, qualquer sistema vai pelo cano abaixo.
 
Na cidade não há caixotes para recolha do lixo (se houver são muito poucos, eu ainda não vi nenhum), as pessoas deitam o lixo para a via pública, a cidade está imunda, e depois são só doenças.
 
As pessoas cozinham e vendem comida nas ruas rodeadas de lixo por todo o lado, um atentado à saúde pública.
 
Toda a cidade está imunda, há lixo espalhado por todo o lado, as pessoas fazem as suas "necessidades" em qualquer lugar.

O antigo Jardim Vasco da Gama, que tinha imensas coleções botânicas, para ninguém chorar ou duvidar de mim, é melhor nem dizer como está.

Mal começa a anoitecer as pessoas recolhem às suas casas e trancam-se bem trancadas.
 
A cidade de Maputo é muito mal iluminada, tem pouca iluminação, ninguém se atreve a sair de noite das suas casas para dar um passeio, ir até à marginal ou Costa do Sol para tomar ar.
 
As famílias vão para as suas casas à tardinha, e ninguém sai de casa sem ser de dia, ninguém sai porque é uma regra, visto não haver segurança em lado nenhum.
 
Muitos dos maputenses nem a Malhanga conhecem, para irem a pé têm medo de lá ir, para irem de carro os acessos já não existem ou estão obstruídos.
 
O Bairro da Malhangalene está irreconhecível, parece que foi bombardeado por uma Guerra Mundial qualquer, só a Rua do Porto, que começa no “Cordeiro” e termina no Largo do Alentejo, está mais ou menos remendada com alcatrão, o resto das artérias do Bairro são de terra batida, a avenida de Lisboa já não existe - no Bairro da Malhangalene as ruas são autênticas crateras, esburacadas, com águas estagnadas, com esgotos a céu aberto, um perigo para a saúde pública.

Por isso é que a malária (o paludismo), depois das "independências", o mosquito da malária ressuscitou no Continente Africano, provocando já milhões de mortos.
 
Dizem que o colonialismo português, é que explorou, escravizou, maltratou os moçambicanos, e que era racista, vão a Moçambique e vejam com os vossos próprios olhos o que se passa lá hoje entre eles.

Os moçambicanos da classe baixa (os pobres), que trabalham como empregados domésticos, ou nalgumas lojas como animais de carga, são todos escravizados, todos explorados e mal tratados pelos seus próprios compatriotas da classe média, pelos senhores do dinheiro, pelos políticos e pelos monhés, são todos tratados abaixo de cão, nunca na minha vida vi tão grande racismo, tanto ódio e desprezo entre eles todos.

Os portugueses que vão a Moçambique mal conseguem fotografar ou filmar seja o que for, porque aparece logo a polícia que lhes confisca tudo.
 
A cidade de Maputo não tem nada a ver com o esplendor da antiga cidade de Lourenço Marques, onde as pessoas confraternizavam umas com as outras, vivia-se em paz e segurança quer de dia quer de noite.
 
Fonte: Arquivo Pessoal

Portugal e os Ali Babá portugueses


Em Portugal, passados que são quarenta anos depois da abrilada, os abutres, os traidores, os mafiosos, os corruptos, os covardes, os vendilhões da Pátria, os infames, os que ainda não morreram, mesmo velhos que estejam, ainda continuam todos no poder, circulando de tacho em tacho, levando a Pátria Portuguesa à bancarrota e o povo português à miséria total.

Hoje, a maior parte dos portugueses está na miséria e a passar fome porque ficaram sem o emprego, ficaram sem o seu sustento, ficaram sem habitação que estavam a pagar ao banco, os seus filhos foram privados da alimentação básica (leite e frutas) e em caso de doença não podem comprar medicamentos para se tratarem porque não têm dinheiro para nada, muitos casais, marido e mulher, vivem na rua de dia e de noite, tornaram-se sem-abrigo.

É nas cantinas das escolas apoiadas pelas Câmaras Municipais (contra a vontade dos politiqueiros que querem encerrar as escolas públicas e desmantelar todos os serviços públicos), que os seus filhos em idade escolar se alimentam ao pequeno-almoço, almoço e lanche.

Muitos professores das escolas já alertaram várias vezes nas televisões, que há alunos que passam muita fome e que não podem ter sucesso na aprendizagem.

Os adultos vão às organizações de solidariedade social, pedir alimentos e outros bens de primeira necessidade para sobreviverem, quando são entrevistados pelos canais de televisão, são filmados de costas e com as vozes distorcidas, para não serem reconhecidos, porque se sentem envergonhados.

Vergonhas deviam ter os politiqueiros e os corruptos que puseram Portugal e o povo na miséria, deviam morrer todos para se acabar com esta seita de bandidos.

Os portugueses vivem oprimidos, amargurados, envergonhados, tristes e deprimidos.

O povo português não é livre, não há democracia em Portugal nem nunca houve, há uma ditadura que ainda é pior do que a que existia no passado, cuidado com esta corja de politiqueiros que são ignorantes, arrogantes, vaidosos, raivosos e vingativos.

Nunca se sabe o que esta rapaziada ainda pode atentar mais contra a Pátria e o Povo, são mentes perversas que não descansam enquanto não desmantelarem todos os Organismos do Estado Português.

Há muita censura no que se fala, no que se escreve, no que se manifesta, é preciso ter muito cuidado com todas as pessoas, porque há sistemas de videovigilância por todo o lado, as telecomunicações estão sob escuta e depois ainda há os bufos que fazem tudo para subir na vida.

Antigamente os funcionários públicos eram respeitados, hoje vivem todos amordaçados, estão proibidos de se manifestarem, quem não está contente que se mude, são despedidos dos seus empregos como já tem acontecido a muitos desde 2011.

As Classificações de Serviço periódicas, primeiro eram atribuídas anualmente, agora são de dois em dois anos, são dadas pelos chefes hierárquicos de cada organismo aos seus funcionários, e como são atribuídas por cotas, não são justas, transparentes ou isentas, são dadas conforme as caras e as luvas que receberam.

Para que servem as Classificações de Serviço?

- Servem para promoverem aqueles a quem devem favores, para que subam na carreira o mais depressa possível e sem mérito próprio.

- Servem para amordaçar os que ficam prejudicados injustamente e se reclamarem são despedidos, isto é, são obrigados a “assinar o tal pedido de demissão” que lhes põem à frente dos olhos, ou então abrem-lhes processos disciplinares que vai dar ao mesmo.

A corja de bandidos que está no poder, quando dizem que este fulano, sicrano ou beltrano pediu a demissão ou a exoneração de qualquer cargo na função pública, não é verdade, eles obrigam os funcionários a assinarem a “demissão ou exoneração”, traduzindo pura e simplesmente são despedidos, perdem todos os anos que trabalharam e todos os descontos que fizeram, os politiqueiros mentem descaradamente, são uns mentirosos compulsivos.

Ora, na função pública não se toma posse de um cargo ou categoria, para depois se pedir a demissão ou exoneração, a não ser que seja para se subir de cargo ou de categoria, “assina-se então em primeiro lugar o pedido da nova categoria ou cargo” e depois é que se “assina a demissão ou exoneração da categoria antiga”, ambas no momento da ação e já publicadas previamente no Diário da República.

São as tais “tomadas de posse” que antigamente se revestiam de solenidade em todos os organismos públicos, hoje já ninguém presta “juramento” está fora de uso, e o que se vê no Parlamento nas tomadas de posse, é tudo uma palhaçada, uma hipocrisia, uma falsidade.

Não há empregos nem subsídios para ninguém, os jovens, os da meia-idade, os velhos, os reformados, os aposentados, os doentes, são todos considerados como um fardo para estes miseráveis e desprezíveis politiqueiros.

Os subsídios só são dados a troco de luvas (a máfia está instalada por todo o lado) aos malandros, aos parasitas que nunca trabalharam na vida, aos vagabundos que vieram das Américas, da Europa de Leste e das Ásias (têm direito ao SRI, alimentação, habitação social, água e eletricidade grátis, etc.) e mesmo assim ainda andam nas ruas de Lisboa e de outras cidades a pedir dinheiro às pessoas, incomodando tudo e todos, roubando, assaltando tudo o que podem e até já mataram portugueses para os roubar.

Muitos estrangeiros que com a lavagem dos seus dinheiros, branqueamento de capitais, tráfego humano e escravatura, etc., em conluio com os corruptos e as máfias que abundam no país, já tomaram conta da capital, são eles os “novos donos” de Lisboa sobretudo da Baixa Histórica.

Qualquer dia os portugueses terão que lhes apresentar um “passaporte” para entrarem em Lisboa, irem até ao Rossio, à Praça da Figueira, ao Castelo, ao Martim Moniz, à Rua Augusta, à Rua da Prata, à Rua do Ouro, à Praça do Comércio, ao Chiado, ao Bairro Alto, à Mouraria, ao Saldanha, ao Chile, às Amoreiras, etc.

Não é Lisboa que é a Cidade da Tolerância?

Está gravado nas paredes e no chão no Largo de S. Domingos, na Zona Histórica da Baixa de Lisboa.

Não tenho nada contra, mas a meu ver, em primeiro lugar tinham que melhorar e não piorar a vida dos portugueses, já que diziam que antes da abrilada passavam muita fome, que não tinham acesso à educação, à saúde e ao trabalho remunerado, que havia muita censura e que viviam todos na miséria.

Não foi para isso que os traidores e os covardes fizeram a palhaçada do golpe militar da abrilada?

Não, foi para se beneficiarem a si próprios, muitos deles de simples soldados que só tinham a quarta classe antiga, meia dúzia de anos depois já eram todos sargentos, tenentes, capitães, coronéis, generais, brigadeiros, foi esta a intenção do golpe militar perpetrado por traidores, promoverem-se a eles próprios, o povo é que não percebeu.

Quando aconteceu a abrilada, o povo analfabeto e ignorante que vivia na Metrópole rejubilou de alegria: já temos liberdade, já não precisamos de trabalhar mais na vida, que trabalhem os patrões, nós já não precisamos do trabalho, as propriedades deles são todas nossas, vamos aterrorizar e expulsar os seus donos, porque é tudo nosso, é tudo nosso, agora já pudemos fazer tudo o que queremos, já não precisamos de trabalhar mais, viva a liberdade, viva a liberdade, viva a liberdade.

Sem comentários porque já todos sabemos o que aconteceu depois desse dia sinistro, trágico, terrível e malfadado acontecimento.

Ao longo destes anos, esta corja de politiqueiros já desmantelou a Educação, a Saúde, o Emprego, o Serviço Social, a Economia, querem acabar com o que resta dos Serviços Públicos em defesa dos Serviços Privados.

Porque a corrupção, uma autêntica máfia, um polvo de tentáculos gigantescos, são roubos sistemáticos, instalou-se de geração em geração, alastrou-se e perpetuou-se.

São milhares os ladrões de Ali Babá portugueses (ao contrário do que reza a história que este roubava os ricos para dar aos pobres), estes Ali Babá roubam aos pobres dos trabalhadores e aos reformados, para se enriquecerem a si próprios e aos outros corruptos que fazem parte desta seita de bandidos, são todos uns crápulas, uns corruptos que vivem sedentos de dinheiro.

Desde vereadores e presidentes de Câmara (Município) em conluio com os patos bravos que destruíram o território, a negócios mais sofisticados nos ministérios, com concessões, privatizações, parcerias, contratos milionários com fornecedores a troco de luvas generosas. Uma autêntica indústria de interesses que prosperou à custa do empobrecimento do País.

A Pátria ou o Povo Português não lhes interessa para nada, só a corja de bandidos, os novos-ricos, os mafiosos, os corruptos, os crápulas e os lambe-botas é que vivem bem em Portugal e estão todos acima da Lei.

Para os Ali Babá portugueses, o Povo não é tido para nada, é considerado como analfabeto, ignorante e preguiçoso, não tem qualquer significado na Nação Portuguesa, são um número indesejável que eles queriam que não existissem, para eles serem donos de tudo, os únicos a viverem em Portugal.

Desde a abrilada, quem beneficiou e quem continua a beneficiar, são os traidores e os covardes dos militares do 25 de Abril, os outros militares que se seguiram a eles e todos os que continuam no ativo, são todos um bando de covardes que se deixam (e deixaram) subornar por promoções, nomeações, louvores, condecorações, só lhes interessa as patentes, os ordenados chorudos e as reformas milionárias, por isso é que eles se mantiveram calados desde a abrilada até hoje, nunca ninguém os ouviu manifestar-se a favor do povo, é ver todos os dias as publicações no Diário da República Eletrónico.

Desde o golpe militar de 25 de Abril de 1974, a maior traição das páginas negras da História de Portugal, que o povo foi sempre enganado e tido como lorpa.

Os banqueiros, a corja de politiqueiros, os ladrões Ali Babá portugueses, para mim são os maiores corruptos do Mundo.

Fonte; Arquivo Pessoal

27 de Julho de 2014

A importância da Guiné Equatorial (Artur Queiroz)


 
A entrada da Guiné Equatorial na CPLP provocou em Portugal um terramoto de disparates, desvarios de alta intensidade, atitudes de grande cinismo e, como habitualmente, quantidades exageradas de ignorância.

Como se esta mistura explosiva não bastasse, os desvairados opositores à adesão ainda acrescentaram o habitual racismo encapotado e comportaram-se como soldados  invencíveis da democracia.
 
Pelo meio, os mais ressabiados ainda aproveitaram para atacar Angola, por ter sido o país patrocinador da adesão da Guiné Equatorial à CPLP. Li coisas espantosas e que ainda me custa acreditar que foram escritas. Ouvi barbaridades delirantes que me põem a duvidar da minha audição. Vi torcionários da democracia em Portugal a clamarem indignadamente contra a falta dela no novo país da comunidade dos países que falam português. Confesso que já esperava tanto dislate, porque sei quanto podem e valem em Portugal  figuras que no passado silenciaram as fogueiras da Jamba a troco de diamantes de sangue, marfim e drogas.

Mas também sou forçado a admitir que João Soares, Ana Gomes, António José Seguro ou aquela chusma de comentadores que nas rádios, televisões e jornais ganham chorudas maquias para dizer o que vem à cabeça dos donos, ultrapassaram todas as marcas e todos os limites.
 
A gritaria teve dois sentidos. A Guiné Equatorial tem a pena de morte e naquele país não se fala a língua portuguesa. Mas o Presidente Obiang assinou um decreto que suspende a pena de morte até ser aprovada a lei que vai abolir essa prática.
 
Nesse aspecto a Guiné Equatorial já foi mais longe do que os EUA e a Inglaterra. Ainda agora um condenado à morte num Estado norte-americano ficou quase duas horas a estrebuchar porque a injecção letal não fez o “serviço" em dez minutos. Estou à espera do alarido em Lisboa para exigir de Washington que acabe com a barbárie. Se o Presidente Barack Obama não obedecer, os comentadores políticos em Portugal e o núcleo duro que apoia António José Seguro vão expulsar os EUA da OTAN. E mandam encerrar a embaixada em Lisboa.
 
Vamos à língua portuguesa. Li um artigo interessante de um grande intelectual português de esquerda onde ele escreve que a adesão  da Guiné Equatorial à CPLP  é o requiem da organização. Mas que exagero! Nesse texto ele escreve Malaysia Ais Lines em vez de escrever Linhas Aéreas da Malásia. Uma distracção imperdoável para quem aparentemente defende com unhas e dentes o português.
 
Em Portugal os idosos são espoliados das suas reformas e morrem à míngua de alimentos e medicamentos. As crianças morrem à fome. Mais de um milhão de portuguesas e portugueses em idade activa estão no desemprego. A grande maioria nem sequer tem protecção social. Mas que ninguém se atreva a rezar  a missa pela morte daquele país, que é parte importante da CPLP. Os outros Estados membros  nunca consentirão esse insulto. Todos juntos havemos de fazer regressar à Pátria de Camões, Padre António Vieira, Cavaleiro de Oliveira, Aquilino, Pessoa, Agustina, Sophia ou Ramos Rosa, o espírito do 25 de Abril que fundou o Estado Social e a democracia portuguesa, depois de séculos de colonialismo e décadas de ditadura.
 
A CPLP nasceu também para promover a língua portuguesa. Quantos mais países aderirem à comunidade, mais forte ela fica. Eu defendo que é mais importante a adesão de Estados que nem sequer falam a Língua Portuguesa. Porque esses vão assumir o compromisso de promover e difundir o português. Não é o caso da Guiné Equatorial. Parte substancial do seu território já pertenceu à Coroa Portuguesa. E na ilha de Ano Bom, vizinha de São Tomé, a população fala crioulo que tem por base o português arcaico. Quanto mais não seja para valorizar e preservar essa jóia, foi importante a adesão daquele país à CPLP.
 
Estou curioso para saber o que vão dizer e escrever os enraivecidos portugueses de hoje, quando o Japão, a União Indiana, a República Popular da China, Marrocos ou a Geórgia aderirem à CPLP. Espero que nessa altura já lhes tenha passado a fúria racista e a apetência perigosa para o apartheid. Por muito que me custe e lhes custe a eles, o que se passa em Lisboa é mesmo uma onda descontrolada de racismo, perfumada com as flatulências do apartheid.
 
Os portugueses não têm culpa nenhuma que os seus intelectuais façam figura de ignorantes e políticos do “arco do governo" ainda pensem que “Angola é nossa" e em África ainda há colónias a saque.
 
Fonte: Jornal de Angola, 26 de Julho de 2014

Cortador de profissão...


Téquinfim…

 
 
No pátio da penitenciária em Luanda, a diretora pega num megafone e anuncia:

- "Tenção cambadivagabundu, chega di moleza!!!  Quero ocês tudo devassora na mão, limpandesse chiquero, que ocês mora!!! Quero tudim tudim limpim!!! Modi qui, amanhã nóis vamo recebê os Presidente Eduardo Santus, os Cavacos Silva e os Ministro Passos Coelho."

 Um preso comenta então para o colega ao lado:
 
- Téquinfim, prendero os fidaputa!!!
 
 
Fonte: Recebido por email

Assembleia da Repúbica...

 
 
Estava eu a passar pela porta da Assembleia da República e oiço um fulano a dizer:

- Filho da p---, ladrão, vigarista, assassino, traficante, mentiroso, pedófilo, vagabundo, sem vergonha, trafulha, preguiçoso de m-----, bandido, vampiro, oportunista, assaltante do povo...

Assustado, perguntei ao segurança:

- Estão chateados ou quê?

Responde o segurança:

- Não, não... estão a fazer a chamada para ver se falta algum deputado...
 
Fonte: Recebido por email

24 de Julho de 2014

A grandeza da língua


A cimeira da CPLP que decorreu em Díli ficou marcada pela adesão da Guiné Equatorial à organização, que é agora um Estado membro de pleno direito.

O facto em si nada tem de marcante. Organizações que se formaram agregando países que falam a mesma língua receberam no seu seio Estados que não têm qualquer afinidade linguística. Moçambique faz parte da  Commonwealth e a Guiné-Bissau integra o bloco da Francofonia. Estes dois exemplos podem repetir-se às centenas.

O que marca a adesão da Guiné Equatorial à CPLP é o alarido feito por membros das elites preconceituosas portuguesas. Em Lisboa surgiram numerosas vozes contra a adesão. Muitas são daquelas que nunca chegarão aos céus. Mas entre os contestatários estão políticos e líderes de opinião que se dizem democratas. O que revela uma contradição insanável eivada de ignorância e uma tendência inquietante para criar um “apartheid” nas relações internacionais. De um lado os democratas puros, os fiéis. E do outro os impuros e infiéis.

Ninguém percebe donde vem a pureza e a fidelidade dos representantes das elites preconceituosas à democracia. Nem se compreende a soberba com que tratam a Guiné Equatorial e o Presidente Obiang. Em Lisboa é esgrimido um argumento muito débil: o país tem a pena de morte. Muitos estados dos EUA executam todos os dias condenados à pena capital e nem por isso os porta-vozes dessas elites querem expulsar o seu aliado da OTAN. Pelo contrário, quando Washington anunciou que ia sair da Ilha Terceira por já não ter interesse na Base das Lajes, todos se puseram de joelhos, implorando que a base aérea continue.


Outros parceiros políticos e económicos de Portugal têm a pena de morte e isso não impede que os portugueses façam grandes negócios e brindem em Lisboa com o sublime Vinho do Porto. Os argumentos, mais do que débeis, são primários. E mais do que isso: escondem hipocrisia e também muita pressuposição baseada em velhos conceitos coloniais.  A CPLP, já aqui o escrevemos, pode ter uma influência grande na política da Guiné Equatorial. O decreto presidencial que suspende a pena de morte até à produção de legislação que determine a sua abolição é um exemplo concreto dessa influência. Se a partir de agora o Governo daquele país se aproximar dos modelos constitucionais que vigoram nos outros Estados membros, então está justificada a adesão.


A questão da Língua Portuguesa também é levantada pelas elites portuguesas ignorantes e corruptas. A Guiné Equatorial adoptou o português como língua oficial, a par do castelhano e do francês. Portanto, esse argumento deixou de valer a partir desse momento. Mas nunca valeu mais do que a caspa que povoa as ideias dos contestatários portugueses à adesão daquele país à CPLP.  Explicamos pormenorizadamente.


Parte do território da Guiné Equatorial já foi colónia portuguesa. Só no século XVII passou para a soberania espanhola. A ilha de Fernando Pó recebeu o nome do navegador português que lá aportou. A Ilha de Ano Bom (Ano Novo) está nas mesmas condições. Mas na pequena ilha está um tesouro da lusofonia: fala-se crioulo (fá d’ambô) que tem por base o português arcaico e que chegou quase incólume aos nossos dias.


As ilhas da Guiné Equatorial, está provado, foram povoadas por escravos angolanos. Nós queremos ir lá render homenagem aos nossos antepassados. Agora que Fernando Pó e Ano Bom fazem parte da CPLP,  mais facilmente podemos cumprir esse dever. Mas sem a companhia das elites estrábicas, que nem sequer foram capazes de defender a dulcíssima Língua Portuguesa do Acordo Ortográfico.


Os angolanos querem saber mais sobre a Língua Portuguesa e na ilha de Ano Bom, território da CPLP, temos muito que investigar a cultura. Os portugueses deviam ter o mesmo interesse, mas pelos vistos só estão interessados em dar lições de democracia, quando dentro das suas portas há crianças a morrer de fome.


Os Media em Portugal praticam diariamente atentados contra a Língua Portuguesa. Nos jornais já se escrevem mais palavras em inglês do que em português. Nas rádios e televisões a situação é ainda pior. Escrever e falar o português contaminado de anglicismos e galicismos é uma traição a todos os que falam a língua que uniu os países da CPLP.


A Guiné Equatorial já está a preparar o ensino da Língua Portuguesa. Dentro de pouco tempo, os novos parceiros da CPLP vão falar melhor do que as elites portuguesas preconceituosas. O mesmo vai acontecer quando outros países que tiveram contacto com o português no advento dos “descobrimentos”, entrarem para a organização.


Os portugueses têm um grande orgulho na expansão marítima da qual resultou o seu império. Mas agora há países e povos que guardam a memória desse passado comum e querem pertencer à CPLP. Alguns  renegam esse passado e opõem-se ao alargamento da organização.
São demasiado pequenos para a grandeza da Língua Portuguesa.
 
Fonte: Jornal de Angola, 24 de Julho de 2014

25 de Junho de 2014

O 25 de Abril de 1974 e as Independências Exemplares do Império Colonial Português

 
 
Quanto «às independências ditas exemplares pelos vendilhões da Pátria Portuguesa, pelos traidores e cobardes do 25 de Abril de 1974», o povo português que vivia na ex-colónia de Moçambique (de todas as raças e crenças), logo a seguir ao 25 de Abril, foi obrigado a entregar as armas que tinham em casa (os que as tinham), mediante a ameaça que JOAQUIM CHISSANO fez através da rádio, que se não as entregassem, imediatamente mandaria chacinar os portugueses pelos marginais.
 
Mesmo assim, depois de as armas serem entregues, os portugueses foram todos enganados e sem aviso prévio, sem nada o prever, ordenaram a sua perseguição, a sua crucificação, a sua chacina, a sua matança.
 
O povo português ficou desarmado, indefeso e à disposição das hordas de assassinos, de grupos de maltrapilhos e analfabetos que assolaram a capital, as vilas, as aldeias e as cidades dos arredores, aliás todo o território moçambicano foi invadido por estes criminosos, dizendo que estavam a cumprir ORDENS recebidas dos seus "SUPERIORES" (os de Moçambique e os de Lisboa).
 
Armados de catanas, metralhadoras, baionetas e outros materiais contundentes, perseguiram o povo nas casas, nos empregos, nas escolas, nos templos religiosos, nos hospitais, nas machambas, nas ruas, em todo o lado onde estivesse, para o chacinar.
 
Estupraram milhares de mulheres, crianças e idosas, perante a impotência dos homens da família, porque eram manietados, acorrentados, ameaçados com catanas e baionetas, eram obrigados a assistir a estas crueldades horrendas, para depois no fim serem todos chacinados e esquartejados, morrendo assim milhares num conflito hediondo de que o povo português foi a principal vítima.
 
Nos cemitérios vandalizaram jazigos, campas, caixões e os mortos foram profanados.
 
Os “superiores de Moçambique e os traidores, os cobardes de Abril, os vendilhões da Pátria – os de Lisboa”, ordenaram estas chacinas, para que o povo ficasse aterrorizado e fugisse imediatamente de Moçambique, para lhes serem confiscados todos os seus bens - os portugueses ficaram sem nada, ficaram despojados de todos os seus haveres.
 
“Os superiores de Moçambique” não queriam que os portugueses ficassem em Moçambique depois da Independência (obtendo a nacionalidade moçambicana e continuando a viver a sua vida no Moçambique Independente), e também “os traidores, os cobardes de Abril, os vendilhões da Pátria” – os de Lisboa, não queriam os portugueses, os retornados da África, em Portugal.
 
Não foi o cobarde, o traidor de Portugal, o vendilhão da Pátria – MÁRIO SOARES - que disse para atirarem os portugueses, os retornados de África, dos aviões ao mar para que fossem comidos pelos tubarões?!
 
Quando os SOLDADOS PORTUGUESES que ainda se encontravam em Lourenço Marques, a seguir ao 25 DE ABRIL, mesmo que presenciassem violações, roubos e mortes e os portugueses lhes implorava socorro, eles faziam chacota, palitavam os dentes, mascavam chicletes, fumavam e cuspiam para o chão, cruzavam e descruzavam os braços ou as pernas, viravam costas, ficavam indiferentes, em posição de descanso, quer vissem desmembrar crianças (como aconteceu na Ponte Pinto Teixeira), violar mulheres à frente de todos ou rebentar as portas das cantinas, das casas ou das flats para matar os donos e roubar-lhes tudo, diziam: “SÃO ORDENS DE LISBOA”.
 
E a procissão de veículos, carros, camiões e jeeps regados com gasolina a que deitavam fogo depois de trancar as portas com os seus ocupantes lá dentro, filas intermináveis de veículos a arder, tudo em labaredas gigantescas, fumos imensos negros e densos, cheirando a carne queimada por toda o lado, parecia que Lourenço Marques, as suas vilas, as aldeias e as cidades nos seus arredores, iam desaparecer do mapa, num inferno dantesco, um autêntico apocalipse.
 
As pessoas que eram apanhadas, enfiavam-lhes pneus dos carros pelas cabeças abaixo, que lhes mobilizava os braços, ficavam logo em asfixia, penduravam-nas nas árvores, regavam-nas com gasolina e deitavam-lhes fogo, uns autênticos archotes humanos.
 
Foi um espetáculo horroroso e diabólico que preencheu os 250 quilómetros que medeiam entre Lourenço Marques e a cidade de João Belo.
 
Em Lourenço Marques e nos seus bairros limítrofes (Mahotas, Infulene, Aeroporto, Malhangalene, Mafalala, Benfica, Xipamanine, etc.), muitas casas foram incendiadas com as pessoas lá dentro, outras conseguiram fugir e andaram refugiadas no centro da cidade, onde foram acolhidas em casa de familiares, em casa de pessoas conhecidas e outras foram acolhidas até por pessoas desconhecidas.
 
Porque estas hordas de assassinos, já estavam a fazer um cerco à cidade de Lourenço Marques para obrigar o povo, que estava cada vez mais encurralado, a fugir para a Baixa da cidade, em direção à sua Baía – não havia outra escapatória, morreriam chacinados, ou morreriam todos afogados - seria uma carnificina absoluta e inexorável.
 
Claro que perante estas chacinas levadas a cabo com uma selvajaria diabólica e não havendo sinais para que terminassem, deu-se a debandada geral dum povo que foi abandonado desde o início e de propósito pelos traidores e cobardes de Lisboa, crucificado, fragilizado, aterrorizado, horrorizado, traumatizado, que conseguiu sobreviver a tamanha matança, deixando para trás todos os seus bens imóveis, móveis, veículos e pertences pessoais - tudo o que ainda não tinha sido saqueado, tudo o que ainda não tinha sido pilhado - saindo às pressas de Moçambique com uma mão à frente e outra atrás, uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.
 
O dinheiro que muitos portugueses tinham guardado nos bancos, as economias que muitos andaram a poupar ao longo dos anos com muito trabalho e sacrifício, com a intenção de terem uma velhice digna já que não havia reformas, sem aviso prévio ficaram sem as suas economias, ficaram sem nada, ficaram sem um tostão, porque as contas bancárias pessoais e das Empresas foram todas congeladas após o 25 de Abril, a mando dos “superiores de Moçambique e dos traidores, dos cobardes de Abril, dos vendilhões da Pátria – os de Lisboa”.
 
Os portugueses só conseguiam sair de Moçambique no Aeroporto de Lourenço Marques ou nas Fronteiras saindo em direcção à África do Sul e outros países africanos, mediante a apresentação de um documento emitido pela Frelimo, onde era comprovado que tinham sido entregue as chaves das habitações alugadas ou próprias, caso contrário não podiam sair de lá.
 
Os massacres mais hediondos perpetrados contra o povo português (de todas as raças e de todas as crenças) e que estão na memória de quem “sobreviveu a eles” são o 7 de Setembro, o 21 de Outubro e o 17 de Dezembro de 1974.
 
Na altura destes massacres tinha surgido na cidade de Lourenço Marques “um grupo refratário, insignificante e asqueroso de portugueses de todas as raças e de todas as crenças”, que não aceitavam jamais que Moçambique fosse Independente, contribuindo eles também com este ignóbil, intolerável e inaceitável protesto, ao massacre dos seus compatriotas.
 
Passados que são 40 anos, “este grupo refratário”, cujos nomes constam de uma lista (eu sei o nome de algumas pessoas), que está na posse do Governo de Moçambique desde essa data - continuam a estar proibidos de pisar “Terra Moçambicana”.
 
Ainda estão vivos alguns dos RESPONSÁVEIS (moçambicanos e portugueses) pelos hediondos massacres perpetrados ao povo português, que lançaram milhares de corpos de portugueses nas águas da Baía, dos rios Limpopo, Incomáti, Umbeluzi, Matola, ou os transformaram em cinzas fumegantes na terra que se acreditava que pudesse ser de todos os que lá estavam e que queriam continuar a viver nela – portugueses de todas as raças e de todas as crenças.
 
Esta chacina foi compactuada com os de “Moçambique e com os traidores e os cobardes do 25 de Abril (os vendilhões da Pátria)” – que deram as independências às pressas.
 
Com exceção dos Deficientes das Forças Armadas, depois do 25 de Abril de 1974, todos os antigos combatentes da guerra colonial, foram "votados ao abandono” por Portugal, ao longo destes 40 anos de "democracia".
 
Durante a guerra colonial e também no pós-25 de Abril, alguns dos ex-combatentes perpetraram por conta própria "Crimes de Alta Traição à Pátria Portuguesa e ao seu Povo" e que estão “gravados” nas páginas negras da História de Moçambique e da História de Portugal.
 
Um dos meus irmãos que cumpriu o serviço militar em Tete, numa das muitas emboscadas de que foi alvo, a sua companhia sofreu uma emboscada terrível em 1970, onde camaradas seus perderam a vida, outros ficaram gravemente feridos, foram evacuados para o Hospital Militar em Lourenço Marques (muitos deles ficaram com braços e pernas amputados e muitos até sem os olhos) - ficaram inválidos, mutilados, cegos e com traumas de guerra para toda a vida.
 
Depois de ter recuperado e estar novamente apto, esteve três meses em serviço no Quartel Geral sito no Bairro do Alto Maé na cidade de Lourenço Marques.
 
A Baía de Lourenço Marques com uma largura de 36 quilómetros e 52 quilómetros de comprimento, forma o Estuário do Espírito Santo com 30 quilómetros quadrados.
 
Na Baía embocam, além de outros, os rios Maputo, Incomáti, Umbeluzi, Matola e Tembe.
 
A Xefina (constituída por 3 ilhas, Xefina Grande, Xefina Média e Xefina Pequena), fica dentro do Estuário do Espírito Santo, a uma distância de 5 quilómetros de Lourenço Marques, quase frente à Praia da Costa do Sol.

Na Xefina existia na altura um Forte e uma Prisão Militar.
 
O seu serviço durante estes três meses consistiu no seguinte:
 
Ia todos os dias com os seus camaradas à Xefina num barco da Marinha para levarem víveres, medicamentos, correspondência e outros, aos militares que ali se encontravam presos a cumprirem pena sentenciada pelo “Tribunal de Guerra” por terem cometido crimes contra o “Estado Português”.
 
Em seguida o meu irmão retornou a Tete para cumprir o tempo de serviço militar que ainda lhe faltava para passar à disponibilidade.
 
Falando em militares condenados pelo “Tribunal de Guerra” e presos na Xefina, quem não se lembra de nos meados dos anos sessenta, um militar ter morto a tiro, três camaradas seus dentro do Quartel Geral na cidade de Lourenço Marques?
 
Pois eu lembro-me, nunca o vou esquecer enquanto viver, porque um deles pertencia à nossa família e era filho único, sem irmãos, a casa onde morava ele e os seus pais ficava perto do Quartel onde foi morto, na Avenida 24 de Julho – Alto Maé.

Ficou sepultado no Jazigo de Família no Cemitério de S. José de Lhanguene.
 
Esta imensa vergonha que, com a Inquisição, constituem as mais negras páginas de uma História gloriosa – como foi a de Portugal – talvez para mostrar que mesmo um povo de heróis pode gerar traidores e fratricidas.
 
- Porque é que Portugal deu um prazo gigantesco, estranho e excessivo de 10 anos para entregar a cidade de Macau à China, e não fez o mesmo com as Províncias Ultramarinas, com todo o seu Império Colonial Português?!
 
Moçambique está de parabéns pelo dia de hoje.
 
Que o povo moçambicano tenha muita paz, seja muito feliz e viva com muita prosperidade.

Fonte: Arquivo Pessoal

30 de Maio de 2014

Portugal 40 anos depois


Desde o famoso Golpe Militar de 25 de Abril de 1974, o poder político foi tomado de assalto pela machimba dos politiqueiros, pela corja de bandidos, pelos corruptos gananciosos, pelos mafiosos desonestos, pelos prepotentes e ditadores, pelos covardes e traidores, pelos vampiros e sanguessugas, pelos esclavagistas cruéis e desumanos.

Uma gentalha de oportunistas, de analfabetos sem escrúpulos, muitos deles detentores de “canudos falsos” e “outros são tão ocos que não têm nada lá dentro”, mas que não olha a meios para atingir os fins a que se propuseram os cobardolas de abril: enriquecer de geração em geração, saqueando o seu próprio país custe o que custar, deixando-o na bancarrota, pondo o seu próprio povo trabalhador no desemprego e os reformados e pensionistas na miséria, para o aterrorizar e para o poder subjugar.

O PSD - Que sabem eles o que que significa "Democracia"? - Nada.

O PS - Que sabem eles o que significa "Socialismo"? - Nada

O PCP - Que sabem eles o que significa "Comunismo"? - Nada

Dizem eles que antes havia em Portugal o "fascismo", nada mais estúpido, havia sim uma ditadura, como se percebe eles nem sabem distinguir o significado entre "fascismo e ditadura".

O que mudou afinal em Portugal com o Golpe Militar do 25 de Abril de 1974 perpetrado por traidores?

- Dizem eles que veio a Democracia. Mas que Democracia é que existe? - Nenhuma, nem nunca existiu! 

- Para o povo nada mudou, o povo pode ter vivido iludido ou ludibriado, mas na realidade nunca foi beneficiado em nada!

- Os funcionário públicos e os reformados que não roubaram nada a ninguém, é que foram infelizmente os escolhidos como bode expiatório, para pagarem uma crise financeira que não a fizeram, mas que tem sido feita há muitos anos pela corja dos políticos e dos banqueiros corruptos e ladrões que foram "ao pote" e continuam a ir e puseram Portugal na bancarrota.

- Os trabalhadores sempre foram explorados, sempre foram escravizados, sempre foram ferramenta de trabalho e sempre foram mão-de-obra barata.

A machimba continua a ser sempre a mesma, o que tem mudado são só os moscardos.

Esta escumalha instalou-se, alastrou-se, propagou-se e perpetuou-se.

Fonte: Arquivo Pessoal

25 de Maio de 2014

Dia de África: Alguns dos acontecimentos mais importantes do continente


Dia 25 de Maio assinala-se o dia do continente africano. Considerado como o berço da humanidade, África é o começo da vida, o palco das histórias de conquistas e posteriormente de tomadas de consciência. O continente assemelha-se a um caldeirão de culturas em constante movimento e as riquezas naturais que apresenta até hoje não conseguem ser igualadas. Terra de ambiguidades, é sobretudo, o lar de um povo onde reina a esperança pela conquista de um futuro melhor.

Ao longo dos tempos, o continente africano sofreu vários flagelos, quer a nível político, económico e social que mudaram para sempre o rumo da sua história. Em jeito de celebração, a cronologia apresentada retrata os momentos mais marcantes do continente-berço.

3100 AC - Os Faraós unificam o Estado Egípcio. Durante o Antigo Império foram construídas obras de drenagem e irrigação, que permitiram a expansão da agricultura. São desse período ainda as grandes pirâmides dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, construídas nas proximidades de Mênfis, a capital do Egito na época.

1240 - Fundação do Reino do Congo. Na sua máxima dimensão, estendia-se desde o oceano Atlântico, a oeste, até ao rio Cuango, a leste, e do rio Oguwé, no actual Gabão, a norte, até ao rio Kwanza, a sul. O reino do Congo foi fundado por Ntinu Wene, no século XIII.

1575 - Portugueses chegam a Moçambique pela caravela de Vasco da Gama. Quando Vasco da Gama chegou pela primeira vez a Moçambique, em 1497, já existiam entrepostos comerciais árabes e uma grande parte da população tinha aderido ao Islão.

1884-1885 - Consolidação do Domínio Europeu em África - Na conferência de Berlim, na Alemanha, África é partilhada pelas potências europeias. Cabinda, em Angola, é colocada como protectorado português.

1896 - Etiópia sob o comando do Imperador Menelik II. A Etiópia consegue resistir à invasão Europeia, vencendo os italianos na batalha de Adwa. Em 1914, apenas a Etiópia e a Libéria mantêm-se independentes do controle colonial europeu.

1899 -1902 - Guerra Anglo-Boer na África do Sul - Enquanto que os britânicos vencem a guerra, necessitam na mesma de fazer concessões aos Boer e suas organizações políticas para o controlo interno da África do Sul, abrindo caminho para os sul-africanos libertarem-se eventualmente do domínio britânico e, de seguida, dominar a maioria negra em todo país.

1914-1918 - 1ª Guerra Mundial - África mantinha-se dividida pelos poderes coloniais europeus. A guerra mundial, contudo, diminui o mito da invencibilidade, superioridade e do intitulado direito europeu de comandar o mundo. Alemanha perde as suas colónias africanas para França e Grã-Bretanha, que tinham a missão de preparar o processo de desconolização, dada pela Liga das Nações.

1920 - Congresso Pan-Africano - Sedeado em Paris, o Congresso Pan-Africano é alimentado pela agitação anti-colonial e o nacionalismo africano de missionários negros e das elites do Ocidente. Essa agitação é expressa nos ataques de Serra Leoa e Nigéria.

1939-1945 - 2ª guerra mundial - Na maior parte das regiões africanas o ressentimento da presença colonial transforma-se em agitação política. No período após a Europa manter-se concentrada nos seus próprios problemas, como lidar com mais uma guerra, formavam-se políticos africanos que eventualmente iriam liderar os seus países até a independência.

1946 - Os poderes coloniais variam na sua vontade em diminuir o controlo. França demonstra a iniciativa oferecendo poderes reais a políticos africanos, mas sem aceitar mudanças na Tunísia, Marrocos e, acima de tudo, Argélia. Portugal, o pioneiro do colonialismo em áfrica, luta arduamente para manter-se no continente, mantendo brutas e dispendiosas guerras em várias frentes até 1975.

1950 - As graves consequências da descolonização no Quénia. Com uma enorme população branca, o Quénia é palco de uma longa campanha de terror e guerrilha contra os britânicos liderada por Jomo Kenyatta e seus rebeldes, denominados “Mau-Mau”.

1957 - Grã-Bretanha perde influência nas colónias. Segue um caminho mediano, apreciando as aspirações africanas mas instintivamente à procura de compromissos que o fariam preservar algum do seu status quo. Contudo, a pressão para mudanças nas colónias britânicas mais desenvolvidas prova-se irresistível. Ghana, torna-se nesse ano, na primeira colónia na África Sub-Sahariana a ganhar a independência.

1963 - Guerra Fria - Período conturbado para o continente. As nações africanas emergentes beneficiam e ao mesmo tempo são prejudicadas pela competição global entre os Estados Unidos e a antiga URSS. O “jogo de xadrez” entre as duas super-potências faz com que estas procurem clientes-estado. A vantagem seria o apoio financeiro em troca de uma simples ideologia: comunismo ou capitalismo. Contudo, vários ditadores africanos mantiveram-se no poder com este patrocínio.

1975 - Moçambique torna-se independente. Finalmente, a guerra terminou com os Acordos de Lusaka, assinados a 7 de Setembro de 1974 entre o governo português e a FRELIMO, na sequência da Revolução dos Cravos. Ao abrigo desse acordo, foi formado um Governo de Transição, chefiado por Joaquim Chissano, que incluía ministros nomeados pelo governo português e outros nomeados pela FRELIMO.

1989 - O fim da guerra fria. As lutas internas pelo poder aumentam de escala e os conflitos étnicos são uma constante na maioria dos países africanos, consequência também do final da Guerra Fria e O genocídio do Rwanda que mais tarde assola o país com a rivalidade étnica entre tutsis e hutus é um exemplo da ingenuidade do mundo em relação aos problemas africanos.

1994 - A "libertação" sul-africana. O poder político é finalmente concedido aos sul-africanos com as primeiras eleições presidenciais. Nelson Mandela, antigo preso político e herói nacional, vence as eleições com maioria absoluta.

2010 - Primeira Miss Universo Africana. Leila Lopes, fruto de África e de Angola é considerada a mulher mais bonita do mundo.

2011 - "Nasce" o Sudão do Sul. A 9 de Julho, o mundo "ganha" um novo país. O Sudão do Sul torna-se num Estado independente, após um referendo de autodeterminação e vários conflitos com o Sudão do Norte.

Estes são alguns dos acontecimentos mais marcantes do continente que simbolizam a capacidade de superação do povo africano. Sem caracter cronológico mas a merecer também algum destaque é a beleza natural e única, outrora escondida pelas mágoas do tempo e, actualmente, revelada com a vontade de quem acredita no começo de uma nova estória.


Fonte: Sapo MZ

Cartazes de Moçambique

 
 

Fonte: UA

Cartazes de Angola

 


Fonte: UA

Férias no Mar

Um Dia na Praia

O Lanche dos Coelhos

11 de Maio de 2014

Moçambique: Ponto de táxi na cidade de Lichinga



Ir à poucura de táxi em Lichinga, Província do Niassa é quase que original. Esquece os veículos de quatro rodas pintados de verde e amarelo. Nesta cidade a moda é apanhar uma mota ou uma bicicleta e boa viagem.

Sapo MZ

Moçambique: Farol do Macúti na Cidade da Beira



Caracteriza-se por ser uma torre troncónica com 28 metros de altura, possuindo um farol de rotação com o alcance de 18 milhas. A sua construção foi efetuada pelo engenheiro Carlos Roma Machado de Faria e Maia, tendo sido inaugurado a 2 de Janeiro de 1904. Estava equipado com uma lâmpada de 50.000 velas, possuindo para-raios, mastro de sinais, sereia acústica e uma linha telegráfica que o ligava à Capitania dos Portos.


Fonte: Arquivo Pessoal

Moçambique: Estação Ferroviária na Cidade da Beira



Os autores desta obra foram os arquitetos João Afonso Garizo do Carmo, Francisco de Castro e Paulo de Melo Sampaio. A estação foi inaugurada em 1 de Outubro de 1966. O edifício foi decorado, interior e exteriormente, por um notável grupo de artistas que residiam em Moçambique.


Fonte: Arquivo Pessoal

Moçambique: Conselho Municipal na Cidade da Beira



Construído inicialmente para residência do Dr. Araújo de Lacerda, o benemérito da cidade. Em 1928 reverteu a favor da Comissão de Administração Urbana, tal como rezava o seu testamento. Inicialmente, era uma casa de madeira e zinco, tendo sido reconstruída em alvenaria. O aspeto atual é de 1943, quando se reconstruíram as fachadas, a partir de projeto do arquiteto José Luís Porto.


Fonte: Arquivo Pessoal

Moçambique: Clube Náutico na Cidade da Beira



Localiza-se no Bairro do Macúti. O projeto é do arquiteto Francisco de Castro, tendo sido construído em 1955, compreendendo um restaurante-bar, um parque infantil e uma piscina.


Fonte: Arquivo Pessoal