25 de novembro de 2009

Índia: Enjaulados pelos animais

Enjaulados pelos animais Activistas da organização PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) vestiram-se de macacos e fecharam-se em jaulas como forma de protesto pelos abusos praticados com os animais no Instituto de Ciência Médica All India. A organização PETA compara o tratamento dado aos animais no instituto com os ataques terroristas em Mumbai a 26 de Novembro de 2008. Foto@EPA/Anindito Mukherjee

Maputo: Na 41ª Assembleia-geral, José Viegas deixa a presidência da AFRAA

Na 41ª Assembleia-geral José Viegas deixa a presidência da AFRAA
Maputo (Canalmoz) – Terminou esta terça-feira, na capital moçambicana, Maputo, a 41ª Assembleia-geral da Associação das Companhias Aéreas de África, AFRAA. Entre vários pontos da agenda estava previsto para ontem a eleição do novo presidente da associação, cargo que vinha sendo ocupado pelo actual Presidente do Conselho de Administração (PCA), das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), José Viegas. Até a retirada da nossa equipa de reportagem do Centro de Conferência Joaquim Chissano, local onde decorreu o encontro ainda não tinha sido anunciado o sucessor de Viegas. A AG da AFRAA decorreu sob o lema “Registando Sucessos em tempos de Crise”. Foram analisados e aprovados os relatórios anuais do secretário-geral e do Comité Executivo da AFRAA, aprovação das contas e nomeação de auditores para 2009, para além da aprovação do orçamento e subscrição da adesão de membros para o próximo ano. Mais de 200 delegados, em representação de companhias filiadas na associação, discutiram em três dias os principais problemas que afectam o desenvolvimento do sector, tendo a crise sido um dos principais pontos. Discutiram igualmente sobre como a tecnologia pode Ajudar as Companhias Aéreas Africanas a Cumprir a Legislação Ambiental”. Refira-se que Moçambique, através das Linhas Aéreas de Moçambique é membro da AFRAA desde 1976 e desde Novembro do ano passado presidia aos destinos desta organização continental. Dados da crise nada satisfatórios Dados recentemente tornados públicos pela Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) dão conta que as companhias aéreas africanas deverão registar 500 milhões de dólares americanos de perdas em 2009 devido à crise económica mundial. Segundo os mesmos dados, esta perda é a consequência duma baixa das quotas de mercado associada ao impacto da recessão. E isso faz com que a crise neste sector torna a sua liberalização ainda mais essencial. As companhias aéreas necessitam das mesmas liberdades comerciais como qualquer outro sector e de acesso aos mercados e aos capitais internacionais, foi ali defendido. Guebuza diz que a crise deve constituir uma oportunidade O presidente da República, Armando Guebuza, que também participou da Assembleia Geral disse que o continente africano precisa de agir rapidamente para conter e evitar que a crise que se abate sobre o sector de aviação ganhe maior magnitude e se alastre por mais sectores da economia, frustrando ou subtraindo os ganhos já conquistados no desenvolvimento económico-social de África. Segundo o chefe de Estado, “a combinação de factores negativos, está a resultar no decréscimo de passageiros, redução das rotas, perda de empregos e declínio da indústria do Turismo”. Guebuza frisou ainda que na sua história o continente foi aprendendo de crise em crise. “Aprendemos em cada crise a encontrar uma oportunidade para desafiarmos a nós próprios, para olharmos o mundo de forma mais abrangente e procurar, nesse prisma, a janela que pudesse transformar a crise no ponto de apoio para darmos um salto qualitativo em frente. Por isso, apesar de não gostarmos de crises, não as tememos”. O chefe de Estado indicou que as crises tornam os africanos mais criativos e mais fortes. “As crises não nos fazem desanimar. Forjam, isso sim, a nossa inteligência e estimulam a nossa autoconfiança, auto-estima”. Guebuza exortou também os representantes das companhias aéreas no sentido de olharem para aquilo que os une e capitalizar os pontos comuns, mostrando ao mundo que em tempo de crise a união dá mais força “do que a competição desalmada”. LAM poderá voar para Lisboa e Cape Town Entretanto, o PCA da LAM José Viegas anunciou que a companhia moçambicana poderá voltar a voar para capital portuguesa, Lisboa e Cape Town na África do Sul, isso após ter iniciado a nova rota para Angola. Viegas disse que tudo está sendo feito neste momento para que este plano se concretize o mais breve possível. “Estamos a trabalhar para concretizar isso visto que os preços actualmente praticados são elevados por falta de concorrência. O PR disse ainda que estão criadas condições para que a nova visão e os planos para responder a crise sejam sustentáveis e duradoiros. Referiu também que durante da reunião os participantes deveriam procurar tirar ilações de sucesso das várias companhias africanas e desenvolver um plano estratégico de desenvolvimento da indústria e contribuir para o reforço da organização. (Matias Guente) 2009-11-25

Negócios, Negociatas e o G-19: Tentaram ou era só para fingir? Moçambique ou Mozambisquitão?

Canal de Opinião, por Noé Nhantumbo: NEGÓCIOS, NEGOCIATAS E O G-19 Tentaram ou era só para fingir? Moçambique ou Mozambisquitão? Beira (Canalmoz) – Estou em crer pelos reflexos das tentativas havidas em mostrar uma face de interlocutores interessados em contribuir para o desenvolvimento de um ambiente democrático, que até se tentou. Mas infelizmente foi uma tentativa insuficiente e de impacto nulo. O modo como se cosem as linhas e estão definidos os alinhamentos entre os membros do G-19 e Moçambique, o hábito e tradição da relação Moçambique e o resto do mundo, a correlação de forças entre as chancelarias ocidentais e o gigante chinês no panorama africano fizeram recuar as intenções democráticas de alguns parceiros internacionais ocidentais. No seio dos G-19 alguns senão a maioria dos países agem por simpatia e não por convicção democrática. Nunca tiveram a intenção de levar algo até as suas últimas consequências. A maneira como procedem é quase sempre uma posição definida pelo carácter dos interesses das corporações económicas e financeiras dos países do que propriamente algo que tenha relação ou tenha a haver com conceitos políticos do tipo democrático ou antidemocrático. A Portugal não interessa objectivamente nada se Moçambique é mais ou menos democrático. Se Angola é mais democrática. De Londres não receberemos mais elogios se formos mais democráticos. O que interessa a esses países ou aos EUA é como os seus interesses estratégicos ou assim definidos são protegidos e assegurados. Aconteça o que acontecer os moçambicanos que se arranjem mesmo que isso signifique matarem-se. O que pode acontecer é vermos mais um moçambicano premiado por coisa que não fez. Quando se deveria ver alguns governos como o de Moçambique punidos pelo rumo que dão aos assuntos políticos de seus países temos seus representantes regularmente premiados e elogiados. É nefasto e perigoso para um país receber indevidamente prémios. Quem premeia ou assim procede não tem boas intenções. A penetração e influência que as corporações mineiras, petrolíferas, farmacêuticas e militares possuem na manobra operacional das chancelarias ocidentais é a razão de muitos dos prémios. Muitos dos posicionamentos incompletos e medíocres da diplomacia dos nossos parceiros tem relação e explicação na natureza dos seus interesses nos minerais moçambicanos. Toda aquela boa vontade da Irlanda em cooperar com Moçambique não resulta de puro altruísmo. As areias pesadas de Moma são um bom motivo e tudo o a Kenmare fizer para influenciar seu governo no sentido de aplaudir o governo do dia melhor será para as suas operações em Moma. Ou não é assim? Os espanhóis não descobriram a bondade e a solidariedade em Moçambique. Quanto já pago pelo camarão moçambicano? Todos sabem menos os moçambicanos. Numa posição relativamente de força sobretudo a partir da altura em que o governo da Frelimo tinha garantias sólidas de puder contar com o apoio financeiro chinês para substituir uma eventual retirada de apoio ocidental ao Orçamento Geral do Estado, viu-se de modo claro a implementação de uma política de “cegueira e surdez estratégica” por parte dos órgãos de soberania moçambicanos. Reclamações legítimas, baseadas nas leis do país foram sucessivamente ignoradas pela Procuradoria Geral da República e pela Polícia nacional. Órgãos eleitorais de que se esperava um posicionamento mais equilibrado e de acordo com os interesses da promoção da democracia apresentaram-se amarrados ou com a sua acção limitada pelos interesses do partido no poder. Afinal quem nomeia acaba tendo a prerrogativa de demitir... De uma maneira clara todo o mundo ficou a entender que as organizações da sociedade civil moçambicanas ou pelo menos a maioria das que se manifestaram sobre as eleições recentes são fortemente tendenciosas. A presença do partido no poder faz-se sentir por quase tudo o que é organização. Até partidos políticos que se supunham livres da influência da Frelimo acabaram entregando-se a esta ou pelo menos seus líderes aplaudindo e beijando “as mãos de Judas”. Aconteceram coisas incríveis jamais vistas no quadro do surgimento e desenvolvimento dos partidos políticos em África. Yacub Sibindi vai entrar na história pelas mais negativas razões e outros como o Miguel Mabote também. A venda pura e simples, a sobreposição de valores como os materiais a qualquer coerência ideológica tem se tornado claros em muitos dos nossos compatriotas. Aquilo que jamais foi desvendado começa a tornar-se claro. Se o MBS paga as dívidas de Sibindi não será que outros políticos viram as suas dívidas pagas via Banco a mando de determinadas figuras do partido no poder noutras ocasiões? Será que todos os rumores que circulam na praça sobre uma alegada recepção de dinheiros “pesados” por parte de determinados líderes políticos tem alguma base? Será que em Moçambique se faz política por encomenda e que o protagonismo ganha-se a custa de compra e venda de obediência? Pode-se dizer muita coisa mas algo não se pode deixar de dizer: em Moçambique passam-se muitas coisas estranhas no domínio político. Na memória do povo moçambicano vai ficar a viva impressão de que o G-19 é movido por interesses económico-financeiros e outras considerações estratégicas que não tem relação alguma com a democracia neste país. O acesso ao porto e aeroporto de Nacala tem mais importância do que a participação deste ou daquele nas eleições. Convenientemente situada nos limites daquilo que é considerado ingerência em assuntos internos de outro país assistiu-se a uma derrocada de posições que aparentavam ter alguma força. Nem a força dos dinheiros do OGE travou a estratégia de eliminação dos partidos políticos do processo eleitoral. Moçambique tem de passar mais meia dezena de anos trabalhando para a sua democratização quando tudo indicava que já havia dado esse passo. Queremos ver o Observatório Eleitoral observando actuação chinesa e a política de migração eleita pelo governo que ele aparentemente apoia. Moçambique também se pode chamar de “Mozambiquisitão” tal é a facilidade com que descendentes ou naturais do Paquistão obtém Bilhete de Identidade e passaportes moçambicanos mesmo não sabendo falar português. Tal é atenção ou distracção dos governantes que as negociatas são de tal ordem que ultrapassam qualquer coisa que se possa imaginar. Mas como diz o ditado “nunca é tarde”. (Noé Nhantumbo) 2009-11-25

Na cidade de Nampula: Três especialistas da Frelimo querem sequestrar Dhlakama

Na cidade de Nampula Três especialistas da Frelimo querem sequestrar Dhlakama – denuncia Simão Buti, comandante da Renamo durante os dezasseis de guerra civil “A Frelimo montou um comando aqui em Nampula, com pessoas vindas de Maputo, que tem como principal missão sequestrar o presidente Dhlakama no dia da grande manifestação popular em retaliação dos resultados eleitorais.” “Cuidado com estas Brincadeiras. A Renamo vai responder, mas responder bem. Nós lutámos com o grupo Chipande, eles nos conhecem bem e não estes miúdos da PIR (Polícia de Intervenção Rápida)” Nampula (Canalmoz) - O então comandante das tropas da Renamo em Moçambique aquando da Guerra Civil que durou dezasseis anos, convocou uma conferência de imprensa, na manhã de ontem, na cidade de Nampula, para entre várias questões denunciar uma alegada operação de sequestro do seu líder Afonso Dhlakama, que estará, segundo ele, a ser preparada por três especialistas militares que se encontram em Nampula desde o passado dia vinte do corrente mês. Simão Buti, é igualmente deputado da Assembleia da República pelo partido Renamo. “Nunca vimos movimentos de tantos agentes da Polícia de Intervenção Rápida, PIR, SISE e Polícia de Investigação Criminal aqui em Nampula”, disse Buti que acrescentou: “A Frelimo montou um comando aqui em Nampula com pessoas vindas de Maputo, que tem como principal missão sequestrar o presidente Dhlakama no dia da grande manifestação popular em retaliação dos resultados eleitorais”. Buti tardou mas acabou por esclarecer que conhece na plenitude a estratégia que a Frelimo está-se preparando para sequestrar o seu carismático líder, Afonso Dhlakama. “Eles querem usar gás lacrimogénio para sequestrar o nosso presidente”- disse Simão Buti. Depois apelou para que não se brinque desta maneira. “Cuidado com estas Brincadeiras. A Renamo vai responder, mas responder bem. Nós lutamos com o grupo Chipande, eles nos conhecem bem e não estes miúdos da PIR”, frisou Simão Buti. Manifestação ainda sem data Buti voltou depois a reiterar que o seu partido vai estar numa manifestação pública contra a “fraude eleitoral”, mas evitou dizer quando é que se vai realizar. Instado a falar da data, o deputado Buti ficou aparentemente chateado com a imprensa, mas garantiu que “vai acontecer uma grande manifestação em todo o país”. “Quando não vos posso dizer”. Saúde de Dhlakama Na conferência de imprensa o deputado Buti foi solicitado para que se pronunciasse a respeito do estado de saúde do seu líder Afonso Dhlakama. Efusivamente limitou-se a afirmar que “o senhor presidente está bem de saúde”. (Aunício da Silva) 2009-11-25

24 de novembro de 2009

Moçambique: “Reavivada”cascata da Namaacha

“Reavivada”cascata da Namaacha Os aficcionados da natureza da vila de Namaacha e não só têm mais um motivo para sorrir: a mítica cascata daquele município voltou a produzir as quedas regulares de água, graças à precipitação que se fez sentir nos últimos dias na região sul do país. Sabe-se que há sensivelmente três anos que aquele ponto turístico fronteiriço já não atraía turistas, devido ao cenário de seca que se fazia sentir, fazendo perder todo o encanto ao lugar. Assim, com este “regresso” da queda de água na cascata de Namaacha espera-se seguramente que o movimento turístico volte a tomar o seu devido lugar, com os visitantes a contemplarem um dos pontos mais atractivos daquela vila, um capricho simpático que a natureza proporcionou. Aqui nesta imagem do nosso colaborador Casimiro Pinto vislumbra-se o novo panorama do lugar, com todo o seu esplendor, depois de um período prolongado de estiagem. É mesmo caso para dizer que todos os caminhos vão dar às cascatas da Namaacha! Maputo, Terça-Feira, 24 de Novembro de 2009:: Notícias

23 de novembro de 2009

Filipinas: Miss Terra 2009

Miss Terra A recém-coroada Miss Terra, a brasileira Larissa Ramos, posa para os fotógrafos na praia da Ilha Boracay, nas Filipinas. Larissa foi a escolhida entre 80 candidatas de vários países a Miss Terra e tornou-se numa diplomata cuja missão é chamar a atenção para os problemas ambientais do nosso planeta. Foto@EPA/Rolex Dela Pena

20 de novembro de 2009

Arroz de marisco (Portugal)

Arroz de marisco Ingredientes: Cebola: 1 Alho: 4 dentes Azeite: 4 colheres de sopa Tomate: 4 Sal, piri-piri: q.b. Marisco: 1 embalagem (mistura) Caldo de peixe: 1 cubo Arroz: 1 chávena Coentros: q.b. Preparação: Refogue no azeite a cebola grande e os dentes de alho bem picados. Esmague os tomates maduros e já pelados e junte ao refogado. Tempere com piri-piri e sal. Deixe apurar durante alguns minutos. Entretanto, descongele uma embalagem de cocktail de marisco. Se tiver delícias do mar, retire-as e ponha-as de parte. Junte o mariscos ao refogado e mexa. Com o lume brando, tape o tacho e deixe apurar durante 15 minutos. Junte o cubo de caldo de peixe. Aqueça à parte 3 chávenas de água e junte a esta mistura. Quando começar a ferver junte o arroz e mexa. Quando retomar a fervura, deixe cozer tapado durante 10 minutos. Apague o lume, junte as delícias cortadas em cubinhos e polvilhe com coentros picados. Sirva de seguida.

Calulu de peixe / ou carne seca (Angola)




Calulu de peixe (ou carne seca) Ingredientes: 1 kg de peixe seco 1 kg de peixe fresco 3 cebolas 3 tomates grandes 1/2 kg de quiabos 1 kg. de batata doce (ou espinafres) 3 dentes de alho 2 copos de óleo de palma e 2 gindungos Preparação: Deita-se a demolhar o peixe seco, mas sem sair o sal todo. Tempera-se o peixe fresco com sal, alho, vinagre ou limão de preferência. Começa-se a preparar um refogado com o óleo de palma e os dentes de alho. Seguidamente, começa-se a colocar em camadas, os peixe seco, o peixe fresco, a cebola em rodelas, o tomate em pedaços e limpo, os quiabos, as folhas de batata doce, o gindungo e o resto do óleo de palma. Verifica-se o tempero de sal e deixa-se cozinhar em lume brando. Sugestões : Calulu de carne seca: Utiliza-se a carne seca em substituição do peixe. O restante é tudo igual.

Colômbia: Os gatos continuam em palco

Os gatos continuam em palco Elementos do musical "Cats" actuam em Bogotá num dos espectáculos da digressão agendada para a Colômbia. Foto@Lusa/EPA/Mauricio Duenas

Países africanos cada vez mais corruptos, segundo relatório da Transparência Internacional


Países africanos cada vez mais corruptos - segundo relatório da TI A maioria dos países africanos obteve uma nota inferior a três, numa escala de zero a 10, do Índice de Percepção da Corrupção (IPC) para o ano de 2009, segundo a organização Transparência Internacional (TI) que divulgou terça-feira o seu relatório. Apenas três dos 52 países africanos que figuram nesta classificação obtiveram, tal como em 2008, uma nota superior a cinco no IPC. Trata-se do Botswana, o país melhor classificado em África; das Ilhas Maurícias e de Cabo Verde. Quatro outros, as Ilhas Seicheles, a África do Sul, a Namíbia e a Tunísia obtiveram uma nota em torno de quatro, ao passo que a maioria (34) tem um resultado abaixo de dois. Assim, os 10 países menos corruptos de África no entender da TI são o Botswana (37ª posição dos 180 países estudados), as Ilhas Maurícias (42ª), Cabo Verde (46ª), as Ilhas Seicheles (54ª), a África do Sul (55ª), a Namíbia (56ª), a Tunísia (65ª), o Gana (59º), o Burkina Faso (79ª) e o Lesoto (89ª). A lista dos 10 países mais corruptos em África é comandada pela Somália (na 180ª posição, representando assim o país mais corrupto do mundo), seguida do Sudão (176ª), do Chade (175ª), da Guiné-Conacry (168ª), da Guiné Equatorial (168ª), da Guiné-Bissau (162ª), da RD Congo (162ª), do Congo-Brazzaville (162ª) e de Angola (162ª). O Burundi, o Congo e Angola são os "recém-chegados" do grupo dos 10 países mais corruptos em África, segundo o relatório da TI. O país mais povoado de África, a Nigéria, ficou igualmente mais corrupto, passando da 121ª posição em 2008 para o 130º lugar na última classificação. O Quénia e o Zimbabwe subiram na classificação, passando respectivamente da 147ª para a 146ª posição e da 166ª para a 146ª. Ao todo, segundo a Transparência Internacional, nenhuma região do mundo está livre dos perigos da corrupção. Os países que obtiveram as melhores notas no IPC de 2009 são a Nova Zelândia (9,4), a Dinamarca (9,3), a Singapura, a Suécia (9,2) e a Suíça (9). Estes resultados reflectem uma estabilidade política, uma resolução estabelecida de longa data dos conflitos de interesses e instituições públicas sólidas e funcionais. Maputo, Sexta-Feira, 20 de Novembro de 2009:: Notícias

Moçambique: Caça furtiva e queimadas dizimam fauna bravia na Zambézia

Zambézia: Caça furtiva e queimadas dizimam fauna bravia A caça furtiva e as queimadas descontroladas são dois dos principais problemas apontados pelos ambientalistas como estando na origem da destruição do potencial faunístico na província da Zambézia. De há uns tempos a esta parte tanto nas principais reservas florestais e noutras regiões com potencial faunístico começa a ser difícil encontrar animais protegidos por lei bem como outros tipos que constituem a população faunística, atracção para o turismo e obtenção de proteína animal para a alimentação. Os participantes à I Conferência Provincial sobre o Desenvolvimento Comunitário, que decorreu ontem na cidade de Quelimane, debateram muito este assunto ligado às mudanças climáticas no país. De acordo com os vários oradores, o desaparecimento do potencial faunístico na Zambézia está associado à violência da acção humana, como, por exemplo, a caça furtiva e queimadas descontroladas para abater madeira e animais de pequeno porte, que acaba se abatendo sobre as florestas. O sector da Agricultura na Zambézia ainda não tem dados sobre o nível de violência com que as queimadas descontroladas e caça furtiva incidem sobre a fauna. O governador da Zambézia, Carvalho Muária, disse que a província da Zambézia tinha muitos animais, como leões, elefantes e lobos, mas devido a acções atrás abordadas não é possível encontrar esses animais nem de outro tipo nos locais onde se suspeitava a sua existência em quantidade. Afirmou, por exemplo, que várias vezes já circulou pela Reserva Nacional de Gilé mas não viu um único animal. Nos distritos de Maganja da Costa, Pebane, Gilé e Alto Molócuè eram sistemáticos os casos de elefantes e leões que invadiam as áreas residenciais da população ou destruição extensões em hectares de campos de cultivo. Estes cenários deixaram de existir não porque há uma grande organização e controlo mas porque os animais não existem. O Director provincial da Agricultura na Zambézia, Mahomed Valá, disse que em Mocuba nos últimos dias tem recebido muitas informações sobre a caça furtiva na região sul da província da Zambézia, mais precisamente, na reserva de caça de Mainba e Derre. Entretanto, os cento e sessenta delegados afloram sobre o papel das universidades no desenvolvimento comunitário. O Governador da Zambézia afirmou que o papel dessas unidades não pode encerrar-se apenas na formação de técnicos mas apostar na investigação socio-cultural para compreender a razão do porquê das queimadas descontroladas nas comunidades. Os estudos, segundo Muária, devem ser disseminados as próprias comunidades para melhor compreenderem os perigos das queimadas descontroladas, como a destruição do ecossistema, morte de animais e destruição de plantas que dariam dinheiro ao país no futuro através do corte da madeira e deitar abaixo as perspectivas de exploração turística. Quando se fazem queimadas podemos atingir os cajueiros e perder as plantas e o dinheiro que devíamos ganhar para resolver os nossos problemas, disse o timoneiro da província da Zambézia. JOCAS ACHAR Maputo, Sexta-Feira, 20 de Novembro de 2009:: Notícias

Moçambique: Morteiro mata três crianças e fere outras duas em Maúa (Niassa)

Morteiro mata três crianças e fere outras duas em Maúa Três crianças morreram e outras duas contraíram ferimentos graves na sequência da explosão de uma mina de morteiro no distrito de Maúa, província de Niassa. O engenho, que se acredita tenha sido colocado em algum lugar nas proximidades do local da explosão durante a guerra civil de 16 anos terminada em 1992, terá rebentado quando as crianças o atiraram contra uma árvore. Os dois menores feridos estão a receber tratamentos médicos no Hospital Rural de Cuamba. Segundo fontes desta unidade hospitalar, uma das crianças sofreu ferimentos graves numa das pernas, podendo esta vir a ser amputada. A outra criança sofreu ferimentos no tórax, bacia e mão esquerda. O incidente ocorreu na localidade de Muaquia, unidade administrativa onde no passado esteve localizada uma base da Renamo. Maputo, Sexta-Feira, 20 de Novembro de 2009:: Notícias

Moçambique: Aviação comercial africana reúne em Maputo

Aviação comercial africana reúne em Maputo Maputo (Canalmoz) - A AFRAA - African Airline Association (Associação das companhias Aéreas Africanas), realiza em Maputo na próxima segunda e terça, 23 e 24 de Novembro, em Maputo a sua 41ª Assembleia Geral Anual. Criada em 1968, a AFRAA tem sido fundamental para sensibilizar os governos africanos, através da Comissão de Aviação Civil Africana e outras organizações regionais e sub-regionais, sobre as acções a serem tomadas para o desenvolvimento de um sistema eficiente de transporte aéreo, refere a LAM-Linhas Aéreas de Moçambique, companhia anfitriã, num comunicado enviado à nossa redacção. O engº José Viegas, PCA da LAM, é quem preside a AFRAA desde Novembro do ano passado. Foi eleito para a liderança da Associação das Companhias Aéreas Africanas durante a 40.ª Assembleia Anual da organização, realizada no Burkina Faso. No mesmo encontro, a LAM foi eleita melhor Companhia Aérea Africana do ano. A LAM é membro da AFRAA desde 1976. Fazem parte da Associação a TAAG- Linhas Aéreas de Angola; South African Airways, da África do Sul; Kenya Airways, do Kenya; Aero Contractors Of Nigeria, da Nigéria; Afriqiyah Airways, da Líbia; Air Algérie, da Argélia, Air Botswana, do Botswana; Air Burkina, do Burkina Faso; Air Burundi, do Burundi; Air Ivoire, da Costa do Marfim; Air Madagasrca, do Madagáscar; Air Malawi, do Malawi; Air Mauritius, da Ilhas Maurícias; Air Namíbia, da Namíbia; Air Senegal International, do Senegal; Air Seychelles, das Ilhas Seychelles; Air Tanzania, da Tanzania, Air Zimbabwe, do Zimbabwe; Antrak Air, do Gana; Bellview Airlines, da Nigéria; Cameroon Airlines, dos Camarões; Compagnie Aérienne du Mali, do Mali; EgyptAir, do Egipto; Eritrean an Airlines, da Eritreia; Ethiopian Airlines, da Etiópia; Ghana International Airlines, do Gana; Interair, da República Centro Africana; Libyan Airlines, da Líbia; Nasair, da Eritreia; Nigerian Eagle Airlines, Nigéria; Precision Air Services, Tanzania; Royal Air Maroc, do Marrocos; South African Express, da África do Sul; Sudan Airways, do Sudão; Toumai Air Tchad, do Tchad e Tunisair, da Tunísia. (Redacção) 2009-11-20

19 de novembro de 2009

Antes e depois: José Sócrates

1984 (27 anos) - 2009 (52 anos)

Antes e depois: Paulo Portas

1980 (18 anos) - 2008 (46 anos)

Antes e depois: Maria de Belém

1980 (31 anos) - 2005 (56 anos)

Antes e depois: Francisco Louçã

1972 (16 anos) - 2006 (50 anos)

Antes e depois: Jerónimo de Sousa

1981 (34 anos) - 2005 (58 anos)

Antes e depois: Durão Barroso

1987 (31 anos) - 2007 (51 anos)

Antes e depois: Cavaco Silva

1985 (46 anos) - 2007 (68 anos)