26 de fevereiro de 2009
Moçambique - Parque Nacional da Gorongosa
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Moçambique - Parque Nacional da Gorongosa
21 de fevereiro de 2009
Moçambique vai acolher em Junho próximo a primeira mostra de cinema e audiovisual da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Mostra de cinema da CPLP no país
Moçambique vai acolher em Junho próximo a primeira mostra de cinema e audiovisual da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). O evento se enquadra no espírito da promoção do cinema e audiovisual dos países membros da comunidade e visa o reforço da visibilidade das respectivas indústrias cinematográficas e culturais.
Estarão presentes no acto cerca de 40 pessoas, entre cineastas e realizadores de cinema, bem como dezenas de outras figuras ligadas ao mundo do cinema, intelectuais, actores, académicos, jornalistas, artistas, críticos de arte e de cinema, bem como escritores de diferentes países que constituem a comunidade de língua portuguesa.
Com efeito, de 18 a 25 de Junho serão exibidos filmes produzidos nos últimos três anos no espaço da CPLP, os que foram premiados no Festival de Cinema dos Países de Língua Portuguesa (CINEPORT) e outros que os países organizadores vêem produzindo e que os possam considerar de importantes para estarem presentes na mostra.
Paralelamente, decorrerão oficinas técnicas, que tem como objectivo a capacitação de jovens e outras pessoas interessadas nas áreas de cinema e realização.
Por outro lado, na mostra serão organizadas sessões diárias de exibição destinadas ao grande público, com destaque para docentes e discentes do ensino superior e secundário.
As sessões alargar-se-ão, também, aos funcionários públicos e trabalhadores em geral, bem como aos residentes dos bairros onde os filmes irão ser projectados.
Num breve contacto com o nosso Jornal, o director do Instituto Nacional de Audiovisual e Cinema (INAC), Djalma Lourenço, referiu que foram já feitos convites aos países membros, sendo que, devido a exiguidade de fundos virão somente duas pessoas por cada país, porém, abriu-se a possibilidade de serem mais participantes casos eles, com o apoio dos seus países, tenham a possibilidade de virem até Moçambique para estarem presentes nesta acção.
Disse estarem a trabalhar com todos os cineastas moçambicanos no sentido de estes darem o seu apoio técnico e participem não só no evento, mas também nas acções de formação dos jovens cineastas.
Para além de realizadores e cineastas experimentados irão presentes jovens que trabalham nesta área e outros que ainda estão à busca de afirmação.
De acordo com Djalma Lourenço, a nível da CPLP o intercâmbio cultural é muito estimulado, sendo esta é mais uma janela do reforço das relações de cooperação e de amizade, bem como de troca de experiências não somente neste, mas em quase todos os domínios do campo cultural.
Maputo, Sábado, 21 de Fevereiro de 2009:: Notícias
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20 de fevereiro de 2009
O romance "O Último Voo do Flamingo", do escritor moçambicano Mia Couto, vai ser transposto para o cinema pela Fado Filmes
"O Último Voo do Flamingo" vai ser adaptado ao cinema
O romance "O Último Voo do Flamingo", do escritor moçambicano Mia Couto, vai ser transposto para o cinema pela Fado Filmes, e as filmagens começam a 18 de Março em Marracuene. A realização estará a cargo de João Ribeiro, que com esta obra se estreia na longa-metragem.
"Temos um realizador, que é o João Ribeiro, que é extremamente forte, e ao mesmo tempo com bastante experiência de produção. A adaptação foi feita por Gonçalo Galvão Teles", indicou o responsável da produtora, Luís Galvão Teles.
Destacando que "a linguagem de Mia Couto é muito particular, muito poética, muito rica, e, portanto, há esse lado, que não é transponível para o cinema".
"Mas a efabulação do livro está muito próxima de toda a narrativa das personagens", realçou.
A escolha dos actores está a ser feita em Portugal, Brasil, Moçambique e Angola, e o filme deverá estar concluído antes do final do ano.
"O filme - qualificou Galvão Teles - é um policial, que acaba como uma grande reflexão sobre Moçambique e o destino de Moçambique. Se eu conseguir estrear antes do Natal de 2009 será perfeito".
As filmagens têm a duração prevista de sete semanas e a equipa técnica será mista, com a perspectiva de utilização máxima de colaboradores moçambicanos, "dentro do espírito de contribuir para o desenvolvimento do cinema em Moçambique".
"O Último Voo do Flamingo" tem uma base muito aberta de produção na medida em que vai ser co-roduzido por Espanha, Brasil, Moçambique, Itália e França.
Para a realização do projecto, a produtora Fado Filmes contou, entre outros, com os apoios do ICA (Instituto do Cinema e do Audiovisual), RTP (Rádio Televisão Portuguesa), VídeoFilmes (do realizador brasileiro Walter Salles) e AMOCINE(Associação Moçambicana de Cineastas).
Com "O Último Voo do Flamingo", a Fado Filmes produz a segunda longa-metragem feita em Moçambique por um realizador moçambicano, desde que o país se tornou independente. A primeira longa-metragem, "O jardim do outro homem", teve a assinatura de Sol de Carvalho.
Maputo, Sexta-Feira, 20 de Fevereiro de 2009:: Notícias
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Poetas e Escritores de Moçambique
17 de fevereiro de 2009
Árvore (Mia Couto)
Árvore
cego
de ser raiz
imóvel
de me ascender caule
múltiplo
de ser folha
aprendo
a ser árvore
enquanto
iludo a morte
na folha tombada do tempo
Mia Couto
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Poetas e Escritores de Moçambique
15 de fevereiro de 2009
A questão do tempo em Terra sonâmbula (Michel Lima Gonçalves)
A questão do tempo em Terra sonâmbula (Michel Lima Gonçalves)
Universidade Federal Fluminense
Se houvesse uma linha infinita, ela seria
uma reta, um triângulo, um círculo e uma
esfera. Da mesma maneira, se houvesse
uma esfera infinita, ela seria um triângulo,
um círculo e uma linha.
Nicolau de Cusa
Antes de mais nada, gostaríamos de tomar de empréstimo algumas afirmações da física e da matemática para exemplificarmos o discurso:
1a- - duas retas paralelas se encontram no infinito;
2a- - todo segmento de reta faz parte de uma curva de uma circunferência maior no infinito;
3a- - o círculo é uma figura geométrica perfeita, porque não há emendas.
O nosso estudo analisará a questão do tempo no romance Terra Sonâmbula, partindo das noções de tempo retilíneo e de tempo cíclico.
O Tempo Cristão - A Linha e o Tempo Antigo - O Círculo
O mundo antigo cria em uma concepção naturalista do tempo e da história, na qual espelhavam-se nas mudanças cíclicas das estações, na alternância entre dia e noite , dando um caráter repetitivo ao tempo. Havia mudanças mas não havia novidades.
Foi o cristianismo que, contrapondo-se ao mundo antigo, pagão, mudou esta concepção. Em vez do círculo, temos a linha.
Os teólogos cristãos, sobretudo Agostinho, baseados na tradição judaico-messiânica, deram um novo sentido ao tempo e à história. O mundo passava a ter um princípio – o passado – que apontava para o fim dos tempos – o futuro. A criação do mundo é a origem de tudo e o que decorre dela em diante concorre para o juízo final. O passado, o presente e o futuro foram ligados em uma seqüência compreensível, que não é simplesmente cronológica, mas sobretudo teológica.
Nesta concepção cristã, o tempo é retirado da esfera natural e é humanizado, mesmo que com orientação divina. É mostrado como linear e irreversível, ao contrário dos ciclos e recorrências do pensamento antigo. "Assim contrariamente as filosofias helênicas, que concebiam o tempo fechado num círculo sem saída e sem fim. O cristianismo atribui ao tempo o máximo de potencialidades e significação."(Bignotto, 1996: p. 180.)
O mundo clássico acreditava no caráter cíclico da história e do tempo. Fortuna, deusa romana, era o rosto que fazia girar o ciclo da história. A Fortuna cumpria uma lei da qual não se pode escapar. Ela fazia girar a roda que estava em seu poder, mas não criava algo de novo, uma vez que o mundo está condenado à eterna repetição. A Fortuna não era como a Providência divina, uma intervenção de Deus nos negócios humanos, guiada por uma escatologia. Seus atos refletiam apenas a circularidade do tempo, mas deixavam aberta a porta para que os homens tentassem vencê-la.
O Tempo em Terra Sonâmbula
O romance de Mia Couto é composto de duas narrativas que, a princípio, possuem tempos distintos e lineares. Há um ponto de partida que desencadeia os fatos que compõem o romance: o machimbombo queimado.
A 1a- narrativa - a de Tuahir e Muidinga – a ação é mais lenta, pois a terra é sonâmbula, está em transe, a sonhar, como se esperasse um novo tempo no qual a terra renasceria.:
"Naquele lugar, a guerra tinha morto a estrada. ( ... ) A paisagem se mestiçara de tristezas nunca vistas, em cores que se pegavam à boca.
( ... )
Um velho e um miúdo vão seguindo pela estrada. ( ... ) Vão para lá de nenhuma parte , dando o vindo por não ido, à espera do adiante. ( ... ) Vão na ilusão de, mais além, haver um refúgio tranqüilo." ( Couto, 1995: p. 9 )
A guerra "mata" a terra e faz com que os locais tornem-se estrangeiros em seu próprio território. Muidinga e Tuahir, traçando-se um paralelo com Vidas Secas de Graciliano Ramos, são retirantes. Mas ao contrário da família da Fabiano e Sinhá Vitória, não fogem da seca, seu inferno é outro: a guerra . Como diz o Velho Taímo pelo relato de Kindzu, lido pela voz de Muidinga: "a guerra é uma cobra que usa nossos próprios dentes para nos morder." (COUTO, 1995: p. 19).
Mas a terra na verdade não está morta, ela se encontra em um estado letárgico, em um coma. É a forma de sucumbir. É o transe, o sonambulismo que faz com que a terra se movimente lentamente. Não são as personagens que viajam pela terra , mas sim esta que está a caminhar:
"À volta do machimbombo Muidinga quase já não reconhece nada. A paisagem prossegue suas infatigáveis mudanças. Será que a terra, ela sozinha, deambula em errâncias? De uma coisa Muidinga está certo: não é o arruinado autocarro que se desloca. Outra certeza ele tem: nem sempre a estrada se movimenta. Apenas de cada vez que ele lê os cadernos de Kindzu. No dia seguinte à leitura, seus olhos desembocam em outras visões."( p. 121 )1
O tempo nesta narrativa, assim como na terra, movimenta-se lentamente, quase parado. Tuahir e Muidinga estão vivendo em um eterno presente, onde não há muita perspectiva de um futuro. É um tempo a deriva.
Porém, a narrativa composta pelos Cadernos de Kindzu possui um tempo que movimenta-se mais rápido. É o passado - pois os relatos de Kindzu já aconteceram antes do tempo de Muidinga e Tuahir - que caminha freneticamente para o futuro. O tempo da memória. Esta é quem constrói a rede onde todas as histórias se articulam entre si. Ou seja, ela origina "a cadeia da tradição, que transmite os acontecimentos de geração em geração." ( BENJAMIN, 1988: p. 211 ). Dialogando com o passado, Kindzu torna-se o presente e confunde-se com ele:
"Quero pôr os tempos, em sua mansa ordem, conforme esperas e sofrências. Mas as lembranças desobedecem, entre a vontade de serem nada e o gosto de me roubarem do presente. Acendo a história, me apago a mim. No fim destes escritos, serei de novo uma sombra sem voz." ( p.17 ).
Como diz Alfredo Bosi, "a memória vive do tempo que passou e, dialeticamente o supera."( p.27 ). Pois recorda-se agora o que viu-se outrora, criando a idéia do tempo reversível. Este concebe o tempo como seqüência, que é suprimida enquanto o sujeito rememora o passado, ou seja, vive a simultaneidade entre o antes e o agora.
A memória e o tempo reversível abrem caminho para outra noção de temporalidade encontrada no romance: o tempo mítico. O sonho é porta para chegar-se a esta percepção temporal: "Só recordo esta inundação enquanto durmo. Como tantas outras lembranças que só me chegam em sonho. ( p. 24 ).
O Tempo Mítico
Nas sociedades africanas os velhos exercem um grande papel, são eles que detêm a sabedoria, conhecem a história de seu povo. Eles transmitem seus ensinamentos aos mais jovens. Ao contar suas histórias, resgatam através da memória toda a vivência dos antepassados.
O contato com os velhos, contadores de histórias, permite que haja transformações para além da realidade física, diferentemente das sociedades ocidentais nas quais o tempo é retilíneo e as transformações, o campo das mudanças está reservado ao futuro. Nas sociedades africanas, ou em quase todas, não existe a noção de futuro. A transformação acontece de forma simultânea entre o tempo real e o tempo ideal. Como dois mundos superpostos – o da ancestralidade, do tempo mítico, e o mundo real, do tempo sensorial - coexistindo.
E a ponte para estes dois mundos é feita pelos velhos: "... a razão deste mundo estava num outro mundo inexplicável. Os mais velhos faziam a ponte entre esses dois mundos."(p.18).
E este mundo mítico, da ancestralidade é habitado por espíritos dos antepassados, por seres que estiveram entre os viventes e que ao passarem pela morte não perderam sua autoridade. Pelo contrário, aquela legitima esta, pois agora todos que passaram pela morte fazem parte da tradição e podem ser invocados a qualquer momento. É como diz Bosi:
"Os espíritos dos antepassados podem reaparecer quando chamados pelos crentes, porque tudo aquilo que eles foram não desapareceu: existe ainda agora, continua vivo. Os séculos não destruíram as entidades que neles viveram: o tempo ontológico dos espíritos está fora e liberto do tempo do relógio, embora possa habitá-lo e penetrá-lo nos momentos de epifania." ( BOSI, 1996: p. 29 )
O Círculo e a Linha
Chegamos a terceira noção temporal presente em Terra Sonâmbula: a circularidade. No início deste estudo vimos que o ponto de partida deste romance é o machimbombo incendiado, e que o texto de Mia Couto é composto de duas narrativas. A 1a- narrativa possui um ritmo mais lento que a 2a- narrativa. Mas as duas caminham com suas histórias e tempos, como duas retas paralelas caminhando para o infinito é o final do romance, pois as duas narrativas se encontram. Quando Kindzu em sonho vê sua morte e avista Gaspar e o machimbombo, voltando ao ponto de partida do romance, fecha-se o círculo. A reta narrativa que compõe o romance é na verdade parte de um círculo maior que tem como ponto de partida o já referido autocarro, mas que poderia ser outro ponto qualquer dentro da história, pois o círculo, fechado em si mesmo, não possui emendas, podendo-se escolher qualquer lugar para se percorrer sua circunferência.
Assim como o diretor macedônio Milcho Manchevski faz seu filme Antes da Chuva, no qual conta-se três histórias, tendo como início do filme uma foto de um jovem monge sentado. Esta cena irá ser retomada ao final do filme, mas não como uma fotografia, mas como uma cena real, sendo que não se trata de um flashback, mas de uma cena que aconteceu "a posteriori". Mia Couto faz o mesmo com seu romance, ou seja, "brinca" com a noção de temporalidade, recuperando ao final do livro o seu início, mas que já não é o mesmo porém outro.
Bibliografia:
BENJAMIM, Walter. O narrador. In: Obras Escolhidas. Vol.: I, 4a ed. São Paulo:Brasiliense, 1988.
BIGNOTTO, Newton. O círculo e a linha. In: NOVAES, Adauto (org.) Tempo e História. 2a- ed. São Paulo: Secretaria Municipal de Cultura / Companhia das Letras,1996.
BOSI, Alfredo. O tempo e os tempos. In: NOVAES, Adauto (org.) Tempo e História. 2a- ed. São Paulo: Secretaria Municipal de Cultura/ Companhia das Letras, 1996.
COUTO, Mia. Terra Sonâmbula. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995.
GONÇALVES, Michel L. .Mia Couto: a oralidade construindo o literário. Comunicação apresentada no VIII Congresso da ASSEl, Rio de Janeiro, novembro de 1998.
KUMAR, KRISHAN. Da sociedade pós-industrial à pós-moderna. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997.
PADILHA, Laura Cavalcante. Entre a voz e a letra. Niterói: Eduff, 1995.
Notas:
1. A partir desta passagem do romance de Mia Couto quando nos referirmos a ele indicaremos apenas a página sem dar a indicação bibliográfica.
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Poetas e Escritores de Moçambique
11 de fevereiro de 2009
Confirmada criação do movimento nacional: Daviz Simango será candidato à Presidência da República de Moçambique
Confirmada criação do movimento nacional
Daviz Simango será candidato à Presidência da República
“Já não há recuo porque já há mais de 50 mil assinaturas de todas as províncias do país”, garante Geraldo Carvalho, porta-voz da organização em formação
Nacala (Canal de Moçambique) - O Gabinete Candidato Independente à presidência do município da Beira vai hoje anunciar a criação de um movimento sob a liderança do engenheiro Daviz Simango. O facto foi ontem confirmado telefonicamente ao «Canal de Moçambique» pelo porta-voz do grupo, Geraldo Carvalho. Este disse-nos inclusivamente que o líder do movimento “será seguramente candidato à Presidência da República nas eleições do presente ano”. “Daviz Simango não recusou nunca e não vai recusar agora este pedido do povo de todo o país, do Rovuma ao Maputo e do Índico ao Zumbo”.
“Está decidido. Vamos avançar com um movimento político inspirado em Daviz Simango. Já não há recuo. E ele vai ser candidato à Presidência da República já este ano”, disse-nos Geral Carvalho.
Carvalho disse ainda que a decisão foi tomada esta segunda-feira pelo gabinete que apoiou Daviz Simango a candidatar-se à sua reeleição como edil da Beira.
Ainda segundo Carvalho, porta-voz do Gabinete, a decisão final com o sentido de se avançar foi tomada dia 09 de Fevereiro, segunda-feira, “depois de auscultadas as brigadas que se deslocaram a todo o país” para aferir a disponibilidade em cada província para se avançar com a criação de um Movimento para concorrer aos próximos pleitos provinciais e gerais – legislativos e presidenciais agendados para este ano.
De acordo com Geraldo Carvalho “já não há recuo”. Diz ele que foram obtidas “mais de cinquenta mil assinaturas no total de todas as províncias” para se avançar com a criação do movimento que se pretende venha a ser liderado por Daviz Simango. E “também está decidido que Daviz Simango será candidato já este ano às presidenciais”.
Para formalização de partidos a lei exige apenas cem assinaturas de cidadãos, por província. “Já há fichas de assinaturas. Entre cinquenta mil a sessenta mil”, diz Carvalho.
Quanto à designação que poderá vir a ter o movimento em formação Geraldo Carvalho disse-nos que há três nomes na mesa e três símbolos, mas que a decisão final caberá à Conferência Constitutiva do Movimento, a realizar-se nos próximos dias na “região centro do país”.
Carvalho assegurou que vão ser tomados em consideração todos os aspectos legais para que o movimento se concretize e não fique em causa a continuidade da governação do município da Beira pelo recém empossado edil, Daviz Simango.
O porta-voz do movimento deu-nos a conhecer que há três nomes na mesa para se vir a designar o movimento: REDEMO (Revolução Democrática de Moçambique), MODEMO (Movimento Democrático de Moçambique) e ainda a mesma designação mas com a sigla MDM. Existiu e ainda poderá vir a estar em cima da mesa a hipótese de se designar por FREDEMO (Frente Democrática de Moçambique). “São os nomes que vão estar na mesa da Conferência Constitutiva do Movimento e só depois se saberá em definitivo e oficialmente”.
“Mas já não há recuo. Vai mesmo haver um movimento para concorrer às próximas eleições provinciais e gerais”.
“Nós temos agora a missão de convencer em definitivo Daviz Simango a avançar mas temos a certeza de que ele não vai recusar pois já estamos a colocar-nos no lugar de milhares de moçambicanos de todo o país que querem que o movimento vá para a frente e tudo isto aconteça.”
“Agora a candidatura já nada tem a ver com a Beira ou a província de Sofala. Já é um movimento nacional”.
Mas o engenheiro Simango já aceitou?, perguntámos. “Daviz Simango jamais recusará um pedido nosso mais a mais agora que é já um pedido do povo a nível nacional”, concluiu Geraldo Carvalho um antigo oficial superior e activo guerrilheiro da RENAMO durante a guerra pela democratização do país.
(Fernando Veloso) 2009-02-11
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9 de fevereiro de 2009
Portugal: Malangatana homenageia Eduardo Mondlane na Casa Municipal da Cultura de Coimbra
Malangatana homenageia Mondlane em Coimbra
Quarenta obras do pintor moçambicano Malangatana estão expostas desde sábado na Casa Municipal da Cultura de Coimbra, em Portugal, no âmbito das comemorações do Dia dos Heróis Moçambicanos.
A mostra, patente até 21 de Fevereiro, intitula-se “Homenagem a Eduardo Chivambo Mondlane - Pastor de Manjacaze” e é uma iniciativa da Câmara de Coimbra - Departamento de Cultura, da Embaixada de Moçambique em Portugal e da Organização da Mulher Moçambicana. Na exposição podem ser apreciadas 18 telas e 22 ilustrações do artista plástico e poeta, considerado “o maior embaixador da cultura moçambicana”. Segundo o vereador da Cultura da Câmara de Coimbra, Mário Nunes, a exposição tem três objectivos: homenagear Eduardo Mondlane, assinalar e comemorar o 3 de Fevereiro, data alusiva aos Heróis Moçambicanos, e proporcionar ao público de Coimbra o contacto com a obra deste embaixador cultural. Uma das telas expostas é a obra “O Julgamento dos Militares da 4ª Região da Frente de Libertação de Moçambique”, datada de 1966, da colecção individual do antigo presidente da Assembleia da República portuguesa, Almeida Santos.
Maputo, Segunda-Feira, 9 de Fevereiro de 2009:: Notícias
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Moçambique - Cultura
7 de fevereiro de 2009
Ucanhe: Uma tradição moçambicana que a natureza encurta
UCANHE: Uma tradição que a natureza encurta
Janeiro e Fevereiro são os meses mais aguardados pelos apreciadores do ucanhe, a bebida tradicional feita do canhu. É frequente ver-se autênticas romarias sobretudo a áreas rurais e peri-urbanas de Maputo e Gaza, as províncias em que abundam os canhoeiros, tudo para se degustar e consumir uma bebida apetecível e breve. Depois da produção, o consumo do ucanhe obedece a certas formalidades, incluindo a “inauguração da época”, momento em que os apreciadores da bebida juntam-se em determinada comunidade, regra geral em casa de uma autoridade local. Rituais simples, como o “kuphahla”, precedem a partilha da mágica bebida pelos presentes.
Este ano, em Maputo, a abertura da “época do canhu” teve sábado lugar em Xitevele, no distrito de Boane, numa cerimónia em que também participou o Presidente Armando Guebuza. Num ambiente despido de formalismo, o chefe de Estado e alguns ministros, diplomatas estrangeiros em serviço no nosso país e outras individualidades juntaram-se à população de Xitevele e de regiões circunvizinhas, mobilizadas para esta festa.
Em tempo de festa – porque a época do canhu é breve – não vai para além das seis/oito semanas –, o Presidente Guebuza saudou a tradição, “porque é nossa cultura”.
Entretanto, algumas das dificuldades com que se batem os moçambicanos não se devem apenas à falta de trabalho. É por isso que no momento do “kuphahla” a autoridade local Xavier Matola, ladeado do Presidente Guebuza, pediu aos antepassados chuva, paz e prosperidade.
Guebuza – apesar de ter sublinhado quando falava às centenas de pessoas que a que se juntou naquela localidade que “hoje não é dia de discursos” – fez questão de incitar os presentes ao trabalho. “É bom estarmos aqui a desfrutar da nossa cultura, mas para que esta alegria seja repetida todos os anos devemos cultivar os nossos valores de povo lutar para vencermos os obstáculos com que nos deparamos hoje. A pobreza é um desses obstáculos e temos, todos nós, que lutar para vence-la”, disse o Presidente.
A “época do canhu” junta centenas de pessoas em várias outras comunidades de Maputo e Gaza onde abundam os canhoeiros. Abundam canhoeiros e abunda a bebida, como foi possível ver-se em Marracuene, na segunda-feira, data em que se assinalava o 114º aniversário da batalha ali ocorrida em finais do século XIX opondo chefes guerreiros locais às tropas invasoras portuguesas, ora em campanhas militares para a ocupação de Moçambique.
Enquanto jorrar o ucanhe, continuar-se-á a ver as procissões de gente que parte sobretudo do meio urbano, que representa um certo poderio material sobre aqueles a quem se vai juntar, nas pobres zonas rurais em que se fabrica a bebida. Essas romarias acabam sendo a única época em que se juntam a gente do meio urbano – que no seu meio se deleita consumindo whisky, vinho, cerveja..., comendo o que simplesmente lhe apetece – e a do rural, mais habituadas a partilhar consigo mesma as frustrações pela falta do que comer, porque as lavouras viram apenas histórias para contar, já que de resultado prático nada trazem devido às adversidades climatéricas com que se debatem nos últimos anos os nossos camponeses.
Quando a época passar, ficarão as recordações do dia ou do fim-de-semana em que uns foram ao campo beber ucanhe. E que outros, os que lá habitam, o degustaram aos potes e por dias a fio. Mas antes que a época passe mesmo à memória, porque presente, é necessário que não se esqueça que, tal como o canhu, os cereais, os tubérculos e os legumes são colhidos.
A diferença é que a estes se deve semear, depois de se trabalhar a terra – num trabalho que deve ser diário, mesmo na época do canhu. Este é uma espécie de dádiva divina, que vem sempre em Janeiro e Fevereiro, independentemente da lavoura ou das condições atmosféricas.
Gil Filipe
Maputo, Quarta-Feira, 4 de Fevereiro de 2009:: Notícias
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Moçambique - Culinária e Sabores
2 de fevereiro de 2009
O "jet-set" moçambicano (Mia Couto)
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31 de janeiro de 2009
Moçambique sai do chão E vai no porão... (Gorwane, Xtaca Zero e Gprofam)
A letra pertence ao escritor Mia Couto, a musica foi feita pelos Gorwane, Xtaca Zero e Gprofam, sendo o video da autoria de Pipaz Forjaz.(with English below) Moçambique sai do chão E vai no porão ...
Moçambique sai do chão
E vai no porão
Caiu a sombra, tombou no chão
Fica um buraco no pé da nação
Lá vai a tábua de um caixão
O morto é a floresta de uma nação
Toda a riqueza para exportação
Não fica nada para nós, não, não
Não fica nada para nós, não, não
Já está mais que na hora, põe a mão na cabeça
E vê agora como a terra chora
A moto-serra, serra, serra
Rouba o verde, numa outra guerra
Lá vai a umbila
Lá foi o cimbirre
Caiu a chanfuta
Caiu pau-preto
E voa a mssassa
Voou a mbaúa
Quem canta agora
É a moto-serra
Quem canta agora é a moto-serra
Parando a árvore, despindo a terra
Roubando o verde, numa outra guerra
Quen toca agora é a moto-serra
A música que agora toca no mato
Não é xigubo, makwaiela, nem campo adubado
Não é enxada, não, não, não
Não é nem fumo de xitimela, my brother
Oh Papá, oh Titio
Corta aqui, mas depois planta ali, Oh!
Oh Papá, oh Vôvô
Corta aqui, mas depois planta ali, Oh!
A música, agora, não é a canção
É o simples ronco do camião
Lá vai o tronco, lá vai a madeira
Lá vai a riqueza sem algibeira
_________
Mozambique is being uprooted
And stored in the hold of a ship
A shadow has fallen on the ground
A hole is opened at the nation's feet
There go the planks of a coffin
The dead is the nation's forest
All the wealth is being exported
Nothing is left for us, no, no
Nothing is left for us, no, no
Now it is time, put your hands on your head
And see how the land cries
The chainsaw cuts, cuts ,cuts
Stealing the green in yet another war
There goes the umbila
There went the cimbirre
The chanfuta has fallen
The ebony has fallen
The mssassa is flying
The mbaúa has flown
Who sings now
Is the chainsaw
Who sings now is the chainsaw
Raping the trees, undressing the land
Stealing the green, in yet another war
Who sings now is the chainsaw
The song played in the bush now
Is not xigubo, makwaiela, or fertilized land
It is not a hoe, no, no
It is not the smoke of a train my brother
Oh father, oh Uncle
Cut here, but then plant there, Oh!
Oh father, oh grandma
Cut here, but then plant there, Oh!
The music now is not a song
It is the simple roar of a truck
There go the logs, there goes the timber
There goes the wealth without a pocket.
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Pudim de Peixe (Moçambique)
Pudim de Peixe
Ingredientes:
5 tomates escaldados pelados
3 cebolas picadas
2 dentes de alho esmagados
sal ao gosto
1/2 limão
1/2 Peixe serra cozido, desfiado, e sem espinhas (quantidade: metade da quantidade do peixe em pão)
1 pão de forma sem côdea (aos pedaços)
Salsa
Preparação:
Tempera-se o peixe já cozido e desfiado, com alho esmagado, sal e limão.
Faz-se um refogado com azeite, 1 dente de alho, cebola e tomate. Quando o refogado estiver bem apurado mete-se o peixe desfiado lá dentro dentro, mexendo sempre sem parar.
Mergulha-se os pedaços de miolo de pão, na água que cozeu o peixe, e espremesse até ficar seco.
Depois do peixe estar envolvido no refogado, mete-se o miolo do pão aos pedaços, e continua-se a mexer até ficar uma papa, não muito mole.
Deixa-se cozer a apurar durante uns 20 minutos.
Acrescentado a água do peixe se necessário para não secar.
Adiciona-se salsa a gosto.
Em seguida unta-se um pirex alto com manteiga, e põe-se o pudim dentro do pirex.
Polvilha-se com pão ralado por cima, e mete-se no forno a 180 graus, até a parte de cima corar e ficar um pouco rija.
Acompanhe com batatas fritas ou legumes.
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Peixe à Lumbo (Moçambique)
Peixe à Lumbo
Ingredientes:
2 pimentos verdes
2 pimentos vermelhos
1 kg de peixe (pargo ou goraz etc.)
5 dl de leite de coco
1 ramo de coentros
3 cebolas
5 tomates
piripiri q.b.
500 grs de miolo de camarão
sal q.b.
Preparação:
Depois do peixe arranjado, corta-se às postas e salpica-se com um pouco de sal.
Picam-se todos os legumes bem picadinhos, rega-se com o azeite e tempera-se com sal. Reserve.
Num tacho coloca-se metade desta mistura.
Por cima põem-se as postas de peixe e o miolo de camarão.
Cobre-se com a restante mistura.
Adiciona-se o leite de coco. Tapa-se o tacho e leva-se ao lume muito brando para cozer, o que leva +- 30 minutos. Convém verificar.
Depois de pronto serve-se acompanhado de arroz.
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Papas de Mandioca (Moçambique)
Papas de Mandioca
Ingredientes:
3 tomates maduros
1 colher de sopa de manteiga
2 cebolas
1 raminho de salsa
1 dl de óleo
2 dentes de alho
150 grs de farinha de mandioca
+- 4 dl de caldo de peixe
sal q.b.
Preparação:
Leva-se um tacho ao lume com o óleo, as cebolas e os dentes de alho picados a alourar.
Juntam-se os tomates sem peles nem sementes e a salsa picada. Deixa-se cozer o tomate até se desfazer.
Adiciona-se um pouco de caldo de peixe e a mandioca também, desfeita num pouco de caldo.
Mexe-se muito bem com uma colher de pau para não fazer grumos e deixa-se cozer cerca de 10 minutos em lume brando.
Depois de cozido retira-se do lume e junta-se a manteiga. Misture. Deve ficar consistente.
É um bom acompanhamento para peixes etc.
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Mimini (Moçambique)
Mimini
Ingredientes:
leite de coco q.b.
1 cebola
3 tomates
0,5 dl de azeite ou óleo
sal q.b.
piripiri q.b.
600 grs de mandioca
700 grs de garoupa cortada às postas
Preparação:
Tempera-se o peixe com sal depois de arranjado e cortado às postas. Fica a tomar gosto cerca de 30 minutos.
Frita-se o peixe. Reserve.
Leva-se um tacho com a cebola picada, o óleo e o tomate sem peles nem sementes a refogar.
Descasca-se a mandioca e corta-se aos palitos, que se põe no refogado depois de lavada.
Tempera-se com sal e piripiri.
Adiciona-se o leite de coco suficiente para cobrir.
Deixe levantar fervura, juntam-se as postas de peixe frito e ferve-se até a mandioca estar cozida.
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Matapa de Abóbora (Moçambique)
Matapa de Abóbora
Ingredientes:
200 grs de amendoim descascado e pisado
1 cebola picada
700 grs de camarões cozidos e descascados
700 grs de folhas de abóbora
2 dl de leite de coco
2 tomates maduros
piripiri q.b.
sal q.b.
Preparação:
Em primeiro lugar cortam-se as folhas de abóbora como se fosse para caldo verde, mas mais grossas.
Cozem-se em água temperada com sal e depois de cozidas deixa-se a escorrer num passador.
Leva-se um tacho ao lume com o óleo e a cebola picada a alourar. Junta-se o tomate sem peles nem sementes e deixa-se cozer até desfazer-se.
Adicionam-se a este refogado as folhas de abóbora escorridas. Juntam-se o leite de coco, os camarões cozidos e descascados e o amendoim pisado e desfeito em um pouco de água.
Tempere com sal e gindungo.
Leve novamente ao lume para apurar.
Sirva acompanhado com Chima de Arroz (ver receita) ou arroz branco.
Nota: Caso não encontre folhas de abóbora pode confeccionar este prato com espinafres ou couve, embora eu goste mais com folhas de abóbora.
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Mandioca com Miudezas (Moçambique)
Mandioca com Miudezas Ingredientes: 1 kg de mandioca limpa das cascas e raízes 6 tomates pelados e sem sementes 2 cebolas 1 colher de sopa de rajá, (pó de caril) 500g. de miudezas de galinha 2 dentes de alhos 6 colheres de sopa de azeite 200 g. de grão de bico cozido Preparação: Num tacho ferve-se agua com um pouco de sal, a mandioca e o grão de bico até ficar tudo cozido, deita-se a agua da cozedura fora, deixando a mandioca e os grãos em repouso. Refoga-se o tomate, a cebola, o alho, no azeite durante 2 minutos. Em seguida junta-se o rajá e as miudezas. Apurada a cozedura das miudezas junta-se por fim a mandioca e os grão de bico. serve-se numa travessa, enfeitando com azeitonas pretas sem caroços. Sirva como acompanhamento uma salada de pepinos e cenouras.
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Galinha com Manga (Moçambique)
Galinha com Manga
Ingredientes:
1 galinha
1 cebola
3,5 dl de leite completo
3 dentes de alho
250 grs de polpa de manga cortada aos bocados
piripiri q.b.
sal q.b.
1 dl de azeite
Preparação:
Num tacho leva-se ao lume a refogar o azeite, a galinha cortada aos bocados, a cebola e os dentes de alho picados.
Quando a galinha perder a cor de crua, adiciona-se o leite e os bocados de manga.
Tempera-se com piripiri e sal.
Tapa-se o tacho e deixa-se cozer.
Sirva acompanhada com arroz.
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Frango Cafrial à Zambeziana (Moçambique)
Frango Cafrial à Zambeziana
Ingredientes:
1 frango médio
1 coco ralado
8 dentes de alho
1 folha de louro
sal q.b.
Preparação:
Limpe bem o frango e deixe escorrer num passador.
Rale o coco para dentro de uma bacia plástica e, depois de ralado deite meia chávena de chá de água quente e meia de água fria, mexa muito bem com as mão até ficar um leite mais ao menos cremoso, deixe arrefecer, enquanto pila-se o alho e o sal.
Para temperar o frango, ponha-o num tabuleiro e tempere com o preparado e a folha de louro.
Uns minutos depois deite meia quantidade do leite do coco e fica a marinar por meia hora.
À parte, numa tijelinha junte o resto do leite de coco e um pouco de azeite. Este frango é assado na brasa e de vez em quando, com uma pena de galinha vá borrifando o preparado de leite e azeite sobre o frango até estar pronto para servir.
Nota: O preparado de leite de coco e azeite é para que na altura de assar o frango na brasa a pele fique mais estaladiça.
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